ago 6, 2025 | Polícia
Bela Vista – Na manhã do último domingo (03), uma ocorrência de morte por causa indeterminada mobilizou a Polícia Militar no bairro Bela Vista. O caso foi registrado por volta das 7h15min, após o hospital local informar sobre um óbito ocorrido em uma residência.
A guarnição do 11° Batalhão da Polícia Militar (11° BPM/CPA-7) foi até o local e foi recebida pelo pai da vítima, que relatou ter encontrado o filho já sem vida nas primeiras horas da manhã.
Diante da situação, foi feito contato com a autoridade policial competente. Como não havia indícios de morte violenta, a liberação do corpo ficou sob responsabilidade do hospital.
O caso foi registrado sob o RO nº 169/2025 e segue com causa da morte indeterminada até a conclusão dos exames periciais.
ago 6, 2025 | Polícia
Na noite de segunda-feira (04), a Polícia Militar foi acionada após uma denúncia informando que um casal estaria em vias de fato em via pública. A guarnição se deslocou até o local indicado, onde realizou a abordagem do homem envolvido na ocorrência.
Ao ser questionado pelos policiais, o autor relatou que sua namorada teria se autolesionado com a intenção de acusá-lo. Em contato com a vítima, a mulher apresentava sangramento nasal e manchas de sangue nas roupas. Ela informou que sofre de problemas de sangramento espontâneo, mas afirmou ter recebido um tapa no rosto por parte do companheiro.
A mulher apresentava ainda um arranhão no joelho esquerdo e um pequeno corte no lábio. Já o homem possuía arranhões visíveis ao redor do pescoço, indicando possível agressão mútua.
Diante dos fatos, ambos foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil para as devidas providências legais.
ago 4, 2025 | Polícia
Na data de ontem, 03 de agosto, a Polícia Militar Ambiental de Campo Grande, em atendimento a uma denúncia anônima, realizou uma operação para apurar a prática de rinha de galos em uma chácara localizada na região de Terenos. Segundo a denúncia, o evento reunia diversos participantes e envolvia apostas ilegais durante as disputas entre os animais.
Após levantamento realizado pela equipe de inteligência, as equipes da PMA chegaram até o local e flagraram o crime em andamento. Nos fundos da propriedade, várias pessoas consumiam bebidas alcoólicas e assistiam às lutas entre galos promovidas em ringues improvisados.
No total, foram encontrados 86 galos, todos em condições de maus-tratos. Os animais que não estavam em combate estavam confinados em gaiolas de madeira inadequadas, sem acesso à água e alimentação, em desacordo com o Art. 32 da Lei Federal nº 9.605/1998. Um dos galos foi localizado morto, escondido nos fundos do galpão.
Um dos presentes se identificou como proprietário da chácara e organizador do evento. Com sua autorização, os policiais realizaram buscas no imóvel e encontraram uma espingarda cartucheira calibre 36, modelo 651 Remington CBC, além de 18 cartuchos intactos, espoletas, pólvora e cartuchos deflagrados — todo o material de posse do organizador.
Durante a abordagem, foram identificados outros quatro homens como tutores dos galos utilizados nas rinhas. Eles também portavam quantias em dinheiro que seriam utilizadas para apostas.
Diante dos fatos, os cinco envolvidos receberam voz de prisão e foram conduzidos à Delegacia de Polícia Civil. Foram lavrados autos de infração ambiental, sendo aplicada multa de R$ 54.400,00 (cinquenta e dois mil reais) ao organizador e R$ 3.600,00 (três mil reais) aos outros quatro envolvidos, cerca de 900,00 (novecentos reais) para cada, totalizando R$ 58.000,00 em penalidades. O proprietário da chácara também foi autuado por posse irregular de arma de fogo.
Os animais permaneceram sob a responsabilidade dos respectivos tutores, na condição de fiéis depositários, até que sejam recolhidos após os trâmites legais.
A Polícia Militar Ambiental reforça que a prática de rinha de galos é um crime cruel e bárbaro, que causa intenso sofrimento aos animais e, muitas vezes, resulta em sua morte. A PMA segue atuando com rigor no combate a esse tipo de crime, em defesa da fauna silvestre e do cumprimento da legislação ambiental.
ago 2, 2025 | Polícia
Durante um comentário polêmico em seu programa, o jornalista Geraldo fez duras críticas à escalada da violência contra mulheres no Brasil e defendeu penas mais severas para agressores e autores de feminicídio. Segundo ele, “para acabar com a violência e o feminicídio contra as mulheres, o Brasil precisa aplicar punições mais duras, como a castração química dos criminosos — é preciso acabar com o prazer deles em ferir ou matar”.
O jornalista chamou atenção para o aumento de casos brutais de feminicídio, muitos cometidos na frente de filhos ou familiares, o que ele considera “a face mais cruel de uma sociedade doente e impune”.
> “Está cada vez mais comum ver homens matando suas companheiras ou ex-mulheres na frente dos filhos. Há casos em que o agressor mata a família inteira. Isso precisa ter um fim. Isso precisa de um basta!”, declarou.
A fala ganhou repercussão nas redes sociais e dividiu opiniões. Enquanto alguns internautas elogiaram a coragem do jornalista em propor medidas drásticas, outros criticaram o tom agressivo da declaração e questionaram a eficácia da castração química como punição.
