O Governo de Mato Grosso do Sul, por intermédio da SED (Secretaria de Estado de Educação), lançou nesta semana a ‘Coletânea MS Alfabetiza Indígena’, proposta que nasceu junto à Fadeb (Fundação de Apoio e Desenvolvimento da Educação Básica) para compor o programa MS Alfabetiza e atender crianças indígenas Guarani-Kaiowá de escolas localizadas na região sul do Estado.
Inicialmente, a coletânea vai beneficiar mais de 1 mil estudantes das Escolas Municipais Polo Indígena Mbo’eroy Guarani Kaiowá e a Escola Municipal Mbo’erenda Ypyrendy, garantindo alfabetização adequada em língua materna para estudantes até o 2º ano do Ensino Fundamental, quando passa a ser uma disciplina específica.
“Esse é um material inédito no Brasil, que chega para fortalecer a Educação Escolar Indígena nas unidades do Cone Sul do Estado. Uma produção que nos enche de orgulho e que traz ainda mais significado ao processo de alfabetização das crianças indígenas, valorizando a identidade cultural e a língua materna”, destacou o secretário estadual de Educação, Hélio Daher.
A coletânea foi entregue para prefeitos e gestores municipais de Educação na quarta-feira (11), durante a programação do I Seminário Estadual voltado para discussão de metas e apresentação de resultados das iniciativas realizadas no Estado com foco na alfabetização na idade certa.
Professora indígena, Katiuce Cáceres Nelson ressaltou que essa articulação começou há dois anos, quando a iniciativa passou a ser obrigatória no currículo do programa MS Alfabetiza. Ela aponta ainda que a coletânea só traz benefícios. “O MS Alfabetiza Indígena não vai beneficiar somente a minha escola, mas todas as escolas municipais e estaduais que tenham estudantes indígenas em fase de alfabetização”, destacou a professora, presente no evento quarta-feira.
Já para o cacique Flaviano Franco, a Coletânea MS Alfabetiza Indígena é um apoio pedagógico fundamental para que o estudante possa aprender melhor e ainda manter valores culturais dos antepassados. “A alfabetização e o letramento na língua materna com um material didático como esse é um avanço para nossa comunidade”, afirmou.
A incorporação de materiais pedagógicos específicos, respeitando as particularidades linguísticas culturais e sociais dos povos indígenas, é uma demanda da SED para atender as escolas indígenas do Estado. A iniciativa é voltada ao fortalecimento da alfabetização por meio da Educação Intercultural, favorecendo melhorias na Educação Básica das comunidades indígenas do Estado.
“Este lançamento é um marco histórico em razão do reconhecimento étnico e cultural do nosso Estado e um aceno ao cenário nacional em respeito aos povos originários”, disse a coordenadora de Modalidades Específicas da SED, Tania Milene Nugoli.
Durante o lançamento, o secretário Hélio Daher também mencionou que a Educação de Mato Grosso do Sul segue avançando com indicadores positivos, investimentos e com um olhar especial para a valorização da diversidade cultural do Estado.
“Temos orgulho de ser um dos estados que mais cresce no Brasil, graças à uma gestão focada em uma Educação para todos. Seguimos investindo em todas as frentes, aqui destacando essa parceria com os municípios, sem deixar ninguém para trás”, finalizou.
Entre as autoridades presentes do lançamento da coletânea, estiveram ainda a diretora-presidente da Fadeb/MS, Cecilia Motta, o prefeito de Jaraguari e representante da Assomasul, Cláudio Ferreira da Silva, a secretária municipal de Educação de Itaquiraí e presidente da Undime-MS, Silvia Patrícia Freire, e o diretor-executivo da Associação Bem Comum, Veveu Arruda.
Vinícius Espíndola, Comunicação SED Fotos: Cid Nogueira e Daniel Carvalho
Durante a sessão ordinária realizada no dia 09 de março, o vereador Vinícius Godoy Garcia de Oliveira (Republicanos) apresentou indicação direcionada à Secretaria Municipal de Saúde solicitando a regularização do abastecimento de medicamentos na Farmácia Básica de Saúde.
Segundo Vinícius, a falta de medicamentos tem gerado preocupação entre os moradores que procuram a unidade e não conseguem retirar os remédios prescritos, o que pode comprometer a saúde de muitos pacientes.
A indicação contou também com o apoio dos vereadores Geferson Vieira, Jerônimo Ferreira e Johnys Hemory Denis Basso, que reforçaram a necessidade de providências para normalizar o fornecimento de medicamentos.
