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Bela Vista-MS Quarta-Feira, 17 de Junho de 2026

O papa Leão XIV disse, no Ângelus de ontem (14), na Praça de São Pedro, que, quando o “Evangelho é anunciado e praticado, o mal desmorona como uma doença que chega ao fim, como uma noite que dá lugar à aurora, como a morte vencida pelo Ressuscitado”.

“O Evangelho deste dia traz-nos um grande presente, pois envolve todos aqueles que o escutam sob o olhar de Jesus”, disse o papa, ao abordar a passagem tirada do Evangelho segundo São Mateus (9,36-10,8). “É uma narrativa que, além de nos dizer o que o Senhor observa, testemunha a atenção do seu olhar”.

O papa disse que “tendo-se feito nosso irmão, o Filho de Deus olha para as pessoas, olha para a humanidade: vê a opressão que subjuga e a violência que tira as forças. Vê as feridas das guerras e o vazio do consumismo”.

Jesus, continuou ele, “vê rostos reduzidos a máscaras, famílias destruídas pelo mal e jovens iludidos por falsos ideais”.

“Jesus vê e ama. Ele ama e sofre por nós e conosco: a sua compaixão expressa não apenas proximidade fraterna, mas também a vontade de redenção”, disse.

O Senhor, afirmou Leão, “conhece o nosso coração e cuida dele: diante de tantas pessoas que são como ‘ovelhas sem pastor’, Cristo dedica-se a todas elas enquanto bom pastor e, na qualidade de senhor da messe, envia trabalhadores para o campo do mundo”.

O “trabalho que devem realizar” aqueles que seguem Jesus, disse o papa, é “oferecer o conforto de Deus a quem sofre: levar caridade onde há miséria, esperança onde há aflição, fé onde há desconfiança”.

Leão XIV disse que “o Evangelho menciona os nomes dos primeiros doze ‘trabalhadores’”, que “são discípulos feitos apóstolos, ou seja, missionários e pregadores”. O primeiro, disse, foi “Simão, chamado Pedro”, enquanto o último foi Judas Iscariotes, “para nos lembrar que é possível seguir Jesus e traí-lo, mas o Evangelho permanece para todos como palavra viva e verdadeira”.