fev 11, 2022 | Brasil
A senadora Simon Tebet, pré-candidata à presidência da República, apresentou projeto de lei, com apoio da Bancada Feminia, para criminalizar a apologia ao nazismo.
Ela criticou episódio recentes de estímulo ao discurso de ódio ou em sintonia com o nazismo.
Esta semana, o apresentador Monark, do Flow Podcast, defendeu abertamente que um partido nazista fosse reconhecido legalmente no Brasil. Simone ainda alertou para o aumento de grupos neonazistas no Brasil. Estima-se a existência de 530 grupos de extrema direita, com cerca de 10 mil participantes. Na justificativa do projeto, a senadora Simone lembra que o mote de tais grupos é propagar e alimentar discursos de ódio relacionados a misoginia ou ao antissemitismo, bem como contra negros ou integrantes do grupo LGBTQIAP+, entre outros.
Simone Tebet lamentou que Monark defendeu que no Brasil pudesse ser criado um partido nazista “para que as pessoas que são antissemitas, que são contra judeus, que são racistas, que defendem a tese de um governo autoritário, pudessem ter voz e vez, confundindo liberdade de expressão com apologia ao crime”, disse da tribuna do Plenário nesta quarta-feira (09).
O projeto acrescenta à Lei do Racismo a criminalização dos atos de “defesa, culto ou enaltecimento do nazismo, a prática de qualquer forma de saudação nazista, bem como a negação, a diminuição, a justificação ou aprovação do holocausto”, punindo com pena de reclusão de três a seis anos e multa.
Países como Bélgica, Alemanha, Itália, Grécia e Áustria, entre outros, já criminalizam a negação do holocausto.
Em Plenário, Simone revelou “total indignação” com episódios recentes. Além do caso do Monark, lembrou do jovem negro preso injustamente, do congolês assassinado e das ameaças em tom de piada contra o jornalista Pedro Doria, a pesquisadora Michele Prado e o ex-senador Cristóvão Buarque, “ameaçados por defender a democracia”.
fev 9, 2022 | Brasil
Na primeira sessão conjunta semipresencial de deputados e senadores desde o início da pandemia de covid-19, nesta terça-feira (8), o Congresso Nacional derrubou o veto parcial ao projeto (PL 4.752/2019) que trata da propaganda partidária gratuita no rádio e na televisão (VET 2/2022). Ao todo, 344 deputados votaram pela derrubada do veto contra 49 pela manutenção. No Senado, 54 votaram pela rejeição, enquanto 14 apoiaram o veto.
Com a derrubada do (VET 2/2022), emissoras de rádio e de televisão terão direito a uma compensação fiscal pela cessão do tempo para a propaganda gratuita dos partidos políticos, restabelecida pela Lei 14.291, de 2022. A norma tem origem no PL 4.572/2019, dos senadores Jorginho Mello (PL-SC) e Wellington Fagundes (PL-MT). Essa compensação será financiada pelo Fundo Partidário. O trecho segue para promulgação.
Ao vetar a compensação fiscal às emissoras de rádio e de televisão, o governo alegou que a medida seria um benefício fiscal, com consequente renúncia de receita, sem observância da Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar 101, de 2000) e da Lei de Diretrizes Orçamentárias (Lei 14.194, de 2021). Deputados e senadores entenderam que rádios e TVs devem receber uma compensação por deixar de arrecadar com publicidade nos horários dedicados ao horário eleitoral.
Segundo o senador Carlos Portinho (PL-RJ), a derrubada do veto é um respeito ao estado de direito e à iniciativa privada.
— A concessão não pode ser apropriada — disse o parlamentar ao defender a derrubada do veto.
O senador Lasier Martins (Podemos-RS) e o deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) também manifestaram apoio à derrubada. Lasier afirmou que emissoras de rádios estão fechando Brasil afora por falta de dinheiro. Valente reforçou que a propaganda faz parte do processo democrático.
— As concessões de rádio e TV fazem parte do processo democrático brasileiro, do debate público. A TV não serve apenas para programas de entretenimento e programas religiosos, mas para o debate público — disse Ivan Valente.
A propaganda partidária, que é diferente do horário eleitoral, é o tempo semestral de rádio e TV a que têm direito os partidos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ela serve para divulgação da plataforma do partido e para atrair novos filiados. A duração total das inserções depende do desempenho de cada partido nas eleições.
Teste
Desde o início da crise sanitária, as sessões do Congresso Nacional eram realizadas separadamente, uma para os deputados, outra para os senadores. Nesta terça-feira (8), parlamentares participaram de forma simultânea, tanto de forma presencial no Plenário da Câmara dos Deputados, quanto de forma remota, por meio do Sistema de Deliberação Remota. A sessão também marcou a estreia de uma sistemática única de deliberação por meio de cédula eletrônica e dos aplicativos aperfeiçoados para registro de votação nominal.