Durante a Sessão Ordinária realizada no dia 09 de março, o vereador Jerônimo Ferreira (PSDB), por meio de indicação verbal a secretaria de desenvolvimento econômico, solicitando que seja elaborado um planejamento para atender todas as chácaras do Distrito Nossa Senhora de Fátima com o serviço de gradagem.
De acordo com o parlamentar, o serviço vem sendo realizado atualmente de forma aleatória, o que acaba gerando insatisfação entre os produtores e moradores da região. Por isso, Jerônimo defende que seja organizado um cronograma de atendimento, garantindo que todas as propriedades sejam contempladas de maneira justa e organizada.
O barulho do liquidificador onde o leite com chocolate é preparado se espalha por toda a Escola Estadual Zumbi dos Palmares, na comunidade quilombola de Furnas do Dionísio, no município de Jaraguari, que ainda em silêncio aguarda a chegada dos alunos.
Todos os dias, antes das 7h, a merendeira Valéria Martins, 38 anos, começa a preparar o café da manhã que também inclui biscoitos e frutas. Enquanto a cozinheira organiza tudo, os alunos começam a descer do ônibus escolar. Mas a chegada até a escola esconde toda a preparação antes disso. Em alguns casos, os estudantes precisaram acordar três horas antes do sino tocar o aviso de que o café da manhã está pronto.
O que parece simples ao primeiro olhar é de extrema importância para o dia a dia na escola. Esta primeira refeição garante o bem-estar das crianças e adolescentes, além de ajudar, e muito, na concentração para o processo de ensino e aprendizagem.
“Eu achei muito legal servir o café da manhã. Porque a gente sai muito cedo de casa, alguns 4h30 e 5h da manhã, aí não dá tempo de comer. O que servem é suficiente, assim a gente não fica de barriga vazia e consegue estudar normalmente”, disse a aluna Ludmila Silva, 13 anos, do 8° ano do ensino fundamental, e que estuda na unidade desde 2024.
A opinião é cheia de significado e leva em consideração a realidade de praticamente todos os alunos da escola, que chegam até lá com o uso do transporte escolar.
Enquanto comia uma maçã, Antônio João Oliveira, 12 anos – também aluno do 8° ano –, confirmou estar satisfeito com a novidade na alimentação. “Eu acordo 4h20 e pego o ônibus 5h para poder estar na escola às 7h. Gostei do café da manhã porque consigo esperar o primeiro lanche sem ficar com fome”, afirmou.
Além do café da manhã, os 19 mil alunos da área rural – que também frequentam as aulas nas escolas urbanas –, passaram a recebera a refeição extra este ano. Nas escolas integrais, também são oferecidos dois lanches (manhã e tarde) e o almoço, já nas escolas que funcional em período parcial, é oferecido um lanche de acordo com o horário de aula dos alunos.
“Aqui a comida é muito gostosa e dá pra gente se alimentar bem. O almoço é bem reforçado, e os lanches também são maravilhosos”, disse Ludimila.
Os elogios dos alunos são o combustível para que a merendeira Valéria continue a preparar as refeições com cuidado e atenção. Ela também percebeu a importância de inserir o café da manhã na rotina dos estudantes. “É muito bom para eles. Alguns moram longe, são pequenos e saem naquela correria de casa, acordam e não comem nada. Então chegam na escola e já tem algo para comerem aqui”, afirmou a merendeira.
A escola atende 90 alunos, que moram na comunidade e em assentamentos próximos, a partir do 6° ano ao 9° ano do ensino fundamental o ensino é integral. Já os alunos do 1° ao 3° ano do ensino médio, estudam no período noturno.
O diretor da escola, Marcos Antônio Reichel, explica que os professores já relataram a melhora do rendimento e concentração dos alunos desde o início do ano letivo, quando o café da manhã passou a ser servido. “É extremamente importante a alimentação completa e adequada. As crianças têm uma longa viagem até chegar à escola. Alguns permanecem de duas ou até mais horas dentro do transporte escolar. Então, quando a criança chega, já chega com fome. Os professores já perceberam uma melhora em relação à questão da concentração”.
A REE (Rede Estadual de Ensino) tem 352 cozinhas em funcionamento, em todos os municípios de Mato Grosso do Sul, que atendem 180 mil estudantes. Por mês, as escolas servem mais de 4,6 milhões de refeições, entre lanches e almoços – um total de 55,4 milhões por ano –, de acordo com dados da Coordenadoria de Alimentação Escolar da SED (Secretaria de Estado de Educação).
