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Bela Vista-MS Sexta-Feira, 06 de Março de 2026
Setor produtivo têxtil cresce em Mato Grosso do Sul e mira expansão com sustentabilidade social

Setor produtivo têxtil cresce em Mato Grosso do Sul e mira expansão com sustentabilidade social

O setor têxtil projeta um horizonte de crescimento sólido em Mato Grosso do Sul, impulsionado por investimentos que fortalecem a economia regional, geram empregos e ampliam as oportunidades de qualificação profissional. Com a consolidação da Rota Bioceânica, o Estado se prepara para conquistar novos mercados e intensificar o comércio internacional, posicionando-se estrategicamente no cenário sul-americano.

Dados do Panorama Geral da Indústria da Confecção de 2024 mostram que Mato Grosso do Sul possui 225 empresas ativas, gerando 3.118 empregos formais, com salário médio de R$ 1.680. Campo Grande concentra 52,5% dos postos. As empresas de médio porte são responsáveis por 1.487 empregos, seguidas por pequenas (898), micro (470) e grandes (263). Entre as principais ocupações estão costureiras e ajudantes de confecção – profissões marcadas por ampla presença feminina e exigência predominante de ensino médio completo.

Na avaliação da presidente do Sindvest (Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem de MS), Idalina Zanolli, a implementação da Rota Bioceânica representa uma oportunidade estratégica para o fortalecimento da indústria da confecção no Estado.

“A rota é uma chance concreta de reduzir custos logísticos, ampliar mercados e atrair novos investimentos, com potencial para tornar nossos produtos mais competitivos, tanto para o mercado interno quanto para exportação. Empresas que hoje não exportam poderão começar a fazê-lo”, afirmou.

Presidente do Sindvest Idalina Zanolli

Idalina acredita que a logística mais eficiente despertará o interesse de grandes grupos empresariais, que podem ver em Campo Grande uma base estratégica de operações. Ela também destaca o impacto na geração de empregos, especialmente para mulheres, que hoje representam quase 80% da força de trabalho do setor no Estado. “Com a consolidação da Rota Bioceânica, a expectativa é de que o setor de confecção de MS se torne ainda mais competitivo e conectado a mercados internacionais”, acrescenta.

Reflexo concreto dessa tendência é a chegada de uma nova fábrica em Naviraí, que já começa a gerar oportunidades e demanda por profissionais qualificados, especialmente na área de costura, impulsionando a economia local e fortalecendo a cadeia produtiva do setor.

“Um dos municípios que chamou a atenção da diretoria foi Naviraí, que no passado abrigou duas importantes indústrias de confecção. Observamos ali a oportunidade de resgatar uma mão de obra já treinada, com experiência no setor. Esse foi o principal motivo que nos levou a escolher o município como sede para mais uma filial no Mato Grosso do Sul”, destaca a sócia e diretora-executiva da Nilcatex, Simone de Oliveira.

A indústria produz itens como camisetas, jaquetas, moletons, calças, bermudas, mochilas, entre outros.  A partir de 2005, a companhia decidiu expandir suas operações para o Centro-Oeste, com a implantação de uma unidade em Campo Grande. “A operação começou de forma modesta, com o aluguel de um galpão de 500 metros quadrados. Posteriormente, com o apoio da prefeitura da capital, que doou um terreno de 20 mil metros quadrados, construímos nossa nova fábrica, com 6.300 metros quadrados, onde permanecemos até hoje”, conta a executiva.

Atualmente, a unidade de Campo Grande emprega 130 colaboradores de forma direta. Segundo Simone, a empresa tem expectativa de retomar o patamar de 400 empregos diretos, número já alcançado em períodos anteriores. No entanto, a falta de mão de obra qualificada tem sido um dos principais obstáculos.

A expansão da fábrica para Naviraí também conta com apoio do poder público local. Segundo a diretora, o compromisso firmado com a prefeitura prevê inicialmente a geração de 40 empregos diretos, mas a meta é mais ambiciosa: alcançar 115 postos de trabalho.

