São Paulo sofre pressão, mas bate a Ponte e fica folgado no Brasileirão
São Paulo (SP) – O risco de rebaixamento praticamente já não existe mais no São Paulo. Depois de uma virada marcante sobre o Fluminense na semana passada, o Tricolor confirmou a reação no Campeonato Brasileiro com uma vitória em cima da Ponte Preta para 49.673 pessoas no Morumbi por 2 a 0. Cueva, de pênalti, e David Neres, que nunca havia jogado profissionalmente no Cícero Pompeu de Toledo, marcaram os gols do jogo. Assim, a equipe alcança os 42 pontos, fica a três de sua meta restando ainda seis rodadas para o fim da competição. Já a Macaca, que foi melhor em campo o jogo todo, mas abusou da ineficiência, estaciona nos 45 pontos e fica mais distante do sonho de entrar no G6, pelotão de clubes que vai à Copa Libertadores da América em 2017.
A audácia na escalação do São Paulo pegou muitos torcedores de surpresa, mas agradou. Em má fase, Chavez perdeu lugar para Pedro e David Neres ganhou oportunidade na vaga de Robson. Nada que poupasse Ricardo Gomes de uma sonora vaia ao ter seu nome anunciado pelo locutor do Morumbi.
No papel, era um São Paulo rápido e ofensivo, mas com a bola rolando não foi isso que se viu em campo. A marcação alta da Ponte Preta, muitas vezes com até quatro homens pressionando a saída de bola do tricolor, forçou o time da casa a abusar dos lançamentos e apostar na segunda bola.
Mas, como disse Rodrigo Caio depois da vitória sobre o Fluminense, a sorte voltou. E pode se dizer que o toque na bola de Fábio Ferreira com o braço, dentro da área, era tudo que o São Paulo queria. Aranha por pouco não frustou a maioria no estádio, porém, no fim viu Cueva comemorar seu quarto gol de pênalti no Brasileirão.
Ao invés de inflamar o time da casa, o gol acordou de vez a Macaca, que passou a ter um domínio mais amplo do jogo sem correr riscos atrás. E novamente a sorte se mostrou presente, principalmente para ajudar Denis, que falhou feio em duas saídas de bola. Em uma delas, Rodrigo Caio salvou o gol cabeceando na trave a bola que voltara exatamente nas mãos do camisa 1, que até beijou a redonda em forma de agradecimento e alívio. Roger também desperdiçou uma oportunidade que calou de vez o Morumbi, já com claras demostrações de aflição a essa altura.
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Mas o intervalo não fez para a Ponte Preta, que voltou sem a mesma pegada, talvez pelo cansaço depois de um primeiro tempo eletrizante, e errando muitos passes. Com isso, o São Paulo conseguiu equilibrar a partida, mas também longe de alguma inspiração. David Neres e Kelvin não venciam suas marcações e Pedro era pouco acionado. Com o tempo passando, a torcida pediu e foi atendida. Andres Chavez entrou no jogo na vaga do jovem centroavante.
Nada que mudasse o panorama do confronto, que caiu bruscamente de rendimento. O São Paulo, que até apresentou uma melhora em relação ao primeiro tempo, voltou a deixar o ritmo cair e de novo contou com a sorte a seu favor, ou então apenas se deu bem diante da ineficiência de seu rival, que teve duas chances incríveis para empatar, mas em ambas a bola raspou a trave de Denis e saiu pela linha de fundo, tanto nas finalizações de Reinaldo quanto na de Pottker.
E quem nunca ouviu a velha máxima do futebol? Quem não faz, toma. E o castigo da Ponte Preta veio por meio dos pés do jovem David Neres, que estreou contra o Flu, virou titular neste sábado e vai para casa dono do segundo gol do São Paulo, depois de ser mais um ‘cliente’ da sorte no Morumbi, já que a bola sobrou limpa, sem goleiro, para a revelação de Cotia após chute na trave de Thiago Mendes.
