abr 1, 2026 | Brasil
Certificação reconhece organizações que promovem a equidade de gênero e a valorização das mulheres
A Sicredi Centro-Sul MS/BA — instituição financeira cooperativa — recebeu, do Governo do Estado da Bahia, o Selo Lilás, certificação que reconhece organizações comprometidas com a promoção da equidade de gênero, a valorização das mulheres e a construção de ambientes de trabalho mais justos, seguros e inclusivos.
A entrega da premiação ocorreu nesta segunda-feira (30), no Sesc Casa do Comércio, em Salvador (BA). Na ocasião, a Cooperativa foi representada pela assessora de comunicação, Kristianne dos Santos Perez.
A adesão ao Selo Lilás é incentivada pela Organização das Cooperativas do Estado da Bahia (OCEB). O reconhecimento à Sicredi Centro-Sul MS/BA é resultado de diversas iniciativas voltadas ao público feminino — incluindo associadas, colaboradoras e a comunidade — como o desenvolvimento do Movimento Crescendo Juntas, a atuação do Comitê Mulher e a implementação de políticas internas voltadas à equidade de gênero.
De acordo com o assessor de desenvolvimento do cooperativismo da Sicredi Centro-Sul MS/BA, Mayk Wendler, a certificação reforça o compromisso da instituição com pautas sociais relevantes. “Seguimos com orgulho e responsabilidade na construção de uma sociedade mais justa e próspera”, destacou.
Selo Lilás
O Selo Lilás é uma iniciativa do Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Políticas para as Mulheres, que certifica empresas e instituições que adotam, de forma efetiva, políticas de igualdade de gênero e atuam na prevenção e no enfrentamento à discriminação, ao assédio e à violência contra a mulher.
Em 2024 e 2025, 199 organizações no estado foram certificadas. Já em 2026, 111 empresas e entidades receberam o selo, entre elas a Sicredi Centro-Sul MS/BA, que mantém sede regional em Salvador (BA) há dois anos e atuação voltada para diversos segmentos, por meio de agências distribuídas em diferentes cidades da região.
A certificação contribui para o fortalecimento de um ambiente de negócios mais ético, inclusivo e diverso, incentivando práticas que promovem os direitos das mulheres e a construção de espaços corporativos mais igualitários.
Sobre a Sicredi Centro-Sul MS/BA
A Sicredi Centro-Sul MS/BA é uma instituição financeira comprometida com o crescimento de seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. Possui um modelo de gestão que valoriza a participação dos mais de 202 mil associados, que exercem o papel de donos do negócio. A cooperativa possui uma área de atuação de 44 municípios em Mato Grosso do Sul, onde conta com 52 agências, e 54 municípios da Bahia, com oito agências, oferecendo um portfólio completo de soluções financeiras e não financeiras.
O atendimento a todo associado é feito presencialmente, via WhatsApp (51) 3358-4770 ou pelo telefone 0800 724 4770.
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mar 28, 2026 | Brasil
Proposta comercial diferenciada amplia acesso de advogados a produtos e serviços da Cooperativa
Na noite desta quinta-feira (26), a Sicredi Centro-Sul MS/BA firmou um convênio com a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso do Sul (OAB/MS), por meio da Subseção Dourados/Itaporã, e com a Caixa de Assistência dos Advogados de Mato Grosso do Sul (CAAMS). A parceria estabelece uma proposta comercial diferenciada voltada a advogados e advogadas associados à OAB/MS e à CAAMS da Subseção Dourados/Itaporã, com possibilidade de expansão para demais municípios da área de atuação da Cooperativa.
A assinatura ocorreu na Sede Administrativa da Sicredi Centro-Sul MS/BA, em Dourados (MS), reunindo dirigentes das instituições, representantes da advocacia regional e convidados.
