Barrios pede postura semelhante à do jogo em Quito para Paraguai fazer frente ao Brasil (Foto:Divulgação)
Após o treino deste domingo em Ypané, onde a seleção paraguaia está concentrada para o jogo de terça-feira, o atacante Lucas Barrios disse confiar na capacidade da equipe para fazer frente ao Brasil, ainda mais diante da ausência de Neymar, um dos principais jogadores no esquema de Dunga.
O camisa 10 da Seleção Brasileira recebeu cartões amarelos em três jogos seguidos e, depois do último recebido contra o Uruguai, terá de cumprir suspensão de um jogo, só podendo voltar à equipe diante do Equador.
“Esse tipo de jogador é importante, cria muito em favor do Brasil. É uma baixa importante e queremos o melhor para nós. Tomara que o Paraguai esteja em um bom dia na terça-feira, que jogue como atuou contra o Equador e assim possamos sair vitoriosos”, comentou Barrios.
Depois de ficar no banco contra o Equador, fora de casa, e ver a seleção guarani deixar a vitória escapar já nos acréscimos, o jogador do Palmeiras aposta que, se a equipe manter o nível de atuação, a partida no estádio Defensores del Chaco pode terminar com resultado positivo.
“O Brasil é uma seleção forte, joga de forma equilibrada em todas as partes. Se fizermos o mesmo jogo que apresentamos contra o Equador, podemos vencer qualquer rival. Nós sabemos que podíamos ter voltado com os três pontos do Equador, mas é difícil jogar na altitude de Quito”, falou o atleta.
Um dos atletas mais experientes do grupo, o goleiro Justo Villar, que já disputou duas Copas do Mundo, também viu a ausência de Neymar como alívio. “É um jogador muito importante para o Brasil, não podemos esconder e nem duvidar a qualidade que ele tem para o jogo”, admitiu.
Ricardo Oliveira treinou no comando de ataque e deverá ser titular em Assunção (Foto: Jefferson Bernardes/AFP)
Depois de ceder folga aos jogadores no último sábado, dia em que a delegação desembarcou no Sul logo pela manhã, a comissão técnica da Seleção Brasileira voltou aos trabalhos na tarde deste domingo. Sem perder tempo, Dunga já deu mostras das mudanças que fará na equipe: Ricardo Oliveira na vaga de Neymar e Gil na de David Luiz.
Antes do trabalho com bola, os jogadores Gabriel e Felipe, que se uniram à Seleção nas últimas horas preenchendo as vagas que ficaram abertas, concederam entrevista e depois foram a campo para participar do primeiro treino com o grupo principal.
Diferentemente do que fez na Copa América, quando, diante da suspensão de Neymar, optou por Philippe Coutinho na organização das jogadas, Dunga agora preferiu mudar o esquema e aderir a um centroavante fixo na linha de frente, esquema diferente do que foi utilizado nos últimos dois jogos, contra Peru e Uruguai.
O time que trabalhou como titular no Hotel Vila Ventura, e que pode começar a partida no estádio Defensores del Chaco se não houver nenhuma mudança, deve ter Alisson; Daniel Alves, Miranda, Gil e Filipe Luís; Luiz Gustavo, Fernandinho e Renato Augusto; Douglas Costa, Willian e Ricardo Oliveira.
Ao menos em um primeiro momento, Dunga não se desfez do esquema com três volantes apesar da menor movimentação no setor ofensivo com um jogador mais centralizado. No entanto, Lucas Lima segue como opção, assim como Coutinho, no banco de reservas – ambos foram a campo contra o Uruguai no segundo tempo.
Se o meio-campo não sofreu alterações, a ação dos laterais foi bastante treinada por Dunga. No intuito de aproveitar a presença de área do legítimo camisa 9, Daniel Alves e Filipe Luís foram orientados, por diversas vezes, a chegarem à linha de fundo buscando o cruzamento.
Em determinado momento da atividade, Coutinho e Lucas Lima foram testados no meio-campo e podem servir como opção na armação no decorrer da partida.
Durante o treino tático, Dunga ensaiou a equipe paraguaia utilizando os jogadores reservas. Afirmando que o time de Ramon Diáz atua com três volantes no sistema de marcação do meio-campo, o técnico esboçou o esquema adversário destacando Lucas Lima, Oscar e Coutinho para forçar a marcação.