No fim, como futebol não é merecimento, festa da torcida tricolor e lamentações pelo lado da Macaca, que terá de buscar a recuperação na quinta-feira, às 20h30, contra o Sport, na Ilha do Retiro. O São Paulo volta a campo apenas na segunda da semana que vem também como visitante. Encara o América-MG, no Independência, às 20h.
FICHA TÉCNICA SÃO PAULO 2 X 0 PONTE PRETA
Local:Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP) Data: 22 de outubro de 2016, sábado Horário: 17 horas (de Brasília) Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (PE) Assistentes: Clóvis Amaral da Silva e Cléberson do Nascimento Leite (ambos de PE) Cartões amarelos: PONTE PRETA: Roger. Público: 49.673 total. Renda: R$ 600.541,00.
GOLS: SÃO PAULO:Cueva, aos 11 minutos do 1T, e David Neres, aos 36 minutos do 2T.
SÃO PAULO:Denis; Wesley, Rodrigo Caio, Lyanco e Mena; João Schimidt, Thiago Mendes e Cueva; Kelvin (Luiz Araújo), David Neres (Wellington) e Pedro (Chavez) Técnico:Ricardo Gomes
PONTE PRETA:Aranha, Nino, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Reinaldo; João Vitor, Wendel (Galhardo) e Maycon; Rhayner, Clayson (Felipe Azevedo) e Roger (Pottker) Técnico: Eduardo Baptista
Apático, Santos perde para reservas do Inter e dá adeus à Copa do Brasil
Quando o técnico Celso Roth anunciou que o Internacional viria com um time praticamente reserva para encarar o Santos, na noite desta quarta-feira, no Beira-Rio, nem o mais fanático torcedor colorado apostava fielmente em uma classificação para as semifinais da Copa do Brasil. Porém, mesmo entrando em campo com força máxima e levando vantagem de ter vencido o duelo de ida por 2 a 1, na Vila Belmiro, o Peixe foi apático em Porto Alegre e perdeu por 2 a 0, sendo eliminado do torneio mata-mata.
E a classificação colorada foi garantida com gols de dois atacantes reservas. No começo do primeiro tempo, Aylon marcou de cabeça. Já no final da partida, Eduardo Sasha bateu com categoria e garantiu a vaga na semifinal da Copa do Brasil, onde irá encarar o Atlético-MG, que perdeu do Juventude por 1 a 0 em Caxias do Sul, mas avançou em decisão por pênaltis.
Eliminados, os santistas voltam suas forças apenas para o Campeonato Brasileiro. No próximo domingo, o Peixe visita a Chapecoense, às 19h30 (de Brasília). Com 55 pontos e na quarta colocação, o alvinegro segue vivo na briga por uma vaga na Copa Libertadores de 2017.
Já no Internacional, o foco agora é total no clássico diante do Grêmio, também no domingo, às 17h (de Brasília), na arena do rival. Com 36 pontos e lutando contra o rebaixamento, os colorados seguem tendo como prioridade a reta final do Brasileirão, mesmo conquistando a vaga na Copa do Brasil.
Pressão inicial e vantagem colorada
Apesar de entrar com apenas três titulares, o Internacional começou massacrando o Santos no Beira-Rio. Forçando a saída de bola do alvinegro, o Colorado chegava com facilidade e apostava nas bolas aéreas. De tanto insistir, os gaúchos foram premiados aos nove minutos de jogo. O meia Alex cobrou escanteio e Aylon apareceu livre dentro da área. Sem precisar pular, o atacante escorou de cabeça e abriu o placar em Porto Alegre.
Como perdeu por 2 a 1 no duelo de ida, na Vila Belmiro, a vitória mínima garantia na classificação ao Inter. Por conta disso, o Santos ‘acordou’ no jogo e partiu pra cima. Aos 13 minutos, Lucas Lima bateu colocado de fora da área e obrigou o goleiro Danilo Fernandes a fazer boa defesa.
Com a desvantagem no marcador, os comandados de Dorival Júnior passaram a ter a posse de bola e dominavam o meio-campo. Porém, o Peixe esbarrava na força defensiva do Colorado e não encontrava espaços para acertar o último passe.
