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Bela Vista-MS Sexta-Feira, 04 de Abril de 2025

Agentes da Polícia Nacional do Paraguai encontraram no início da noite de quarta-feira (19/3), uma caminhonete Chevrolet S10, totalmente queimada em uma área rural de Pedro Juana Caballero, na fronteira com Ponta Porã. O veículo, segundo as autoridades, pertence ao engenheiro agrônomo Elói Brusamarello, 65, acusado de encomendar o assassinato da esposa, em agosto de 2009.

Atualmente, ele está desaparecido e familiares e amigos já realizam buscas. Até a publicação desta matéria, a informação obtida pela reportagem é que não havia feito boletim de ocorrência sobre o “sumiço” de Elói.

A caminhonete, ano 2012/2013, cor prata e sem placas, estava abandonada e completamente destruída pelo fogo. Após consulta ao sistema da Polícia Nacional do Paraguai, verificou-se que não havia registros de furto ou roubo no país.

No entanto, ao cruzar informações com as autoridades brasileiras, constatou-se que o número do chassi correspondia a um veículo com placa NSA3D48, de Ponta Porã. O automóvel apresentava infrações administrativas no Brasil, mas também não possuía queixa de roubo ou furto.

acusado de mandar matar a esposa

O engenheiro agrônomo Elói Brusamarello é acusado de ter encomendado o assassinato de sua esposa, a professora e artista plástica Gicela Maria Van Muller Brusamarello, em agosto de 2009. O crime ocorreu na região de fronteira com o Paraguai e foi investigado pelo delegado Clemir Vieira Júnior, que afirmava ter evidências suficientes para solicitar a prisão do engenheiro por envolvimento na morte da mulher.

O executor do crime, Paulo Ramos Correia, na época com 22 anos, confessou ter assassinado Gicela a mando do marido. Durante a prisão de Paulo, a polícia encontrou diversos pertences da professora, incluindo um notebook. Ele revelou que o crime foi encomendado por Elói Brusamarello, com quem Gicela estava se separando. Segundo informações policiais, o engenheiro teria oferecido US$ 7 mil pela execução do plano.

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Elói negou todas as acusações feitas contra ele. O pistoleiro teria mudado o depoimento posteriormente e o engenheiro nem chegou a ser julgado pelo crime.

As investigações continuam em andamento enquanto as autoridades buscam esclarecer os desdobramentos desse caso.

Fonte: Dourados Informa