Em um segundo momento do treinamento no Hotel Vila Ventura, parte do grupo fez um trabalho de toque de bola em campo separado e delimitado por cones. Estiveram na atividade o meia Renato Augusto e o corintiano Felipe, que atuou na vitória do Timão sobre o Ituano no último sábado, em Itaquera.
No dia seguinte à “conversa produtiva” da organizada Mancha Alviverde na Academia de Futebol, considerada uma invasão pela diretoria, o Palmeiras se complicou ainda mais. Ao som de “olé” para o Água Santa nos minutos finais da partida deste domingo, em Presidente Prudente, o time acumulou sua quarta derrota consecutiva, todas com Cuca, e agora com vexame: perdeu por 4 a 1 para uma equipe que não vencia há seis jogos.
O time “sem vergonha” e “medíocre”, como cantaram de novo alguns palmeirenses neste domingo – um deles até invadiu o campo antes do intervalo –, virou o lanterna do grupo B do Campeonato Paulista, estacionado nos 15 pontos. O Água Santa, que estreou o técnico Márcio Bittencourt nesta tarde, atingiu a mesma pontuação e é o único clube entre o Verdão e a zona de rebaixamento. A distância continua sendo de três pontos, e faltam três rodadas para o fim desta fase.
O clube de Diadema nem tem a lamentar a venda do mando de campo. O time soube se aproveitar de Lucas e Edu Dracena, balançando as redes com Gustavo, aos 34, Everaldo, aos 44, e Bruninho, aos 48 minutos do primeiro tempo, e ainda contou com gol contra de Roger Carvalho, aos 22 minutos do segundo tempo. O Verdão, que só deixou o seu com Robinho convertendo pênalti contestável, aos 43 da etapa inicial, volta a entrar em campo às 20h30 (de Brasília) de quinta-feira, contra o Rio Claro, no Pacaembu.
O jogo – Cuca resolveu proteger mais sua defesa e ter dinâmica ao ocupar o campo adversário. Por isso, colocou Thiago Santos na cabeça de área, dando liberdade aos laterais e, principalmente, a Arouca. Robinho estava incumbido de armar a equipe, com Allione pela esquerda e Erik solto para se aproximar de Rafael Marques.
Com essa disposição, o time jogou, realmente, no campo do Água Santa. Mas parava em suas falhas técnicas. Mesmo quando Robinho acertou a trave em chute da meia-lua, com um minuto de jogo, tinha colegas com mais condições de finalizar. O time não soube aproveitar sua presença no setor ofensivo, e deu ânimo à equipe de Diadema.
O Água Santa foi subindo, e descobriu Lucas e Edu Dracena. O lateral e o zagueiro estavam posicionados pela direita, e eram o caminho para os mandantes em Presidente Prudente voltar a vencer. Aos 34 minutos, Dracena não conseguiu evitar escanteio e, na cobrança, foi incapaz de marcar Gustavo, que testou nas redes de Fernando Prass.
Desesperado, o Verdão se lançou à frente e seguia parando em Robinho, que não conseguiu concluir boa jogada de Erik pela esquerda, aos 39. Até que, dois minutos depois, o árbitro enxergou pênalti de Gustavo em Edu Dracena em lance tão confuso que o zagueiro Russo acabou levando cartão. Robinho pediu a bola e converteu, comemorando como se “limpasse a zica”. Mal sabia o que estava por vir.
Robinho marcou o gol de honra em pênalti bastante duvidoso (foto: Cesar Greco/Ag. Palmeiras)
O Palmeiras empatou aos 43, e levou outro gol aos 44. Novamente aproveitando-se de Dracena e Lucas. Dracena deixou a área na tentativa de cortar tabela, não conseguiu e, Lucas foi incapaz de acompanhar a arrancada de Everaldo, que ainda tirou de Fernando Prass antes de balançar as redes.
Enquanto o Verdão tentava assimilar ficar atrás do placar de novo, a situação piorava. Aos 47 minutos, Prass espalmou chute de Bruninho para a trave. No minuto seguinte, o atacante não desperdiçou, aproveitando lançamento de Pedro para driblar o goleiro e fazer 3 a 1. Antes do apito final, um torcedor palmeirense invadiu o campo, beijou sua camisa e pediu raça aos jogadores.
