Investimentos fortalecem Hemodinâmica, Centro Cirúrgico, Diagnóstico por Imagem e Pesquisa Clínica
Campo Grande (MS) – O Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap-UFMS), vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), inaugurou, na segunda-feira (2), um conjunto de obras que ampliam a capacidade assistencial e modernizam o parque tecnológico da instituição. A cerimônia, realizada no Auditório do LAC-UFMS, também marcou as boas-vindas a 169 novos residentes, que iniciam suas atividades no hospital.
As melhorias contemplam a modernização do Serviço da Hemodinâmica, a implantação de um novo Raio-X Telecomandado, a entrega da primeira etapa da obra do Centro Cirúrgico, com adequações no Centro Obstétrico, e as novas instalações do Centro de Pesquisa Clínica. Ao todo, foram aplicados R$ 19.754.502,70, oriundos de recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) e do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf).
Em sua fala, a reitora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Camila Ítavo, destacou o papel da universidade pública na transformação social. “Este é um momento que reafirma a missão da universidade pública: formar profissionais qualificados, produzir conhecimento e transformar realidades por meio do serviço à sociedade. O fortalecimento do Humap-UFMS representa mais qualidade na formação dos nossos estudantes da área da saúde e mais resolutividade no atendimento à população pelo SUS”, afirmou.
Por sua vez, a superintendente do Humap- UFMS, Andrea Lindenberg, ressaltou que as entregas representam avanço estrutural, tecnológico e assistencial.
“Cada melhoria implementada impacta diretamente a qualidade do cuidado prestado aos nossos pacientes. Receber os novos residentes e, ao mesmo tempo, entregar obras que ampliam nossa capacidade de atendimento demonstra que estamos fortalecendo simultaneamente assistência, ensino e pesquisa”.
Hemodinâmica
A reforma e ampliação do Serviço de Hemodinâmica recebeu investimento de R$ 2.709.327,97, por meio do Novo PAC. A área foi ampliada em 81,30 m², totalizando 261,06 m², com reorganização dos fluxos assistenciais e adequação às normas da RDC nº 50/2002.
A modernização permitiu a instalação do equipamento de angiografia GE, modelo Innova 2100 IQ, ampliando a capacidade de realização de procedimentos cardiovasculares de alta complexidade. A expectativa é aumentar a resolutividade regional, reduzir transferências de pacientes e garantir mais agilidade no atendimento aos pacientes do SUS.
De acordo com Silvia Uehara, representante do Ministério da Saúde, o fortalecimento dos hospitais universitários é fundamental para a consolidação do SUS. “Investimentos em infraestrutura e tecnologia ampliam o acesso da população a serviços especializados e garantem maior equidade na assistência. O hospital cumpre um papel estratégico na rede de atenção à saúde do Mato Grosso do Sul”, afirmou.
Novo Raio-X Telecomandado
O hospital entregou o novo Raio-X Telecomandado, com investimento total de R$ 2.793.760,76, viabilizado por meio do Rehuf. A obra incluiu adequações estruturais completas, proteção radiológica, melhorias elétricas, climatização, fornecimento, instalação, treinamento e manutenção do equipamento. Com área de 36,15 m², o espaço está preparado para operar conforme as normas de segurança vigentes, ampliando a capacidade diagnóstica e oferecendo exames com maior precisão à população.
Centro Cirúrgico e assistência materno-infantil
A reforma do Centro Cirúrgico e da Central de Materiais e Esterilização (CME) contou com investimento de R$ 16.325.174,73, oriundos do Novo PAC.
O projeto contempla área de 1.900 m², com oito novas salas cirúrgicas, ambientes de apoio e reestruturação integral da CME, ampliando a capacidade assistencial e garantindo mais segurança a pacientes e equipes. A iniciativa também viabiliza a conclusão de uma estrutura anteriormente iniciada e não finalizada.