Apesar de ficar com a bola nos pés, o Santos não assustava e sofria com as boas chegadas do Inter. Aos 34 minutos, Gefferson mandou na área e após confusão defensiva, Eduardo Sasha apareceu sozinho e bateu pro gol, mas foi travado por Luiz Felipe.
Lento na saída de jogo, o Peixe parecia alheio à eliminação momentânea e praticamente não correu atrás do empate. Tanto que a única boa chance desperdiçada foi aos 43 minutos. Após cruzamento de Lucas Lima, Ricardo Oliveira escorou de cabeça e viu Danilo Fernandes fazer grande defesa, garantindo a vantagem colorada antes do intervalo.
Apatia e eliminação santista
O segundo tempo começou praticamente igual ao que foi visto na primeira etapa. O Santos, apesar ter a bola dominada no meio de campo, seguia apático e ainda sofria com os contra-ataques do Inter. Aos 10 minutos, Fabinho apareceu como homem surpresa no ataque, arriscou de longe e quase ampliou para os gaúchos.
Aos 17 minutos, o Peixe chegou bem pela primeira vez após o intervalo e arriscou em bola lançada para Copete. Antes dela chegar no colombiano, Alan Costa e Eduardo brigaram por espaço para impedir a jogada e se chocaram. O jovem lateral levou a pior e precisou ser substituído por Ceará.
Mesmo jogando contra o relógio, o Peixe continuou mostrando pouca vontade para empatar. Tanto que as melhores oportunidades continuaram sendo para o Internacional. Aos 28 minutos, Alex levantou na área e a bola fica com Ernando. O zagueiro pegou de primeiro e mandou no travessão, quase ampliando o marcador.
Precisando do empate para continuar na Copa do Brasil, o técnico Dorival Júnior sacou o zagueiro David Braz e colocou o meia Rafael Longuine em campo. Logo depois, o comandante trocou Paulinho e Zeca por Joel e Rodrigão, respectivamente.
Apesar das mudanças, o Santos seguiu sem mostrar nenhuma vontade de conquistar a vaga. E o castigo veio no apagar das luzes. Aos 42 minutos do segundo tempo, Eduardo Sasha avançou dentro da área e tocou por cima de Vanderlei. Golaço que fechou o caixão santista e garantiu a classificação do Inter para as semifinais da Copa do Brasil.
FICHA TÉCNICA INTERNACIONAL 2 X 0 SANTOS
Local:Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre (RS) Data: 19 de outubro de 2016, quarta-feira Horário: 19h30 (de Brasília) Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães (RJ) Assistentes: Dibert Pedrosa Moises (RJ) e Luiz Claudio Regazone (RJ) Cartões amarelos: INTERNACIONAL: Andrigo. Público: 15.065 pagantes. Renda: R$ 188.390,00.
GOL: INTERNACIONAL: Aylon, aos 9 do primeiro tempo, e Eduardo Sasha, aos 42 minutos do segundo tempo.
SANTOS:Vanderlei; Victor Ferraz, David Braz (Rafael Longuine), Luiz Felipe e Zeca (Rodrigão); Renato, Thiago Maia e Lucas Lima; Paulinho (Joel), Copete e Ricardo Oliveira Técnico:Dorival Júnior
Bruno Rodrigo anotou o terceiro gol do Cruzeiro no Mineirão (foto: Juliana Flister/Light Press/Cruzeiro)
O Cruzeiro está nas semifinais da Copa do Brasil. Ameaçado de rebaixamento no Campeonato Brasileiro, o time do ex-corintiano Mano Menezes derrotou o Corinthians por 4 a 2 na noite desta quarta-feira, no Mineirão. O adversário, atual campeão nacional e vindo de uma vitória por 2 a 1 no jogo de ida, já não tem mais chance de conquistar um título na atual temporada.
O Corinthians agora irá se concentrar em tentar chegar à próxima Copa Libertadores da América por meio do Campeonato Brasileiro. No domingo, o time que Oswaldo de Oliveira assumiu recentemente enfrentará o Flamengo, postulante ao título, no Maracanã.