A resposta de Cuca foi sacando Lucas, ainda sem nenhuma atuação satisfatória no ano, e o volante Thiago Santos. João Pedro assumiu a lateral direita, com o meia Régis entrando para dar mais criatividade ao meio-campo. “O time pode e deve empatar e virar o jogo”, avisou Cuca, na volta do intervalo.
O problema é que a deficiência técnica continuava. Aos dois minutos, Robinho, sempre ele, acertou a zaga quando tinha o gol à sua frente. Cuca, então, resolveu tirar seu jogador mais ativo, trocando o atacante Erik pelo veterano Zé Roberto. Na prática, matou as ações ofensivas de sua equipe.
A conclusão de tantos erros virou goleada. Aos 22 minutos, após cobrança de escanteio do Água Santa, Roger Carvalho cabeceou contra as redes de Fernando Prass. A partir daí, apenas uma pressão em vão de quem veste verde e, pelo que vem sendo mostrado, não deveria. Não à toa, o Água Santa tocou a bola nos minutos finais ouvindo “olé”. E Francisco Alex ainda acertou a trave, aos 40 minutos.
Zé Roberto entrou no segundo tempo e não mudou os rumos do jogo (foto: Cesar Greco/Ag. Palmeiras)
FICHA TÉCNICA ÁGUA SANTA 4 X 1 PALMEIRAS
Local: estádio Prudentão, em Presidente Prudente (SP) Data: 27 de março de 2016, domingo Horário: 16 horas (de Brasília) Público: 2.821 pagantes Árbitro: Leandro Bizzio Marinho (SP) Assistentes: Daniel Paulo Ziolli e Osvaldo Apipe de Medeiros Filho (ambos de SP) Cartões amarelos: Russo e Bruno Ré (Água Santa); Edu Dracena e Egídio (Palmeiras)
Gols:
ÁGUA SANTA: Gustavo, aos 34, Everaldo, aos 44, e Bruninho, aos 48 minutos do primeiro tempo; Roger Carvalho (contra), aos 22 minutos do segundo tempo
PALMEIRAS: Robinho (pênalti), aos 43 minutos do primeiro tempo
ÁGUA SANTA: Dheimison; Pedro, Gustavo, Eli Sabiá e Danilo Tarracha (Bruno Ré); Russo, Sérgio Manoel, Francisco Alex e Tchô (Rafael Tavares); Bruninho (Éder Loko) e Everaldo Técnico: Márcio Bittencourt
PALMEIRAS: Fernando Prass; Lucas (João Pedro), Edu Dracena, Roger Carvalho e Egídio; Thiago Santos (Régis), Arouca, Allione e Robinho; Erik (Zé Roberto) e Rafael Marques Técnico: Cuca
Em clássico morno, Santos e São Paulo só empatam na Vila Belmiro
Sem as principais estrelas em campo, Santos e São Paulo fizeram um clássico morno na noite deste domingo, na Vila Belmiro. Joel chegou a abrir o placar para o Peixe no segundo tempo em belo gol de canhota, mas Alan Kardec empatou de cabeça, após cobrança de escanteio.
Com o resultado, o Santos cai para segunda colocação do Grupo A, com os mesmos 23 pontos do São Bento, que tem dois gols a mais no saldo de gols (10 a 8). Já o Tricolor segue na liderança do Grupo C, com 18 pontos, a frente do Audax também por causa do saldo de gols (3 a 2).
O empate por 1 a 1 mantém o tabu são paulino de não vencer na Vila Belmiro desde outubro de 2009 e a seca de vitórias em clássicos, já que a última vitória em cima de um rival paulista ocorreu no dia 3 de junho do ano passado, quando o São Paulo venceu o próprio Santos, por 3 a 2, no estádio do Morumbi.
Agora, o São Paulo volta a campo na próxima quarta-feira para encarar o Linense, às 19h30, no estádio Anísio Haddad. No dia seguinte, o Peixe recebe a Ferroviária de novo na Vila Belmiro, às 21h30.
O jogo – Esvaziado dentro e fora de campo, com desfalques e público abaixo do que se imagina para um clássico, Santos e São Paulo tentavam compensar com vontade a falta de entrosamento. Dorival, além dos cinco jogadores que perdeu para a Seleção Brasileira, ainda resolveu colocar Vitor Bueno na vaga de Serginho.
