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Com dois de Vítor Bueno, Santos vence São Bento e vai para a semifinal

Com dois de Vítor Bueno, Santos vence São Bento e vai para a semifinal

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Com os dois gols marcados, Vítor Bueno colocou o Santos na semi do Paulistão (foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)

O Santos está na semifinal do Campeonato Paulista. Neste domingo, o Peixe avançou no Estadual ao vencer o São Bento por 2 a 0, na Vila Belmiro. Novo xodó de Dorival Júnior, Vítor Bueno foi o nome do jogo, marcando os dois gols da equipe e participando ativamente da partida.

Com o resultado, o Santos aumentou a sequência de invencibilidade na Vila Belmiro. Agora, o Peixe acumula 25 jogos sem perder em casa, sendo 22 vitórias e três empates. O Alvinegro Praiano segue na busca para chegar à oitava final consecutiva do Paulistão e levantar o caneco mais uma vez.

Classificado, o Santos espera a definição das quartas de final para conhecer seu adversário na briga por uma vaga na decisão do Campeonato Paulista. O rival santista sai do confronto entre Palmeiras e São Bernardo, que será realizado na próxima segunda-feira, às 21h (de Brasília), no Palestra Itália.

O jogo – Jogando diante de seu torcedor, o Santos foi logo para cima do São Bento. Com ritmo acelerado e trocas rápidas de passes, os alvinegros chegavam ao ataque com facilidade, principalmente pelos lados do campo. Victor Ferraz e Zeca subiam com liberdade para apoiar. E foi justamente em uma jogada iniciada pelo lado direito que o Peixe abriu o placar, aos oito minutos. Vítor Bueno tabelou com Gabriel, carregou pelo meio e chutou cruzado com categoria, sem a menor chance de defesa para Henal.

O gol sofrido no começo obrigou o São Bento a sair mais para o jogo. Na marca de 11 minutos, o time de Sorocaba chegou pela primeira vez ao ataque. Régis cruzou da direita, mas Victor Ferraz apareceu para cortar. No entanto, o Santos continuava dominando as ações e por pouco não ampliou, aos 14 minutos. Gabriel tocou de calcanhar para a passagem de Victor Ferraz, que cruzou buscando Ricardo Oliveira. A zaga afastou o perigo.

No meio do primeiro tempo, o Santos diminuiu o ritmo, mas não perdeu o controle do jogo. O São Bento equilibrou a posse de bola, mas não conseguiu assustar Vanderlei. O Peixe voltou a pressionar nos dez minutos finais. Aos 34, Ricardo Oliveira deixou Gabriel cara a cara com Henal, mas o atacante finalizou em cima do goleiro. Na sequência, Victor Ferraz cruzou com perigo e a zaga afastou. Aos 36, Henal defendeu cabeçada de Ricardo Oliveira e no ataque seguinte, Vítor Bueno apareceu livre dentro da área, porém chutou fraco.

Bem marcado, Lucas Lima teve dificuldades para jogar (foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)
Bem marcado, Lucas Lima teve dificuldades para jogar (foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)

Na marca de 39 minutos, Lucas Lima roubou uma bola pela esquerda, puxou o contra-ataque e rolou para entrada da área. Renato chegou batendo de primeira, mas pegou mal e mandou longe. No lance seguinte, Thiago Maia arriscou de fora, mas errou. A pressão santista teve resultado aos 40 minutos. Ricardo Oliveira recebeu bola de Gabriel, na esquerda da área, e bateu cruzado. Vítor Bueno apareceu na segunda trave para empurrar para o fundo das redes de carrinho e ampliar para o Peixe.

O São Bento voltou melhor para o segundo tempo. Em desvantagem no marcador, o time de Sorocaba precisava ir ao ataque. Na marca de sete minutos, Régis ganhou a bola no campo ofensivo, cruzou para a área e acertou o travessão de Vanderlei. Aos 15, o mesmo Régis arriscou de longe e mandou na rede pelo lado de fora, assustando os santistas. Aos 19, Edno recebeu no pivô e rolou para a direita. Rossi chegou batendo, mas Vanderlei defendeu.

O Santos mudou a maneira de jogar na etapa final e deu campo para o adversário jogar, apostando nas saídas rápidas nos contragolpes. O São Bento foi criando chances. Aos 24 minutos, Anderson Cavalo, que substituiu Edno, avançou pela esquerda, invadiu a área, driblou Vanderlei e, com o gol vazio, chutou na trave. O Peixe respondeu na sequência, com Ricardo Oliveira, que aproveitou cruzamento da esquerda e cabeceou com perigo.