Especialistas em segurança pública, no entanto, concordam que a impunidade e a lentidão do sistema judiciário brasileiro favorecem a repetição de casos de feminicídio. Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, uma mulher é vítima de feminicídio a cada 6 horas no país.
A proposta do jornalista reacende o debate sobre a necessidade de reformas profundas no sistema penal e no enfrentamento à violência de gênero. Organizações de defesa dos direitos das mulheres, por sua vez, cobram mais políticas públicas de prevenção, acolhimento e educação.
Enquanto isso, a sociedade segue testemunhando episódios de brutalidade extrema, com vítimas que, muitas vezes, já haviam denunciado seus agressores sem receber a devida proteção.
Para denúncias de violência contra a mulher, disque 180 ou 190
Redação e foto: Terra de Heróis News
jul 30, 2025 | Polícia
Policiais militares do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) apreenderam nesta terça-feira (29), em Mundo Novo, uma carreta Volvo VM 260 carregada com cigarros contrabandeados do Paraguai. Na ação, ninguém foi preso.
Os militares faziam bloqueio entre a MS-386 e a BR-163, área rural do município, quando foi dada ordem de parada ao condutor do veículo que não obedeceu e tentou empreender fuga.
Durante acompanhamento, o suspeito abandonou a carreta e fugiu a pé em direção a vegetação. Foram feitas buscas no local, porém ninguém foi encontrado.
Em vistoria no semirreboque foram encontrados 25 mil pacotes de cigarros de origem estrangeira.
O material apreendido, avaliado em R$ 1,4 milhão, foi encaminhado à Receita Federal, em Mundo Novo.
jul 30, 2025 | Polícia
Uma perícia técnica da Polícia Federal confirmou que um áudio atribuído ao então candidato a prefeito de Teófilo Otoni (MG), Tarcirlei Mariniello de Brito (PT), foi gerado por inteligência artificial.
O laudo, produzido pelo Setor Técnico-Científico da Superintendência da PF na Bahia, analisou o arquivo que circulou nas semanas finais da campanha eleitoral de 2024 e concluiu que se trata de material sintético, com alto grau de manipulação por clonagem de voz.
A perícia atendeu a uma solicitação do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais e da Delegacia da Polícia Federal em Governador Valadares, dentro de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral que acusa possíveis irregularidades na disputa que terminou com a vitória de Fábio Marinho (PL).
O arquivo analisado pela PF tem duração de aproximadamente 6,7 segundos e circulou amplamente por redes sociais e grupos religiosos da cidade na reta final da campanha. Nele, uma voz supostamente atribuída ao candidato do PT afirma: “Ô, Fátima, a zona rural tá no bolso. Agora é só daqui a quatro anos. Nem Deus tira de nós essa eleição.”
Segundo o laudo, diversos elementos técnicos indicam que a fala foi gerada com uso de inteligência artificial. Entre os indícios estão:
– Espectro de áudio incompatível com aplicativos de mensagem: a frequência da fala ultrapassa 16 kHz, acima do limite usual (8 kHz) de gravações feitas por celular via WhatsApp;
– Simetria perfeita dos canais de áudio: o conteúdo da voz aparece duplicado de forma idêntica nos dois canais, o que é típico em vozes clonadas por IA;
– Ritmo e entonação artificiais: foram identificados padrões de prosódia não naturais, característicos de simulações sintéticas de fala;
– Ausência de metadados originais: o arquivo não apresenta dados de origem que pudessem indicar gravação legitimamente realizada.
Além da análise estrutural, os peritos utilizaram a ferramenta “Deep Fake Total”, desenvolvida por pesquisadores do Fraunhofer AISEC, na Alemanha, para detectar vozes geradas artificialmente. O sistema atribuiu ao áudio um índice de 99,8% de probabilidade de ser sintético.
O cruzamento dos resultados com gravações reais da voz de Tarcirlei evidenciou diferenças nas características vocais autênticas e na forma como a fala se articula. A PF também recriou, em ambiente de teste, áudios similares utilizando plataformas de clonagem pública, demonstrando que é possível gerar conteúdo com características semelhantes a partir de apenas 60 segundos de material original da voz.
O conteúdo da gravação foi amplamente difundido em comunidades religiosas, especialmente evangélicas, e em grupos da zona rural de Teófilo Otoni, nas semanas finais da campanha. Diversos eleitores informaram ter recebido o áudio com a legenda “encaminhado com frequência” e com imagens associadas ao navio Titanic — símbolo, no meio evangélico, de arrogância perante a divindade, em razão da frase popularizada pelo filme: “Nem Deus afunda este navio”.
O laudo da PF foi anexado à AIJE movida pela coligação de Tarcirlei. A ação também alega abuso de poder político e econômico, uso indevido dos meios de comunicação e captação ilícita de sufrágio por meio da veiculação de conteúdo falso. Entre as irregularidades apontadas estão a suposta promessa de cargos a antigos adversários em troca de apoio político e o derramamento de panfletos eleitorais em locais de votação — o que, segundo a legislação, configura propaganda irregular.
O principal adversário de Mariniello na eleição, Fábio Marinho (PL), venceu o pleito com 51,52% dos votos válidos.
A defesa do PT solicita a cassação dos diplomas de Marinho e de seus dois companheiros de chapa, além da declaração de inelegibilidade dos envolvidos por oito anos, com base em dispositivos da Lei das Inelegibilidades e da Lei das Eleições.
Foto: TRE-MG/Divulgação