“Serginho tem a característica de carregar mais. Estou fazendo uma tentativa de não perdermos a ofensividade e manter uma boa postura de posse de bola”, explicou o técnico ao Sportv, pouco antes do apito inicial.
Mas, as tentativas de Dorival e Bauza em armar suas equipes da melhor forma possível mediante a tantos problemas não surtiu muito efeito nos primeiros 45 minutos. Apesar do jogo aberto, com cada uma das equipes dominando parte do jogo, foram poucos lances de perigo e um festival de passes errados.
O Peixe foi quem esteve mais perto de abrir o placar, quando Rafael Longuine arriscou de longe, aos 33 minutos. A bola desviou em Maicon, bateu no travessão e Joel balançou as redes no rebote. A posição irregular do camaronês anulou o gol.
Na segunda etapa, Lucas Fernandes voltou na vaga de Centurión. O jovem são-paulino mexeu mais uma vez na forma do Tricolor jogar, mas a partida seguia bastante equilibrada.
Aos 13 minutos, porém, Joel acabou com o marasmo na Vila Belmiro. O camaronês recebeu de Léo Cittadini dentro da área, pela esquerda, e soltou a bomba no canto de Denis, que não conseguiu fazer a defesa. 1 a 0 Santos.
O gol acabou sendo um divisor de águas na partida. O São Paulo sentiu e o Peixe se animou. Aos 18 minutos, Paulinho por pouco não ampliou com um gol de placa ao acertar um lindo voleio, que acabou defendido por Denis. Três minutos depois, Joel subiu sozinho entre Lugano e Maicon e cabeceou com muito perigo, mas para fora. A esta altura, o São Paulo mal chegava ao ataque, mesmo com a entrada de Alan Kardec no lugar de Daniel.
Sem muito brilho em campo, não faltaram jogadas duras, de disputa de bola no clássico deste domingo (Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)
A situação quase piorou aos 27 minutos. Lugano se equivocou no tempo de bola e deixou Neto Berola livre para marcar, mas o atacante santista pegou mal na bola e finalizou para fora.
Aos poucos, o ritmo dos Peixe foi diminuindo e o São Paulo reequilibrando as ações. E se o time da casa não soube matar o jogo quando teve oportunidade, o Tricolor do Morumbi aproveitou uma das poucas chances que teve no segundo tempo. Depois de cobrança de escanteio, Alan Kardec subiu mais que Joel e Gustavo Henrique para empatar.
Desconfigurado em campo, o Santos se viu pressionado nos minutos finais, mas o São Paulo também já não demonstrava mais forças para buscar a virada e o empate acabou decretado na Vila Belmiro.
FICHA TÉCNICA SANTOS 1 X 1 SÃO PAULO
Local: Vila Belmiro, em Santos (SP) Data: 27 de março de 2016, domingo Horário: 18h30 (de Brasília) Árbitro: Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza Assistentes: Danilo Ricardo Simon Manis e Luiz Alberto Andrini Nogueira Cartões amarelos: SANTOS Neto Berola. SÃO PAULO: Lucas Fernandes. Renda: R$ 171.980,00. Público: 6.239 torcedores.
GOLS: SANTOS: Joel, aos 13 minutos do segundo tempo. SÃO PAULO: Alan Kardec, aos 37 minutos do segundo tempo
SANTOS: Vanderlei, Victor Ferraz, Gustavo Henrique, Lucas Veríssimo e Caju; Renato (Alison), Léo Cittadini (Serginho), Rafael Longuine e Vitor Bueno (Neto Berola); Paulinho e Joel. Técnico: Dorival Júnior.
SÃO PAULO: Denis; Bruno, Maicon, Lugano e Carlinhos; Hudson, Thiago Mendes (Kelvin), João Schmidt, Daniel (Alan Kardec) e Centurión (Lucas Fernandes); Calleri. Técnico:Edgardo Bauza
Equador tomou virada, mas buscou empate no final e se mantém invicto nas Eliminatórias. (Foto: Juan Cevallos/AFP)
O Equador empatou com o Paraguai por 2 a 2, no estádio Olímpico Atahualpa, em Quito, pelas Eliminatórias para a Copa de 2018. O empate acabou com a campanha com 100% de aproveitamento dos equatorianos, que seguem invictos. Lezcano marcou os dois gols dos paraguaios e Enner Valencia e Mena fizeram para os mandantes.