O São Bento não desistia de tentar o gol. Aos 34 minutos, Joel errou na saída de bola santista e entregou para Everton Sena, que avançou em direção à área e bateu cruzado. A bola passou à direita de Vanderlei. Aos 36, o mesmo Everton Sena arriscou da entrada da área, mas mandou por cima. Aos 38, Diego Clementino ficou cara a cara com Vanderlei, mas o goleiro saiu bem e evitou o gol, garantindo a vitória do Peixe sem ser vazado.

FICHA TÉCNICA
SANTOS 2 X 0 SÃO BENTO

Local: Vila Belmiro, em Santos (SP)
Data: 16 de abril de 2016, sábado
Horário: 18h30 (de Brasília)
Árbitro: Vinicius Gonçalves Dias Araújo.
Assistentes: Miguel Cataneo Ribeiro da Costa e Patrick André Bardauil.
Cartões amarelos: David Braz (Santos)
Público: 12.051 presentes
Renda: R$ 477.280,00

GOLS
SANTOS: Vítor Bueno, aos oito e aos 40 minutos do primeiro tempo

SANTOS: Vanderlei, Victor Ferraz, Gustavo Henrique, David Braz e Zeca; Renato, Thiago Maia, Vitor Bueno e Lucas Lima (Rafael Longuine); Gabriel (Joel) e Ricardo Oliveira (Elano).
Técnico: Dorival Júnior.

SÃO BENTO: Henal; Régis Souza, João Paulo, Pitty e Marcelo Cordeiro; Fábio Bahia, Éder (Diego Clementino), Serginho Catarinense e Clébson (Everton Sena); Edno (Anderson Cavalo) e Rossi.
Técnico: Paulo Roberto Santos.

Gazeta Esportiva 

Com golaços, Timão atropela o Red Bull e confirma vaga na semifinal

Com golaços, Timão atropela o Red Bull e confirma vaga na semifinal

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Com golaços, Timão atropela o Red Bull e confirma vaga na semifinal

O Corinthians não se contentou apenas em vencer. O clube do Parque São Jorge mostrou em campo por que fez a melhor campanha da primeira fase do Campeonato Paulista, dominou completamente o Red Bull e disparou 4 a 0 sobre a equipe de Campinas. O embate teve show de Fagner, Elias e companhia, com direito a golaços de Giovanni Augusto e Lucca, complementados por belas jogadas coletivas em tentos de André e Alan Mineiro.

Com o resultado, o Alvinegro assegura o mando de campo até uma hipotética final da competição. No total, o clube tem 38 pontos e chegaria a no mínimo 39 para alcançar a decisão (empate e passagem nos pênaltis na semifinal). O Santos, principal perseguidor, só pode chegar aos mesmos 38. O Red Bull, por sua vez, perde a chance de se classificar para a Série D do Campeonato Brasileiro.

Agora, os comandados do técnico Tite voltam suas atenções para a Copa Libertadores da América. Já classificado, o time busca confirmar a liderança da sua chave e uma das melhores campanhas da fase de grupos contra o Cobresal, às 21h45 (de Brasília) de quarta-feira, no mesmo estádio de Itaquera.

Lado direito abre o caminho

O Corinthians começou a partida mostrando muita intensidade e adiantando bastante as linhas marcação. Ciente da boa organização do adversário, que derrotou Santos e Palmeiras na fase de classificação, além de ficar no empate frente ao São Paulo, o time da casa procurou o gol logo de cara para evitar que o rival ficasse retrancado. Mesmo sem facilidade na hora de finalizar, o objetivo foi alcançado.

Aos 17 minutos de bola rolando, quando o lado direito com Fagner, Elias e Giovanni Augusto já aparecia como grande caminho do Timão, Lucca cobrou escanteio e a zaga do Red Bull teve trabalho para tirar. O corte foi feito apenas parcialmente e Giovanni Augusto, da marca do pênalti, emendou um bonito voleio, acertando o canto direito do gol de Saulo e abrindo o placar em Itaquera.

O tento facilitou a vida dos anfitriões, que trabalharam a bola com rapidez no meio-campo. Mesmo com Guilherme limitando-se apenas a alguns passes laterais, a organização tática corintiana falou mais alto. Elias, outra vez em um bom dia, conseguiu suprir até mesmo a lesão de Giovanni, que torceu o tornozelo direito antes dos 30 minutos de bola rolando. Do outro, os campineiros chegaram a balançar a rede, mas Anderson Marques estava impedido ao completar cobrança de falta.

