Caminhando, viu Jesus um cego de nascença. […] cuspiu no chão, fez um pouco de lodo com a saliva e com o lodo ungiu os olhos do cego. Depois lhe disse: “Vai, lava-te na pis cina de Siloé” (esta palavra signifi ca emissário). O cego foi, lavou-se e voltou vendo. Então, os vizinhos e aqueles que antes o tinham visto mendigar, perguntavam: “Não é este aquele que, sentado, mendigava?”. Respondiam alguns: “É ele”. Outros contestavam: “De nenhum modo, é um parecido com ele”. Ele, porém, dizia: “Sou eu mesmo”. […] Levaram então o que fora cego aos fariseus. Ora, era sábado quando Jesus fez o lodo e lhe abriu os olhos. Os fariseus indagaram dele novamente de que modo ficara vendo. Respondeu-lhes: “Pôs-me lodo nos olhos, lavei-me e vejo”. Diziam alguns dos fariseus: “Este homem não é o enviado de Deus, pois não guarda o sábado”. Outros replicavam: “Como pode um pecador fazer tais prodígios?”. E havia desacordo entre eles. Perguntaram ainda ao cego: “Que dizes tu daquele que te abriu os olhos?” – “É um profeta” – respondeu ele. […] Jesus soube que o tinham expulsado e, havendo-o encontrado, perguntou-lhe: “Crês no Filho do Homem?”. Respondeu ele: “Quem é ele, Senhor, para que eu creia nele?”. Disse-lhe Jesus: “Tu o vês, é o mesmo que fala contigo!”. “Creio, Senhor” – disse ele. E, pros trando-se, o adorou. Jesus então dis se: “Vim a este mundo para fazer uma discriminação: os que não veem vejam, e os que veem se tornem cegos”. Alguns dos fariseus, que estavam com ele, ouviram-no e perguntaram-lhe: “Também nós somos, acaso, cegos?”… Respondeu-lhes Jesus: “Se fôsseis cegos, não teríeis pecado, mas agora pretendeis ver, e o vosso pecado subsiste”.
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