A iniciativa foi construída em conjunto entre as entidades, com o objetivo de fortalecer tanto jovens profissionais quanto advogados já consolidados no mercado. A gerente da Agência Integração e madrinha da iniciativa, Vanira Carolina Karling Diniz Flores, destacou a amplitude das soluções oferecidas pela Cooperativa. “Contamos com mais de 300 soluções financeiras, disponibilizadas por meio de um atendimento consultivo e próximo. Todas as nossas agências estão preparadas para atender o segmento jurídico dentro dessa nova proposta”, afirmou.
O superintendente de Desenvolvimento da Sicredi Centro-Sul MS/BA, Alex Bonfim Machado, ressaltou o caráter estratégico da iniciativa. “Essa proposta representa uma arquitetura comercial estruturada e um importante movimento para fortalecer relacionamentos e gerar novas oportunidades ao segmento jurídico. Trata-se de uma iniciativa de grande valor para nossos associados”, destacou.
Ele também reforçou a solidez da instituição, que está entre as cinco maiores empresas de Mato Grosso do Sul em capital, ultrapassando R$ 1 bilhão, além de contar com reconhecimento de agências internacionais de classificação de risco.
Proposta comercial
Apresentada pelos assessores de Segmentos de Associados, Maria Caroline Tomazini e Diógenes Vasconcelos Alves, a proposta é destinada a associados da OAB/MS e CAAMS da Subseção Dourados/Itaporã. O convênio contempla tanto atuais quanto novos associados da Cooperativa e prevê possibilidade de ampliação para outras subseções e municípios, conforme adesão e demanda.
Entre os diferenciais, estão conta corrente com Pix ilimitado, isenção de tarifas e cashback anual por meio da participação nos resultados. Para a gestão financeira, a proposta inclui cartões das categorias Black e Infinite, DDA, débito automático via aplicativo, tag de passagem (Taggy) sem mensalidade, emissão de boletos com tarifas reduzidas e solução Tap on Phone, que transforma o celular Android em máquina de cartão sem custo de aluguel.
Para pessoas jurídicas, são oferecidas soluções completas de fluxo de caixa, como folha de pagamento e vale-refeição sem custo, cartão empresarial Visa, organizador financeiro PJ e integrações de sistemas sem cobrança.
No crédito, a Cooperativa disponibiliza linhas com condições diferenciadas para financiamento de energia solar, construção e reforma, capital de giro e aquisição de veículos. Também estão disponíveis linhas via BNDES e FCO, além de garantias como FAMPE (com apoio do SEBRAE/MS) e FGI.
As linhas de crédito pessoal e empresarial apresentam taxas abaixo da média de mercado, com prazos de até 48 meses. A proposta contempla ainda assessoria especializada em investimentos, com opções como poupança, depósitos a prazo, previdência privada, LCA, LCI e fundos de investimento.
O portfólio inclui também seguros — residencial, veicular, de vida, doenças graves e empresarial — além de consórcios como alternativa para planejamento financeiro, com taxas atrativas.
O delegado da CAAMS, Robson Moraes, destacou a relevância do momento para a advocacia regional. “Esse convênio amplia conexões e cria novas oportunidades para os profissionais. É um sonho que se concretiza”, afirmou. Já a presidente da OAB/MS – Subseção Dourados/Itaporã, Edna Regina Alvarenga Bonelli, enfatizou o propósito da gestão. “Assumimos com o compromisso de avançar, e o Sicredi nos transmite segurança para que essa proposta gere resultados concretos na vida dos colegas”, concluiu.
Sobre a Sicredi Centro-Sul MS/BA
A Sicredi Centro-Sul MS/BA é uma instituição financeira comprometida com o crescimento de seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. Possui um modelo de gestão que valoriza a participação dos mais de 200 mil associados, que exercem o papel de donos do negócio. A cooperativa possui uma área de atuação de 44 municípios em Mato Grosso do Sul, onde conta com 52 agências, e 54 municípios da Bahia, com oito agências, oferecendo um portfólio completo de soluções financeiras e não financeiras.