O Cruzeiro também irá se preocupar com o Brasileiro antes de voltar novamente as suas atenções à Copa do Brasil. Jogará contra o Vitória no domingo, no Barradão. O adversário na semifinal da competição de mata-mata será o Grêmio, que eliminou o Palmeiras no Palestra Itália, ainda nesta quarta-feira.
O jogo – Disposto a acuar o Corinthians desde os primeiros minutos, já que precisava de gols para seguir na Copa do Brasil, o Cruzeiro sofreu uma baixa justamente no seu setor ofensivo nos primeiros minutos. Rafinha lesionou a coxa esquerda e precisou ceder espaço para Arrascaeta.
Mesmo com a alteração, o Cruzeiro não mudou a sua postura. E chegou ao gol aos 13 minutos. Fagner saiu jogando errado, e Robinho aproveitou para acionar Arrascaeta na ponta esquerda. O uruguaio fez o cruzamento e encontrou Ramón Ábila, que escorou para dentro quase na pequena área.
O gol contagiou o time e a torcida cruzeirenses. Do outro lado, o Corinthians, agora necessitando atacar, tinha muitas dificuldades para sair da defesa e envolver o time da casa. Preocupado, Oswaldo de Oliveira gritava e mexia-se bastante na sua área técnica. Também orientou uma troca constante de posições entre Romero e Guilherme, da ponta direita para o centro do ataque.
Aos 34 minutos, o Corinthians conseguiu tranquilizar o seu comandante. Uendel recebeu passe de Guilherme e levantou a bola da esquerda. Dentro da área, Rodriguinho apareceu como homem-surpresa e cabeceou cruzado para empatar o marcador no Mineirão.
O Cruzeiro se abateu com a igualdade, conforme Mano Menezes notou do banco de reservas. Até então apático, o Corinthians pôde chegar ao intervalo com mais posse de bola (54%) e, apesar de não dar mais trabalho ao goleiro Rafael, também não via Walter ser ameaçado.
O Corinthians se revoltou com a arbitragem em sua queda na Copa do Brasil (foto: Juliana Flister/Light Press/Cruzeiro)
Para continuar com a vaga em mãos, Oswaldo ordenou que o Corinthians não recuasse no segundo tempo. Ele só não contava com uma arrancada de Arrascaeta, que caiu ao perceber a aproximação de Pedro Henrique do lado esquerdo da área. O árbitro Wilton Pereira Sampaio deu o pênalti. Ábila converteu, de novo aos 13.
O Cruzeiro se entusiasmou e voltou a pressionar o Corinthians, como havia feito no princípio da partida. Marcou outro gol três minutos mais tarde. Robinho cobrou escanteio da direita, e, no meio da área, Bruno Rodrigo teve liberdade para testar a bola para a rede e aumentar a festa da torcida celeste.
Eliminado com o placar de 3 a 1, o Corinthians não tinha alternativa a não ser se lançar ao ataque. Aos 23 minutos, não descontou por pouco. Giovanni Augusto fez boa jogada pela direita e tocou para Romero, que limpou Rafael e finalizou com desvio. A bola parou na trave.
Oswaldo resolveu entrar em ação. Trocou Guilherme por Marlone e viu a sua equipe ganhar presença ofensiva. Mano respondeu com a entrada do argentino Ariel Cabral no lugar do compatriota Ábila, ovacionado. Logo em seguida, Lucca substituiu Marquinhos Gabriel no Corinthians.
O gol, contudo, saiu do outro lado do Mineirão. Aos 37, Robinho cobrou falta com inteligência, elevando a bola para Arrascaeta. O uruguaio correu para dentro da área e concluiu cruzado, transformando a vitória parcial em goleada e soltando os gritos de “eliminado” das arquibancadas.
