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Bela Vista-MS Domingo, 21 de Junho de 2026
Mulher mantida em cárcere é torturada e queimada pelo namorado que termina preso

Mulher mantida em cárcere é torturada e queimada pelo namorado que termina preso

Um rapaz de 21 anos foi preso em flagrante depois de manter em cárcere e torturar a namorada de 22 anos, em Paranhos, a 477 quilômetros de Campo Grande, neste domingo (16). A mulher mantinha um relacionamento há pouco mais de 1 ano com o autor.

Os policiais foram até a casa da vítima após denúncias de vizinhos. Quando chegaram à residência se depararam com o rapaz. Para os militares, ela contou que o autor a mantinha vários dias sem poder sair de casa, quando ele voltava da colheita da maçã, como também ameaçava matá-la caso soubesse que ela “ficou com outro”.

No domingo (16), ele a ameaçou enquanto a queimava com pontas de cigarro. A vítima já tentou se separar do autor, porém ele sempre insiste em voltar para a aldeia e ficar atrás dela. O casal está junto há aproximadamente um ano e, com o tempo, o autor começou a ser violento com a vítima.

Ele foi preso em flagrante e encaminhado para a delegacia.

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Fonte: Top Midia News

Infecção hospitalar: jornalista perde membros após cirurgia para apneia do sono

Infecção hospitalar: jornalista perde membros após cirurgia para apneia do sono

Julio Cesar Trindade, um jornalista de 35 anos, passou por uma dura experiência após uma cirurgia para corrigir apneia do sono, resultando em 40 dias em coma e múltiplas amputações. Ele agora busca justiça contra o hospital e sua operadora de saúde, alegando negligência médica.

Em 22 de maio de 2024, Julio Cesar Trindade foi internado no Hospital Casa de Portugal, no Rio de Janeiro, acreditando que sua cirurgia ortognática para tratar a apneia do sono seria simples. No entanto, sua recuperação se transformou em um pesadelo. Após mais de 70 dias de internação, dos quais 40 foram em coma, ele acordou sem parte dos dedos da mão direita, dedos do pé direito e a perna esquerda, além de ter perdido a audição em um ouvido devido a uma infecção hospitalar causada pela bactéria Klebsiella pneumoniae.

Julio expressa sua indignação, afirmando que houve falhas na monitoração de seus sinais vitais durante sua internação. Segundo ele, quando reclamava de falta de ar, os médicos atribuíram seus sintomas a uma crise de ansiedade, ignorando suas queixas. Para complicar ainda mais a situação, ele teve que contratar uma médica particular para obter uma avaliação que resultou em sua transferência para outra unidade hospitalar, após a negativa do plano de saúde.

A advogada de Julio, Maria Isabel Tancredo, critica o sistema de saúde, que frequentemente falha em fornecer o tratamento necessário quando os pacientes mais precisam. “As famílias acabam enfrentando uma luta dupla: pagar planos de saúde e ainda lidar com a negativa de atendimento”, disse.

O Hospital Casa de Portugal se defende, afirmando que as complicações foram resultado da cirurgia realizada por uma equipe externa e que todos os protocolos de segurança foram seguidos. A Bradesco Saúde não se pronunciou sobre o caso, alegando que ele está em andamento na Justiça.

A tragédia atingiu ainda mais profundamente a vida de Julio, que não conseguiu estar presente no nascimento de seu filho, João, devido ao tratamento. Ele lamenta perder momentos preciosos da paternidade, mas se mostra determinado a ser um bom pai, apesar das limitações impostas pelas amputações.

Julio Cesar Trindade agora enfrenta não apenas os desafios físicos de sua nova realidade, mas também uma batalha legal em busca de justiça e reparação. Sua história destaca as falhas no sistema de saúde e a importância de uma vigilância constante nas práticas médicas, especialmente em cirurgias eletivas. A luta de Julio é um chamado à ação para melhorar a segurança hospitalar e garantir que outros pacientes não enfrentem o mesmo destino trágico.

142 facadas: detalhes chocantes do crime que abalou Santa Catarina

142 facadas: detalhes chocantes do crime que abalou Santa Catarina

Um crime brutal abalou a cidade de Forquilhinha, em Santa Catarina, onde um homem foi acusado de assassinar sua ex-companheira e o filho dela, de apenas 9 anos, com impressionantes 142 facadas. O Ministério Público Estadual (MPSC) anunciou que a Justiça aceitou a denúncia, e o réu pode ser julgado por um júri popular.

