Cravada dentro do Pantanal Sul-mato-grossense, a porta de entrada da Rota Bioceânica avança sobre o rio Paraguai. A obra da ponte binacional, entre Porto Murtinho e a paraguaia Carmelo Peralta, segue a pleno vapor, com 60% dos trabalhos concluídos. A projeção é de um cenário de oportunidades, onde desde já comerciantes, empresários e a população em geral vivem a expectativa de uma nova realidade para toda região.
Atualmente o canteiro de obras conta com mais de 400 trabalhadores, com atividades dos lados brasileiro e paraguaio do rio. Os viadutos já foram finalizados e os pilares estão sendo implantados – 68% do lado do Paraguai e 59% do lado brasileiro. A expectativa é que a obra fique pronta no primeiro trimestre de 2026.
A equipe de reportagem da Superintendência de Jornalismo do Governo de Mato Grosso do Sul foi até ao local para conferir como estão as obras e a expectativa da população para o desenvolvimento que se avizinha.
Todo o material produzido está disponibilizado à imprensa nos links abaixo, contando com fotos e vídeos da ponte, do trabalho realizado nela, de personagens entrevistados e da cidade, tudo pré-editado para livre uso da imprensa. As entrevistas estão disponibilizadas também em texto, com dados mais detalhados da mesma.
Na manhã de abertura da Ação Justiça Federal Itinerante em Porto Murtinho, no dia 4 de novembro, a equipe de triagem já contabilizou mais de 330 atendimentos, confirmando a grande demanda e o impacto positivo dessa iniciativa na população murtinhense. A ação tem como diferencial o atendimento acessível para todos os cidadãos, inclusive para comunidades indígenas de forma simultânea, garantindo que esses grupos recebam serviços essenciais de forma próxima e personalizada.
O atendimento nesta segunda-feira (04/11) também se estendeu à Aldeia Tomázia, onde foram mobilizadas 8 caminhonetes para levar a equipe até a comunidade indígena. No local, uma equipe de 35 profissionais da Justiça Federal, junto com 22 integrantes da Assistência Social e da Junta Militar de Porto Murtinho, está promovendo um atendimento completo e gratuito, atendendo necessidades como orientação jurídica e revisão de benefícios sociais, nesta terça-feira a ação ira atender a Aldeia Alves de Barros.
A ação, que ocorre até o dia 8 de novembro, oferece gratuitamente os seguintes serviços: Orientação jurídica para questões previdenciárias e assistenciais; revisão de aposentadorias e pensões; atendimento para benefícios assistenciais e seguro-desemprego; esclarecimento de dúvidas sobre direitos federais; atendimento específico para comunidades indígenas e ribeirinhas, respeitando as particularidades de cada público.
Essa ação fortalece o compromisso da administração municipal e da Justiça Federal de Mato Grosso do Sul em facilitar o acesso à cidadania, proporcionando justiça, inclusão e suporte para todos os murtinhenses, tanto na área urbana quanto nas comunidades indígenas.
O casal Elenir Leite Ortiz e Juliano Moreira foi morto na manhã da última sexta-feira (01), em uma fazenda entre Corumbá e Porto Murtinho. O crime bárbaro, com motivação ainda desconhecido, teria sido cometido cometido na frente da filha deles, de apenas 3 anos, além disso, o principal suspeito seria um grileiro (pessoa envolvida na ocupação ilegal de terras públicas ou de terceiros, com o objetivo de vendê-las).
Segundo informações obtidas pelo TopMídiaNews, O proprietário da fazenda, que preferiu não se identificar, informou à polícia que os funcionários, Juliano e Elenir, foram mortos em circunstâncias ainda desconhecidas.
O corpo da mulher foi encontrada pelo policiais em um local que aparenta ser um quintal, já o corpo do homem estava em um local que remete a um pasto, devido a presença de braquiária.
De acordo com o relato, Elenir foi a primeira a ser atacada, seguida por Juliano, embora ainda não se saiba qual arma foi utilizada no crime. Além disso, a fazenda, que não possui acesso por estradas ou aeroportos, só pode ser acessada com embarcação.
O proprietário do local informou a polícia de que suspeita de um conhecido grileiro da região, que já havia tentado tomar a fazenda.
Ainda segundo registro, uma irmã da vítima entrou em contato com a polícia informando que, além do casal, outra pessoa havia sido baleada e que a sobrinha havia sido levada para um local desconhecido, com a possibilidade de que os autores do crime estivessem à procura dela.
