Botafogo tem o melhor aproveitamento da elite do futebol, dizem numerólogos
Início de ano é sempre aquela velha história: “estadual não vale nada”; “quero ver quando começar o mata-mata”; “no Brasileirão vai ser diferente”. Brincadeiras de torcedor para subestimar o bom início de temporada de alguns times rivais. Quando se vai mal logo de cara, então… Aí, não tem jeito, cai técnico, vira chacota, etc.
O blog Numerólogos traz aqui o aproveitamento dos 40 times das Séries A e B para o torcedor ter uma ideia de como está sua equipe em nível nacional. Estamos só no início de ano, é bem verdade, mas já saíram dados interessantes. Confira algumas curiosidades.
O Bahia (foto) é o único clube desta lista que venceu todas as partidas oficiais no ano. Foram sete, entre Campeonato Baiano (três vitórias) e Copa do Nordeste (mais quatro). Na Série A, o Botafogo é o grande destaque, com mais de 90% dos pontos conquistados, tendo disputado dois clássicos (vitória sobre o Flu, empate com o Vasco).
O Corinthians é outro que ainda não sabe o que é perder em 2016, mesmo com as dificuldades da Taça Libertadores, onde mantém 100% em dois jogos. Com rendimento semelhante, a Chapecoense dominou o primeiro turno do Catarinense, foi campeã invicta e surge em terceiro na relação.
A Série B conta ainda com cinco equipes que não foram derrotadas. Além do Bahia, o Vasco, que manteve o bom trabalho do ano passado de Jorginho, merece a citação. Paysandu, Atlético-GO e Luverdense são os outros imbatíveis até o momento. O Ceará, por sua vez, foi o clube que mais jogou até então: 12 vezes (oito pelo Cearense, quatro pela Copa do Nordeste).
Alguns times vêm decepcionando na temporada e, por consequência de seguidos resultados ruins, já até demitiram o treinador. São os casos de Fluminense, Ponte Preta e Figueirense, que figuram na parte debaixo da tabela. Na Segundona, o Joinville, rebaixado da elite em 2015, não tem demonstrado forças para se reerguer neste começo de ano. O Oeste segura a lanterna geral dos 40 clubes, com apenas uma vitória em sete partidas disputadas.
Vale ressaltar que várias equipes fizeram amistosos de pré-temporada, mas estes não estão contabilizados na pesquisa.
Luciano retornará à Vila despreocuado, aposta o chefe (foto: Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians)
Luciano será provavelmente titular do Corinthians no domingo, na Vila Belmiro, no clássico contra o Santos. Foi em um embate com o mesmo adversário, no mesmo estádio, que ele sofreu grave lesão na temporada passada. Algo que, imagina Tite, não preocupa o jogador.
“Depende da cabeça de cada um. A do Luciano… Do jeito que ele é, meio molecão, ele vai lá para dentro e quer jogo. Talvez se fosse alguém diferente… Ele é do bem, mas é molecão. Não o vejo se ater a esse tipo de coisa. Aconteceu porque a gente corre risco em toda atividade”, afirmou o técnico.
O atacante vivia o melhor momento de sua carreira quando se machucou. Depois de marcar cinco gols em uma sequência de três jogos, ele foi à Vila Belmiro, pisou em falso e rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho direito. Houve também lesão no menisco lateral.
Machucado no dia 19 de agosto, Luciano teve uma boa recuperação e voltou a atuar na semana passada, após pouco mais de seis meses. No domingo, no mesmo palco em que viu interrompida sua ótima trajetória no Campeonato Brasileiro, deverá ser titular pela primeira vez.
Guilherme seguiu recomendações do chefe e lhe cobrou um churrasco (foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)
Guilherme está se adaptando no Corinthians a uma nova função, iniciando as jogadas mais longe do gol do que se habituou a fazer. E, mesmo se vendo na intermediária defensiva com frequência, o meia-atacante tem tido chances de marcar. Na noite de quarta-feira, ele aproveitou a que apareceu e definiu a vitória por 1 a 0 sobre o Santa Fe.
“No Atlético, eu participava pouco desse início de jogada, ficava mais na frente. Mas eu me sinto muito tranquilo para fazer o que estou fazendo agora. Claro que há uma adaptação, principalmente com companheiros novos. Mesmo assim, tenho tido oportunidades de gol”, comentou o maranhense.
“Se não me falha a memória, foi o quarto jogo seguido em que eu poderia ter feito gol. Não estou no ideal físico nem no técnico, mas a gente está evoluindo. Sei aonde posso chegar. Sei aonde o trabalho da comissão técnica, do Tite, pode me levar. Sou um cara que ouço as orientações e, jogo após jogo, vou evoluindo”, acrescentou.