O Corinthians não se entregou. Oswaldo gastou a sua última ficha em Rildo, que foi a campo na vaga de Giovanni Augusto. Aos 40 minutos, o atacante surgiu no meio da área para completar um cruzamento de Fagner, que havia recebido inversão de jogo de Camacho, e ressuscitar as esperanças da sua equipe.
Para conter o ímpeto visitante, Mano sacou Robinho e apostou em Alisson. Foi o suficiente para controlar as investidas derradeiras do time de Oswaldo de Oliveira, irritado com o curto tempo (quatro minutos) de acréscimo.
FICHA TÉCNICA CRUZEIRO 4 X 2 CORINTHIANS
Local: Estádio Mineirão, em Belo Horizonte (MG) Data: 19 de outubro de 2016, quarta-feira Horário: 21h45 (de Brasília) Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (GO) Assistentes: Fabrício Vilarinho da Silva (GO) e Bruno Raphael Pires (GO) Cartões amarelos: Ariel Cabral (Cruzeiro); Pedro Henrique e Rodriguinho (Corinthians) Gols: CRUZEIRO: Ramón Ábila, aos 13 minutos do primeiro tempo e aos 13 minutos do segundo tempo; Bruno Rodrigo, aos 16, e Arrascaeta, aos 37 minutos do segundo tempo; CORINTHIANS: Rodriguinho, aos 34 minutos do primeiro tempo, e Rildo, aos 40 minutos do segundo tempo
CRUZEIRO: Rafael; Lucas, Léo, Bruno Rodrigo e Edimar; Henrique, Lucas Romero, Robinho (Alisson), Rafinha (Arrascaeta) e Rafael Sóbis; Ramón Ábila (Ariel Cabral) Técnico: Mano Menezes
CORINTHIANS: Walter; Fagner, Pedro Henrique, Balbuena e Uendel; Camacho, Giovanni Augusto (Rildo), Romero, Rodriguinho e Marquinhos Gabriel (Lucca); Guilherme (Marlone) Técnico: Oswaldo de Oliveira
Time reserva cedeu empate para o Grêmio e Palmeiras foi eliminado na Copa do Brasil (Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press)
Os reservas jogaram bem, dominaram boa parte da partida, mas não conseguiram classificar o Palmeiras às semifinais da Copa do Brasil, torneio do qual o clube é o atual campeão. Na quente noite desta quarta-feira, Verdão e Grêmio empataram por 1 a 1, no Palestra Itália, resultado que levou a equipe gaúcha adiante na competição, uma vez que havia vencido o duelo em Porto Alegre por 2 a 1.
Com uma escalação repleta de jogadores reservas – medida tomada pelo técnico Cuca para preservar a condição física dos titulares que brigam pelo título do Campeonato Brasileiro -, o Alviverde não se intimidou e abriu o placar no início do segundo tempo, com Thiago Martins. No entanto, minutos depois, Allione foi expulso infantilmente e complicou a situação do time da casa.
Em desvantagem numérica, o Verdão sofreu o empate em bela jogada de Everton, que inclusive provocou a expulsão do meia palmeirense. Com um a menos, os mandantes foram empurrados por quase 30 mil torcedores, mas não conseguiram exercer pressão suficiente para levar a decisão ao menos para os pênaltis.
Com o resultado, o Palmeiras foca todas as suas atenções no Brasileirão, que é a prioridade do clube na temporada por não conquistar o título do torneio nacional há 22 anos. O próximo compromisso é o Sport, no domingo, novamente no Palestra Itália. O Grêmio, por sua vez, se credenciou para enfrentar nas semifinais o Cruzeiro, que goleou o Corinthians, por 4 a 2, em Belo Horizonte.
Com Tchê Tchê poupado, o Palmeiras encontrou dificuldades para fazer a transição entre defesa e ataque, já que os volantes Thiago Santos e Gabriel estavam mais preocupados com os gremistas Luan e Douglas. Assim, a equipe de Cuca começou o jogo abusando das bolas longas, na procura de Gabriel Jesus e Lucas Barrios.
Se com bola rolando estava difícil, a parada poderia ser a solução do Verdão. Aos 12 minutos, após falta cobrada por Cleiton Xavier na direita, Barrios subiu mais que todo mundo e testou firme no travessão do goleiro Bruno Grassi.