Como parte do Plano de Contingência adotado durante a execução da obra, foi concluída a Etapa 1, com melhorias estruturais no Centro Obstétrico, no valor de R$ 1.599.680,15, assegurando a continuidade das atividades assistenciais, de ensino e de pesquisa. As intervenções fortalecem, ainda, a assistência materno-infantil e a garantem condições adequadas para o funcionamento da instituição durante a execução da obra principal.
Pesquisa clínica e inovação
Criado em 2005 e reestruturado em 2018, o Centro de Pesquisa Clínica do Humap conta atualmente com 52 estudos clínicos contratualizados, sendo 18 em andamento, conduzidos conforme as Boas Práticas Clínicas (ICH-GCP).
A nova estrutura fortalece o acesso da população a novas terapias e consolida o hospital como referência regional em pesquisa e inovação em saúde.
Novos residentes
Com mais de quatro décadas de experiência na formação de especialistas, o Humap- UFMS consolida-se como referência na qualificação de profissionais de saúde. Em 2026, o hospital amplia sua oferta formativa com o credenciamento e implementação de novos programas: Medicina de Família e Comunidade e Enfermagem Obstétrica; Odontologia Hospitalar; Saúde da Criança e do Adolescente; Psicologia Clínica e Medicina Intensiva.
Neste ano, 169 novos residentes iniciam sua formação nas áreas de Medicina, Enfermagem, Medicina Veterinária, Farmácia, Nutrição, Fisioterapia, Odontologia, Psicologia, Serviço Social, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional.
Atualmente, o hospital conta com 18 Programas de Residência Uniprofissional, 4 Programas de Residência Multiprofissional e 22 especialidades vinculadas à Residência Médica.
Para o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da UFMS, Fabrício de Oliveira Frazílio, um hospital universitário forte é também um polo de produção científica. “As melhorias estruturais e tecnológicas impulsionam pesquisas clínicas, ampliam a formação de mestres e doutores e contribuem para o desenvolvimento de soluções inovadoras para a saúde pública. Ensino, pesquisa e assistência precisam caminhar de forma integrada ”, ressaltou.
Os registros podem ser acessados aqui: https://drive.google.com/drive/folders/1VQUSl-H92THIojsjeAbNdLmniErjgcUa
Sobre a Ebserh
O Humap -UFMS faz parte da Rede Ebserh desde dezembro de 2013. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo em que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.
Programa de bolsas de estudo do Governo do Estado, o MS Supera está com inscrições abertas de 3 a 11 de março. Estudantes de baixa renda do ensino superior e de cursos de educação profissional técnica recebem R$ 1.621,00 para continuar estudando e reduzir a evasão escolar.
Estão disponíveis 600 das 2.500 vagas oferecidas pela Sead (Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos), sendo 480 para cursos de graduação e 120 para nível médio. Para fazer a inscrição, é necessário acessar o site da secretaria com os documentos necessários.
Entre os requisitos estão ter renda familiar não superior a três salários mínimos ou, no caso de famílias unipessoais, um salário mínimo e meio; não possuir graduação de nível superior concluída; morar em Mato Grosso do Sul há mais de 2 anos; não ter registro de reprovações superiores a quatro disciplinas; e estar inscrito no CadÚnico (Cadastro Único dos Programas Sociais do Governo Federal).
Para ajudar os estudantes, a Sead esclarece as principais dúvidas a respeito do programa.
1 – Quais são os requisitos para participar do Programa MS SUPERA?