Mesmo com o empate, o Equador segue na liderança das Eliminatórias, com 13 pontos e não podem ser alcançados. O Paraguai fica na terceira colocação com 8 pontos. Na próxima rodada, os equatorianos enfrentarão a Colômbia, enquanto os paraguaios pegarão o Brasil.
O jogo – Desde o começo, o Paraguai foi para cima e tentou controlar as iniciativas de ataque, mas foi o Equador quem abriu o placar, aos 19 minutos. Noboa soltou um belo chute direto na forquilha. Enner Valencia estava esperto e pegou o rebote para balançar as redes.
Os mandantes se animaram com a vantagem e, aos 24, quase ampliaram. Cazares cobrou uma falta perigosa, na altura da meia-lua, e a bola raspou a trave esquerda de Villar. Aos 30, outra ótima chance. Valencia fez boa jogada pela esquerda, rolou para Noboa e, mais uma vez, ele acertou a trave.
O Paraguai passou a melhorar dentro da partida e, aos 37, deixou tudo igual. Em contra-ataque rápido, Edgar Benitez acelerou pela esquerda, bateu cruzado e Lezcano completou para as redes.
Ao contrário da etapa inicial, o Equador voltou para o segundo tempo pressionando, mas foi o Paraguai que marcou. Aos 13 minutos, depois de um chutão da zaga, Lezcano ganha de dois marcadores na disputa de corpo, entrou na área e bateu cruzado para colocar a Albirroja na frente.
Aos 23, mais uma bola na trave. Depois de um bate-rebate dentro da área, a bola sobrou para Noboa, que deu um voleio e, pela terceira vez, acertou o poste. O Equador foi com tudo para cima do Paraguai na busca do empate e conseguiram aos 46 minutos. Em jogada de profundidade, Valencia lançou Mena, que tocou por cobertura na saída de Villar para deixar tudo empatado.
FICHA TÉCNICA
EQUADOR 2 X 2 PARAGUAI Local: Estádio Olímpico Atahualpa, em Quito (Equador) Data: 24 de março de 2016 (Quinta-feira) Horário: 18h (de Brasília) Árbitro: Daniel Fedorczuk (Uruguai) Assistentes: Nicolás Taran Méndez (Uruguai) e Richard Díaz (Uruguai) Cartões Amarelos: Bolanos e Achilier (Equador); Samudio (Paraguai) GOLS:
EQUADOR: E. Valencia, aos 20 min do 1º tempo e Mena, aos 46 min do 2º tempo
PARAGUAI: Lezcano, aos 38 min do 1º tempo e aos 13 minutos do 2º tempo
EQUADOR: Alexander Domínguez; Valencia, Achilier, Erazo e Ayoví; Bolaños (Arroyo) e Noboa; Cazares, Montero e Martínez (Ibarra); E. Valencia Técnico: Gustavo Quinteros
PARAGUAI: Villar; Valdez (Piris), Paulo da Silva, Gómez e Samudio; Ortigoza e Ortiz; González (Rojas) e E. Benítez; Lezcano (Pérez) e J. Benítez Técnico: Ramón Díaz
Di María marcou um dos gols da vitória da Argentina (Foto: MARTIN BERNETTI / AFP)
A Argentina visitou o Chile, nesta quinta-feira, no Estádio Nacional, em jogo crucial para as pretensões dos Alvicelestes nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018. Com Di María decisivo, os argentinos bateram os chilenos por 2 a 1, de virada, e conquistaram uma vitória crucial diante de uma equipe que costuma ser muito forte como mandante.
O Chile foi quem saiu na frente, aos 10 minutos do primeiro tempo, em cabeceio de Felipe Gutiérrez. No entanto, a Argentina conseguiu a virada ainda na etapa inicial, marcando com Di María, em belo chute aos 19, e Mercado, de voleio, aos 24.
Com a vitória, a Argentina respirou na tabela das Eliminatórias da Copa do Mundo, e chegou à quarta colocação, com oito pontos. Porém, ainda pode ser ultrapassada pelo Brasil, que joga nesta sexta-feira. Já o Chile saiu da zona de classificação, e está na sexta posição, com sete.
Na próxima terça-feira, o Chile visita a Venezuela, no Agustín Tovar. Já a Argentina recebe a Bolívia, no Mario Alberto Kempes.