Simone pondera, no entanto, que para atingir esse objetivo será necessário implantar um segundo turno de operação, já que a empresa atualmente funciona em um espaço de apenas 500 metros quadrados, também cedido pelo município.

“A empresa já elaborou o projeto para a construção de uma nova unidade com 6 mil metros quadrados de área construída. Acreditamos no potencial de Naviraí e queremos contribuir com a geração de empregos e o desenvolvimento regional”, reforçou.

A gerente de Recursos Humanos, Tailene Quintino, ressaltou os desafios e conquistas da implantação da unidade em Naviraí, especialmente, no que se refere à formação e contratação de mão de obra qualificada.

“Foi um desafio engrandecedor. Fomos para um município que ainda não conhecíamos, carente de indústrias. Abrimos as portas com grande entusiasmo e, hoje, já contamos com 37 colaboradores. Nossa meta é chegar a 115 contratados. Deste total, 70 vagas são destinadas a costureiras, o que tem sido nosso maior desafio”, explicou.

Diante disso, a empresa decidiu agir de forma estratégica e socialmente responsável, promovendo a qualificação local.

“Enxergamos esse desafio não apenas do ponto de vista da empresa, mas também sob uma perspectiva social e municipal. Por isso, nos unimos à Prefeitura de Naviraí, ao Senai e à Funtrab para desenvolver um curso de formação de costureiras. Muito além de atender nossas necessidades, essa ação irá beneficiar o município como um todo”, ressaltou Tailene.

Mais do que metas e crescimento produtivo, a fábrica também vem se destacando por promover um ambiente de trabalho acolhedor, humano e comprometido com o bem-estar das colaboradoras.

A colaboradora Tatiana Oliveira Reis relatou sua satisfação em fazer parte da empresa. “Tenho muita gratidão pela oportunidade que a empresa me deu, e que vem dando a outras mulheres. Assim como eu, elas viram que a Nilcatex é uma empresa grande, estruturada e que valoriza muito seus funcionários. E isso se confirma no dia a dia. A empresa celebra praticamente todas as datas comemorativas: Dia da Mulher, Dia das Mães — sempre com carinho. É muito gratificante fazer parte disso.”

A Kibela, empresa especializada na confecção de moda praia, fitness e ballet, tem se consolidado como referência no Centro-Oeste brasileiro. Com lojas de varejo em Sinop (MT), Cuiabá (MT), Campo Grande e Dourados (MS), a marca se destaca pelo crescimento acelerado, pela aposta em modelagens inclusivas e pelo investimento na capacitação de mão de obra em sua fábrica localizada na capital sul-mato-grossense.

Segundo a sócia-proprietária, Irlanda Cabral Coelho, a trajetória da empresa começou de forma modesta. “Iniciamos em 2003 neste segmento. Antes, eu produzia lingerie sozinha. Com a entrada do meu sócio e esposo, mudamos o foco para moda praia, inclusive plus size. Foi um grande desafio, porque não havia mão de obra qualificada para esse tipo de confecção em Campo Grande. Tivemos que ensinar tudo do zero”, relembra.

Apaixonada pela costura desde a infância – quando ajudava a mãe, costureira de cortinas -, Irlanda ressalta que o maior entrave para a expansão do setor ainda é a escassez de profissionais capacitados. “A falta de mão de obra qualificada sempre foi um problema, e hoje está ainda mais crítica. Faltam cursos acessíveis e muitos não têm condições financeiras para arcar com a formação”, afirma.

Para a empresária, é fundamental que haja investimentos contínuos em qualificação profissional, especialmente em setores como o têxtil e o de confecção, que têm grande potencial de geração de renda e emprego, inclusive fora dos grandes centros urbanos. “Formar profissionais é uma das chaves para o desenvolvimento da indústria da moda no interior do país”, conclui.

MS Qualifica

Como parte da política estadual de industrialização e qualificação da mão de obra, o Governo de Mato Grosso do Sul vem intensificando ações voltadas ao desenvolvimento social e econômico. Um dos destaques é o programa MS Qualifica, que oferece cursos gratuitos para inclusão produtiva e geração de emprego formal.

A Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), por meio da Funtrab (Fundação do Trabalho de MS), e em parceria com o Senai, está oferecendo, a partir de 1º de agosto, o curso de Costura Sob Medida, com 60 vagas divididas em três turmas. As aulas presenciais ocorrerão durante 30 dias na carreta-escola do Senai, instalada no CRAS do Jardim Vida Nova, em Campo Grande. O espaço é totalmente equipado para o ensino prático, e as inscrições estão abertas no site www.msqualifica.ms.gov.br.

Para a diretora-presidente da Funtrab, Marina Dobashi, a industrialização representa uma transformação social significativa. “A costura é uma habilidade tradicional, mas que continua atual. Este curso oferece, além da formação técnica, a chance real de empreender ou conquistar um emprego com mais autonomia”, destacou. Ela também ressaltou o papel das 36 Casas do Trabalhador do Estado, que atuam conectando pessoas às oportunidades do mercado.

Com foco em áreas de alta demanda, o governo busca ampliar o acesso à qualificação e ao empreendedorismo, especialmente para públicos em situação de vulnerabilidade, reforçando o compromisso com políticas públicas inclusivas e voltadas ao desenvolvimento regional.

Alexandre Gonzaga, Comunicação do Governo de MS
Fotos: Roni Silva/PMN

Concurso da UEMS com salários que chegam a R$ 11 mil segue com inscrições abertas até quinta-feira (26)

Concurso da UEMS com salários que chegam a R$ 11 mil segue com inscrições abertas até quinta-feira (26)

Aquidauana, Cassilândia, Dourados, Naviraí, Mundo Novo, Maracaju e Paranaíba

A Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) está com inscrições abertas até quarta-feira (26/06) para Concurso Público de Provas e Títulos destinado ao provimento de cargos de Professor de Ensino Superior. As oportunidades são para diversas áreas do conhecimento e contemplam unidades universitárias em Aquidauana, Cassilândia, Dourados, Naviraí, Mundo Novo, Maracaju e Paranaíba.

O regime de trabalho para os aprovados é de 40 horas semanais, com remunerações de acordo com a titulação: Professores Doutores terão um salário de R$ 11.116,07, enquanto Professores Mestres receberão R$ 7.887,84.

Confira o edital em: https://www.uems.br/editais/detalhes/Edital-25-2025-RTR-UEMS

As inscrições podem ser feitas até 26 de junho de 2025, até as 13h, exclusivamente pelo site ead4.uems.br. A taxa de inscrição é de R$ 209,84. Candidatos que desejarem solicitar a isenção da taxa de inscrição terão um período específico para isso, de 26 a 30 de maio de 2025, também pelo site ead4.uems.br, seguindo as instruções do edital.

O concurso será composto pelas seguintes etapas avaliativas: Prova escrita, Prova didática, Análise de plano de trabalho e Prova de títulos. Todas as provas serão realizadas na cidade de Dourados/MS.

Vagas por Unidade Universitária e Requisitos

Confira as áreas com vagas abertas e os requisitos específicos para cada uma:

Aquidauana:
Ciências Florestais: 1 vaga (Geral). Requisitos: Graduação em Engenharia Florestal e Doutorado em Ciências Florestais, Engenharia Florestal ou Recursos Naturais.

 Cassilândia:
Letras – Língua Inglesa: 1 vaga (Geral) e 1 vaga (Cotas para Negros). Requisitos: Graduação em Licenciatura em Letras – Língua Inglesa e Doutorado em Letras, Estudos Linguísticos, Linguística Aplicada, Ciência da Linguagem ou Língua Inglesa.

Dourados:
Engenharias I: 1 vaga (Geral) e 1 vaga (Cotas para Negros). Requisitos: Graduação em Engenharia Ambiental, Engenharia Ambiental Sanitária ou Engenharia Sanitária e Ambiental, e Doutorado na área de avaliação Engenharias I (com especificações em diversas subáreas da Engenharia).

Maracaju:
Administração: 2 vagas (Gerais). Requisitos: Graduação em Administração e Mestrado nas áreas de Administração, Agronegócio, Produção e Gestão Agroindustrial ou Desenvolvimento Regional e Sistemas Produtivos.