Ainda antes do intervalo, o placar foi ampliado. Em jogada que começou com desvio de Luiz Flavio de Oliveira, Dráusio não conseguiu fazer o corte, Elias ganhou dividida no meio-campo e abriu para Fagner. Em lance parecido com o do gol do lateral sobre o Novorizontino, o defensor tabelou com o meio-campista, recebeu cara a cara com Saulo e rolou para o meio. André, muito sem jeito, conseguiu ganhar a dividida de Éverton Silva e ampliou.

Espetáculo alvinegro

Na saída para o intervalo, momentos depois de a zaga do Red Bull salvar em cima da linha uma cabeçada de André, o atacante Roger deixou o campo pedindo para os seus companheiros evitarem o pior. “Não jogamos. Vamos tentar melhorar para pelo menos não sair daqui com um vexame”, comentou o centroavante. Mesmo com o apelo de seu principal jogador, no entanto, a equipe visitante praticamente só assistiu o bom futebol do adversário.

Relaxado, o Timão viu Fagner e Elias continuarem a dar seu show. Praticando um futebol de encher os olhos do técnico Tite, fã de triangulações e intensidade dentro de campo, o treinador viu o terceiro sair após dois lances construídos dessa forma. Primeiro Fagner chutou e Saulo segurou. Na sequência, erro na saída de bola e Alan Mineiro chutou cruzado, exigindo outra defesa do arqueiro.

Na saída de bola, porém, Dráusio mais uma vez não foi amigo do companheiro. Displicente, o lateral esquerdo errou passe e depois perdeu dividida para Guilherme. A bola sobrou novamente para Alan Mineiro, que dessa vez, também pelo lado direito da área, levantou a cabeça e chutou de chapa, deslocando o goleiro. A bola ainda tocou na trave direita antes de entrar para, aos 11 minutos, definir a classificação.

De lá até o final do jogo, o estádio de Itaquera se viu em meio a “olas” e gritos de exaltação aos atletas dentro de campo. Sem diminuir a intensidade, a equipe da casa ainda conseguiu fechar a sua melhor atuação da temporada com o gol mais bonito da tarde. Fagner ganhou a disputa pela direita, conduziu até a intermediária e tocou para Alan Mineiro. Com moral, o meia novamente levantou a cabeça e abriu para Lucca, que entrava livre pela esquerda. O avante, também esbanjando confiança, chutou forte, de primeira, e acertou o ângulo direito da meta, sem chances para Saulo.

FICHA TÉCNICA
CORINTHIANS 4 X 0 RED BULL

Local: estádio de Itaquera, em São Paulo (SP)
Data: 16 de abril de 2015, sábado
Horário: 16h20 (de Brasília)
Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira
Assistentes: Bruno Salgado Rizo e Fabrício Porfírio de Moura
Público: 36.957 pagantes
Renda: 1.948.897,50
Cartões amarelos: Lucca e Guilherme (Corinthians); Maylson, Nando Carandina e Roger (Red Bull)
Gols:
CORINTHIANS: Giovanni Augusto, aos 17, e André, aos 40 minutos do primeiro tempo, Alan Mineiro, aos 12, e Lucca, aos 24 minutos do segundo tempo

CORINTHIANS: Cássio; Fagner (Edilson), Felipe, Yago e Uendel; Bruno Henrique, Giovanni Augusto (Alan Mineiro), Elias, Guilherme e Lucca (Romero); André
Técnico: Tite

RED BULL: Saulo; Everton Silva, Anderson Marques, Diego Sacoman e Drausio; Nando Carandina, Willian Magrão (Igor Sartori), Maylson (Rafael Costa), Thiago Galhardo (Edmilson) e Misael; Roger
Técnico: Mauricio Barbieri

Gazeta Esportiva

Kelvin vê “raça argentina” de Calleri como motivação para o São Paulo

Kelvin vê “raça argentina” de Calleri como motivação para o São Paulo

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Kelvin vê “raça argentina” de Calleri como motivação para o São Paulo

O estilo trombador e a raça do argentino Jonathan Calleri levaram o elenco do São Paulo a se dedicar com mais afinco à marcação. Foi isso que o meia-atacante Kelvin garantiu em entrevista coletiva nessa sexta-feira, no CCT da Barra Funda. Titular nos últimos dois jogos do Tricolor na Copa Libertadores, o atleta afirmou que a dedicação do camisa 12 tem contagiado os demais jogadores durante os compromissos dessa temporada.

“Não é porque o Calleri é atacante que ele não deixa de ter raça e ajudar na marcação. Vemos que ele tromba com os zagueiros e isso nos anima no jogo, pois queremos marcar também. Ele nos dá motivação para marcar, porque ajuda tanto na parte ofensiva quanto na defensiva”, afirmou Kelvin.