O atendimento a todo associado é feito presencialmente, via WhatsApp (51) 3358-4770 ou pelo telefone 0800 724 4770.
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mar 25, 2026 | Brasil
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deve receber alta do Hospital DF Star na próxima sexta-feira (27) entre o fim da manhã e o início da tarde. A informação foi confirmada pelo médico Brasil Caiado nesta quarta-feira (25).
O profissional de saúde afirmou aos jornalistas que o ambiente de prisão domiciliar é “sempre melhor” do que a carceragem tradicional para acompanhar questões de saúde. “Do ponto de vista de estrutura, já foi providenciada cama diferente, mais adequada pra esse problema central dele, que é refluxo gastroesofágico”, revelou.
Ainda segundo o médico, o ex-presidente terá acompanhamento de profissionais de saúde 24 horas por dia, com “apoio mais intenso” de nutricionistas. Caiado avaliou que uma melhora no quadro de saúde de Bolsonaro pode acontecer de seis semanas a até seis meses.
O que temos de fazer é avaliação periódica […] Se você faz comparação de sistema domiciliar e prisional, com restrições, você percebe que ambiente residencial é sempre melhor”, continuou.
Caiado comentou ainda sobre a possibilidade de fibrose pulmonar, já que Bolsonaro está internado desde 13 de março com quadro de pneumonia. “Normalmente, existe fase aguda da doença, bastante grave, depois parte crônica ou fase de convalescência. Como evoluirá cicatrização e se vai aparecer fibrose, agora a gente não sabe. Faremos controle a posteriori”, disse.
Antibiótico
O médico afirmou que o antibiótico contra pneumonia deve ser encerrado nesta quinta (26): “Está clinicamente bem. Só se houver alguma intercorrência pra mudar essa previsão.”
Durante a internação, a equipe de saúde avaliou ainda uma dor no ombro direito de Bolsonaro, “potencializado na queda” sofrida na cela em janeiro, quando ainda estava preso na Superintendência da Polícia Federal. “Há uma possível indicação cirúrgica. Está em avaliação”, finalizou.
Fonte: Bnews – Por: Yuri Pastori – Foto: Reprodução / Redes Sociais
mar 24, 2026 | Brasil
Evento conecta associadas do MS e da Bahia em iniciativa que cresce junto ao avanço da liderança feminina no país
A Sicredi Centro-Sul MS/BA — instituição financeira cooperativa — promoveu, no último sábado (21), o primeiro encontro presencial do Comitê Mulher 2026, reunindo mais de 90 participantes. O evento foi realizado no Auditório Ipê, na sede da Cooperativa, em Dourados (MS), além de transmiti-lo ao vivo para associadas da Bahia.
O encontro marca a abertura oficial do ciclo deste ano, que prevê reuniões mensais on-line e dois momentos presenciais. O Comitê reúne associadas de diversos municípios do Mato Grosso do Sul e da Bahia, com objetivo de promover formação, desenvolvimento e troca de experiências entre mulheres que buscam ampliar conhecimento e liderança.
Intercooperação em pauta

Palestra “CEO da própria vida”, de Claudia Paula.
O evento também contou com a presença de representantes da Cergrand que inicia seu movimento voltado às mulheres. O presidente da instituição, Jorge Luiz Soares Barbosa, reforçou a importância da intercooperação
A secretária executiva da Cergrand, Ana Cristina Alves da Silva, destacou o Sicredi como referência nacional na pauta. “Aprender com o Sicredi é um privilégio, especialmente com uma instituição que já possui uma trajetória consolidada nesse tema”, afirmou.
Carla Diana Oteiro Borre, consultora de Desenvolvimento do Cooperativismo da Central Sicredi Brasil Central, reforçou que fomentar a participação feminina é um compromisso institucional. “Liderança é ação, conhecimento e posicionamento. Estar unidas fortalece não só as cooperativas, mas as comunidades”, pontuou.
