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Senador Delcídio do Amaral no Senado, em 2015 (Foto: Geraldo Magela / Agência Senado)

Investigadores da Operação Lava Jato, sobre corrupção na Petrobras, já estariam convencidos de que houve uma espécie de “coordenação” ou “armação” para produzir o material que embasou a prisão do senador Delcídio do Amaral (PT-MS). A informação está no jornal Folha de São Paulo deste sábado (23).

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Segundo a publicação, Bernardo Cerveró, filho de Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobras, pode não ter agido sozinho e teria sido orientado em relação à forma de conduzir e gravar conversa com Delcídio, conforme teriam confidenciado policiais federais que trabalham no caso. O senador está preso desde o fim de novembro do ano passado, em Brasília (DF).

Conforme a Folha, em caráter reservado, ou seja, não oficialmente, investigadores da Lava Jato concordam que há indícios de que a gravação não foi uma decisão espontânea de Bernardo. “Há quem use o termo ‘armação’”, traz a publicação.

A gravação serviu como prova para justificar a prisão de Delcídio. O petista é acusado de tentar atrapalhar as investigações da Lava Jato.

Advogados do senador já disseram que preparam novo recurso para tentar tirá-lo da prisão. A primeira tentativa, ainda no fim do ano passado, não deu certo.

Delcídio, por sua vez, estaria irritado e se sentindo traído pelo governo federal, PT e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo interlocutores, estes agentes políticos não agiram em favor do senador quando ele mais precisou.

Reportagem – Waldemar Gonçalves

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