No domínio da partida apesar da visível falta de entrosamento, os reservas do Palmeiras voltaram a ameaçar a meta gaúcha aos 24, quando Egídio fez boa jogada pela esquerda e cruzou rasteiro. O argentino Allione finalizou, mas Marcelo Oliveira salvou o que seria o primeiro gol alviverde com um carrinho. No lance seguinte, o Grêmio deu o troco: Pedro Rocha saiu na cara de Jailson, mas chutou para fora. No minuto seguinte, a bola ricocheteou na área gremista, mas o zagueiro Kannemann afastou o perigo.
A partir daí, o Grêmio recuou ainda mais, deixando todos os jogadores no campo de defesa enquanto os palmeirenses tinham a posse de bola. Sem ser ameaçada, a equipe da casa, contudo, insistiu muito em jogadas pelo aglomerado meio-campo, uma vez que os laterais encontravam dificuldade para ir à linha de fundo, esbarrando na forte marcação gaúcha. Dessa forma, o placar ficou zerado na primeira etapa, não traduzindo o que foi o jogo.
Palmeiras abre o placar, mas expulsão acaba com sonho do bi
Ciente de que correria muitos riscos se continuasse apenas se defendendo, o Grêmio voltou com outra postura para o segundo tempo. Pressionando a saída de bola do Palmeiras, os visitantes saíram na cara do gol em duas oportunidades, mas Jailson saiu bem e salvou o Alviverde. Cena que se repetiria na sequência, com o goleiro espalmando cabeceio após cobrança de falta.
Depois de perder sua primeira chance de gol, o Tricolor gaúcho seria duramente castigado. Após escanteio cobrado por Cleiton Xavier, a bola espirrou para cima e sobrou para o zagueiro Thiago Martins testar firme no canto de Bruno Grassi, abrindo, enfim, o placar na casa palestrina, logo aos cinco minutos.
Mas aí a situação dificultaria para o Alviverde. Aos 19, Allione foi advertido com o cartão vermelho por carrinho violento em Everton, que havia acabado de entrar. Por outro lado, o goleiro gremista Bruno Grassi saiu contundido e deu lugar para o terceiro reserva Léo.
Com um jogador a menos, o técnico Cuca promoveu a entrada de Zé Roberto no lugar de Barrios, recompondo o meio-campo alviverde. No Grêmio, Renato Gaúcho colocou o atacante equatoriano Miller Bolaños e tirou o meia Ramiro. Em vantagem numérica, o Tricolor soube se aproveitar do cenário para empatar a partida.
Aos 30 minutos, Everton, que provocou a expulsão de Allione, recebeu de Douglas na esquerda, driblou Jean e chutou forte no canto direito de Jailson, deixando tudo igual no Palestra Itália.
Na parte final do embate, o Palmeiras tentou uma pressão sobre o Tricolor gaúcho na base do abafa, mas sequer testou o terceiro goleiro gremista. Os comandados de Cuca ainda escaparam de levar a virada por conta dos erros de passes do adversário, que apesar disso segurou o resultado e avançou às semifinais.