O fatídico dia 23 de janeiro marcou um dos episódios mais trágicos da história recente da cidade. O acusado invadiu a residência das vítimas e, em um ato de violência extrema, desferiu 80 golpes contra a mulher e 62 contra o menino, que tentou proteger a mãe durante o ataque. Esse ato cruel não apenas tirou a vida de duas pessoas, mas também deixou uma comunidade inteira em estado de choque.

Após cometer os homicídios, o homem ainda furtou o celular da vítima antes de atear fogo na quitinete onde residia. A denúncia do MPSC não se limita aos crimes cometidos; inclui pedidos de indenização que somam R$ 200 mil para os familiares das vítimas e R$ 50 mil para o proprietário das quitinetes danificadas pelo incêndio.

A gravidade dos crimes levou as autoridades a classificá-los como feminicídio e homicídio qualificado, com agravantes como o uso de meio cruel e a idade da criança envolvida. A sociedade clama por justiça enquanto as autoridades seguem acompanhando o caso, aguardando uma manifestação da defesa do acusado.

O caso em Forquilhinha é um lembrete sombrio da violência doméstica que ainda persiste na sociedade brasileira. Especialistas defendem a necessidade urgente de políticas públicas mais eficazes para prevenir tais tragédias e proteger as vítimas. Enquanto isso, a comunidade se une em luto pela perda irreparável e na busca por justiça.

 

Motorista é flagrada com quase R$ 1 milhão em cigarro eletrônico em MS

Motorista é flagrada com quase R$ 1 milhão em cigarro eletrônico em MS

Uma motorista de 42 anos acabou presa após ser flagrada transportando quase R$ 1 milhão em cigarros contrabandeados do Paraguai. O flagrante ocorreu no final da manhã desta quinta-feira (13).

A ação foi comandada por policiais civis do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), durante patrulhamento na rodovia MS-164.

Ao todo, a equipe policial localizou 400 pacotes de cigarros contrabandeados e 9 mil cigarros eletrônicos. A carga ilegal soma o valor de R$ 980 mil.

A apreensão ocorreu próximo ao Assentamento Itamarati, a poucos quilômetros do município de Ponta Porã — município de fronteira entre Mato Grosso do Sul e o Paraguai.

Após detida, a criminosa foi encaminhada para a Delegacia da Polícia Federal de Ponta Porã para a realização dos trâmites burocráticos. A ocorrência ocorreu no contexto da operação “Protetor das Divisas e fronteiras”.

Fonte: Correio do Estado

Sindjor MS convoca para ato: “Justiça por Vanessa, Basta de Feminicídio”

Sindjor MS convoca para ato: “Justiça por Vanessa, Basta de Feminicídio”

Manifesto é uma homenagem à jornalista e momento de todos clamarem providências no combate à violência contra a mulher

O Sindicato de Jornalistas Profissionais de Mato Grosso do Sul (Sindjor MS) realiza neste sábado (15/02), às 9h, no calçadão da Barão do Rio Branco com a Rua 14 de julho, o ato “Justiça por Vanessa, Basta de Feminicídio”. O protesto é um encontro com representantes de classe, poderes públicos e toda a sociedade  para reivindicar providências no que tange políticas públicas no combate à violência contra a mulher e o feminicídio. 

Para o presidente do Sindjor MS, Walter Gonçalves, apesar do feminicídio da jornalista Vanessa Ricarte, ocorrido na última quarta-feira (12/02), comover, a ocasião  representa a oportunidade de envolver toda a sociedade na reivindicação de ações mais enérgicas do poder público. 

 “O Sindjor-MS conclama a toda a sociedade sul-mato-grossense a agir contra esse verdadeiro flagelo que é a violência contra a mulher de toda ordem: feminicídio, violência moral, sexual e física. É preciso dar um basta. Não se concebe que nos dias de hoje, e em tempo algum, tais violências ocorram. Então, é preciso que toda a sociedade reaja. E essa é a mensagem que levaremos neste ato”, ressaltou.

O sindicato e demais entidades participantes vão aproveitar a ocasião para apresentar propostas aos representantes públicos para tornar o combate à violência contra mulher mais eficiente, como o cadastro de agressores de mulheres e a criação da secretaria de mulheres. 