A Polícia Militar Ambiental foi acionada e, após uma complexa operação, foi possível encontrar e resgatar os corpos do casal. No local do crime, foram encontradas várias cápsulas de munição, que serão analisadas como parte da investigação.
As autoridades agora estão em busca de testemunhas e informações que possam elucidar os detalhes do crime.
Repercussão do caso
Um casal, de 46 e 40 anos, foi executado a tiros na frente da própria filha, de 2 anos, em uma fazenda que fica entre Corumbá e Porto Murtinho, na fonteira com o Paraguai, na tarde desta sexta-feira (01). Além da execução, o suspeito pelo crime, que já foi identificado, teria filmado os corpos das vítimas e compartilhado em aplicativos de mensagens.
De acordo com o site paraguaio, ABC Color, o casal foi atingido com tiros certeiros, morrendo no local do crime. A criança, filha do casal, não se feriu. Um trabalhador da fazenda foi baleado na perna e passa bem.
No local, além das vítimas, haviam testemunhas que fugiram no momento da execução utilizando um barco para atravessar a fronteira para o Paraguai, onde se esconderam em um comunidade indígena e acionaram a Polícia Nacional do Paraguai.
A filha do casal e as testemunhas foram resgatadas e levadas de barco ambulância até Fuerte Olimpo, no país vizinho.
Ainda de acordo com o site, o corpo das vítimas ainda estaria na fazenda, neste sábado (02), onde estariam sendo periciados. .
O Prefeito de Porto Murtinho Nelson Cintra recebeu a visita de Alexandre Ohara, doutorando em desenvolvimento local, para aprofundar suas pesquisas sobre a Rota Bioceânica, projeto que conecta o Brasil ao Pacífico, colocando o município em uma posição estratégica.
Desde o início dessa rota, o prefeito Nelson Cintra tem desempenhado um papel ativo e de liderança, acompanhando e impulsionando as etapas do projeto, que representam um marco no desenvolvimento da cidade e da região. Em entrevista a Ohara, o prefeito destacou os desafios e as oportunidades que a Rota traz para Porto Murtinho, reforçando o compromisso com o progresso local.
A arquiteta Fernanda Gonzaga, também presente na entrevista, compartilhou sua visão técnica sobre os impactos urbanísticos e estruturais que a Rota Bioceânica poderá trazer. Gonzaga abordou como o projeto tem sido pensado para alinhar desenvolvimento econômico e sustentável, garantindo que Porto Murtinho esteja preparada para receber o fluxo e a demanda de infraestrutura internacional.
A visita de Alexandre Ohara não só fortalece a relevância de Porto Murtinho como protagonista do projeto, mas também proporciona uma troca de ideias e perspectivas sobre o futuro promissor que a Rota Bioceânica representa para o Brasil e os países vizinhos.
A Prefeitura Municipal de Porto Murtinho, sob a gestão do Prefeito Nelson Cintra, anunciou a aquisição de um caminhão compactador de lixo Agrale A1000 4×2 E6, no valor de R$ 454.900,00. O investimento foi realizado com recursos próprios e destina-se à Secretaria de Obras, Habitação e Serviços Públicos.
O Secretário Alexandre Viana destacou a importância dessa aquisição para a melhoria da coleta de resíduos na cidade, ressaltando que o novo equipamento permitirá um serviço mais eficiente e ágil. “A aquisição deste caminhão é um passo significativo para garantir a limpeza e a saúde pública em Porto Murtinho”, afirmou Viana.
O Secretário Adjunto Kleber Escobar também elogiou a iniciativa do poder público, enfatizando que a compra do caminhão compactador demonstra o compromisso da administração com a infraestrutura e o bem-estar da cidade de Porto Murtinho. “Investir em equipamentos modernos é essencial para atender as necessidades da cidade e promover um ambiente mais limpo ”, concluiu Escobar.
Com a nova aquisição, a prefeitura espera aprimorar a coleta de lixo na cidade, contribuindo para uma gestão de resíduos mais eficiente e sustentável.
A demora para liberação da “dragagem” do rio Paraguai ameaça o emprego de 11 mil pessoas em Mato Grosso do Sul, conforme estimativa feita pelo deputado estadual Paulo Duarte(PSB), que é ex-prefeito de Corumbá, a principal cidade pantaneira.