O gol marcado contra o Santa Fe, em Itaquera, foi o segundo de Guilherme no Corinthians. Antes de usar a cabeça para definir o
triunfo sobre os colombianos na Copa Libertadores, o camisa 10 havia aproveitado rebote para marcar de pé esquerdo no triunfo por 2 a 1 sobre o Capivariano, pelo Campeonato Paulista.
Enquanto fazia sua avaliação sobre o novo posicionamento em campo, o jogador estava ao lado de Tite, que balançava a cabeça positivamente. O treinador aprovou a participação do comandado na quarta-feira e se surpreendeu com a informação passada por ele.
“Eu não tinha verificado que nos quatro jogos ele tinha tido oportunidade de gol. Ele ainda vai ter um tempo de adaptação, mas está participando mais do jogo agora. No primeiro tempo, ele fez dois desarmes dentro da nossa área. Aplaudi”, comentou o comandante.
De acordo com o gaúcho, foi justamente começar a jogada mais recuado que permitiu a Guilherme marcar o gol da vitória sobre o Santa Fe. Foi seu companheiro na faixa central – Rodriguinho, que teoricamente tem um posicionamento mais defensivo – que avançou pela direita e cruzou para o cabeceio certeiro.
“Ele deu a possibilidade de o Rodriguinho estar à frente”, disse Tite, valorizando a qualidade no passe com meias exercendo essa função. “Se você faz um primeiro passe bom e fura a linha de marcação, constrói melhor. E sem tirar essas possibilidades de gol.”
Churrasco será pago
A oportunidade de gol que Guilherme tivera na partida anterior, contra o Oeste, fora em bola alçada por Giovanni Augusto. O camisa 10 apareceu sozinho na área, armou o cabeceio, chegou inteiro à bola e não conseguiu acertá-la. Tite cobrou que ele treinasse, e foi de cabeça a definição na última quarta.
“Posso continuar errando e posso acertar, porque não me escondo do jogo. Tanto é que fui coroado com o gol”, afirmou o meia-atacante, que vibrou muito com a bola na rede. “A comemoração é de acordo com a força da partida. Era um jogo difícil, de guerra. O importante foi que o mesmo cara que errou teve peito e personalidade para marcar.”
Além da vitória, o lance deverá render um churrasco ao artilheiro do Corinthians na Copa Libertadores. Quando Tite cobrou de Guilherme treinar cabeceios, o jogador fez esse pedido em caso de gol contra o Santa Fe. “Eu vou pagar o churrasco, sim”, sorriu o chefe.
Contra Rosario, Verdão quer manter série com argentinos e aliviar Marcelo
O Palmeiras jamais foi derrotado por um adversário argentino como mandante na Copa Libertadores. Às 21h45 (de Brasília) desta quinta-feira, contra o Rosario Central, o time alviverde tenta manter a escrita no Estádio Palestra Itália e aliviar a pressão sobre o técnico Marcelo Oliveira.
Em um começo de temporada abaixo do esperado, o Palmeiras acumula duas vitórias, quatro empates e duas derrotas, série que ameaça o emprego do treinador. Reforçado por oito contratações após o título da Copa do Brasil 2015, o time ainda nem sequer venceu como mandante em 2016.
Depois de empatar com o River Plate-URU por 2 a 2 na estreia da Copa Libertadores, o Palmeiras terá maciço apoio de sua torcida para bater o Rosario Central, que na primeira rodada ficou no 1 a 1 contra o Nacional dentro de casa. Atualmente, os uruguaios Nacional e River Plate ocupam as primeiras colocações do Grupo 2, pois já se enfrentaram pela segunda rodada e ficaram no 0 a 0 nessa terça-feira – Verdão e Rosario têm um ponto.
A aposta está no Palestra Itália, principalmente na esperança da volta do ambiente de três meses atrás, quando quase 40 mil pagantes empurraram o time para o título da Copa do Brasil. “Naquela final contra o Santos, a preparação foi importante, óbvio, mas, no último jogo do ano, a mudança da situação foi muito mais pelo ambiente criado e que contagiou os jogadores. Esperamos que se crie o mesmo nesta quinta”, comentou Fernando Prass.
“Vamos para o jogo com espírito de luta, de batalha, para vencer. Se puder vencer jogando bem, maravilha. Mas temos de vencer, isso não tem discussão. Pode ser jogando bem, mal, com golde pênalti, gol de mão, cinco gols, atuação de gala… O importante é a torcida criar aquele mesmo ambiente para ajudar, como naquela final, e vencermos”, prosseguiu o ídolo.
Em recuperação de lesão muscular, Lucas Barrios segue fora. Assim, a tendência é que Marcelo Oliveira repita o time usado na derrota diante da Ferroviária, formado por Fernando Prass; Lucas, Roger Carvalho, Vitor Hugo e Zé Roberto; Thiago Santos, Jean, Robinho e Dudu; Gabriel Jesus e Alecsandro.