De acordo com o 1º vice-presidente do Congresso, deputado Marcelo Ramos (PL-AM), a inclusão de apenas dois itens foi uma forma de testar o novo sistema de votação conjunto.
— Inicialmente, será uma sessão em que faremos o teste desse novo modelo, que é uma inovação da Casa nunca antes adotada, mas quero reafirmar o compromisso que disse hoje ao Líder do Governo no Congresso de que nenhuma matéria será votada pelo Congresso Nacional antes da apreciação dos vetos que trancam a pauta — nenhuma —, nenhum PLN, nenhum veto que não tranque a pauta, antes do compromisso firmado por esta Presidência de não votar PLN atropelando os vetos que estão trancando a pauta — disse o deputado no início da sessão.
Apenas o veto sobre a compensação fiscal para emissoras de rádio e TV foi analisado dessa forma, enquanto o veto sobre remédios contra o câncer foi analisado pelo sistema de votação remota (Infoleg, na Câmara, e SDR, no Senado).
A decisão foi tomada pelas lideranças do Senado e da Câmara dos Deputados em reunião que antecedeu a sessão do Congresso.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
fev 7, 2022 | Brasil
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou nesta segunda-feira (7) que o Brasil não deverá aplicar a quarta dose da vacina contra a Covid-19 por enquanto. Segundo o chefe da pasta, os técnicos da Saúde descartaram adotar a medida neste momento, mas é possível que a aplicação seja a “dose de 2022” do imunizante.
“A área técnica tem discutido isso. A secretária Rosana [Leite de Melo, secretária extraordinária de enfrentamento à Covid do Ministério da Saúde] conversou comigo na sexta-feira passada e disse que o grupo técnico, neste momento, não avalia aplicar a quarta dose. Mas na prática seria a dose de 2022. O que nós temos é doses para garantir que todas as doses necessárias que sejam recomendadas pelos técnicos sejam disponibilizadas para a população brasileira”, disse o ministro.
Queiroga afirmou que o ministério tem trabalhado para garantir a vacina, que já foram distribuídos 430 milhões de doses e que não faltará imunizante no caso de o país adotar a quarta aplicação. Ele voltou a dizer que a vacina tem sido importante para que os efeitos da Covid-19 sejam menos nocivos, chamando-a de “grande força” no combate à variante Ômicron.
O ministro disse que o ministério é a favor das vacinas e tem sido destaque no enfrentamento do coronavírus, por isso o Brasil foi escolhido por consenso para representar as Américas no grupo criado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) para discutir projetos relacionados às pandemias. África do Sul, Egito, Holanda, Japão e Tailândia também participam da equipe.
Vacinação infantil
Queiroga afirmou que o ministério tem trabalhado para “trazer os pais” para a vacinação e assim aumentar a adesão à imunização, mas que não vai impor a aplicação. Segundo ele, não é apenas em relação às crianças que há resistência de parte da população em buscar a aplicação de doses.
“Já tem mais de 70 milhões de doses de vacina com os estados e municípios. Então essa questão não só se verifica com a questão das crianças de 5 a 11 anos. É claro que é um tema mais sensível, as crianças. Essas vacinas foram desenvolvidas num curto espaço de tempo, isso é um grande avanço da ciência. Nós temos que avançar de maneira sustentada, trazendo os pais para buscar a vacinação, sem obrigá-los, porque é pior. Então vamos trabalhar para que todos possam exercer esse direito”, declarou.
O titular da Saúde disse que o ministério tem atuado para garantir que os imunizantes suficientes para vacinar todo o público entre 5 e 11 anos cheguem até a próxima semana: “Estamos trabalhando fortemente para antecipar doses infantis, para que os pais também exerçam o direito de vacinar seus filhos. Até 15 de fevereiro nós distribuiremos doses para vacinar todas as crianças de 5 a 11 anos”.
Fonte:R7
fev 3, 2022 | Brasil
Resultado reflete alta capacidade de previsão e análises de mercado feita pela instituição, presente nas categorias IPCA e Taxa de Câmbio, via Banco Cooperativo Sicredi e Sicredi Asset, respectivamente.
Pelo quinto ano consecutivo, o Sicredi é destaque no ranking anual de projeções econômicas divulgado pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira, dia 31 de janeiro. Entre mais de cem organizações, incluindo as maiores instituições financeiras e consultorias de economia do país, o Sicredi figurou em duas categorias relevantes, sendo representado pelo Banco Cooperativo Sicredi e pela Sicredi Asset, gestora de recursos da instituição financeira cooperativa.
Com base nas projeções econômicas mais consistentes ao longo do ano e que leva em consideração um Sistema de Expectativas de Mercado, o Banco Cooperativo conquistou o segundo lugar na categoria IPCA para o indicador de Médio Prazo Anual (nota 8,3). Já na Taxa de Câmbio, a Sicredi Asset ocupou a quinta posição na categoria Curto Prazo Anual (nota 9,6).
