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Bela Vista-MS Sexta-Feira, 12 de Junho de 2026
Academia Pontaporanense de Letras participa de evento cultural na Escola Joaquim Murtinho

Academia Pontaporanense de Letras participa de evento cultural na Escola Joaquim Murtinho

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Primeira reunião do Nivalcir na presidência da APL. 14.11.15

Ponta Pora (MS) – A Escola Estadual Joaquim Murtinho realizou nesta 6ª feira, 24 de junho, atividade especial de encerramento do 1º módulo do Curso Normal Médio Habilitação em Educação Infantil e Anos Iniciais do Ensino Fundamental, Turma 2016.

Este evento visa a exposição dos trabalhos realizados pelas alunas durante o processo educativo uma vez que o curso, é bastante dinâmico, se dá através de aulas teóricas e práticas.

Como forma de valorizar a cultura pontaporanense, foram convidados os membros da Academia Pontaporanense de Letras para que seja divulgada junto aos alunos, professores e convidados a importância desta para com a preservação e divulgação dos valores literários da fronteira Ponta Porã/Pedro Juan Caballero.

Para abrilhantar o evento as alunas farão uma dramatização baseada no livro “Duna a Ovelhinha”, da escritora Elza Verão de Farias, membro da Academia. Em seguida apresentarão a “Dança do Pano” uma bela e emocionante atividade para ser trabalhada com crianças de qualquer idade.

Está prevista a participação de todos os membros da entidade. “Procuramos repassar aos alunos a importância de conhecer, em detalhes, o trabalho da Academia Pontaporanense de Letras, através da produção de uma das maiores escritoras da fronteira, a Elza Verão. Também será uma oportunidade para que todos possam conhecer os demais membros da Academia que também possuem vasta produção literária”, frisou Terezinha Nunes Gonçalves, membro da APL e também uma das organizadoras do evento na Escola Joaquim Murtinho.

APL

A Academia Pontaporanense de Letras – APL foi fundada no dia 25 de março de 1990, com a escolha do primeiro presidente, o escritor, professor e psicólogo, Roberto Ribeiro de Andrade. O objetivo da Academia é incentivar a divulgação da produção literária da fronteira, em especial da cidade de Ponta Porã, que possui muitos escritores. A Academia é presidida pelo professor e jornalista Nivalcir Pereira de Almeida.

A participação em eventos desta natureza faz parte da proposta da Academia de se integrar com os diversos segmentos que divulgam os valores culturais da fronteira. Também uma oportunidade para que as pessoas possam conhecer um pouco da história da Academia que possui um rico acervo de escritos dos membros desde a sua fundação.

As reuniões mensais da APL têm contado a presença dos seguintes membros: Maria Aparecida Sella- “Sellamari”, Emília Paes, Ennê Russul Vieira, Terezinha Nunes, Terezinha Pereira da Silva, Nivalcir de Almeida, Felipe Ayala e Elza Verão Farias.

Legenda da foto: Divulgação

Membros da Academia Pontaporanense Letras, entidade que possui 26 anos de existência.

Vereadores convocam sociedade para debater a segurança na fronteira

Vereadores convocam sociedade para debater a segurança na fronteira

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Vereadores convocam sociedade para debater a segurança na fronteira

A grande repercussão em nível nacional dos últimos acontecimentos relacionados à violência na fronteira está provocando uma situação preocupante entre as pessoas de bem, maioria absoluta da população de Ponta Porã e de Pedro Juan Caballero.

Por causa da divulgação, na maioria dos casos, exagerada e sem quaisquer critérios, sobre os últimos acontecimentos, parcela significativa da população local se sente amedrontada e sem estímulos para retomar a rotina de suas atividades cotidianas, A economia das duas cidades já sente os efeitos desta situação, uma vez que a sensação de insegurança que assola a região agrava ainda mais a condição econômica da fronteira, diminuindo drasticamente a presença de turistas no comércio local, bem como o próprio consumo da população local. Um exemplo é a redução do movimento nos estabelecimentos de prestação de serviços como os setores de hotelaria e gastronomia.

Por conta desta situação, os vereadores de Ponta Porã estão convidando a cidadania em geral, para que, nesta terça-feira de manhã, durante a sessão ordinária da Câmara Municipal, seja debatida uma forma de reverter o quadro. A sessão está marcada para as oito horas da manhã.