Entomologia Agrícola: 1 vaga (PCD). Requisitos: Graduação em Agronomia ou Engenharia Agronômica e Doutorado em Agronomia.

Agricultura de Precisão e Mecanização Agrícola: 1 vaga (Geral). Requisitos: Graduação em Agronomia ou Engenharia Agronômica e Doutorado em Agronomia ou Engenharia Agrícola.

Mundo Novo:
Gestão Ambiental: 1 vaga (Geral). Requisitos: Graduação em Gestão Ambiental e Doutorado nas áreas de Ciências Ambientais, Ciências Agrárias ou Recursos Naturais.

Naviraí:
Direito (Núcleo de Práticas Jurídicas): 1 vaga (Cotas para Negros). Requisitos: Graduação em Direito, Doutorado em Direito, inscrição na OAB, certificação digital e comprovação de 2 anos de experiência profissional como advogado(a).

Paranaíba:
Pedagogia: 1 vaga (Geral). Requisitos: Graduação em Pedagogia e Doutorado em Educação.

Semana começa com 1.743 vagas no mercado de trabalho em Campo Grande

Semana começa com 1.743 vagas no mercado de trabalho em Campo Grande

A Agência de Empregos da Funsat (Fundação Social do Trabalho) oferece um total de 1.743 vagas nesta segunda-feira (16). A intermediação do órgão ocorre para 189 empresas de Campo Grande. O recrutamento abrange 141 profissões diferentes.

Do quadro geral existem captações ativas para açougueiro (41 postos), ajudante de carga e descarga de mercadoria (15 postos), assistente administrativo (1 posto), assistente de vendas (5 postos), atendente de padaria (40 postos), auxiliar de marceneiro (2 postos), carpinteiro (4 postos), eletricista (2 postos), encanador (2 postos), mecânico de automóvel (5 postos), operador de caixa (264 postos), e ainda dez vagas para pedreiros.

Já, dos 1.237 anúncios de “perfil aberto” do dia, a Fundação informa sete destaques.

Relação que inclui buscas de ajudante de eletricista (1 posto), auxiliar de cozinha (8 postos), auxiliar de armazenamento (10 postos), auxiliar de processo de produção (48 postos), borracheiro (1 posto), repositor de mercadorias (279 postos), além de 13 vagas para servente de obras.

Prioritários a profissionais do público PCD (Pessoa com Deficiência), são seis triagens: agente de saneamento (1), assistente administrativo (1), auxiliar administrativo (2), auxiliar de limpeza (1), vendedor interno (1).

Para saber mais, compareça na Rua 14 de Julho, 992, na Vila Glória,  das 7h às 17h, desta segunda-feira (16). Informações pelo perfil @funsat.cg no Instagram ou no telefone (67) 4042-0585/Ramal 5800.

(Foto: Divulgação)

Crédito do Trabalhador beneficia mais de 32 mil celetistas no Mato Grosso do Sul

Crédito do Trabalhador beneficia mais de 32 mil celetistas no Mato Grosso do Sul

Valor médio de empréstimos consignados no estado é de R$ 5,6 mil. Portabilidade, nova modalidade disponível no programa do Governo Federal, entra em vigor no dia 16 de maio

Mais de 32,5 mil trabalhadores do setor privado com carteira assinada do Mato Grosso do Sul já utilizaram o Crédito do Trabalhador, o programa do Governo Federal que permite empréstimos com juros mais baixos garantidos pelo FGTS. O valor total dos contratos no estado chegou a R$ 189,45 milhões até 7 de maio. Com empréstimos médios de R$ 5,69 mil, a média das parcelas ficou em R$ 336,71.

“O programa melhora a qualidade de vida das famílias trabalhadoras, que podem tomar um crédito com juros mais baixos, visto que os empréstimos têm garantias que chegam a 10% do FGTS”, diz o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, que ressalta a importância de fugir dos juros altos do cartão de crédito. “O trabalhador precisa ter cautela para fazer o empréstimo e pesquisar as melhores taxas”, recomenda.