Números que mostram a força feminina na Cooperativa
Na Sicredi Centro-Sul MS/BA, as mulheres têm participação expressiva: são cerca de 63 mil associadas, que juntas somam mais de R$ 1,3 bilhão em investimentos e mais de 13,5 mil operações de crédito liberadas. Deste total, aproximadamente 7,4 mil são empreendedoras à frente de seus próprios negócios.
Para a gerente de Desenvolvimento do Cooperativismo da Sicredi Centro-Sul MS/BA, Deborah Alessandra Serrato, o Comitê Mulher representa uma importante rede de apoio e transformação. “É nesse ambiente que as mulheres passam a olhar com mais atenção para si mesmas e para outras ao seu redor, reconhecendo suas histórias e potencialidades. A liberdade financeira é um elemento fundamental nesse processo”, destacou.
CEO da própria vida
O encontro contou ainda com a palestra da executiva e conselheira Claudia Paula, que possui mais de 30 anos de experiência na área financeira. Com o tema “CEO da própria vida”, a palestrante compartilhou sua trajetória pessoal e profissional, marcada por desafios, decisões e transformações.
Ao abordar suas “travessias”, especialmente na cidade de São Paulo, Claudia refletiu sobre sua jornada no ambiente corporativo e o momento em que decidiu assumir o protagonismo da própria história. Trouxe conceitos como autenticidade, liderança com afeto e a importância da pluralidade, destacando que é possível ocupar espaços de liderança sem abrir mão da própria essência.
Durante sua fala, reforçou o papel do Comitê Mulher como um espaço de conexão e propósito. “Ser CEO da própria vida não significa ser forte o tempo todo, mas ter estratégia, clareza de objetivos e fazer escolhas com sentido. O Comitê é uma comunidade que fortalece, apoia e impulsiona”, pontuou.
Ao final, deixou uma mensagem que ecoou entre as participantes: “Nunca será tarde nem cedo. É a hora”.
Sobre a Sicredi Centro-Sul MS/BA
A Sicredi Centro-Sul MS/BA é uma instituição financeira comprometida com o crescimento de seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. Possui um modelo de gestão que valoriza a participação dos mais de 200 mil associados, que exercem o papel de donos do negócio. A cooperativa possui uma área de atuação de 44 municípios em Mato Grosso do Sul, onde conta com 52 agências, e 54 municípios da Bahia, com oito agências, oferecendo um portfólio completo de soluções financeiras e não financeiras.
O atendimento a todo associado é feito presencialmente, via WhatsApp (51) 3358-4770 ou pelo telefone 0800 724 4770.
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mar 23, 2026 | Brasil
Nos últimos anos, o Pantanal tem enfrentado uma sequência de eventos extremos — seca prolongada, grandes incêndios e mudanças no regime de chuvas — que vêm alterando profundamente as áreas alagadas do bioma. Essas mudanças afetam diretamente espécies migratórias que dependem das zonas úmidas da região ao longo de rotas que conectam diferentes partes do continente.
Esse será um dos temas discutidos durante a 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre Espécies Migratórias (COP15), realizada em Campo Grande (MS). A Ecoa participa do painel técnico “Do manguezal ao Pantanal: a importância das zonas úmidas para espécies migratórias e o papel da cooperação para a conservação”, ao lado da IUCN, SAVE Brasil e ICMBio.
O Pantanal é a maior área úmida contínua do planeta e funciona como ponto de descanso, alimentação e reprodução para centenas de espécies de aves, além de peixes, mamíferos e outros animais. Segundo o diretor de programas e projetos da Ecoa, André Siqueira, a combinação entre crise hídrica, incêndios e mudanças no uso do território tem reduzido áreas essenciais para a fauna.