Para Pedro Ramos, economista-chefe do Banco Cooperativo Sicredi, a presença entre as melhores projeções do “Top 5” do Banco Central mostra que a instituição oferece uma análise precisa e se consolida como referência nas projeções do mercado, acumulando também 15 aparições nos rankings mensais do BC. “Ficamos felizes com mais essa conquista. Esses destaques são fruto do trabalho do nosso time de especialistas, que busca sempre estar atendo a mudança no mercado, considerando que a acurácia nas previsões pode contribuir com a tomada de decisão necessária para organização da vida financeira dos nossos mais de 5,5 milhões de associados”.
O economista-chefe da Sicredi Asset, Luiz Furlani, também comemora a presença no ranking anual e as nove aparições nos rankings mensais: “A presença nos rankings do Banco Central reconhece o excelente e consistente trabalho realizado pelo time da Sicredi Asset, contribuindo para disponibilizarmos as melhores oportunidades nos fundos de investimento para os nossos associados.”
As classificações anuais do BC são feitas a partir dos rankings mensais de curto e médio prazos divulgados ao longo do último ano. Atribui-se, a cada mês, notas que variam de zero (para o maior desvio em relação ao resultado mensal efetivo) a dez (para o menor desvio em relação ao resultado mensal efetivo) para, então, ser calculada a média final das notas mensais. As medianas das variáveis projetadas pelas cinco instituições que mais acertam (as Top 5) são divulgadas no Focus – Relatório de Mercado elaborado pelo órgão.
Sobre o Sicredi
O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 5,5 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 25 estados* e no Distrito Federal, com mais de 2.200 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br).
*Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.
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jan 27, 2022 | Brasil
Com um patrimônio gigantesco construído ao longo da sua breve carreira, Marília Mendonça deixou muita riqueza para ser dividida entre os familiares, após a trágica e precoce morte em um acidente aéreo no fim de 2021.
Entretanto, segundo as informações do colunista Leo dias, do Metrópoles, Murilo Huff não quis a tutela dos bens que teria direito na divisão do império da eterna rainha da sofrência. Assim sendo, o ex-namorado da cantora e pai de Leo, pequeno de 2 anos, fruto do envolvimento deles, deixou todos os bens com dona Ruth, mãe da falecida.
Para quem não sabe, Marília Mendonça e Murilo Huff engataram um relacionamento em maio de 2019. Dessa forma, em dezembro do mesmo ano nasceu o filho do casal. Em meio aos desentendimentos, os dois colocaram um ponto final no namoro em julho de 2020.
Mas, o amor falou mais alto e o ex-casal se reconciliou pouco tempo depois, voltando a construir uma linda história de amor. Já em setembro de 2021, a relação do casal ioiô chegou ao fim mais uma vez e a cantora morreu 2 meses depois, deixando uma bagagem de sucessos, um filho, várias canções na boca do povo e uma fortuna de milhões.
A sertaneja, que tornou-se uma das artistas mais bem pagas do ramo enquanto esteve viva, faturava cerca de R$ 10 milhões mensais, e acumulou juntar uma fortuna estimada em R$ 500 milhões.
Entretanto, um ponto interessante é que a cantora não parou de faturar mesmo após a morte. O motivo? As composições deixadas pela artista continuaram explodindo nas principais plataformas de streaming e rendendo muita grana.
Apesar dos números, fontes afirmam que o valor de R$ 500 milhões, atribuído ao patrimônio de Marília Mendonça, não reflete de nenhuma forma a realidade.
Fonte: comunidade.f7noticias
jan 25, 2022 | Brasil

O escritor Olavo de Carvalho morreu na noite da segunda-feira, 24, aos 74 anos, em um hospital na região de Richmond, na Virgínia, Estados Unidos. O anúncio foi feito pela família de Carvalho nas redes sociais, na madrugada desta terça-feira, 25.
A causa da morte não foi revelada, mas o escritor anunciou ter se infectado com o novo coronavírus no dia 16.
No ano passado, Carvalho teve diversos problemas de saúde, que o levaram a uma série de internações em São Paulo e nos Estados Unidos, onde morava.
Em julho de 2021, Olavo passou dez dias no Instituto do Coração do Hospital das Clínicas após sofrer um mal-estar durante um voo entre os Estados Unidos e o Brasil.
Um mês depois, o escritor voltou a ser internado no InCor, com quadro de insuficiência cardíaca e renal aguda e infecção sistêmica.
O Olvao de Carvalho deixa a esposa, Roxane, oito filhos e 18 netos.
“A família agradece a todos os amigos as mensagens de solidariedade e pede orações pela alma do professor”, diz a publicação.
Conhecido por suas falas polêmicas, Olavo é uma das principais figuras ideológicas do bolsonarismo. Ele é autor dos livros “O Imbecil Coletivo” e “O Mínimo que Você Precisa Saber para Não Ser um Idiota”.