O prefeito de Ponta Porã, Eduardo Campos (PSDB) assinou, nesta sexta-feira (30), ordem de serviço para construção de uma unidade da Casa da Mulher Brasileira no município. A obra terá investimento de R$ 8,55 milhões e vai oferecer acolhimento, proteção, orientação e atendimento especializado às mulheres vítimas de violência.
A solenidade, que marcou oficialmente o início das obras, foi realizada no terreno onde será construída a unidade, localizado na Rua Baltazar Saldanha, no Jardim Ipanema, nas proximidades do Ginásio Poliesportivo Pepe Portela.
Do total de investimento, R$ 6,45 milhões serão repassados pela Itaipu Binacional, R$ 1,46 milhão corresponde à contrapartida do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul e R$ 639,62 mil serão investidos pela Prefeitura Municipal.
“Esse será um espaço para acolher as mulheres vítimas da violência. Uma Casa como essa não é apenas um prédio, é uma porta que se abre quando todas as outras parecem fechadas. Por isso, mais do que dar início a uma obra, hoje assumimos um compromisso com a vida, com a dignidade e com a proteção das mulheres. E esse compromisso tem muitas mãos”, afirmou o prefeoito
Com relação aos serviços que serão oferecidos na unidade, o prefeito ressaltou que a unidade permitirá reunir, em um único espaço, diferentes formas de atendimento e proteção às mulheres vítimas de violência.
“A mulher em situação de violência vai encontrar na Casa da Mulher Brasileira acolhimento, orientação, apoio psicológico, proteção e acesso à segurança e à Justiça, sem precisar repetir sua dor de porta em porta. A mulher que sofre violência precisa ser ouvida, respeitada, protegida e ter a chance de reconstruir sua vida”, enfatizou.
Além da construção da estrutura física, Ponta Porã já desenvolve um protocolo local de atendimento às mulheres vítimas de violência em regiões de fronteira, especialmente pelo município fazer fronteira com o Paraguai.
A experiência deverá contribuir para a implantação de um modelo de atendimento que considere as particularidades da região e poderá servir de referência para outras iniciativas no Brasil e em países fronteiriços.
“Somos fronteira. Aqui, brasileiras e paraguaias dividem as mesmas ruas, as mesmas famílias, o mesmo trabalho e, infelizmente, muitas vezes, a mesma dor. Mato Grosso do Sul deu ao Brasil a primeira Casa da Mulher Brasileira, em Campo Grande. Agora, Ponta Porã quer oferecer ao país um modelo de proteção na fronteira”, afirmou.
O chefe do Executivo Municipal anunciou, desta forma, o compromisso de desenvolver o primeiro protocolo de atendimento às mulheres estrangeiras na Casa da Mulher Brasileira.
“Nós sempre dissemos que fronteira não é limite. Fronteira é encontro. Por isso, afirmamos que a proteção às mulheres não pode ter fronteira e assumimos o compromisso de criar o primeiro protocolo de atendimento às mulheres estrangeiras na Casa da Mulher Brasileira. Aqui, nenhuma mulher será deixada sem amparo por causa do documento que carrega”.