“Desde 2019 enfrentamos uma das secas mais intensas dos últimos 100 anos, e nos últimos 40 anos o Pantanal perdeu cerca de 60% da sua água superficial. Isso muda completamente a dinâmica das áreas alagadas e afeta diretamente as espécies que dependem desses ambientes para se alimentar, descansar e se reproduzir.” – André Siqueira, diretor de projetos da Ecoa
Durante o debate, a Ecoa apresenta experiências desenvolvidas no Pantanal, como a articulação da Paisagem Modelo Pantanal e o fortalecimento de brigadas comunitárias voluntárias, estratégias que envolvem diretamente povos e comunidades locais na proteção do território e na conservação da biodiversidade.
A participação na COP15 também reforça a importância da cooperação internacional para a proteção de espécies migratórias e para o fortalecimento de políticas públicas voltadas a um dos biomas mais sensíveis do planeta.
Serviço
📅 24 de março | 9h30
📍 Pavilhão Brasil – Zona Azul – COP15
Painel: Do manguezal ao Pantanal: a importância das zonas úmidas para espécies migratórias e o papel da cooperação para a conservação
Participação: Ecoa, IUCN, ICMBio e SAVE Brasil
mar 23, 2026 | Brasil
Robson Gonçalves, advogado previdenciário, explica que o encurtamento de membro pode gerar auxílio-acidente quando surge após acidente de qualquer natureza, inclusive de trabalho, e deixa sequela permanente com redução da capacidade laboral. O Decreto nº 3.048/1999 prevê, no Anexo III, hipótese de indenização para encurtamento de membro inferior superior a 4 centímetros.
O encurtamento de membro pode gerar direito ao auxílio-acidente quando surge como sequela de acidente de qualquer natureza, inclusive acidente de trabalho, e passa a reduzir de forma permanente a capacidade para o trabalho habitual. O benefício está previsto no artigo 86 da Lei nº 8.213/1991 e tem natureza indenizatória, sendo analisado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) após a consolidação das lesões.
“Não se trata de qualquer encurtamento de membro. Para fins de auxílio-acidente, a discussão normalmente envolve sequelas que surgiram depois de um acidente ou de uma doença com repercussão funcional, e que passaram a dificultar o trabalho exercido pelo segurado”, explica Robson Gonçalves, advogado previdenciário.
O que é o auxílio-acidente
O auxílio-acidente é um benefício de natureza indenizatória pago ao segurado que, após acidente de qualquer natureza ou doença relacionada ao trabalho, fica com sequela definitiva que reduz parcialmente a capacidade para a atividade habitual. Ele não exige afastamento permanente e pode ser pago mesmo quando o trabalhador continua em atividade.
“O auxílio-acidente não substitui o salário. Ele funciona como uma compensação mensal porque o segurado continua trabalhando, mas com mais dificuldade por causa da sequela deixada pelo acidente”, afirma Robson Gonçalves.
Quando o encurtamento de membro pode gerar o benefício
O encurtamento de membro pode gerar direito ao auxílio-acidente quando surge como sequela de acidente de qualquer natureza, inclusive acidente de trabalho, e passa a reduzir de forma permanente a capacidade para o trabalho habitual.
No Regulamento da Previdência Social, o tema aparece de forma expressa no Anexo III do Decreto nº 3.048/1999, no Quadro nº 7, que prevê “encurtamento de membro inferior” como hipótese indenizável quando a diferença ultrapassa 4 centímetros. O próprio decreto ainda ressalva que eventual lesão prévia de bacia deve ser considerada na avaliação do encurtamento.
Em outras palavras, o simples fato de a pessoa ter nascido com encurtamento de membro não coloca, por si só, o caso dentro dessa previsão específica do auxílio-acidente.
O que a norma descreve é a sequela adquirida após o evento lesivo, com repercussão funcional real no trabalho.
“Para auxílio-acidente, o que importa é provar que o encurtamento apareceu depois do acidente ou da lesão e passou a dificultar a atividade profissional. É essa combinação entre sequela permanente e redução da capacidade que costuma sustentar o direito”, frisa Robson Gonçalves, advogado previdenciário.
