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Bela Vista-MS Terça-Feira, 10 de Março de 2026
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Professor Carlos Zamberlan afirma que o trabalho aprimora conhecimentos dos acadêmicos da UEMS e quer levar a mostra para as escolas públicas de Ponta Porã.

Proporcionar aos acadêmicos dos cursos de Ciências Econômicas, Administração e Ciências Contábeis oferecidos pela Unidade Universitária da UEMS em Ponta Porã a oportunidade de conhecer a história dos padrões monetários do Brasil desde sua independência no século 19 até hoje. Este é o principal objetivo de uma atividade pedagógica que está sendo executada na instituição.

A mostra é permanente na Unidade e reúne cédulas do dinheiro brasileiro desde a época imperial, quando o padrão monetário era simbolizado pelo “Réis”. Ao todo, o Brasil possuiu oito padrões monetários antes do Real.

No período imperial até a década de 1940 o dinheiro que circulava no Brasil era o “Réis”. Passou a ser o “Cruzeiro” em 1942 quando Getulio Vargas era o presidente da República. Na década de 1960 virou “Cruzeiro Novo” e voltou a ser “Cruzeiro” na década seguinte.

Na “Nova República” presidida por José Sarney, foi lançado o “Cruzado” que logo se desvalorizou, sendo substituído pelo “Cruzado Novo” que também teve vida efêmera. Na década de 1990 retornou o nome de “Cruzeiro” e, com a chegada de Itamar Franco, houve nova mudança no padrão monetário: a moeda passou a se chamar “Cruzeiro Novo” até que, em 1994, foi criado o “Real”.

O professor Carlos Zamberlan, responsável pela criação do painel, disse que o trabalho foi idealizado pelo professor Edmilson de Souza. Dentro das caixas existem relíquias como a nota de 1 mil cruzeiros, que circulava na década de 1980. Na época, a cédula ficou popularmente conhecida como “Barão”, por conta da fisionomia do Barão do Rio Branco estampada.

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Segundo ele, a idéia é transformar esta atividade em um projeto de extensão para que a exposição dos padrões monetários possa ser feita nas escolas públicas de Ponta Porã tornando esta quantidade de informações da história da economia brasileira acessível à comunidade fronteiriça. “Nosso objetivo é criar uma exposição itinerante, lavando estes quadros para as escolas públicas da cidade. Para isso, queremos acrescentar mais algumas peças em que se relatam informações sobre os padrões monetários. O que pode ocorrer no ano que vem. Todo o material utilizado nesta atividade está sendo doado para a UEMS.

Legendas das fotos: Nivalcir Almeida