jun 22, 2015 | Esporte

O atacante Neymar utilizou sua conta no Instagram nesta segunda-feira (22) para explicar por que não seguirá com a seleção brasileira na Copa América. Suspenso até o fim do torneio, o craque pediu perdão aos companheiros pela situação em que se encontra e afirmou que teme prejudicar o grupo por estar infeliz com a situação.
“Independentemente de onde estarei a partir de agora, acompanharei sempre a seleção, torcendo pelo sucesso dos meus companheiros, mas ficar aqui apenas treinando é me matar por dentro… Sem alegria nenhuma… É muito ruim treinar sem me preparar para algo e essa situação pode me levar a uma lesão acidental o que tornaria tudo ainda mais difícil”, afirmou o atacante.
Minutos após o desabafo, Neymar deixou definitivamente a concentração da seleção brasileira, em Santiago, nesta manhã. Não havia torcedores em frente ao hotel, apenas jornalistas, e o jogador reiterou palavras que havia publicado na internet.
“Foi uma ocasião que eu me deixei levar. Agora é descansar a mente e curtir a família. Agora cai a ficha. Tinha aquele momento de esperança, mas agora já foi. Que sirva de aprendizado. É mais uma coisa que acontece na minha vida”, disse o jogador na saída do hotel, rumo ao aeroporto, onde pegará um jatinho para São Paulo.
“Já estava falando com Dunga e GIlmar sobre o que ocorreu, sabíamos que a punição não ia diminuir em nada. Fomos alertados. Entendemos que o melhor era ir embora. Não tinha motivo para ficar aqui. É complicado um cara treinar para não ter nada. A Copa América para mim acabou”, completou.
A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) decidiu, na noite do último domingo, que não recorreria da decisão da Conmebol de suspender Neymar por quatro jogos devido aos incidentes na partida contra a Colômbia. Após reunião com a comissão técnica, também ficou decidido que o jogador não permaneceria com o grupo.
Antes da partida contra a Venezuela, o técnico Dunga foi questionado se Neymar deveria ficar com o grupo até o fim da Copa América caso a punição fosse mantida. Na ocasião, o treinador respondeu que a decisão “dependia do líder” e ressaltou que existem “líderes que jogam e líderes que não jogam”, dando a entender que a permanência do atacante seria importante para a seleção.
“Sei que a minha presença no grupo é importante, assim como a de cada um dos demais jogadores que, mais do que nunca, devem estar com seus pensamentos totalmente voltados para as próximas partidas que temos pela frente. (…) Ficar aqui poderia trazer para um ambiente de “CONCENTRAÇÃO” assuntos que tirariam o foco do principal objetivo da Seleção”, explicou o jogador.
Aguardei com muita fé e esperança até este momento pela possibilidade de ainda poder atuar pela Seleção Brasileira nesta Copa América.
Infelizmente não será mesmo possível.
Sei que a minha presença no grupo é importante, assim como a de cada um dos demais jogadores que, mais do que nunca, devem estar com seus pensamentos totalmente voltados para as próximas partidas que temos pela frente.
Nunca me furtei da responsabilidade de ser um dos líderes do grupo e como capitão sempre me entrego em busca de vitórias e tomando decisões, sejam elas erradas ou certas. E este é um momento de decisão.
Independentemente de onde estarei a partir de agora, acompanharei sempre a seleção, torcendo pelo sucesso dos meus companheiros, mas ficar aqui apenas treinando é me matar por dentro… Sem alegria nenhuma….É muito ruim treinar sem me preparar para algo e essa situação pode me levar a uma lesão acidental o que tornaria tudo ainda mais difícil.
Precisava externar esse sentimento ao grupo e a comissão técnica que sempre me apoiaram. Ficar aqui poderia trazer para um ambiente de “CONCENTRAÇÃO” assuntos que tirariam o foco do principal objetivo da Seleção.
Peço perdão aos meus companheiros, por ter me permitido estar nessa situação mas tenho certeza que saio com mais um aprendizado em minha carreira.
Boa sorte Brasil !!
jun 20, 2015 | Esporte
A paixão por camionetes popularmente conhecidas como “Big Foot” (Pé grande, camionetes altas), levou dois jovens da Capital a criarem a página nas redes sociais, com o nome BF///MS. O sucesso na mídia é tanto que já são mais de 330 mil seguidores, o maior clube de camionetes do País. O site oficial e um e-commerce foram consequência. Até donos de veículos de menor porte tem aderido à moda.
Criado pelos jovens empresários e também primos, Guilherme Maia e Matheus Palhano, ambos de 20 anos, o BF///MS ultrapassou as fronteiras de Mato Grosso do Sul e já conta com fãs em todo País. “O BF///MS surgiu em Maio de 2013 como uma página na internet. A intenção era apenas de postar fotos de camionetes de amigos. Em apenas seis meses, muitas curtidas e novos adeptos, até de carros menores e de todo Brasil”, conta Matheus.
Vários encontros já foram promovidos e até etapas de um rally, chamado de “Pantaneiro”. “Hoje o BF///MS conta com uma equipe de mais de 330 mil pessoas, que enviam fotos, acompanham, fazem encontros e constroem entre si, laços de amizade”, ressalta Guilherme. No Instagram, são mais de 238 mil seguidores, com mais 92 mil no Facebook, o que soma de 330 mil seguidores.
No site, além de notícias, dicas, fotos e sugestões, são comercializados produtos customizados pela marca. “A média mensal é de 1,5 mil produtos vendidos e entregues em todo território nacional. Começou com adesivos, depois passamos aos bonés, camisetas, chaveiros e acessórios”, contabiliza Palhano.
