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Bela Vista-MS Segunda-Feira, 03 de Agosto de 2026

O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, disse na manhã deste domingo, 2, que a sigla homologou a candidatura da chapa do presidente Lula e do vice-presidente, Geraldo Alckmin, à reeleição para o Executivo. A declaração foi dada durante a Convenção Nacional do PT, na Expo Center Norte, em São Paulo.

Edinho destacou que os coordenadores de campanha, partidos da coligação e movimentos sociais se reuniram ontem para debater os rumos da campanha que mira a reeleição de Lula. “Vamos fazer a disputa nos territórios. Vamos identificar, em cada cidade e em cada estado do Brasil, aquilo que o governo do presidente Lula fez para mudar a vida do povo brasileiro”, salientou.

No evento, Lula repetiu o discurso de defesa da soberania e disse que não vai deixar nem a China nem os Estados Unidos interferirem em temas como a exploração de terras raras. “Tem muita gente metendo o dedo no nosso nariz”, disse, acrescentando: “Essas terras raras, nem chinês, nem americano, nem francês, vão meter o dedo nas nossas terras raras”, afirmou.

O presidente prometeu mais investimentos na área da Defesa. Ele destacou o tamanho das fronteiras e das riquezas naturais brasileiras. “Eu quero estar preparado para ninguém invadir esse País para levar esse presidente, como eles invadiram (a Venezuela). Eu quero estar preparado para a paz, não para a guerra. Eu quero estar preparado para ninguém ousar se fazer de besta com a gente”, discursou.

Ele também prometeu “brigar” com os parlamentares por causa de emendas parlamentares. O petista criticou uma “inversão” no Orçamento, em que deputados podem indicar bilhões enquanto o Poder Executivo tem que fazer cortes milionários em programas de saúde e educação. Ele prometeu até mesmo vetar uma indicação de emendas do líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP).

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“A minha quarta Presidência é pra mudar muita coisa nesse País. Vai ter briga com emenda parlamentar. Vai ter briga com o papel que tem hoje o Poder Legislativo”, discursou a apoiadores reunidos na Zona Norte de São Paulo.

“Eu sou triste com a política de hoje. Esse negócio de fundo partidário não me agrada. Está levando os partidos à promiscuidade”, afirmou. “Tem partido que recebe R$ 1 bilhão, sem prestar contas ao povo brasileiro. Muitas vezes no Poder Executivo temos que cortar R$ 10 milhões de uma escola, de um programa de saúde”.

Lula criticou o que vê como uma perda de poder do Executivo. “Eu não posso permitir que o presidente da República vá perdendo os seus direitos. Vai perdendo o direito de criar agência, de indicar ministro da Suprema Corte… Ou seja, daqui a pouco, qual é o direto que tem o presidente da República? Nenhum!”

Fonte: correiodoestado