R: O candidato ao benefício deverá comprovar:
1 – comprovar Renda Individual de até 1 ½ (um e meio) salário mínimo nacional mensal, para Famílias Unipessoais, considerada a renda bruta, se for o caso;
2 – comprovar Renda Familiar de até 3 (três) salários mínimos nacionais mensais, considerada a renda bruta, se for o caso;
3 – estar aprovada(o) e ou matriculada(o) em curso de graduação presencial ou à distância autorizados pelo Ministério da Educação (MEC), nos termos da legislação vigente, mantidos por instituições de ensino superior pública ou privada, com pelo menos um pólo sediado no Estado de Mato Grosso do Sul, para candidatos de nível superior;
4 – estar matriculada(o) em cursos de educação profissional técnica, de nível médio, presenciais ou a distância, previsto no Catálogo Nacional de Cursos Técnicos – CNCT, instituído pelo Ministério da Educação (MEC) e que possuam duração mínima de 18 (dezoito) meses ou 800 (oitocentas) horas, para candidatos de nível médio;
5 – não possuir graduação de nível superior concluída;
6 – ser residente no Estado de Mato Grosso do Sul há mais de 2 (dois) anos;
7 – não ser beneficiada(o) por qualquer outro tipo de benefício remunerado ou de auxílio financeiro que tenha a mesma finalidade deste Programa;
8 – não ter registro de reprovações superiores a 4 (quatro) disciplinas cursadas, nas datas de inscrição e de convocação para o Programa;
9 – estar inscrita(o) no Cadastro Único dos Programas Sociais do Governo Federal (CADÚNICO);
10 – não possuir, simultaneamente, outro membro da família inscrito no Núcleo Familiar do Cadastro Único do Governo Federal, beneficiado por este Programa;
11- Possuir conta bancária com a Chave PIX registrada no CPF da(o) candidata(o);
12 – ser brasileira(o) nata(o) ou naturalizada(o) ou estrangeira(o) em situação regular no País.
2 – Conclui o Curso Técnico Profissionalizante de nível médio com o auxílio do Programa MS SUPERA e depois me desliguei do Programa. Posso me inscrever para participar do Processo Seletivo novamente?
R: Sim! O estudante que tenha concluído o curso técnico de educação profissional de nível médio, presencial ou à distância, poderá concorrer para um novo benefício, EXCLUSIVAMENTE para cursos de nível superior, presencial ou à distância. Não pode concorrer para outra vaga no Nível Médio.
3 – Qual a data de inscrição para seleção no Processo Seletivo MS SUPERA 2026 e onde eu faço minha inscrição?
As inscrições podem ser realizadas de 03 a 11 de março de 2026, diretamente no sitio da SEAD, aba Programas e Projetos / MS SUPERA. Acesse o link de inscrição e preencha corretamente seus dados, anexando todos os documentos atualizados, conforme Art. 5º da Resolução nº 134/2026.
4 – Eu fui beneficiário do Programa MS SUPERA e desisti do curso, por motivos pessoais. Hoje estou estudando novamente e preciso de auxílio. Posso me inscrever para participar do Processo Seletivo novamente?
R: Se você desistiu do Programa MS SUPERA antes de concluir seu curso, só poderá concorrer novamente em um novo processo seletivo após 12 meses, contado da data de validação do seu desligamento. Caso a desistência tenha ocorrido no último ano do seu curso ou durante o período de prorrogação no Programa, é vedada sua participação em novos processos seletivos por 24 meses (dois anos). Além disso, caso o beneficiário tenha recebido a bolsa do MS SUPERA por três anos, e desista do curso, ficará impedido de participar de novos processos seletivos pelo prazo de 4 (quatro) anos. (Conforme Art. 8º da Resolução SEAD nº 117/2025).
5 – Moro sozinha, não tenho renda e dependo financeiramente da minha mãe, que mora noutro município. Posso participar do Programa MS SUPERA?
R: Você precisará apresentar seu CADÚNICO Unipessoal, cujo endereço deve ser diferente do endereço da sua mãe. Além disso, no preenchimento da ficha de inscrição, deverá informar que não possui renda, anexar a declaração de ausência de renda (disponível no sitio da SEAD) preenchida e assinada e, nesta declaração, informar o nome do responsável financeiro, o CPF e o comprovante de renda dessa pessoa, além de informar o grau de parentesco.
6 – Estou matriculado em menos de 5 disciplinas porque, neste semestre, meu Curso não ofereceu mais do que três matérias. Mesmo assim posso participar do Processo Seletivo?
