TEMPO COMUM
Disse-lhe então alguém do meio do povo: “Mestre, dize a meu irmão que reparta comigo a herança”. Jesus respondeu-lhe: “Meu amigo, quem me constituiu juiz ou árbitro entre vós?”. E disse então ao povo: “Guardai-vos escrupulosamente de toda a avareza, porque a vida de um homem, ainda que ele esteja na abundância, não depende de suas riquezas”. […] “Havia um homem rico cujos campos produziam muito. E ele refletia consigo: Que farei? Porque não tenho onde recolher a minha colheita. Disse então ele: Farei o seguinte: derrubarei os meus celeiros e construirei maiores; neles recolherei toda a minha colheita e os meus bens. […] Deus, porém, lhe disse: Insensato! Nesta noite ainda exigirão de ti a tua alma. E as coisas, que ajuntaste, de quem serão? […]”.
Comentário
Jesus recusa o papel de juiz, mas traz à luz o motivo da discussão: a avareza, querer ter muitas coisas, muitos bens, assegurar a herança. Deus emite um juízo na parábola e é para denunciar a estultícia, a falta de critério para usar e gozar os bens da criação. Peçamos a Jesus um coração desprendido de grandes ambições e, se herdamos uma fortuna, procuremos compartilhá-la.