Natalia Yahn, Comunicação Governo de MS Fotos: Saul Schramm/Secom-MS
O deputado estadual Paulo Corrêa (PSDB), 1º secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, participou nesta quarta-feira (11) da assinatura de convênio que prevê a redução de até 20% no consumo da conta de energia elétrica para servidores do Tribunal de Contas, por meio de parceria com a Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems).
A iniciativa integra o programa “Em Conta – Associação de Energia Renovável”, que permite acesso à energia limpa produzida em usinas fotovoltaicas no Estado, garantindo economia na fatura de luz sem necessidade de obras ou instalação de equipamentos.
Para Paulo Corrêa, a medida representa um avanço importante ao unir sustentabilidade, inovação e benefício direto aos servidores públicos. “Essa é uma iniciativa inteligente, que alia economia para o servidor com responsabilidade ambiental. Estamos falando de energia limpa, de redução de custos e de uma política que incentiva a sustentabilidade dentro das instituições públicas”, destacou o parlamentar.
Segundo o deputado, a Assembleia Legislativa também estuda aderir a uma iniciativa semelhante, ampliando o benefício aos servidores da Casa em parceria com a Fiems.
“Estamos avaliando essa possibilidade, junto com o presidente Gerson Claro, para que os servidores da Assembleia Legislativa também possam ter acesso a esse programa. É uma medida moderna, que gera economia para os trabalhadores e reforça o compromisso das instituições públicas com a sustentabilidade”, afirmou Paulo Corrêa.
Reconhecido como um dos principais representantes do setor industrial no Parlamento estadual, Corrêa também elogiou a atuação da iniciativa privada na construção de soluções inovadoras para o Estado.
“O setor produtivo tem dado exemplos importantes de como a inovação pode gerar benefícios concretos para a sociedade. Quero parabenizar o presidente da Fiems, Sérgio Longen, e toda a diretoria da Federação por essa iniciativa que fortalece a sustentabilidade e ajuda a reduzir despesas no dia a dia das famílias”, completou.
Segundo o presidente da Fiems, Sérgio Longen, o objetivo principal do programa é contribuir para a meta de neutralizar as emissões de carbono em Mato Grosso do Sul até 2030.
“Nesse sentido, estamos envolvendo o maior número possível de pessoas para colaborar com o projeto MS Carbono Neutro. Entendemos que essa é uma parceria séria com o Tribunal de Contas do Estado, que pode ser ampliada para outros órgãos”, destacou.
Sobre o Em Conta
Criado pela Fiems, por meio da Diretoria de Sustentabilidade, o programa Em Conta traz ao mercado consumidor uma alternativa acessível para a utilização de energia limpa e sustentável. A adesão é simples, sem burocracia e sem fidelidade contratual. Para participar, o consumidor precisa ter uma conta de energia elétrica residencial acima de R$ 250 por mês.
Atualmente, o programa reúne mais de 250 usinas fotovoltaicas próprias da FIEMS e de seus associados, com capacidade de geração de aproximadamente 6.500 MWh por mês, volume suficiente para abastecer mais de 18,5 mil residências. Como comparação, essa quantidade de energia seria capaz de alimentar três bairros do tamanho das Moreninhas, em Campo Grande.
As escolas da Rede Estadual de Ensino de Mato Grosso do Sul já podem se preparar para uma nova edição do Estudantes no Controle. As inscrições para a edição 2026 estão abertas e seguem até 5 de abril, trazendo novidades importantes que ampliam ainda mais o alcance da iniciativa em todo o Estado.
Criado pela CGE-MS (Controladoria-Geral do Estado de Mato Grosso do Sul) em parceria com a SED (Secretaria de Estado de Educação), o projeto se consolidou como uma das principais ações de formação cidadã dentro do ambiente escolar sul-mato-grossense.
Neste ano, o programa alcança seu maior número de vagas desde a criação, com 180 vagas destinadas a escolas de todo o Mato Grosso do Sul. Outra novidade é o aumento do valor total das premiações, que ultrapassa R$ 360 mil, reforçando o incentivo ao protagonismo estudantil e à participação social.
Projeto que estimula cidadania e participação
Mais do que uma competição, o Estudantes no Controle é um programa educacional que estimula os jovens a compreenderem, na prática, como funciona o controle social e a gestão pública.
