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Bela Vista-MS Segunda-Feira, 29 de Junho de 2026
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Ex-governador deve substituir o deputado estadual e presidente da Assembleia, Júnior Mochi, aliado do governo de Reinaldo Azambuja

Campo Grande (MS) – No sereno político desde que deixou o comando do governo do Estado, o ex-governador André Puccinelli deve assumir o controle do PMDB em Mato Grosso do Sul, substituindo o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Júnior Mochi, integrante da tropa de choque do governo de Reinaldo Azambuja (PSDB) e um dos defensores da aliança com os tucanos.

A ideia de André Puccinelli é ampliar os holofotes na mídia estadual, hoje restrita a acusações em torno de seu suposto envolvimento no esquema de propina da Odebrecht, segundo o executivo da empreiteira, João Antônio Pacífico Ferreira, durante delação premiada.

Apesar disso, o ex-governador se movimenta nos bastidores visando maior notabilidade no cenário político estadual. Além de pequenos encontros na Capital, ele também tem visitado alguns municípios, participado de eventos públicos e feito reuniões com prefeitos, vereadores e dirigentes partidários pelo interior.

Há dias, em entrevista à imprensa, ao visitar o Mercadão Municipal de Campo Grande, ele declarou que irá decidir sobre sua possível candidatura ao governo em meados de julho. No entanto, interlocutores do próprio partido já dão como certa a sua aposentadoria.

BLEFE 

A estratégia do líder peemedebista é continuar em ritmo acelerado e com presença marcante na mídia até os dias que antecedem as eleições, deixando a entender que irá mesmo enfrentar a máquina administrativa controlada por Reinaldo Azambuja, cujo projeto de reeleição já conta com o apoio de integrantes da bancada do PMDB na Assembleia, como o próprio Mochi e o deputado Eduardo Rocha, líder do partido na Casa.

Ele também tem citado o nome da senadora Simone Tebet como forte opção do PMDB para o confronto, caso desista de concorrer ao governo em 2018.

Na prática, André Puccinelli deseja negociar com o governo para eleger deputados do PMDB no próximo pleito, fortalecer os quadros da legenda e assegurar cargos no primeiro escalão em eventual reeleição do tucano como recompensa ao apoio dado pelo seu grupo político. Além da vaga de vice, o partido está de olho no Senado.

Segundo as mesmas fontes,tudo não passa de um blefe para amarrar acordo com a cúpula do PSDB.

Particularmente, o ex-governador evitar opinar sobre a aliança com o PSDB. “Pergunte aos deputados”, limitou-se a dizer recentemente ao ser questionado em torno do assunto.

Fonte: Conjuntura Online