NACIONAL — Com pouco mais de um mês de funcionamento, o Crédito do Trabalhador já superou R$ 10 bilhões de empréstimos consignados aprovados para 1,8 milhão de trabalhadores com carteira assinada em todo o país. A média dos empréstimos alcança quase R$ 5,4 mil por contrato, com prestação média de R$ 323,76 e prazo de 17 meses.

MIGRAÇÃO — Medida recente, a troca de dívidas ajudou o programa a aumentar em R$ 2 bilhões o valor total de empréstimos liberados nos últimos 12 dias. A migração de dívidas antigas (consignadas ou CDC) começou a ser possível em 25 de abril.

PORTABILIDADE — A partir de 16 de maio, outra forma de migração estará disponível: a portabilidade. Será possível transferir a dívida para uma instituição financeira que ofereça juros mais baixos, promovendo concorrência entre bancos. “A portabilidade favorece o trabalhador, pois a instituição financeira poderá perder o empréstimo do CDC ou do consignado para outro banco se não oferecer taxas melhores”, explica Marinho.

ESTADOS — Depois de São Paulo, os maiores volumes contratados foram verificados no Rio de Janeiro (R$ 835 milhões), Minas Gerais (R$ 853 milhões), Rio Grande do Sul (R$ 677 milhões) e Paraná (R$ 681 milhões).

35 INSTITUIÇÕES — Atualmente, o programa conta com 35 instituições financeiras parceiras. Dos R$ 10,1 bilhões de empréstimos, o Banco do Brasil acumula o maior volume, já tendo emprestado R$ 2,7 bilhões por meio do Crédito do Trabalhador, a maior parte sendo utilizada para liquidar dívidas mais caras. Os dados foram atualizados na terça, 7 de maio.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

Em abril foram abertas 1.118 novas empresas em Mato Grosso do Sul, maior número para o mês

Em abril foram abertas 1.118 novas empresas em Mato Grosso do Sul, maior número para o mês

A Jucems (Junta Comercial de Mato Grosso do Sul) registrou a abertura de 1.118 novas empresas no mês de abril, maior número para o mês em toda série histórica que se inicia em 2000.

Em abril de 2024, pela primeira vez o Estado superou 1 mil registros de firmas em um mês (foram 1.038) e nos quatro primeiros meses desse ano, já somam 4.868 novas firmas, sendo que todos os meses ficaram com quantitativos acima da casa do milhar.

O setor de Serviços continua abarcando a maior quantidade de novos registros. Foram 841 novas firmas de Serviços em abril, seguido do Comércio (233) e da Indústria (44). No ano os Serviços também lideram com 3.663 empresas, em segundo vem o Comércio (1.034) e a Indústria com 171.

O presidente da Jucems, Nivaldo Domingos da Rocha, disse acreditar que o ritmo de crescimento da economia sul-mato-grossense continuará aquecido durante todo o ano. Ele observou que o mês de abril teve vários feriados longos e, mesmo assim, verificou-se um grande número de abertura de empresas.

“Além disso, detectamos também uma redução no cancelamento e extinções de empresas, o que mostra que o setor continua aquecido e a expectativa é que esses números se mantenham”, concluiu.

Entre os subsetores da economia, destacaram-se Atividades de Consultoria em Gestão Empresarial (39), Serviços Combinados de Escritório e Apoio Administrativo (37), Atividades de Psicologia e Psicanalise  (35), Promoção de Vendas (32), Atividade Médica Ambulatorial Restrita a Consultas (29), Atividade Odontológica (26), Transporte Rodoviário de Carga, Exceto Produtos Perigosos e Mudanças, Intermunicipal, Interestadual e Internacional (24), Preparação de Documentos e Serviços Especializados de Apoio Administrativo não Especificados Anteriormente  (24), Holdings de instituições não-Financeiras (21), Tratamento de Dados, Provedores de Serviços de Aplicação e Serviços de Hospedagem na Internet (20).