R: O MS SUPERA exige que você esteja matriculado em, pelo menos, 5 disciplinas. Porém, se você está matriculado no máximo de disciplinas disponíveis neste semestre, no seu caso 3, você deve obrigatoriamente anexar, juntamente com o comprovante de matrícula, num único PDF, uma declaração da sua Universidade, assinada pela Secretaria Acadêmica, dizendo que o seu curso oferta apenas estas disciplinas neste semestre. Dessa forma, seu documento PDF terá duas páginas: a primeira com o comprovante de matrícula nas três disciplinas e a segunda página, com a declaração da Secretaria Acadêmica, informando o número de matérias disponíveis neste semestre. Você precisa comprovar que está matriculado em todas as disciplinas ofertadas pelo Curso, se forem menos de 5 (cinco) ofertas.
7 – Sou estudante indígena e quero saber quais documentos são válidos para comprovar minha identidade indígena?
R: Você poderá comprovar sua identidade indígena anexando no cadastro apenas um dos seguintes documentos: RANI (Registro Administrativo de Nascimento Indígena); RACI (Registro Administrativo de Casamento Indígena); Certidão de Registro de Nascimento com identificação étnica; Carteira de Identidade com identificação étnica.
Caso não tenha nenhum desses documentos, você poderá comprovar sua identidade indígena anexando o comprovante de matrícula ou o histórico escolar onde está matriculado como estudante indígena, desde que conste nesse documento a autodeclaração “INDÍGENA” na vaga ocupada na matrícula de seu curso.
Você também poderá comprovar sua identidade indígena apresentando, num único documento em PDF, uma Declaração assinada por 03 (três) lideranças indígenas reconhecidas em sua comunidade, que atestem seu pertencimento étnico, acompanhada da cópia do documento oficial dessas 03 (três) lideranças indígenas. Se optar por esta declaração, consulte o modelo disponível no sítio da SEAD, em “modelos de documentos disponíveis para inscrição”.
8 – Posso declarar RENDA ZERO se não tiver nenhuma renda?
R: O Programa considera que, se você não possui renda ou declara renda zero, alguém do seu Núcleo Familiar custeia os gastos de sua sobrevivência (moradia, alimentação, transporte, saúde, etc). Portanto, se você reside com seu Núcleo Familiar, precisará informar o nome de todas as pessoas que residem com você e o valor da renda de todos os integrantes maiores de 16 anos. Os que não possuem renda, inclusive você mesmo, poderá informar renda zero. Além disso, precisará anexar os comprovantes de renda de todos os que trabalham, conforme Art. 5º, incisos X, XI e §4º da Resolução SEAD n. 134/2026. Se for renda informal ou declaração de ausência de renda, utilize os modelos que estão no sítio da SEAD, em “modelos de documentos disponíveis para inscrição”. Caso você declare residir sozinho (Família Unipessoal) e informe não possuir renda, deverá obrigatoriamente anexar a “declaração de ausência de renda do candidato ao benefício” e informar o nome, o CPF e o comprovante de renda do seu responsável financeiro (a pessoa que custeia seus gastos), além de informar o grau de parentesco dessa pessoa.
9 – Estou no primeiro semestre do curso superior e não tenho histórico escolar de disciplinas cursadas. Qual histórico escolar devo apresentar na minha inscrição do MS Supera?
R: No campo “histórico escolar” anexe o histórico escolar do seu curso atual, emitido pela Instituição de Ensino Superior (Secretaria Acadêmica) ou pelo sistema da própria instituição. É comum no primeiro semestre de curso não aparecem notas ou resultados finais, uma vez que você ainda está cursando. O que geralmente aparece são expressões como “matriculado”, “cursando”, “em andamento”, “em processo”, ao lado de cada disciplina que você se matriculou. Não são aceitos histórico escolar do Ensino Médio ou “Modelo 19” para candidatos a uma vaga no Ensino Superior.
10 – Sou estudante indígena da UEMS e recebo auxílio permanência pela Universidade. Posso me inscrever no Programa MS SUPERA, mesmo recebendo outro auxílio parecido?