O Jogo – A partida começou aberta, com as duas equipes criando chances de gol. A primeira boa oportunidade foi do Chile. Aos oito minutos, Francisco Silva arriscou de fora e a bola saiu ao lado do gol, passando com muito perigo. A Argentina respondeu logo em seguida, aos nove. Após contra-ataque puxado por Messi, Di María recebeu dentro da grande área e chutou por cima.
Apesar do equilíbrio, foi a Seleção Chilena que abriu o placar. Aos dez minutos, Orellana cobrou escanteio para a área e Felipe Gutiérrez subiu sozinho para cabecear e mandar para o fundo da rede.
O gol logo no início não assustou a Seleção Argentina, que não demorou para empatar. Após roubar a bola no meio de campo, os Alvicelestes tabelaram na entrada da área e a bola sobrou para Di María. O meia pegou de primeira e mandou um lindo chute no canto alto para fazer o primeiro dos argentinos.
A virada veio logo em seguida. Aos 24, após cobrança de falta mal afastada, a bola ficou com a Argentina e foi colocada para dentro da área. Atentos, os Alvicelestes se aproveitaram de um bate-rebate e a bola sobrou limpa para Mercado, que acertou um voleio e balançou as redes.
Sendo derrotado em casa, o Chile tratou de ir para cima antes do fim da primeira etapa. A melhor chance aconteceu aos 47 minutos. A Seleção Argentina deu bobeira para afastar a bola e ela sobrou para Felipe Gutiérrez. O meio-campista chutou de primeira e a finalização foi para fora com muito perigo. Com isso, o jogo se encaminhou para o intervalo com vitória parcial de 2 a 1 para os argentinos.
O Chile voltou para o segundo tempo pressionando e criando as melhores chances. Aos sete, Beausejour invadiu a área pela esquerda e tocou para Alexis Sánches. O atacante recebeu no meio e chutou para fora, com a bola passando muito próxima a trave.
Aos 14, a Seleção Chilena assustou novamente. Orellana recebeu na entrada da área e arriscou o chute. O goleiro Romero teve que saltar para fazer a defesa.
Com a pressão do Chile, a Argentina passou a investir nos contra-ataques. Aos 19 minutos, Aguero recebeu de Messi dentro da área, tentou tirar do goleiro, mas mandou para fora, com muito perigo.
Já aos 25, novamente a Seleção Chilena chegou ao ataque. Pinilla recebeu bom passe de Beausejour dentro da área e chutou a bola na rede, porém, pelo lado de fora.
O jogo ficou lá e cá. Aos 30, Francisco Silva aproveitou sobra e chutou, com o arremate passando muito próximo à trave. Já aos 33, Di María entrou pela esquerda e bateu com perigo por cima do gol.
Com a partida se encaminhando para o final, o Chile diminuiu a pressão. A última boa chance da La Roja foi aos 45, em cobrança de falta de Alexis Sánchez. A bola, no entanto, subiu e foi para fora, definindo o placar no Estádio Nacional.
FICHA TÉCNICA CHILE 1X2 ARGENTINA
Local: Estádio Nacional de Chile, em Santiago (CHI) Data: 24 de março de 2016, quinta-feira Horário: 20h30 (de Brasília) Árbitro: Heber Roberto Lopes (Brasil) Assistentes: Marcelo Van Gasse (Brasil) e Rodrigo Correa (Brasil) Cartões amarelos: Felipe Gutiérrez e Claudio Bravo (Chile); Sergio Romero, Otamendi, Lavezzi e Funes Mori (Argentina) Cartões vermelhos: Nenhum Gols: CHILE – Felipe Gutiérrez, aos dez minutos do primeiro tempo
ARGENTINA – Di Maria, aos 19, e Mercado, aos 24 do primeiro tempo
CHILE: Claudio Bravo; Isla, Medel, Jara e Mena; Marcelo Díaz (Bryan Rabello) (Pinilla), Felipe Gutiérrez e Matías Fernández (Francisco Silva); Orellana, Beausejour e Alexis Sánchez Técnico: Juan Antonio Pizzi
ARGENTINA: Romero, Mercado, Otamendi, Funes Mori e Rojo; Kranevitter, Biglia e Banega (Augusto Fernández); Messi, Di María (Lavezzi) e Aguero (Higuaín) Técnico: Gerardo Martino