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Bela Vista-MS Sábado, 07 de Março de 2026

O recente alerta do Departamento Médico do Corinthians sobre o crescimento dos casos de hérnia inguinal entre jogadores profissionais reacendeu o debate sobre a saúde abdominal no esporte de alto rendimento. Após três cirurgias no elenco, envolvendo os atletas Gustavo Henrique, Hugo e Yuri Alberto, o clube reconheceu que “casos como esses vão aparecer cada vez mais”.

Segundo o médico do clube, Dr. André Jorge, o avanço nos exames de imagem têm revelado que lesões crônicas como pubalgia e tendinites estão frequentemente associadas à presença de hérnias inguinais. “Hoje, o diagnóstico e as cirurgias de hérnia inguinal aumentaram porque atletas com dores crônicas não conseguem performar sem resolver o problema principal”.

Diante desse cenário, o cirurgião Dr. Wilson Cantero, especialista em parede abdominal, reforça a importância do diagnóstico precoce e da abordagem cirúrgica moderna. “As hérnias de parede abdominal não são exclusivas dos atletas, mas o esforço físico repetitivo, aliado à falta de tempo para recuperação muscular, torna esse grupo especialmente vulnerável”, afirma o médico, com base em sua experiência clínica descrita no documento Hérnias de parede abdominal.docx.

Dr. Cantero destaca que a hérnia ocorre quando há uma falha na musculatura abdominal, permitindo que parte de um órgão ou tecido interno se projete, formando uma protuberância visível. “O diagnóstico clínico é essencial, mas exames como ultrassonografia e tomografia ajudam a confirmar casos mais sutis, especialmente em atletas que convivem com dor crônica e não apresentam sinais evidentes”, explica.

Além disso, o médico chama atenção para a técnica M.I.L.A. — Minimally Invasive Linea Alba Reconstruction — como alternativa eficaz para casos de diástase abdominal, condição que pode coexistir com hérnias em pacientes submetidos a esforço físico intenso. “A técnica M.I.L.A. permite uma reconstrução funcional e estética da parede abdominal com mínima agressão ao tecido, o que é ideal para atletas que precisam de recuperação rápida e segura”, conforme detalhado no documento M.I.L.A.docx.

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Para o Dr. Cantero, o aumento dos diagnósticos não deve ser visto como um problema isolado, mas como reflexo de uma nova consciência médica. “Estamos entendendo melhor a relação entre dor crônica, lesões musculares e hérnias. Isso nos permite tratar o paciente de forma mais completa e devolver qualidade de vida e performance com segurança.”

📌 Assessoria de Imprensa — Dr. Wilson Cantero
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