R: Não é permitido ser beneficiado por outro tipo de auxílio financeiro, que tenha a mesma natureza do Programa MS SUPERA (bolsa permanência ou auxilio), conforme está previsto no Art. 3º, inciso VII da Resolução SEAD nº 134/2026. São exemplos de programas da mesma natureza do MS SUPERA: “Pé de Meia”; PIAE; PROAE; PIPOU, entre outros. Porém, você pode participar do Processo Seletivo do MS SUPERA e, na ficha de inscrição, responder “SIM” à pergunta “Possui outro benefício com a mesma natureza do MS SUPERA?” e, na sequência, preencher o “Termo de Opção de Benefício”, disponível no sítio da SEAD, em “modelos de documentos disponíveis para inscrição”, e anexar no campo próprio dentro do sistema. Isso significa que, apesar de já ter outro benefício, você poderá concorrer a uma vaga no Programa MS SUPERA e, se for habilitado e convocado para assinar o Termo de Concessão, você deverá se desligar do outro auxílio financeiro que possui em sua Universidade. Mas atenção: não peça desligamento do seu benefício antes de assinar o Termo de Concessão pelo MS SUPERA!
11 – A Equipe do MS SUPERA realiza visitas à residência de beneficiários?
R: Sim! A Equipe realiza visitas de monitoramento aos beneficiários do MS SUPERA, sem aviso prévio, com o objetivo de garantir o cumprimento do previsto na legislação do Programa, com base na Resolução SEAD nº 117/2025, que disciplina o processo de monitoramento e as regras de permanência no Programa. Além disso, o monitoramento dos beneficiários é realizado cotidianamente por meio do sistema do Programa e com o cruzamento de dados em outras bases disponíveis, a exemplo do CADÚNICO do Governo Federal.
Potência e referência nacional, o agronegócio de Mato Grosso do Sul segue em destaque no Brasil, tendo o maior crescimento do país entre os estados em 2025. Este cenário positivo, que está em plena expansão é fruto da capacidade, tecnologia e dedicação do produtor, aliado a uma política estadual de apoio e incentivo ao homem do campo.
O que não faltam são exemplos positivos que ajudaram a construir esta história de sucesso no Estado. Na região de Bandeirantes, próximo a MS-245, a Fazenda Cachoeirão começou suas atividades em 1952, 74 anos atrás . Em uma região de Cerrado, a criação de gado era a única alternativa.
“Nesta época que meus pais começaram a criar gado aqui na fazenda, nem existia braquiária. Somente na década de 70 que a Embrapa trouxe (braquiária) e começou a se formar as pastagens. Foi o primeiro grande avanço na pecuária em termos de produção”, contou Nedson Rodrigues, um dos proprietários da fazenda.
Rodrigues contou que a partir de 1991 junto com seu irmão assumiram a administração da fazenda (Cachoeirão) e começaram a intensificar o processo produtivo, no entanto uma grande mudança ocorreu em 2005 quando resolveram também entrar na agricultura, mesmo estando segundo ele, em um solo fraco e arenoso.
“Encaramos este desafio e começamos a integração de agricultura e pecuária. Com todas as tecnologias disponíveis vimos que era possível conseguir fazer uma boa produção de grãos, mesmo em terras mais fracas. Fomos pioneiros aqui na região. Hoje temos uma pecuária bastante intensiva em pastagens de excelente qualidade e uma produção de grãos com ótima performance”.
Produtor Nedson Rodrigues
O produtor cita que na pecuária faz o ciclo completo de cria, recria, cruzamento industrial, com fornecimento e melhoramento de material genético para outros criados, assim como confinamento e abatimento de animais precoces com 14 meses, acima de 20 arrobas. “Ainda promovemos a rotatividade do pasto, para que o gado sempre tenha uma alimentação de qualidade. O filé mignon é a ponta da folha”.
Na agricultura tem a produção de milho, soja e feijão, inclusive com a implantação de irrigação na fazenda, para aumentar a produtividade. Ao todo a fazenda familiar dispõe de 37 funcionários registrados, além dos terceirizados, em uma área de 7,5 mil hectares, com 22% de reserva legal e o restante dividido entre pecuária e grãos.