O ex-jogador Eduardo Coudet é o atual comandante do Club Atlético Rosario Central (Foto: STR/AFP)
O retrospecto do Palmeiras contra argentinos como mandante na Libertadores é inspirador. De 1961 a 2013, o time alviverde conseguiu seis vitórias e três empates, com 21 gols anotados e cinco sofridos. Em 1994, no Palestra Itália, a equipe goleou Boca Juniors (6 x 1) e Vélez Sarsfield (4 a 1).
O Rosario Central, que em 2006 empatou sem gols com o Palmeiras em São Paulo, atualmente lidera o Grupo 1 do torneio nacional argentino com uma campanha de quatro vitórias e um empate. Pensando no torneio local, o técnico Eduardo Coudet não usará força total na Copa Libertadores.
Com problemas musculares, Marcelo Larrondo e Cristian Villagra ficaram na Argentina. Alejandro Donatti e Walter Montoya, mais dois titulares, também não viajaram. Coudet ainda deve começar com Giovani Lo Celso no banco de reservas para poupá-lo.
“Continuamos com o mesmo pensamento de preparar o time para ganhar”, afirmou o técnico. “(O Palmeiras) é um time com individualidades importantes, sobretudo no ataque. Não está atravessando seu melhor momento, mas tem história na Copa”, completou o ex-jogador.
Coudet não confirmou a escalação do Rosario Central para a partida em São Paulo, mas a tendência é que o time entre com Sebastián Sosa; Víctor Salazar, Germán Burgos, Javier Pinola e Pablo Alvarez; Damián Musto e Gustavo Colman; Joaquín Pereyra, Franco Cervi e Jonás Aguirre; Marco Ruben.
FICHA TÉCNICA PALMEIRAS X ROSARIO CENTRAL
Local: Estádio Palestra Itália, em São Paulo-SP Data: 3 de março de 2016, quinta-feira Horário: 21h45 (de Brasília) Árbitro: Enrique Caceres-PAR Assistentes: Carlos Caceres e Milciades Saldivar (ambos do Paraguai)
PALMEIRAS: Fernando Prass; Lucas, Roger Carvalho, Vitor Hugo e Zé Roberto; Thiago Santos, Jean, Robinho e Dudu; Gabriel Jesus e Alecsandro Técnico: Marcelo Oliveira
ROSARIO CENTRAL: Sebastián Sosa; Víctor Salazar, Germán Burgos, Javier Pinola e Pablo Alvarez; Damián Musto e Gustavo Colman; Joaquín Pereyra, Franco Cervi e Jonás Aguirre; Marco Ruben Técnico: Eduardo Coudet
Bruno avisa Kardec: “Pode ficar p…, mas precisa aproveitar as chances”
O clima no São Paulo não consegue ficar tranquilo nem mesmo com as vitórias e isso parece incomodar cada vez mais os jogadores. Depois do 2 a 0 contra o Mogi Mirim, na terça-feira, Alan Kardec disse que falta mais conversa com o técnico Edgardo Bauza, que o colocou na reserva após a chegada de Calleri. O pedido foi atendido pelo próprio treinador, que reuniu o elenco na reapresentação desta tarde e bateu um papo de meia hora com os atletas, algo que agradou o restante do grupo.
Para o lateral direito Bruno, por exemplo, não há qualquer problema de comunicação entre Patón e os são-paulinos. Ele também achou justas as reclamações de Kardec, principalmente pelo fato de o camisa 14 ter perdido a posição logo de cara. Mas avisou que falar para a imprensa não é o melhor jeito de se expressar.
“Tem que ficar puto mesmo e demonstrar dentro de campo. Mas tem que ter paciência para trabalhar e, na hora que a oportunidade pintar, também tem que dar conta do recado. Reconheço que não dá para ficar satisfeito na reserva, mas não dá para pensar cada um na sua pessoa”, observou o jogador, que não vê qualquer dificuldade em se comunicar com o argentino, seja na língua ou pelo pouco conhecimento.
“Quem estiver chateado tem que demonstrar nos treinos, chegar no professor e falar com ele, conversar. O grupo é unido, fica ruim ficar falando para fora. Tem que resolver dentro de campo”, comentou. “Quando o Patón chama para conversar a gente fala de tudo, do treino, dos jogos, mais para corrigir. Ele quer, junto com o grupo, facilitar as coisas dentro de campo”, assegurou o defensor.
Para endossar suas palavras, Bruno tomou como exemplo a pré-temporada, quando o nome de Julio Buffarini, lateral direito do San Lorenzo, era tido como o principal desejo do São Paulo, até mesmo pelo técnico Edgardo Bauza. De acordo com ele, nada disso o abalou na busca por manter a titularidade.