A proposta é simples, mas poderosa: os estudantes analisam a realidade da própria escola, identificam desafios e desenvolvem ações concretas para melhorar o ambiente escolar e fortalecer a cidadania.
Essas ações começam com a chamada auditoria cívica, etapa em que os alunos investigam situações do cotidiano da escola — como infraestrutura, sustentabilidade, inclusão ou uso de recursos públicos — e, a partir desse diagnóstico, elaboram projetos de intervenção.
Evento do Estudantes do Controle 2025
Crescimento contínuo desde 2018
O projeto teve início em 2018, ainda em caráter experimental, com o nome Controladoria na Escola. Na época, apenas cinco unidades da Capital participaram da iniciativa, que ainda não previa premiação.
Ao longo dos anos, o programa ganhou dimensão estadual e ampliou significativamente sua participação.
Em 2025, por exemplo, o Estudantes no Controle atingiu um novo marco:
150 vagas distribuídas em 56 municípios
3.240 estudantes participantes
R$ 351.750,00 em premiações
Os projetos desenvolvidos nas escolas demonstraram que pequenas iniciativas podem gerar grandes transformações quando há envolvimento da comunidade escolar.
Projetos que transformam escolas
Entre as ações premiadas em 2025, iniciativas voltadas à sustentabilidade, ao bem-estar e à melhoria dos espaços escolares ganharam destaque.
Uma delas foi o projeto da Escola Estadual São José, que implantou um sistema de gestão de resíduos e coleta seletiva dentro da escola. A iniciativa incluiu auditoria gravimétrica dos resíduos, criação de um plano de gerenciamento de resíduos sólidos e implantação de compostagem para restos de alimentos.
Outra ação reconhecida foi desenvolvida pela Escola Estadual Professora Clarinda Mendes de Aquino, que transformou um espaço pouco utilizado entre as quadras da escola em uma área de convivência. O projeto “Entre Trilhos e Trilhas: Maracujás” instalou cobertura para o bebedouro, reformou bancos e criou uma ducha de apoio para atividades esportivas.
Já em Corumbá, a Escola Estadual Nathércia Pompeo dos Santos revitalizou a entrada da escola com a implantação de um jardim ornamental, resultado de um projeto que envolveu estudantes, professores e comunidade na criação de um espaço mais acolhedor e sustentável.
Do ponto de vista dos estudantes, a experiência foi marcada por aprendizado e crescimento pessoal. A aluna Ana Beatriz ressaltou: “A gente aprendeu que pode participar das decisões da escola e que nossa opinião importa. Isso muda a forma como a gente vê a escola e o nosso papel como cidadão”.
Já o estudante Lucas Ferreira destacou o trabalho em equipe e o contato com problemas reais: “Foi uma experiência diferente de tudo o que já tínhamos feito. Trabalhamos juntos, discutimos problemas reais e buscamos soluções. Isso nos ensinou responsabilidade e compromisso”.
Para Maria Eduarda, o projeto deixou um legado importante: “O Estudantes no Controle mostrou que a gente pode fazer a diferença, não só na escola, mas também fora dela. Aprendemos a pensar mais no coletivo e a agir com mais consciência”.
Formação de cidadãos conscientes
Para o controlador-geral do Estado, Carlos Eduardo Girão de Arruda, o projeto representa um investimento direto na formação de uma nova geração comprometida com o interesse público.
Segundo ele, a iniciativa permite que os estudantes compreendam, desde cedo, conceitos fundamentais como transparência, responsabilidade coletiva e controle social.
“O Estudantes no Controle vai muito além de uma competição. Ele forma cidadãos atentos à gestão pública e capazes de propor soluções para melhorar o ambiente em que vivem”, destaca.
Como participar
As escolas interessadas podem realizar a inscrição até 5 de abril, às 23h59, conforme as regras estabelecidas na Resolução Conjunta CGE/SED nº 9 de 2026.
A expectativa é que a edição de 2026 mobilize estudantes de todas as regiões de Mato Grosso do Sul, consolidando o projeto como uma das principais iniciativas de educação cidadã e protagonismo juvenil no estado.
Com mais vagas, maior premiação e participação estadual ampliada, o Estudantes no Controle reforça uma mensagem central: a cidadania se aprende exercitando — e os estudantes podem ser protagonistas reais na transformação de suas escolas e comunidades.
Thalita da Luz Vieira, Comunicação CGE Fotos: Divulgação/CGE