
“Violência contra o idoso é cruel e deve ser repudiada por toda sociedade” Vereador José Chadid presidiu audiência que debateu o tema
A Violência contra o idoso, em todas suas formas, foi o tema da Audiência Pública, realizada nesta quarta-feira, 08 de junho, pela Comissão Permanente de Assistência Social e do Idoso, presidida pelo vereador José Chadid (PSDB).
“A violência contra a pessoa idosa é indigna, cruel e deve ser repudiada por toda sociedade”, disse o parlamentar na abertura do evento que contou com a presença da promotora de Justiça dos Direitos da Pessoa Idosa Cristiane Nogueira Rescala, do delegado da Polícia Civil, Wellington de Oliveira, da médica geriatra Marta Driemeir, da professora Leiner Maura Alves de Melo, coordenadora da Universidade da Melhor Idade – UMI/UCDB, dos vereadores Engenheiro Edson Shimabukuro (PTB) e Betinho (PRB), do deputado estadual João Grandão (PT) e da presidente do Conselho Municipal do Idoso, Maria Neide Araújo entre outros participantes.
O deputado estadual João Grandão (PT), representante da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa, da Assembléia Legislativa de Mato Grosso do Sul, afirmou que a violência contra o idoso tem muitas expressões. “A violência perpassa a agressão física e tem maior incidência no seio familiar. Falta de carinho, de amor e paciência são nuances da violência”, disse. “Precisamos levar esse debate a todos setores da sociedade, independente de ideologia partidária”, afirmou o parlamentar.
De acordo com a promotora Cristiane Nogueira Rescala, diante da transformação social que o Brasil vivencia, a politica do idoso não está definida em todas esferas. “O idoso não tem valor para sociedade. O envelhecimento não pode ser observado como tabu”, disse. Acrescentou ainda de é necessário inciar um processo de valorização a partir da educação.
Para o delegado Wellington de Oliveira, a violência tem início na falta de politicas públicas. “A gente vive em sociedade e sabe que vai envelhecer. É preciso verificar as causas do problema e criar mecanismos de proteção ao idoso e adotar medidas de prevenção a crimes cujo vítima é o idoso”, afirmou o delegado que relatou vários exemplos de ações criminais envolvendo idosos que são enganados devido à carência afetiva que vivem. “Hoje o idoso sofre bullying, omissão, abandono, carência e a pena para quem viola seus direitos é ínfima. É necessário criar uma rede de suporte para o idoso”, disse.
Outra questão abordada durante a audiência foi a saúde do idoso. “O sonho de toda sociedade é envelhecer com saúde e qualidade, mas para isso é necessário investir na prevenção, na redução de riscos e na reabilitação”, afirmou a médica geriatra Marta Driemeir. Para ela esse é um trabalho para vida toda, desde a infância.
A presidente do Conselho Municipal do Idoso, Maria Neide Araújo, explicou que os idosos tornam-se vulneráveis quando apresentam alguma dependência. “A família precisa se preparar para envelhecer”, disse , lembrando que caso contrário vai fazer com que o familiar da terceira idade acabe se tornando ”invisível”, o que vai ocasionar no abandono de suas necessidades, sejam físicas ou emocionais, mesmo que involuntariamente.
Evitar que um idoso se torne ‘invisível’ é possível inserindo-o em atividades acadêmicas e culturais. A professora Leiner Maura Alves de Melo, coordenadora da Universidade da Melhor Idade – UMI/UCDB apontou caminhos que possibilitam atingir essa realidade. Essa orientação está numa publicação da instituição, e que foi distribuída na audiência, onde em um dos trechos diz que “Nas oficinas realizadas pela UMI, os alunos aprendem noções sobre envelhecimento humano e seus direitos e deveres para atuarem na comunidade em que vivem como verdadeiros cidadãos idosos em combate a violência ao idoso”.
Como educador, psicólogo, presidente das Comissões de Educação e Desporto, e a de Assistência Social e do Idoso, o vereador José Chadid destacou a importância do debate, afirmando que a questão do atendimento aos idosos não pode ser tratada com leis que venham significar “letras mortas”. Segundo ele leis foram feitas para serem cumpridas e, quando não o são, mais do que nunca é essencial a união dos representantes dos órgãos públicos e de setores da iniciativa privada para uma grande frente a fim de exigir seu cumprimento com vistas a assegurar qualidade de vida digna e saudável para melhor idade.
Eli Morais de Brites – Assessoria de Imprensa do vereador