O atleta disse que o companheiro de ataque se adaptou bem ao futebol brasileiro e tem se mostrado tranquilo com relação às especulações que rondam seu futuro. “Calleri é um jogador tranquilo. Ele conversa com todo mundo fora de campo e está se adaptando. Tudo isso ajuda para o crescimento dele. Creio que está crescendo na vida também. Se eu não me engano ele já tem um contrato com a Inter de Milão, então está subindo degraus. Nós estamos preocupados em ajudá-lo nesse momento e distribuir os passes para que ele faça gols”, disse.

Citado por Kelvin, o contrato com a Inter de Milão ainda não foi assinado por Calleri. Especula-se que o clube italiano é o provável destino do argentino após o término do empréstimo ao São Paulo, no dia 30 de junho. O São Paulo, no entanto, disse ter feito um acordo verbal para que o atacante siga no Brasil em caso de título na Copa Libertadores. O presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, afirmou que a permanência do jogador é difícil, mas garantiu que fará o que for possível para mantê-lo no time até dezembro.

Como a situação de Calleri é incerta, o Tricolor procura contratar ao menos dois atacantes na próxima janela de transferências. O time fez uma consulta ao Fluminense para saber da situação de Fred, mas o negócio não avançou. Segundo Kelvin, o grupo de jogadores deve ignorar os assuntos extracampo e focar apenas no presente.

“[A saída do Calleri] é uma perda muito grande, porque é um jogador que está ajudando o São Paulo nesse momento. Eu fiquei sabendo por cima sobre o Fred. Seria uma boa, ele é um fazedor de gols, mas acabou não dando certo. Nós temos que pensar no momento, que é o Calleri. Ele é um goleador. Não sei o que vai acontecer no futuro, talvez ele possa ficar até dezembro. Isso seria muito bom para o São Paulo”, concluiu.

Gazeta Esportiva

Atlético de Madri elimina o Barcelona  e vai à semi da Liga dos Campeões

Atlético de Madri elimina o Barcelona e vai à semi da Liga dos Campeões

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Atlético de Madri passou para próxima fase da liga – Foto: Site oficial do Atlético de Madri

O Atlético de Madri derrotou o Barcelona nesta quarta-feira (13), por 2 a 0, em casa, pelo jogo de volta das quartas de final da Liga dos Campeões, eliminou o rival e se classificou para a semifinal da competição.

O Barça jogava pelo empate para passar de fase, pois venceu o primeiro jogo, na Catalunha, na semana passada, por 2 a 1. Nesta quarta, porém, a história foi bem diferente.

Se no Camp Nou o time do técnico Luis Enrique mostrou muita vontade para virar o jogo, no estádio Vicente Calderón foi o Atlético de Madri que tomou as rédeas da partida na primeira etapa e anulou o trio de ataque do adversário formado por Messi, Neymar e Suárez.

Nos primeiros 45 minutos, o lance mais perigoso do Barça foi um chute de fora da área de Neymar em que o goleiro Oblak pegou sem grandes problemas.

Os visitantes até tiveram mais posse de bola. Só no primeiro tempo, por exemplo, foi 71% contra 29%. Mas o Atlético de Madri ganhou na vontade e não desperdiçou a melhor chance que teve, aos 36min da primeira etapa, quando Griezmann abriu o placar de cabeça.

Depois do intervalo, o Barcelona se arriscou mais, mas muito mais na base do abafa do que na técnica. E o time mandante, mais uma vez, não desperdiçou a chance que teve.

Aos 40min, Iniesta colocou a mão na bola na área e o árbitro marcou pênalti. Griezmann cobrou e fez o segundo gol.

Já nos acréscimos, o árbitro marcou uma falta na entrada da área para o Barcelona por um toque de mão de Gabi. A infração, porém, foi cometida dentro da área. Os jogadores do Barça reclamaram muito, mas sem sucesso. Na cobrança, Messi mandou por cima do gol.

Esta é a segunda vez, nas últimas três edições da Liga dos Campeões, que o Atlético de Madri chega à semifinal da competição.

Trujillanos vence The Strongest  e ajuda o São Paulo na Libertadores

Trujillanos vence The Strongest e ajuda o São Paulo na Libertadores

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Time venceu e ajudou SPFC – Foto: Divulgação

O Trujillanos, da Venezuela, venceu o The Strongest, da Bolívia, por 2 a 1, na noite desta terça-feira (12). O resultado foi bom para o São Paulo, que também integra o Grupo 1 da Copa Libertadores.

