Há profissionais que contam a história. Outros têm o privilégio de vivê-la de perto. E há aqueles que fazem as duas coisas ao mesmo tempo. É o caso do jornalista, fotógrafo e comunicador visual **Antônio Ramon Ruiz**, carinhosamente conhecido como **Toninho Ruiz** ou, para os amigos, **”Repórter Puinandi”**.
Aos 65 anos de idade, Toninho Ruiz testemunhou e registrou, nesta quarta-feira, 15 de julho de 2026, um dos acontecimentos mais marcantes da história de Porto Murtinho: a união física das estruturas da ponte internacional que liga o Brasil ao Paraguai, uma obra que simboliza o avanço da Rota Bioceânica e abre um novo capítulo para o desenvolvimento econômico e social de toda a região.
Com uma carreira construída ao longo de décadas, Toninho Ruiz tornou-se uma das figuras mais respeitadas do jornalismo na fronteira entre Brasil e Paraguai. Correspondente de importantes veículos de comunicação de Mato Grosso do Sul e, há mais de duas décadas, correspondente da Rádio Alto Paraguai FM, acompanhou de perto as principais transformações da região, sempre levando informação com credibilidade, responsabilidade e compromisso com os fatos.
Sua ligação com a Rota Bioceânica começou muito antes da construção da ponte. Há mais de 30 anos, quando o corredor bioceânico ainda era apenas um projeto debatido entre autoridades e lideranças, Toninho já percorria esse caminho acompanhando expedições e viagens que buscavam transformar esse sonho em realidade.
Quando a obra finalmente saiu do papel, ele fez questão de acompanhá-la **in loco**. Desde o início da construção da rodovia bioceânica, no Paraguai, ligando **Carmelo Peralta** até **Loma Plata**, Toninho Ruiz esteve presente registrando cada etapa da execução dos trabalhos. Durante aproximadamente quatro anos, percorreu centenas de quilômetros, conversou com engenheiros, operários, autoridades e moradores, mostrando aos ouvintes e leitores a evolução de uma das obras mais importantes para a integração da América do Sul.
Ao mesmo tempo, acompanhou diariamente a construção da ponte internacional entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta. Desde as primeiras estacas fincadas no leito do Rio Paraguai, passando pelo avanço dos pilares, pela montagem das estruturas metálicas e por cada fase da engenharia, Toninho Ruiz registrou todos os acontecimentos. Sua câmera e seu olhar jornalístico documentaram cada capítulo dessa obra que representa um marco para Brasil e Paraguai.
Com profundo conhecimento sobre a Rota Bioceânica, Toninho também passou a ser uma referência para visitantes, pesquisadores, empresários e autoridades que chegam à região interessados em conhecer a grandiosidade do projeto. Além de jornalista, tornou-se um verdadeiro guia da história da Rota Bioceânica, compartilhando experiências adquiridas ao longo de décadas acompanhando esse sonho se transformar em realidade.
Na noite desta quarta-feira, ao registrar o encontro das estruturas da ponte, Toninho Ruiz conclui uma missão iniciada há vários anos. Uma missão exercida com competência, dedicação, profissionalismo e excelência. O momento em que os dois lados da ponte finalmente se unem também simboliza o encerramento de uma das mais importantes coberturas jornalísticas de sua carreira.
Poucos profissionais tiveram o privilégio de acompanhar essa história desde os primeiros projetos, percorrer toda a extensão da rodovia em construção, registrar cada fase da ponte e, agora, presenciar sua ligação definitiva. Mais do que uma reportagem, Toninho Ruiz deixa um legado para Porto Murtinho, para Mato Grosso do Sul e para todos que acompanharam o nascimento da Rota Bioceânica.
Sua câmera eternizou imagens. Suas reportagens preservaram fatos. E seu trabalho permanecerá como um registro histórico para as futuras gerações, mostrando que grandes obras são construídas por engenheiros e trabalhadores, mas também por jornalistas comprometidos em contar, com verdade e sensibilidade, cada capítulo dessa transformação.
Texto: Edi Carlos – Foto: Toninho Ruiz