Novidade – Em breve o grupo lançará seu portal de classificados, com a comercialização de veículos da classe e acessórios. Com o novo segmento, os empresários esperam ter o maior portal de vendas de camionetes do País. “A quantidade de seguidores e o trabalho nos fez enxergar a necessidade de um classificado somente de camionetes e utilitários. Além de ser um mercado inexplorado, engloba todo o nosso público, que são pessoas que têm camionetes para comprar e vender, e até quem futuramente pensa em adquirir os veículos anunciados”, ressalta Maia.
Mais informações, acesse www.bfms.com.br, no Facebook da marca: https://www.facebook.com/CaminhonetesBF.MS e no Instagram: https://instagram.com/bfmsoficial .
Reportagem – Helton Verão
jun 19, 2015 | Esporte
Quando o Corinthians tinha um time embalado por títulos em sequência, Tite apontava a dificuldade para aproveitar garotos em uma engrenagem já ajustada – Marquinhos, por exemplo, não tinha o mesmo moral de Wallace. Agora, para o gaúcho, é pelo fato de o time estar em reconstrução que o uso dos jovens fica difícil.
“É saber quando a equipe está ajustada para não queimar o atleta. Se você bota em uma equipe que não está bem ajustada, corre grande risco de não ir bem e queimar o atleta. É o cuidado para o atleta com qualidade poder desempenhar o seu futebol”, comentou o treinador.
Tite usou muito pouco os jogadores promovidos neste ano. Grande nome na conquista da Copa São Paulo, o volante Marciel, por exemplo, ainda não estreou como profissional. Tido em alta conta no clube, o lateral esquerdo Guilherme Arana foi liberado para o Atlético-PR.
Outro dos destaques no título da Copinha, Matheus Cassini foi vendido ao Palermo sem fazer uma partida sob comando do gaúcho. A ideia é que a história não se repita com Matheus Pereira, de 17 anos, eleito melhor jogador na conquista do Corinthians no Mundial sub-17, no mês passado, na Espanha.
Mesmo assim, o treinador prefere não dizer se os garotos podem ter mais oportunidades. “O pode é hipótese, e hipótese não trabalha. O Marciel está trabalhando há bastante tempo, o Sam já entrou (improvisado, no Campeonato Paulista), o Matheus agora está conosco… O Arana saiu, não sei da possibilidade de retornar.”
Quem retornará na próxima semana é Malcom, a serviço da Seleção Brasileira no Mundial sub-20. Titular com Mano Menezes no ano passado, o atacante perdeu bastante espaço em 2015 e só foi usado por Tite em um momento no qual acabaram as opções de frente. De volta, encontrará novamente um chefe com “muito cuidado” com os garotos.
“Pô, fui lançado com 16 anos, sou um ex-boleiro. Com 20, recebi a braçadeira de capitão. Era um clube que não tem grande expressão aqui, mas, fora do Gre-Nal, o Caxias é grande. Fui professor de educação física, trabalhei com garotos, sei como é. Pesa a camisa do Corinthians, o alambrado treme aqui. Tem que encontrar o momento para lançar”, concluiu o técnico.
Gazeta Esportiva
jun 19, 2015 | Esporte
A dificuldade financeira do São Paulo é maior do que Juan Carlos Osorio imaginava ao ser contratado. Pouco menos de três semanas depois de sua apresentação, quando disse ter conhecimento do que se passava internamente, o treinador admitiu, em meio a venda de jogadores e atrasos no pagamento de vencimentos do elenco, que a situação é pior do que pensava.
“Estou surpreso”, disse, nesta sexta-feira, antevéspera da partida contra o Avaí, a sua terceira no comando da equipe. São os jogos e os treinos, a propósito, sua maior preocupação neste momento, embora faça apelo à diretoria para que acerte rapidamente os débitos com os atletas.
“Minha responsabilidade é trabalhar no campo. Espero que se solucione essa situação, que se solucione logo. Aprendi que, no futebol, ou se está por dinheiro ou por glória. Estou pela glória. Entendo que é uma profissão, que tem que se sustentar famílias, mas, para mim, o mais importante é ganhar. A situação financeira é responsabilidade de outras pessoas”, opinou.
Recentemente, o zagueiro Dória falou espontaneamente, ao ser questionado sobre a então apenas provável saída de Rodrigo Caio, que a venda (mais tarde confirmada) ajudaria a pôr em dia os vencimentos. Atualmente, o débito nos direitos de imagem de parte do elenco – não há pendência com atletas que recebem em carteira – é relativo aos meses de abril e maio.
A transferência do zagueiro para o Valencia, da Espanha, no valor de € 12,5 milhões (cerca de R$ 44 mi), é tratada publicamente pela diretoria como grande ajuda diante das dificuldades financeiras, assim como a ida de Paulo Miranda para o Red Bull Salzburg, da Áustria, por € 2,7 milhões. Já nesta sexta-feira, foi a vez de o volante Denilson aceitar proposta para jogar no Al Wahda, dos Emirados Árabes. Para piorar, outros jogadores vêm recebendo sondagens.
“Fico muito preocupado. Não conhecia com profundidade essa situação. Muitas propostas, jogadores com mente em outros clubes, talvez pensando em melhorar uma situação econômica. Agora, estou muito preocupado. Mais do que incomodado, tenho temor, porque precisamos de um elenco grande. Prefiro ter um elenco de 20, 25 jogadores, não 40. Mas 25 contentes e comprometidos com o São Paulo”, comentou o colombiano, ao admitir, sorrindo, que a situação tem tirado seu sono.
Gazeta Esportiva