Os bolivianos permaneceram com sete pontos e perderam a chance de assumir a liderança, atualmente ocupada pelo River Plate, que tem oito. A equipe tricolor está em terceiro, com cinco, e os venezuelanos ocupam a lanterna, com quatro.

Caso vença o River Plate nesta quarta (12), no Morumbi, o São Paulo entra na zona de classificação para as oitavas de final e poderá jogar pelo empate contra o The Strongest, na Bolívia, pela última rodada do grupo.

O gol que deu a vitória ao Trujillanos saiu aos 48 minutos do segundo tempo, em cobrança de pênalti de Cova.

 

Após enfrentar Ronaldinho, Levir pode tirar Fred do Fluminense

Após enfrentar Ronaldinho, Levir pode tirar Fred do Fluminense

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Atitude de Fred não agradou treinador – Foto: Divulgação

Levir Culpi não tem medo de desafios. Aos 61 anos, em 2014, o treinador topou a missão de retornar ao Brasil -após quase uma década no Japão- e comandar o então badalado Atlético-MG de Ronaldinho Gaúcho, que buscava manter o topo do futebol sul-americano após conquistar a Libertadores de 2013. Com um bom trabalho, conquistou a Recopa Sul-Americana e a Copa do Brasil. Mas não foi só isso.

O técnico tranquilo aproveitou o período em Belo Horizonte para mostrar uma personalidade forte de quem não se curva às estrelas de seus times.

Foi assim que não temeu Ronaldinho, encarou a estrela do Galo de frente e tirou o camisa 10 do time por entender que o mesmo não se esforçava como os demais em treinos e jogos. “Tive uma briga, sim. Ele não quer pagar o preço de ser um atleta profissional”, disse o sincero treinador.

Agora no Fluminense, o ainda mais experiente Levir Culpi se viu diante de outra estrela com status de “dono do time”. E novamente não se rendeu. Insatisfeito com o rendimento de Fred -oito jogos sem gols-, o técnico passou a substituir o camisa 9, o tirou da relação do jogo do último domingo e irritou o ídolo tricolor.

Aos poucos, Levir foi mostrando pulso e tirando o comando de Fred, que já não palpitava mais como antes e ainda teve uma rusga com o técnico no vestiário – jogo contra o Madureira – ao tentar cobrar jogadores mais jovens.

O treinador também sem incomodava com os seguidos desfalques em treinos e regalias. Para Levir, Fred não iria ficar jogando se não treinasse com os demais companheiros.

“É incrível porque as pessoas passam a liderança para um cara que não tem que assumir a liderança do clube. Ele [Fred] tem que assumir a liderança do time, um líder natural. Não acho que ele tenha que ter esse peso que dão a ele. Não pode comandar o clube, a não ser que pare de jogar e assuma o comando. Ai fica tranquilo, ele manda e dá as cartas”, disse Levir, mostrando mais uma vez toda sua personalidade durante entrevista à TV Record.

“É simples: se o jogador não está satisfeito, tem que sair. Mas algumas coisas precisam ficar claras. O técnico nunca vai ser mais importante que o clube. Muito menos o jogador. Não existe jogador ou técnico maior que um clube. Jogador joga, técnico treina, dirigente dirige e o presidente manda em tudo. É difícil entender isso? Há algo de errado nisso?”, completou, antes do jogo do último domingo.

Em reunião no último sábado, Fred não aguentou e chegou a dizer para a diretoria “ou ele, ou eu” ao comentar a insatisfação com Levir Culpi e informar que não jogaria mais sob o comando do técnico. O ultimato do ídolo tricolor, no entanto, não ameaça o treinador.

Em alta com diretoria, elenco e torcida, Levir não será demitido. Mesmo sem uma definição do caso, o presidente Peter Siemsen chegou a comentar internamente que a saída de Fred poderia ser uma opção viável. O mandatário agora estudaria emprestar o atleta a outro clube brasileiro ou rescindir o contrato -até o final de 2018- e receber uma verba por isso.

Após a vitória sobre o Volta Redonda, porém, Fred pensou em recuar na briga e Levir também baixou o tom. Ambos agora já cogitam um diálogo por entendimento. Mas o treinador foi claro: “Ele precisa me procurar”.

Em nove jogos à frente do Flu, Levir soma seis vitórias e três empates. Mesmo período do jejum de Fred. Não bastasse a invencibilidade que levou o time à final da Primeira Liga e à liderança do Campeonato Carioca, o técnico ainda resolveu o problema da criticada defesa – sofreu apenas quatro gols sob seu comando.

Inicialmente, a ideia é que nenhuma decisão sobre o futuro de Fred seja oficializada até terça-feira. Até lá, o atacante está liberado das atividades com o elenco.