De acordo com este estudo, são 3,5 mil empregos diretos e 7,5 mil indiretos que dependem da navegabilidade do rio, que no último dia 17 atingiu seu mais baixo nível da história na régua de Ladário, 69 centímetros abaixo de zero.
Depois disso, em decorrência de algumas chuvas que atingiram a planície pantaneira, o rio deu sinais de recuperação e nesta segunda-feira (21), amanheceu cinco centímetros mais alto, com 64 abaixo de zero. Antes disso, o pior nível havia sido registrado em 1964, com 61 abaixo de zero na mesma régua.
Porém, para que a hidrovia volte a ser navegável ainda é preciso muita água. Para o transporte fluir a plena carga, o nível precisa está acima de 1,5 metro em Ladário, o que só deve ocorrer a partir de fevereiro do próximo ano, caso ocorram chuvas dentro da média histórica em Mato Grosso do Sul e, principalmente, em Mato Grosso.
Para se livrar da dependência climática, seria necessário remover quatro bancos de areia do fundo do rio entre as cidades de Corumbá e Porto Murtinho, segundo Paulo Duarte. Se isso fosse feito, o transporte, principalmente de minérios, poderia ser feito inclusive no período de estiagem, explica o parlamentar.
Sem retirada de areia
De acordo com o Dnit, para que o rio ficasse navegável durante o ano inteiro, seria necessária a remoção de 18 bancos de areia. Esta remoção, classificada como manutenção de calado, não significa retirar nem uma única pá de areia do fundo do rio.
A “dragagem” que precisa ser feita, segundo o Dnit, se resume a remover esta terra de uma parte para outra no fundo do rio. Com isso, garante o Dnit, não há risco de interferir no nível ou na velocidade de escoamento da água, que é o principal temor dos ambientalistas.
De janeiro a setembro do ano passado, período em que o nível do rio chegou a atingir 4,24 metros em Ladário, foram escoadas 5,27 milhões de toneladas de minérios para exportação. Em 2024, quando o nível máximo não passou de 1,47 metro, o volume caiu 41%%, ficando em apenas 3,13 milhões de toneladas.
Para 2025, caso ocorra recuperação do nível e caso seja feita a chamada manutenção de calado, existe possibilidade de exportação de até 13 milhões de toneladas de minérios a partir dos portos de Corumbá e Ladário, conforme o deputado Paulo Duarte.
E conforme o parlamentar, cerca de 3 mil pessoas trabalham diretamente com as atividades de extração dos minérios. Além disso, existem outras milhares que trabalham nos portos, nas barcaças, transportadoras e empresas que prestam serviço ao grupo J&F, principal responsável pela extração dos minérios nas morrarias de Corumbá.
O Grupo J&F, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, é o segundo maior empregador de Corumbá, ficando atrás somente da prefeitura, lembra o deputado, que tenta convencer a cúpula nacional do Ibama a liberar os trabalhos de desassoreamento do rio.
Este estudo, porém, pode demorar até três anos e o ideal, segundo o deputado, é que estes trabalhos sejam feitos agora, quando o nível do rio está baixo. Ele acredita que em até três meses seria possível remover a terra nos quatro pontos mais críticos.
Importância da hidrovia
“O assoreamento do Rio Paraguai tem um impacto direto e significativo na economia local e regional. A dificuldade de navegação afeta a eficiência do transporte de mercadorias, levando a atrasos e aumento dos custos operacionais. Isso, por sua vez, pode resultar em preços mais altos para os consumidores e uma diminuição da competitividade de nossos produtos no mercado global”, alerta o parlamentar. .
Além disso, lembra, “a situação atual pode desencorajar novos investimentos na região, prejudicando o crescimento econômico a longo prazo. Empresas que dependem do transporte fluvial podem optar por fazer negócios em outras regiões onde a navegação é mais confiável”.
Quando o nível do rio está favorável, pelo chamado tramo sul da hidrovia, entre Corumbá e Porto Murtinho, podem passar comboios com 290 metros de comprimento, 48 de largura, calado de 2,7 metros e capacidade para 24 mil toneladas.
No Tramo Norte, entre Corumbá e Cácere, podem trafegar comboios de até 140 netris de comprimento e 24 de largura, e calado de 1,5 metro. A capacidade de transporte é bem menor, de de até 500 toneladas de carga.
A maior parte das cargas, principalmente de minério, é transportada até a Argentina e o Uruguai, de onde são despachadas para a Ásia e a Europa em embarcações maiores.