Já está definido que os quinze vereadores estarão encaminhando uma solicitação especial ao governador Reinaldo Azambuja com cópia ao secretário de Segurança Pública, José Carlos Barbosa, para que o efetivo policial seja reforçado com a máxima urgência em toda a fronteira.

Os vereadores entendem que a vinda de recursos e reforços na área da Segurança Pública, bem como a intensificação dos trabalhos e patrulhamento e monitoramento ostensivo da faixa de fronteira, passará confiança aos cidadãos, contribuindo significativamente para reverter o quadro preocupante.

O presidente da Câmara Municipal, Vereador Puka, afirma que a Casa de Leis estará de portas abertas nesta terça-feira para que toda a sociedade, através das entidades de classe, clubes de serviço e instituições públicas civis e militares possa debater o tema e contribuir para a busca de soluções para o quadro preocupante.

 

Câmara Municipal deverá discutir medidas que visam melhorar a segurança na fronteira.

 

UEMS/Ponta Porã: Alunos do Mestrado visitam parque histórico no Paraguai

UEMS/Ponta Porã: Alunos do Mestrado visitam parque histórico no Paraguai

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Mestrandos em visita ao Parque Nacional de Cerro Corá, no Paraguai.

Conhecer o potencial turístico através da exploração de locais históricos existentes na fronteira do Brasil e Paraguai foi o principal objetivo de uma visita técnica efetuada por um grupo de acadêmicos do Mestrado em Desenvolvimento Regional e Sistemas de Produção da UEMS de Ponta Porã.

A viagem técnica foi coordenada pelas professoras doutoras Viviane Scalon Fachin e Célia Foster e ocorreu na última quarta-feira (15). Na oportunidade, o grupo de 8 mestrandos puderam conhecer diversas atrações turísticas entre as quais o Parque Nacional de Cerro Corá.

Os alunos também visitaram outros atrativos turísticos e históricos da fronteira ,como o Museu da Erva-Mate, o Parque da Laguna Punta Porã, em Pedro Juan Caballero, além da Feira Livre da cidade.

A atividade de campo abordou a história cultural fronteiriça e durou o dia inteiro. As disciplinas organizadoras do programa de Mestrado da Unidade de Ponta Porã foram Cultura Sociedade e Economia, e Seminários II  – das professoras Célia Foster e Viviane Fachin, respectivamente.

Parque de Cerro Corá

O Parque Nacional de Cerro Corá é uma reserva ambiental localizada a 35 quilômetros de Ponta Porã, dentro do território paraguaio. Ali ocorreu a última batalha da Guerra do Paraguai, no dia 1° de março de 1870, pondo fim ao maior conflito armado da história da América do Sul.

No local, forças do Exército Brasileiro se confrontaram com a guarda do Marechal Solano Lopez, governante paraguaio na época.

Hoje, atrai turistas de diversas partes do mundo que buscam conhecer parte da História do país vizinho e da formação da fronteira bem como informações sobre os recursos ambientais da região. A visita técnica permitiu que os alunos pudessem efetuar um trabalho de pesquisa de campo. Eles estavam acompanhados pelo professor Aparecido Lazaro Justiniano, dono da agência de turismo Passeio, de Dourados.

Reportagem: Nivalcir Almeida

 

 

 

‘Pensei que era fim do mundo’, fala testemunha de execução no Paraguai

‘Pensei que era fim do mundo’, fala testemunha de execução no Paraguai

16_06_raffatarma_editadaJovem passava pelo local e viu tiroteio; ‘nunca aconteceu isso’, diz. Traficante foi executado com tiros de metralhadora, no Paraguai.

Testemunha da execução do traficante Jorge Rafaat, na noite dessa quarta-feira (15), em Pedro Juan Caballero, no Paraguai, uma jovem resume o que viu por cerca de 30 minutos. “Pensei que era o fim do mundo. Me joguei no chão”. Por medo, algumas escolas em Ponta Porã, cidade brasileira vizinha a Pedro Juan, suspenderam provas programadas para esta quinta-feira (16) e muitos alunos paraguaios faltaram às aulas.

A jovem, que é paraguaia, chamou de “filme de terror” o tiroteio. Ela passava pelo local, bem próximo à linha de fronteira e do prédio da Polícia Nacional do Paraguai, quando viu o carro com a metralhadora à frente dos veículos do traficante e do segurança dele. De repente, tiros começaram a ser disparados de ambos os veículos. “Tive medo de morrer porque os tiros não paravam. Eu só rezava”, fala a jovem.