“É uma gestão bem profissional porque os negócios vão ficar crescendo e se você não se profissionalizar então a gente faz uma gestão bastante profissional. Já investimos também na sucessão familiar onde já temos filhos, sobrinhos também participando de administração, para dar continuação a esse legado”.
Exemplo de sucesso, Nedson avalia que o agronegócio no Estado está forte, em plena ascensão, com uma diversificação na produção, e uma política públicas bem consolidadas ao setor no Estado.
“Não depende apenas de dois produtos. Tem soja, milho, amendoim, laranja, o Vale da celulose, além da produção de carne. Não devemos pata nenhum estado, somos inclusive referência tanto em genética, como na qualidade da carne. É muito gratificante este reconhecimento. Vejo um futuro promissor, com um agro cada vez mais profissional. Só vejo caminho de crescimento”, garantiu.
Para nova geração diz que o lema deve continuar sendo “trabalho e muito trabalho”, aliado a muita dedicação, informação e tecnologia. “Eles precisam sempre estar se atualizando, olhando para o futuro para continuar este legado tão bonito construído em Mato Grosso do Sul”.
Resultados e incentivos
Mato Grosso do Sul teve o maior crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) do agro em 2025 entre os estados, tendo um aumento de 18,6%, seguido por Mato Grosso (18,5%) e Goiás (13,4%). Estes são dados são disponíveis pela Resenha Regional do Banco do Brasil, que teve sua última atualização em fevereiro deste ano.
Para construir este cenário o Governo do Estado criou uma série de programas de apoio e incentivo ao homem do campo. Entre eles se destacam o Proape (Programa de Apoio à Produção Agropecuária), Precoce MS (incentivo a produção de bovinos de corte de alta qualidade), Leitão Vida (incentivo e fortalecimento a suinocultura), Peixe Vida (apoio a cadeia produtiva da psicultura).
Além do programa “Carne Sustentável”, que incentiva a produção de carne bovina sustentável e orgânica no Pantanal, assim como o Prosolo (Plano Estadual de Manejo e Conservação do Solo e Água). Todos eles liderados e coordenados pela Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação).
Leonardo Rocha, Comunicação do Governo de MS Fotos: Bruno Rezende/Secom-MS
Em um cenário onde Mato Grosso do Sul alia crescimento econômico e inclusão social para melhorar a vida das pessoas, iniciativas que conectam educação e trabalho têm se mostrado pilares fundamentais para a mobilidade social das famílias do Estado.
Dentro dessa estratégia de desenvolvimento, o PAP (Programa de Aprendizagem Profissional) atua como uma ponte entre a formação escolar e as oportunidades reais de trabalho para jovens do Ensino Médio, promovendo não apenas conhecimentos técnicos, mas também renda, experiência e perspectivas futuras.
Da escola ao emprego: Um dos exemplos dessa trajetória é o estudante Wender Gustavo Cardoso Echeverria, da EE Hércules Maymone, em Campo Grande. Ele ingressou no programa em 2024, quando cursava o 2º ano do Ensino Médio no itinerário de Marketing Digital. Após participar da formação inicial do PAP, foi encaminhado para atuar como auxiliar administrativo na empresa Guatós.
No início, o nervosismo era grande. Era o primeiro contato com o ambiente empresarial. Mas os aprendizados adquiridos no curso — desde postura profissional até comportamento em entrevistas — fizeram a diferença. Ao longo do período como jovem aprendiz, conciliou escola e trabalho, assumindo responsabilidades na organização de arquivos, documentos e na elaboração de planilhas e apresentações.
Com dedicação, veio o reconhecimento: ao concluir o Ensino Médio, Wender foi efetivado pela empresa.
“O PAP foi o início da minha vida profissional. Eu entrei sem saber muito o que fazer do futuro e encontrei uma oportunidade que mudou minha trajetória. Aprendi a me comportar em entrevistas, a agir dentro da empresa e ganhei responsabilidade. Quando fui efetivado, foi uma surpresa muito positiva. Hoje consigo ajudar mais minha família, organizar minha vida, comprar minhas coisas para estudar e ter meu lazer sem precisar pedir aos meus pais. Mudou completamente minha realidade”, relata.