FICHA TÉCNICA PALMEIRAS 1 X 1 GRÊMIO
Local: Estádio Palestra Itália, em São Paulo (SP) Data: 19 de outubro de 2016, quarta-feira Horário: 21h45 (de Brasília) Árbitro: Elmo Alves Resende Cunha (GO) Auxiliares: Bruno Boschilia (Fifa-PR) e Cristhian Passos Sorence (GO) Público: 29.991 pagantes
Renda: R$ 1.697.841,08
Cartões Amarelos: Edílson, Douglas, Pedro Geromel e Everton (Grêmio); Edu Dracena (Palmeiras)
Cartões Vermelhos: Allione (Palmeiras)
Gols: PALMEIRAS: Thiago Martins, aos cinco minutos do segundo tempo
GRÊMIO: Everton, aos 30 minutos do segundo tempo
PALMEIRAS: Jailson; Fabiano (Jean), Edu Dracena, Thiago Martins e Egídio; Thiago Santos, Gabriel e Cleiton Xavier (Erik); Allione, Gabriel Jesus e Lucas Barrios (Zé Roberto) Técnico: Cuca
GRÊMIO: Bruno Grassi (Léo); Edílson, Pedro Geromel, Kannemann e Marcelo Oliveira; Walace, Maicon, Ramiro (Miller Bolaños), Douglas e Pedro Rocha (Everton); Luan Técnico: Renato Gaúcho
Revista elege Thiago Mendes como um dos volantes mais promissores do mundo
São Paulo (SP) – Autor de um dos gols da vitória por 2 a 1 do São Paulo sobre o Fluminense na última segunda-feira (17), o volante Thiago Mendes foi eleito um dos jovens mais promissores da posição pela revista britânica “World Soccer”. O também brasileiro Renato Neto está na mesma lista.
A publicação da Inglaterra destaca as boas atuações de Mendes antes mesmo de ele assinar com o São Paulo em dezembro de 2015. A “World Soccer” diz que o estilo cooperativo do volante fez o seu nome crescer quando defendia as cores do Goiás, clube no qual o atleta foi formado.
Renato Neto, o outro brasileiro que está na lista não é tão conhecido pelos torcedores brasileiros. Isso porque ele não atuou profissionalmente no Brasil, apenas disputou categorias de base em Santa Catarina. Atualmente ele veste a camisa do Gent, da Bélgica.
Os outros meias defensivos eleitos o futuro da posição no futebol mundial são André Horta (Benfica-POR), Matias Kranevitter (Sevilla-ESP), Didier N’Dong (Sunderland-ING), Jorrit Hendrix (PSV-HOL), Maksimovic (Astana-KAZ), Stefano Sensi (Sassuolo-ITA) e Bakayoko (Monaco-FRA).
Luis Arias tenta fugir da marcação de Omar Alderete durante o duelo no estádio Atanasio Girardot (Foto: RAUL ARBOLEDA/AFP PHOTO)
O Cerro Porteño conseguiu o que queria nesta terça-feira. Arrancou um empate sem gols contra o Independiente, no estádio Atanasio Girardot, em Medellín, no primeiro duelo pelas quartas de final da Copa Sul-Americana. Agora, as duas equipes voltaram a se enfrentar na próxima terça, dessa vez no estádio Defensores del Chaco, em Assunção, no Paraguai. Apesar de não ter conseguido uma vitória em casa, o Independiente avança às semifinais com qualquer empate com gols. Um novo 0 a 0 levará a disputa aos pênaltis.
Vale lembrar que o vencedor deste confornto terá pela frente a Chapecoense ou Junior Barranquilla. O primeiro duelo acontece nesta quarta, às 21h45, na Colômbia. Na semana seguinte, a Arena Condá, em Chapecó, recebe a partida decisiva.
O duelo no Atanasio Girardot desta terça mostrou desde o começo qual era a equipe interessada em partir para cima e buscar logo a vantagem. Empurrado por sua torcida, que apesar de não ter enchido o estádio, fez muito barulho, o Independiente perdeu sua primeira grande chance com Cortés, em lance dentro da área. Na metade da primeira etapa, já eram sete finalizações contra apenas duas dos paraguaios.
Mas, o segundo tempo começou sem alterações no placar. E, para mostrar que não estava morto no jogo, o Cerro calou as arquibancadas com uma bola na trave. Marcos Riveros cobrou falta com categoria e o goleiro David González se viu salvo pela trave.
Mas, foi só. Fora o lance de bola parada, o Independiente Medellín controlou as ações mais uma vez, mas, já com um cansaço notório de seus jogadores, o Cerro até conseguiu segurar o empate sem grandes esforços. No fim, um empate sem gols que deixa tudo em aberto, mas que deixou aquele sabor amargo para o time da casa, que não conseguiu furar a retranca paraguaia mesmo depois de tanto martelar.