Emprestado pelo Botafogo ao Estoril, de Portugal, Patrick de Paula revelou ter sentido que a transferência para o clube carioca foi “um fardo muito grande”. Contratado em 2022, à época com status de contratação mais cara da história do clube, o volante falou sobre a responsabilidade que encontrou ao desembarcar no Rio de Janeiro.
— Quando houve a proposta do Botafogo, achei que estava pronto, que conseguiria ter essa responsabilidade, mas não estava, e isso me deu uma baqueada. Eu não estava preparado. Chegou um momento em que botei a mão na consciência e pensei: ‘esse fardo é muito grande para mim’. Não era o momento — disse Patrick à ESPN.
O rápido ganho financeiro e de notoriedade afetaram a cabeça do volante, revelado pelo Palmeiras e campeão de títulos como a Libertadores e a Copa do Brasil.
— Mudou muito a minha cabeça. Eu era muito novo, tinha acabado de subir (para o profissional) e estava vivendo coisas que não sonhava viver tão rápido. Cheguei no Palmeiras com 16 anos, não peguei a base inteira. O que mudou mais foi a mentalidade. Há cinco anos, eu ainda era um menino, tinha 19 anos. Subi com grandes jogadores, como Felipe Melo, Lucas Lima e Dudu, que me ajudaram bastante na chegada ao profissional. Ganhei Libertadores e Copa do Brasil, a fama chegou, tudo tão rápido — explicou Patrick ao ge, em maio deste ano.
Emprestado ao Criciúma em 2024 e tendo retornado ao Botafogo em 2025, Patrick viveu seu ápice pelo clube junto ao treinador Renato Paiva, que queria transformá-lo em um meio-campista mais avançado. Ao longo da temporada, entretanto, as oscilações e a perda de espaço levaram o Botafogo a emprestá-lo ao Estoril.
— Eu queria esse desafio de jogar fora do país, viver uma nova experiência. Quando decidi vir para Portugal, falei para minha família que era o momento de me desligar do Brasil. O tempo de Brasil, para mim, já deu — completou Patrick à ESPN.
Fonte: GE