Educação profissional como política pública de impacto
O Programa de Aprendizagem Profissional é uma das estratégias mais eficazes para conectar jovem ao trabalho inserido no contexto educacional. Voltado para estudantes de 14 a 24 anos que cursam o ensino médio com itinerário de formação profissional, o PAP articula teoria e prática com contrato de trabalho previsto na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).
Dados de edições anteriores do PAP indicam que mais de 200 contratos já foram firmados entre estudantes e empresas parceiras, com aprovação crescente dos empregadores pela qualidade dos jovens aprendizes e seus resultados nas funções exercidas.
Para o secretário de Estado de Educação, Hélio Daher, o programa representa uma política pública que transforma realidades. “A Educação Profissional tem um papel estratégico no desenvolvimento do Estado. Quando oferecemos ao estudante a oportunidade de aprender e trabalhar ao mesmo tempo, estamos garantindo formação, renda e dignidade. É uma política que impacta diretamente as famílias e fortalece o futuro de Mato Grosso do Sul”, destaca.
Além disso, a iniciativa contribui para que muitos adolescentes e jovens mantenham seus estudos mesmo diante de desafios financeiros, permitindo que, através da qualificação profissional, possam ajudar suas famílias e sonhar com trajetórias ainda mais promissoras no futuro.
Impacto social e econômico
Em um contexto mais amplo, Mato Grosso do Sul vem se destacando pela combinação de forte crescimento econômico e políticas públicas de inclusão social. O estado possui uma das maiores chances de mobilidade social do país, oferecendo a estudantes e trabalhadores oportunidades para ascender socioeconomicamente.
Iniciativas como o PAP reforçam essa trajetória ao transformar a educação técnica e profissional em um instrumento de inclusão social, fortalecendo o vínculo entre formação, trabalho e dignidade humana.
Para o governador Eduardo Riedel, investir em educação profissional é investir diretamente na mobilidade social. “Quando conectamos a escola ao mercado de trabalho, criamos oportunidades reais para que nossos jovens cresçam, conquistem autonomia e transformem a realidade de suas famílias. A Educação Profissional é um dos caminhos mais sólidos para promover desenvolvimento com inclusão social em Mato Grosso do Sul”, afirma.
Pensar nas pessoas e levar benefícios à população. Com este foco o governador Eduardo Riedel entregou novas obras em Dourados nessa sexta-feira (27). Entre elas a revitalização completa do Ginásio Municipal da cidade. Esporte, lazer e entretenimento para os moradores.
A revitalização do Ginásio Municipal de Esportes “Deputado Ulysses Guimarães”, soma o investimento de R$ 4,3 milhões.
“Ginásio maravilhoso que vai servir como palco de grandes eventos, disputas e campeonatos. Feliz por entregar um equipamento tão importante para população. Vamos dar sequência e avançar nos investimentos em Dourados, que está sendo transformada”, afirmou o governador.
Criado em 1992, o espaço ganhou reforma completa e ampliação dos vestiários, novos acessos, modernização do sistema de iluminação e som e o cercamento de toda a área do estacionamento.
Com as melhorias realizadas pelo governo estadual, o ginásio estará apto para receber grandes competições regionais e nacionais.
“Dourados tem pressa e está avançando. Quem quiser ajudar a cidade tem as portas abertas. Hoje temos novamente nosso Ginásio Municipal revitalizado. Só realizamos ações e entregas porque tem apoio. O governador faz um excelente trabalho e nunca esqueceu da nossa cidade”, destacou o prefeito Marçal Filho.
Educação de qualidade
O governador entregou a reforma geral e ampliação da Escola Estadual Abigail Borralho, situada no centro da cidade, na avenida Marcelino Pires. Com investimento de R$ 6,4 milhões, a unidade passou por uma revitalização completa, ainda ganhou mais uma sala de aula, outra de tecnologia, além do laboratório de ciências, saguão, refeitório e cozinha com câmara fria e depósito.