Caminhonete tinha metralhadora no lugar dos bancos traseiros (Foto: Gabriela Pavão/ G1 MS)Caminhonete tinha metralhadora no lugar dos bancos traseiros (Foto: Gabriela Pavão/ G1 MS)

O automóvel do traficante, que é blindado, estava mais próximo dos suspeitos. Rafaat foi atingido por tiros de metralhadora calibre .50, que estava amarrada com fitas utilizadas em rapel e no lugar onde deveria haver os bancos traseiros.

“A fronteira tem fama de ser perigosa, mas, nunca aconteceu isso assim porque sempre passam e matam quem querem matar e pronto”, diz a paraguaia, que afirma ter ficado com medo depois do episódio dessa quarta-feira.

A jovem afirma que execuções são comuns no município, mas, normalmente, são vítimas pessoas suspeitas de envolvimento em crimes.

Loja de pneus amanheceu queimada, na fronteira com o Paraguai (Foto: Martim Andrada/ TV Morena)
Loja de pneus amanheceu queimada, na fronteira com o Paraguai (Foto: Martim Andrada/ TV Morena)

Incêndio – A loja do traficante Jorge Rafaat amanheceu esta quinta-feira (16) queimada. O comércio de pneus fica na avenida que divide Brasil e Paraguai, a cerca de 20 metros de Ponta Porã, município que fica a a 326 quilômetros de Campo Grande.

Nenhum suspeito do atentado à loja foi identificado. O comércio paraguaio abriu normalmente nesta quinta-feira.

Velório com segurança
Na manhã desta quinta-feira, foi feita uma reunião entre as polícias Nacional do Paraguai e Militar do Brasil para garantir a segurança do velório de Jorge Rafaat, em Ponta Porã.

“Demos toda atenção necessária para que os familiares, bem como as pessoas que se encontram instaladas próximo aonde está sendo realizado o velório, no sentido de garantir a integridade física dessas pessoas, a tranquilidade pública”, afirmou o comandante da Polícia Militar Waldomiro Centurião.

Marcas de tiros na fachada de comércio de Pedro Juan (Foto: Gabriela Pavão/ G1 MS)Marcas de tiros na fachada de comércio de Pedro
Juan (Foto: Gabriela Pavão/ G1 MS)

Execução
Moradores registraram o tiroteio, que durou quase 10 minutos. Os atiradores usaram uma metralhadora antiaérea, calibre .50, para atingir o carro de Jorge. A caminhonete, mesmo blindada, não resistiu ao armamento de guerra.

Rafaat foi condenado pela justiça brasileira por tráfico de drogas em 2014, mas vivia no Paraguai como um empresário de sucesso. Ele era conhecido como o “rei da fronteira”. A polícia apreendeu muitas armas e munição, deteve sete suspeitos e acredita que o motivo de crime tenha sido uma disputa pelo controle do tráfico de drogas na região.

Arma apreendida após execução de traficante no Paraguai (Foto: Gabriela Pavão/ G1 MS)Arma apreendida após execução de traficante no Paraguai (Foto: Gabriela Pavão/ G1 MS)
Grupo que matou traficante na fronteira usou armamento antiaéreo

Grupo que matou traficante na fronteira usou armamento antiaéreo

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Rafaat foi morto após o carro blindado em que estava ser atingido por tiros dessa arma (Foto: Direto das Ruas)

O traficante Jorge Rafaat Toumani, executado com vários tiros na noite desta quarta-feira no Centro de Pedro Juan Caballero, cidade que faz fronteira com a brasileira Ponta Porã, foi alvo de disparos de armamento calibre .50, usado em táticas antiaéreas pelas Forças Armadas.

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A arma estava acoplada na parte traseira de uma camionete Toyota Hilux SW4, onde estavam os executores do Rafaat. Como os seguranças do traficante e empresário que já foi condenado pela Justiça brasileira por narcotráfico reagiram, houve tiroteio e pessoas de ambos os grupos ficaram feridas.

Os relatos de testemunhas do ocorrido aos jornais paraguaios é de que parecia uma guerra. Rafaat estava em uma Hammer blindada, que não suportou o grosso calibre do armamento usado e foi perfurada. Há a informação que seguranças do traficante também foram mortos, o que ainda não foi confirmado pela Polícia Nacional paraguaia.