Quem pode ter direito
O benefício pode ser analisado para segurados como empregado, empregado doméstico, trabalhador avulso e segurado especial, desde que estejam cobertos pelo INSS na data do acidente e que a sequela tenha reduzido de forma definitiva a capacidade para a função habitual. A análise também pode alcançar acidentes ocorridos fora do ambiente de trabalho, desde que exista relação entre o evento e a limitação permanente.
“O direito não depende apenas de o acidente ter ocorrido na empresa. Um acidente de trânsito, doméstico ou de outra natureza também pode gerar auxílio-acidente, desde que deixe sequela permanente com impacto no trabalho”, reforça Robson Gonçalves.
Quando não há direito
O auxílio-acidente não é devido quando não existe sequela permanente, quando a limitação não reduz a capacidade para o trabalho habitual ou quando o encurtamento do membro não tem relação com acidente ou doença coberta pela Previdência Social.
Também não basta apenas apresentar diagnóstico ou laudo médico, já que a legislação exige repercussão funcional concreta e reconhecimento pericial de que a sequela interfere na atividade profissional exercida pelo segurado.
“O simples diagnóstico não garante o benefício. O que sustenta o auxílio-acidente é a prova de que a sequela ficou definitiva após um acidente de qualquer natureza ou do trabalho e passou a impactar de forma real a capacidade para o trabalho”, informa Robson Gonçalves, advogado previdenciário.
Qual é o valor do auxílio-acidente
O valor do auxílio-acidente corresponde, em regra, a 50% do salário de benefício, calculado sobre a média dos salários de contribuição do segurado, conforme a Lei nº 8.213/1991. Por ter caráter indenizatório, o benefício pode ser inferior ao salário-mínimo e não substitui integralmente a remuneração do trabalhador.
“Como o benefício pode ser pago junto com o salário, ele costuma ajudar nas despesas e compensar a perda funcional deixada pela sequela”, observa Robson Gonçalves.
Pode continuar trabalhando
Uma das características do auxílio-acidente é que ele pode ser recebido mesmo sem afastamento definitivo do trabalho. O segurado pode continuar empregado e, ao mesmo tempo, receber a indenização mensal, desde que o INSS reconheça que houve redução permanente da capacidade para a atividade habitual.
“O trabalhador não precisa sair da empresa para ter direito ao auxílio-acidente. A lógica do benefício é justamente reconhecer que ele segue trabalhando, mas com uma limitação maior do que tinha antes”, afirma Robson Gonçalves.
O que o INSS analisa na perícia
Na perícia, o INSS verifica se o encurtamento do membro realmente decorre de acidente de qualquer natureza, inclusive acidente de trabalho, e se a sequela ficou permanente após a consolidação das lesões.
A análise também observa se essa alteração reduziu a capacidade para o trabalho habitual, à luz do artigo 86 da Lei nº 8.213/1991 e das hipóteses previstas no Anexo III do Decreto nº 3.048/1999. Exames, laudos ortopédicos, documentos do acidente e a descrição da atividade exercida pelo segurado costumam ter peso relevante nessa conclusão.
“O INSS não analisa apenas a existência do encurtamento. A perícia precisa verificar se ele foi causado pelo acidente, se ficou permanente e se realmente passou a dificultar o trabalho que a pessoa exercia”, detalha Robson Gonçalves, advogado previdenciário.
Como pedir o benefício
O requerimento é feito junto ao INSS, geralmente pelo portal ou aplicativo Meu INSS, com agendamento de perícia médica. Na análise, o instituto avalia exames, laudos, histórico do acidente e os reflexos da sequela sobre a atividade profissional exercida, para verificar se houve redução permanente da capacidade de trabalho.
“A prova médica e a descrição correta do acidente fazem diferença. O INSS precisa entender que o encurtamento foi consequência do evento e que ele deixou impacto real na função exercida”, conclui Robson Gonçalves, advogado previdenciário.
Fonte: Terra – Foto: canva / DINO
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