Presidenta da Comissão de Ética do Sindjor-MS, Tainá Mendes Jara, alerta que o combate ao feminicídio é dever de toda a sociedade civil, mas que os jornalistas têm papel fundamental na conscientização da população e na cobrança por políticas públicas mais eficazes. “Para além da solidariedade ao caso de uma jornalista, precisamos ter profissionais comprometidos com o combate à violência, por meio de informações éticas e de qualidade, a fim de contribuir para a conscientização de todos”. 

MS é o 4º estado que mais mata Mulheres no Brasil

Segundo dados do  FBSP (Fórum Brasileiro de Segurança Pública), divulgados no ano passado, Mato Grosso do Sul é o quarto estado do Brasil que mais mata mulheres. O crime é uma qualificadora do homicídio doloso e foi inserido no Código Penal com a promulgação da Lei 13.104/2015.

O feminicídio de Vanessa é o primeiro ocorrido na Capital neste ano e o segundo registrado no Estado em 2025. 

Feminicídio da jornalista Vanessa Ricarte gera comoção e repercussão na ALEMS

Feminicídio da jornalista Vanessa Ricarte gera comoção e repercussão na ALEMS

O brutal assassinato da jornalista Vanessa Ricarte, de 42 anos, morta a facadas pelo ex-noivo Caio do Nascimento Pereira, comoveu a população e gerou grande repercussão na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), onde os parlamentares discutiram a urgência de medidas mais eficazes no combate à violência contra a mulher.

Na abertura da sessão desta quinta-feira (13), o presidente da ALEMS, deputado Gerson Claro (PP), lamentou mais um caso de feminicídio no Estado. “O Parlamento Estadual trabalha incansavelmente por políticas públicas voltadas para a segurança das mulheres, inclusive com a campanha permanente Todos por Elas no enfrentamento à violência e pelo fim do feminicídio. Infelizmente, esse é o segundo caso de feminicídio registrado neste ano em Mato Grosso do Sul, evidenciando a necessidade de mantermos ações de conscientização”, disse.

Vanessa Ricarte, uma profissional reconhecida na área de comunicação, foi assassinada após registrar boletim de ocorrência e solicitar medida protetiva contra o ex-noivo. A jornalista, já em situação de risco, procurou a Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) para denunciar as agressões, mas, infelizmente, foi esfaqueada horas depois, dentro da própria casa.

O 1º secretário da Casa de Leis, deputado Paulo Corrêa (PSDB), e Coronel David (PL) também repudiaram o crime e fizeram um apelo para que as medidas protetivas de urgência sejam eficazes. “O criminoso já tinha antecedentes, e outras seis mulheres tinham medidas protetivas contra ele. Houve uma falha, ele deveria ter sido preso antes de fazer a sétima vítima”, afirmou Corrêa.

Gleice Jane (PT) apresentou requerimento à Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sejusp), solicitando diversas informações, entre elas, a estratégia atualmente adotada pelo governo para o enfrentamento das diversas formas de violência contra a mulher. Para a parlamentar, a escalada crescente de casos de feminicídios exige uma análise, a fim de subsidiar a adoção de medidas mais eficazes. (Veja aqui o documento)

“O recente feminicídio da jornalista Vanessa Ricarte, brutalmente assassinada por seu companheiro, mesmo após vários registros de violência e o pedido de medida protetiva, evidencia a fragilidade da rede de proteção e a necessidade urgente de políticas públicas mais eficientes e de uma reavaliação do plano estadual vigente. A obtenção dessas informações será essencial para compreender o panorama atual e orientar a formulação de estratégias mais assertivas para a proteção das mulheres, promovendo segurança, justiça e a garantia de seus direitos fundamentais”, explicou Gleice.

Mara Caseiro (PSDB) leu uma Moção de Pesar e desabafou: “Vanessa tinha o sonho de casar e ter filhos. Acabou perdendo a vida por um amor que acreditou que seria sua família. Um crime bárbaro, que se soma a tantos outros, e que gera uma angústia compartilhada, pois o sistema de justiça e segurança pública falharam em proteger quem buscou ajuda”, disse Mara.

A cada novo caso, a pergunta que ressoa forte é: até quando? Foi assim que a deputada Lia Nogueira (PSDB) se manifestou sobre o crime. “Essa pergunta deve ser um grito de indignação, mas também um impulso para a ação. A voz da jornalista Vanessa Ricarte foi silenciada na noite de ontem. E é nossa missão não calarmos o grito de justiça. A luta contra o feminicídio honrará a memória de cada mulher assassinada, cada vítima que teve sonhos e realizações roubadas”.

Fonte: Agência ALEMS – Por: Heloíse Gimenes   Foto: Luciana Nassar