Na distribuição regional, Campo Grande liderou a abertura de empresas em abril com 478, seguido de Dourados (125), Chapadão do Sul (69), Sonora (36), Ponta Porã (35), Três Lagoas (34), Corumbá (32), Naviraí (26), Maracaju (21), Nova Andradina e Sidrolândia (18), Aquidauana (17), Paranaíba (11), Caarapó e Costa Rica (10).

João Prestes, Comunicação Semadesc

Mato Grosso do Sul gera 1.114 empregos com carteira assinada em março

Mato Grosso do Sul gera 1.114 empregos com carteira assinada em março

No primeiro trimestre de 2025, estado acumula saldo de 12,5 mil postos formais. Em todo o país foram abertas 654,5 mil vagas nos três primeiros meses de 2025

O estado de Mato Grosso do Sul fechou o mês de março com 1.114 novos postos formais, de acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados nesta quarta-feira, 30 de abril, pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

Mato Grosso do Sul é um dos destaques na região no saldo acumulado no primeiro trimestre de 2025. Somados os desempenhos de janeiro, fevereiro e março, o estado contabiliza 12.584 novos postos formais.

Em março, Mato Grosso do Sul apresentou desempenho positivo em três dos cinco grandes grupamentos de atividades econômicas avaliados. O destaque foi o setor de Serviços, que terminou o mês com saldo de 1,613 novos postos formais. Na sequência aparecem a Indústria (550) e a Construção (453). Comércio e Agropecuária tiveram saldo negativo de -466 e -1.036, respectivamente.

As novas vagas com carteira assinada geradas em março no estado foram ocupadas, em sua maioria, por pessoas do sexo feminino (1.078). Pessoas com ensino médio completo foram as principais atendidas (814) com as vagas em Mato Grosso do Sul . Jovens entre 18 e 24 anos são o grupo com maior saldo de vagas no estado: 827.Além disso, 41 municípios fecharam o mês com saldo positivo em Mato Grosso do Sul . O destaque ficou com a cidade de Inocência, com 585 novos postos formais de trabalho. Em seguida, aparecem os municípios de Campo Grande (569), Dourados (219), Três Lagoas (125) e Batayporã (104).

NACIONAL — O Brasil gerou 654 mil postos de trabalho com carteira assinada no primeiro trimestre de 2025. Nos últimos 12 meses, são 1,6 milhão de vagas com carteira assinada. Desde janeiro de 2023, no início da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o número é de quase 3,8 milhões de empregos. No recorte levando em conta apenas o mês de março de 2025, a geração foi de 71,5 mil postos. O resultado no terceiro mês do ano é produto da diferença entre 2,23 milhões de admissões e 2,16 milhões de desligamentos. Com isso, o país chegou ao maior estoque da história: 47,857 milhões de trabalhadores formalizados.

SETORES – O crescimento na geração de empregos no Brasil no primeiro trimestre de 2025 foi verificado em quatro dos cinco setores da economia, com mais força no de Serviços, que gerou 362,8 mil. A Indústria também vem mantendo bom patamar, com 153,8 mil empregos formais no trimestre. A Construção Civil gerou 100 mil postos em 2025 e a agropecuária respondeu por 51 mil novas vagas. Apenas o Comércio teve desempenho negativo, com -13,6 mil empregos. Em março, três dos cinco setores foram positivos: Serviços (52,4 mil postos), Construção (21,9 mil) e Indústria (13,1 mil).

ESTADOS — São Paulo lidera o ranking das unidades da Federação com saldos positivos de geração empregos formais em março. O estado registrou 34,8 mil novos postos. Minas Gerais, com 18,1 mil, e Santa Catarina, com 9,8 mil, completam o trio dos estados com maior saldo no mês passado. No acumulado de 2025, o maior crescimento foi registrado em São Paulo, com 209,6 mil postos, seguido de Minas Gerais, com 75,8 mil, e do Rio Grande do Sul, com 66,4 mil.

REGIÕES – O saldo de março foi positivo em quatro das cinco regiões do país. O Sudeste acumulou 48 mil postos. Em seguida aparecem Sul (24,5 mil), Centro-Oeste (6,9 mil) e Norte (5,1 mil). O Nordeste teve desempenho negativo no mês: -13,1 mil postos.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República