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‘Reis’ da cocaína que lavavam dinheiro em aposta de cavalos são presos na BR-262

‘Reis’ da cocaína que lavavam dinheiro em aposta de cavalos são presos na BR-262

Três moradores de Terenos (cidade distante 20 quilômetros de Campo Grande), que autointitulavam-se os “reis da cocaína”, foram detidos por policiais rodoviários federais e investigadores da Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico), da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, em trecho da BR-262, perto de Miranda.

Eles transportavam em coletes que vestiam 65 quilos da droga, repartidas em cocaína e pasta-base de cocaína (substância em estágio menos refinado).

Na operação, batizada de “King” (rei, no linguajar inglês), foi detido o chefe do trio, Amarildo Pereira, 30, conhecido como Bolacha, e seus parceiros Luiz César Silva, 33, o Cezinha e Michael Thales da Cruz Horácio, 28.

O inspetor da PRF, Emerson Souza, disse que os traficantes tinham um método já investigado antes para driblar o cerco policial nas vindas de Corumbá, fronteira com a Bolívia, de onde traziam a droga. Eles sempre locavam carros para traficar e se separavam ao se aproximarem nos postos de fiscalizações policiais. A estratégia era essa: assim que notavam que iam passar pela polícia, dois dos traficantes desciam e entravam no mato e um, o Bolacha, o chefe, no caso, seguia com o carro. Adiante alguns quilômetros, já longe da fiscalização policial, a dupla saia do mato e entrava no carro rumo a Campo Grande. Os que desciam vestiam coletes e, dentro da peça de roupa condicionavam a droga. Investigadores do caso disseram que o trio já era investigado há tempo.

Ainda de acordo com os investigadores, os 65 quilos da cocaína e pasta-base de cocaína apreendidos seriam negociados pelos traficantes pela importância de R$ 700 mil.

A carga, vendida no varejo, tinha o valor triplicado, ou seja, superava a soma dos R$ 2  milhões, segundo a polícia. João Paulo Sartori, delegado da Denar, calcula que o trio preso era responsável pela entrega de ao menos 90% de cocaína consumida pelos dependentes, em Campo Grande, cidade com cerca de 820 mil habitantes. Ainda segundo o delegado, Bolacha, que seria o chefe dos traficantes, ostentava o arrecadado com a droga por redes sociais. Ele tinha três perfis no Facebook: uma para conversar com a família, outro com os amigos e o terceiro para comentar as festas que participava. Bolacha e os parceiros diziam aos colegas que eram os “reis da cocaína” e que não seriam presos por isso.

Numa das casas de Bolacha, no bairro Nova Campo Grande, os policiais apreenderam R$ 25,9 mil em cédulas de R$ 100. O traficante não soube dizer sobre a origem do dinheiro. Em depoimentos, a polícia descobria que o dinheiro juntado com o tráfico era lavada pelo trio por meio de corridas de cavalo. Tráfico de droga é um crime que pode resultar em pena de até 15 de prisão.

Fonte: Top Midia News