“Na educação continuamos a reestruturar as escolas, valorizar os profissionais e melhorar o aprendizado. Isto traz melhorias aos estudantes, professores e todos da escola. Isto tem consequência direta no aprendizado e formação dos alunos. Nosso sentimento é de dever cumprido”, descreveu Riedel.
A obra também tem estacionamento, bloco administrativo, com espaço de convivência para os funcionários; reformulação do piso da quadra; calçamento interno e externo e paisagismo com plantio de ipês.
A escola atende 400 estudantes do 5º ao 9º ano do ensino fundamental. O objetivo é melhorar o aprendizado e dispor de um ambiente adequado aos estudantes e profissionais da educação.
“Esta escola faz parte da história de Dourados. Uma das mais queridas e tradicionais da cidade. Aqui passaram pessoas de diversos segmentos da sociedade. Tem um papel na formação de muitos cidadãos. Só temos que agradecer a reforma e ampliação”, afirmou o diretor da escola, Ramão Vieira.
Infraestrutura
Com foco em uma gestão municipalista, que pensa nas pessoas, o governador vistoriou as obras de pavimentação asfáltica e drenagem do Residencial Pelicano e no Jardim Canaã I. São R$ 4 milhões de investimento.
Obra é muito aguardada pela população. As intervenções visam eliminar problemas como poeira e lama, melhorando a infraestrutura e a qualidade de vida e acesso dos moradores, trabalhadores e estudantes que trafegam pela região.
Leonardo Rocha, Comunicação do Governo de MS Fotos: Álvaro Rezende/Secom-MS
Começou a tramitar na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), o Projeto de Lei 13/2026 de autoria do deputado estadual Paulo Corrêa (PSDB) que garante aos moradores de condomínios residenciais e comerciais o direito de instalar, desde que assuma os custos, estações individuais de recarga para veículos elétricos em suas vagas privativas.
A proposta, apresentada nesta quinta-feira (26), estabelece regras claras para evitar conflitos entre condôminos e as administrações, assegurando o direito de propriedade, mas com responsabilidade técnica e respeito às normas de segurança.
O texto assegura que o condômino poderá instalar a estação de recarga individual desde que seja compatível com a carga elétrica da unidade, atenda às normas da distribuidora local e da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), além de obrigatoriamente ser executada por profissional habilitado, com emissão de ART ou RRT.
Outra exigência é que o morador terá de comunicar previamente à administração do condomínio a intenção de instalar a estação de recargas. A convenção condominial poderá regulamentar aspectos técnicos e responsabilidades, mas não proibir a instalação sem justificativa técnica ou de segurança devidamente comprovada. Caso haja recusa considerada imotivada ou discriminatória, o morador poderá recorrer aos órgãos públicos competentes.
O projeto também trata da possibilidade de instalação de infraestrutura coletiva de recarga, mediante deliberação em assembleia. A convenção poderá estabelecer regras de utilização, modelo de rateio dos custos de instalação, manutenção e consumo e padrões técnicos complementares. Em relação aos novos empreendimentos, a partir da entrada em vigor da nova legislação, os projetos terão de prever, em seus sistemas elétricos, capacidade mínima para futura instalação de estações de recarga.
Na justificativa do projeto, o deputado Paulo Correa (PSDB) argumenta que a proposta está alinhada ao compromisso ambiental de Mato Grosso do Sul, que tem meta de se tornar Estado carbono neutro até 2030.
“O projeto reforça políticas públicas de mobilidade sustentável, focadas na redução de emissões de gases poluentes e de efeito estufa. Também está em consonância com a crescente adoção de veículos elétricos e híbridos plug-in, além de garantir segurança jurídica aos moradores”, destaca o 1º secretário da Assembleia Legislativa.
Atualmente, de acordo com o deputado, muitos condôminos enfrentam dificuldades para instalar carregadores em suas vagas, mesmo sendo áreas privativas. De acordo com ele, a proposta busca preencher essa lacuna legal, equilibrando segurança elétrica, direito de propriedade, responsabilidade ambiental, convivência condominial.