Uma publicação no Facebook revisitou memórias do primeiro posto de gasolina de Bela Vista. Na postagem, o criador de conteúdo Walter Luiz Queiroz narra algumas lembranças do Posto Esso, que marcaram a sua infância na cidade.
O empreendimento pertencia ao seu pai. Por isso, muitas de suas memórias estão relacionadas ao posto. “Meu avô deu ao meu pai [o posto] quando ele casou, junto com a casa ao lado. Foi dali que nossa história começou”, escreveu na publicação.
Não só o posto em si, como todo o entorno, nessa época, foi marcante para Walter. No texto, ele cita o “bolicho” da dona Nita, onde comprava doces fiado. “Escolhíamos bombons, Sonho de Valsa, o doce que quisesse, e ela anotava na caderneta”, citou.

Dona Nita, inclusive, esteve presente quando um fusca colidiu com um poste, bem na região. Foi ela quem se prontificou a cuidar dos ferimentos da família.
“Teve um dia em que um Fusca veio e bateu com tudo no poste. O motorista estava bêbado. A família se cortou com o vidro, mas nada grave. Foi a própria Dona Nita que correu e trouxe remédios e cuidou deles ali mesmo”, narrou o texto.
Outra história assustadora foi quando um cigarro ainda aceso caiu ao lado da boca do tanque subterrâneo. “A chama subiu alto. O povo gritou, correu, se assustou. Meu pai correu e jogou cobertores pesados por cima e apagou o fogo”, recordou Walter.
Cenas cotidianas no posto Esso
Não só episódios extraordinários marcam as lembranças de Walter sobre o Posto Esso. Eventos banais da vida interiorana se entrelaçavam com a rotina no empreendimento, como os clientes que frequentemente compravam querosene para iluminar as casas.
“Tinha gente que vinha a pé comprar querosene. Levavam o garrafão de vinho de 5 litros — enchiam e levavam pra casa, pra iluminar as noites nas lamparinas. Era assim. Era a rotina de muita gente”, recorda-se.
A falta de estrutura na cidade também ditava o funcionamento do posto. “Naquele tempo, o gerador da cidade tinha HORÁRIOS. E às vezes o gerador do posto estava estragado. E os carros estavam secos. Então as bombas eram tocadas na manivela”, diz o texto.
Além dessas, outras cenas cotidianas eram comuns, como o cachorro que ia com o dono para abastecer ou “o menino que chegou pendurado atrás da Rural Willys atéo o posto”.
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