Sete pessoas teriam ficado feridas no tiroteio, que aconteceu próximo ao Mercado Municipal de Pedro Juan Caballero, logo depois de cair em uma emboscada. Um dos feridos seria um agente policial local. O crime teria sido motivado por

Vídeos captados pela vizinhança com aparelhos de celular mostram o momento em que houve tiroteio (veja no fim da matéria) no Centro de Pedro Juan Caballero.

Condenação – Conhecido também por organizar promoções para compras em Pedro Juan – inclusive, com congelamento da cotação do dólar -, Jorge Rafaat foi condenado por Odilon de oliveira, juiz da 3ª Vara Federal de Ponta Porã, em 30 de abril de 2014, quando além dele, outros sete traficantes da fronteira foram sentenciados.

Rafaat foi condenado a várias penas que, somadas, totalizam 47 anos de prisão em regime fechado, além de multa de R$ 403,8 mil. O irmão dele, Joseph Rafaat Toumani, também foi condenado a pena de 15 anos de prisão e multa de R$ 83,2 mil. Aviões, veículos, fazendas e outros imóveis também foram sequestrados pela Justiça Federal.

Lideranças políticas lançam o movimento “Juntos pela Ponta Porã que queremos”

Lideranças políticas lançam o movimento “Juntos pela Ponta Porã que queremos”

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Lideranças políticas lançam o movimento “Juntos pela Ponta Porã que queremos”. Foto. Dorgeval Amaro

“Juntos pela Ponta Porã que queremos”

Ponta Pora (MS) – Grupo surge como nova opção para o eleitorado e já reúne vereadores de quatro partidos com representação na Câmara Municipal

Uma nova opção apresentada no início desta semana por um grupo formado por importantes lideranças pode arejar o quadro político de Ponta Porã. Trata-se de um bloco formado por vereadores de quatro partidos com assento na Câmara Municipal, que está abrindo discussão com a sociedade, visando elaboração de um projeto grandioso voltado a melhoria do município e que já foi batizado de “Juntos pela Ponta Porã que queremos”.

Inicialmente o grupo foi lançado pelos vereadores Agnaldo Miudinho (PTB), Marcelino Nunes (PROS), Brunoí Reichardt (PMDB), Biro Biro e Raphael Modesto, ambos do PHS. “Hoje estão 100% integrados ao movimento os três partidos e mais uma ala do PMDB, cujo líder na Câmara Municipal é o vereador Brunoí, que já hipotecou seu apoio.

Queremos ouvir as instituições, as associações, clubes de serviços, igrejas, a sociedade como um todo. No final, vamos ter um diagnóstico da nossa cidade e o que as pessoas esperam dos seus representantes, para que possamos apresentar um projeto que nos garanta construir a Ponta Porã que queremos”, disse Marcelino Nunes, experiente vereador que está exercendo o seu quarto mandato.

Segundo Miudinho, o movimento lançado pelos vereadores conta também com outras importantes lideranças políticas da fronteira. “Nós estamos abertos para adesões. Não queremos aquela política rançosa, vingativa, perseguidora.

Vamos trabalhar neste momento de pré-campanha eleitoral, valorizando o diálogo, deixando que as pessoas abram seus corações e digam o que esperam do próximo prefeito. O nosso movimento está apenas iniciando, mas uma coisa já é definitiva, vamos apresentar para a nossa população no final desse período de pré-campanha, uma candidatura que seja realmente diferente”, destacou.

Quanto ao nome que poderá encabeçar uma chapa para disputar a sucessão municipal, Agnaldo Miudinho, fez questão de dizer que são as pessoas é que vão dizer. “Não lançamos esse movimento com cartas marcadas como é de costume e a gente vê isso se repetindo a cada eleição.

Precisamos saber do eleitor qual a sua visão sobre Ponta Porã; quais são os problemas da cidade e quais devem ser as prioridades do futuro gestor. E é também o eleitor que deve responder qual o perfil que o prefeito da nossa cidade precisa ter. Diante dessas e outras informações, vamos definir se o candidato do grupo será o Brunoí, o Raphael, Biro Biro, Marcelino Nunes ou eu mesmo”, disse Miudinho.⁠⁠⁠⁠

Fotos: Dorgeval Amaro