“Eu tento no dia a dia sempre demonstrar nos treinos, quando tem oportunidade sempre conversar com ele, ele é um cara tranquilo, a gente conversa nos treinos, na hora do almoço. É uma questão de cada atleta, aqui dentro que a gente tem de resolver as coisas. Vamos ter essa postura para que a gente possa se unir mais”, encerrou.
Dunga traz três novidades em lista e planeja ir à Europa no domingo (Foto:Lucas Figueiredo/Mowa Press)
Ao anunciar a convocação da Seleção Brasileira para os jogos contra Uruguai, dia 25 de março, e Paraguai, dia 29, ficou claro que Dunga começa a definir um time base. O técnico apresentou apenas três mudanças com relação à lista para os jogos contra Argentina e Peru, e manteve os atletas que foram para o futebol chinês, como o meia Renato Augusto e o zagueiro Gil.
Além dos ex-corintianos, o treinador da Seleção seguiu apostando na experiência de Ricardo Oliveira no comando de ataque e na juventude de Lucas Lima no meio-campo. O goleiro Cássio, do Corinthians, acabou sendo preterido, assim como o volante Elias e o lateral esquerdo Marcelo (os dois últimos cortados por conta de lesão).
Ao falar sobre o futebol chinês, Dunga não fez alarde para comentar sobre o êxodo atual. Para ele, tudo segue um ciclo: antes o temor era a Europa, depois passou a ser a Rússia, depois a Ucrânia, e agora a China. Na visão do treinador, o que vai garantir a permanência de um nome em mais de uma convocação é o trabalho desenvolvido.
Contudo, a presença dos atletas na China, e não na Europa, também modifica os critérios de análise da comissão técnica. Segundo o treinador Dunga, um determinado erro em partida da Superliga Chinesa pode ter outro peso se comparado a uma falha em um jogo do Campeonato Inglês.
“Vai depender muito dos jogadores. Eles jogam num mercado que não é de primeira linha, não é muito competitivo, e têm que estar preparados para suportar as críticas. Mas o principal é ter uma preparação à parte. fazer algo a mais que os demais jogadores e, principalmente quando estiver na Seleção, jogar em alto nível”, falou. “A coerência da comissão técnica falou mais alto”, completou, dirigindo-se a Gil e a Renato Augusto, campeões brasileiros em 2015.
Além de Ricardo Oliveira, outro atleta experiente que integrará o grupo na sequência das Eliminatórias é Kaká. O meia do Orlando City esteve presente nos últimos confrontos, apesar de entrar em campo por poucos minutos, e seguirá mantido como espécie de líder do grupo. Fora de campo, o pentacampeão Lúcio será o auxiliar pontual da vez.
Uma das novidades com relação à última convocação foi a presença de Philippe Coutinho. Fora da Seleção Brasileira desde a Copa América, quando herdou a vaga de Neymar no meio-campo em razão da suspensão do camisa 10, o meia do Liverpool manteve um bom nível de atuação na Europa e ganhou mais uma oportunidade.
Contra Argentina e Peru, Coutinho foi preterido por estar se recuperando de lesão. Contudo, à época da convocação, Dunga demonstrou certo mal-estar por não ter recebido a “informação exata” sobre as condições do jogador. Contudo, parece que o mal-entendido foi resolvido e o ex-vascaíno voltou a ser contemplado. A outra surpresa foi a convocação de Alex Sandro, ex-Santos, na vaga do lesionado Marcelo.
O descartado da vez foi o goleiro Jefferson. Titular na Copa América do Chile em 2015, Jefferson perdeu lugar para Alisson no início das Eliminatórias, mas seguiu sendo convocado. No entanto, para os confrontos contra Uruguai e Paraguai, perdeu lugar para Diego Alves, do Valencia, outra surpresa na lista de convocados.
Fora a lista da Seleção principal, a lista da Seleção olímpica, que disputará amistosos contra Nigéria e África do Sul neste mês de março, também foi definida pela comissão técnica, em conjunto com Rogério Micale – que vem comandando os garotos – e será divulgada nesta sexta-feira.
Confira a lista completa dos 23 convocados para os duelos contra Uruguai e Paraguai:
Goleiros: Alisson (Internacional), Diego Alves (Valencia) e Marcelo Grohe (Grêmio)
Laterais: Daniel Alves (Barcelona), Filipe Luis (Atlético de Madri), Danilo (Real Madrid) e Alex Sandro (Juventus)
Zagueiros: David Luiz (PSG), Marquinhos (PSG), Miranda (Inter de Milão) e Gil (Shandong Luneng)
Meio-campistas: Oscar (Chelsea), Willian (Chelsea), Phillipe Coutinho (Liverpool), Lucas Lima (Santos), Kaká (Orlando City), Douglas Costa (Bayern de Munique)
Atacantes: Neymar (Barcelona), Hulk (Zenit) e Ricardo Oliveira (Santos)