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Bela Vista-MS Sexta-Feira, 25 de Setembro de 2026
PRF que matou empresário é preso  em casa e está em cela de delegacia

PRF que matou empresário é preso em casa e está em cela de delegacia

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Policial foi preso novamente hoje – Foto: Valdenir Rezende/Correio do Estado

Já está detido na sede do Delegacia de Repressão a Roubo a Banco, Assalto e Sequestros (Garras) o policial rodoviário federal Ricardo Hyun Su Moon, de 47 anos, que matou a tiros o empresário Adriano Correia do Nascimento, de 32 anos, em briga de trânsito no dia 31 de dezembro.

A decisão para prender preventivamente o PRF foi expedida às 23 horas de ontem pelo juiz plantonista José Andrade Neto, o mesmo que havia decidido pela soltura de Ricardo um dia depois do crime. O juiz atendeu o pedido feito anteontem pelo Ministério Público Estadual (MPE).

Para evitar que a decisão da prisão vazasse e que Ricardo Moon saísse de casa, apenas o juiz e delegado do Garras tiveram acesso ao documento ontem à noite. Hoje pela manhã, às 6 horas, o policial foi preso no apartamento onde mora, no bairro Monte Castelo.

Moon foi levado para o Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol) onde passou por exame de corpo de delito, procedimento padrão depois de prisões, e permaneceu no prédio por cerca de 2 horas.

Pouco antes das 9 horas, o policial foi levado do instituto em um carro descaracterizado, trocou de veículo no meio do caminho e seguiu para a sede do Garras, onde chegou às 9h15 desta manhã.

Até ontem, Ricaro Moon não havia constituído advogado para defendê-lo. O defensor Marcio Messias, que representou o policial no momento do flagrante, disse à reportagem que não havia sido mais contatado pelo cliente.

DECISÃO

Atendendo ao pedido dos três promotores de plantão do MPE, o juiz José Andrade Neto afirmou que ele não voltou atrás na decisão, mas sim que foram levados até ele, pelo Ministério Público, novos fatos sobre o crime.

“Deve ser esclarecido, para que fique bem claro e para que o conteúdo desta decisão não seja deturpado ou divulgado erroneamente por pessoas mal intencionadas, que não está havendo alteração ou revisão da decisão de f. 73-76, que concedeu a liberdade provisória ao representado Ricardo. Este magistrado não está “voltando atrás” e revendo o que já restou afirmado na decisão que concedeu a liberdade”.

O magistrado ainda disse que a mudança de decisão é algo comum em casos desse tipo. “O que está havendo e que é plenamente normal ocorrer durante uma investigação, é que, agora, com a representação feita pelo Ministério Público e com a apresentação de novas provas e elementos objetivos, este juízo verificou a necessidade de ser decretada a prisão preventiva do indiciado Ricardo, para garantir que não haja qualquer tipo de contaminação ou influência na apuração dos fatos, para garantir a integridade da instrução criminal”, completou.

Condomínio no bairro Monte Castelo onde foi preso o PRF (Foto: Álvaro Rezende/Correio do Estado)

​PEDIDO DO MP

Na justificativa apresentada na representação, os promotores João Girelli, Allan Arakaki e Bolívar Vieira afirmam que a procedimento da Polícia Civil no momento do flagrante não foi o correto porque delegado deixou de ouvir, por exemplo, os dois passageiros que estavam no carro conduzido pelo empresário.

“Deixando-se de ouvir as vítimas sobreviventes que se encontravam em suficiente estado de saúde para serem ouvidas no prazo legal de 24 horas”. Ordem para que testemunhas fossem ouvidos chegou, inclusive, a ser feita pelo juiz José de Andrade Neto à Polícia Civil, que só depois colheu os depoimentos.

A decisão do magistrado em libertar o policial também é criticada pelo MP. Para os promotores a atitude “não foi acertada”.

Ainda como justificativa do pedido de prisão preventiva, os promotores afirmam que há indícios que Ricardo Moon “inovou artificiosamente o estado de coisa e pessoa, a fim de induzir os órgãos de segurança a erro, bem como obteve tratamento privilegiado por parte do Poder Público”.

O fato do policial ter trocado de roupa para prestar depoimento à Polícia Civil também é questionada pelo Ministério Público. Os promotores afirmam que imagens de testemunhas revelam que Ricardo cometeu o crime vestido com uma camiseta listrada por cima do uniforme, no entanto, na delegacia ele chegou sem a camiseta, apenas com o uniforme da PRF.

O CASO

O empresário Adriano Correia foi morto por um policial rodoviário federal após briga de trânsito no dia 31 de dezembro, no Centro de Campo Grande, atingido por cinco disparos, segundo a perícia. Ele sofreu duas perfurações no tórax, uma na costela e outra no braço direito. O crime aconteceu enquanto vítima e dois familiares retornavam de uma casa noturna onde foram comemorar aniversário.

Informações da Polícia Civil apontam que Ricardo Moon teria disparado pelo menos sete vezes. O caso ocorreu na Avenida Presidente Ernesto Geisel, entre a Rua 26 de Agosto e a Avenida Fernando Corrêa da Costa, quase em frente à Capela da Pax Mundial. No cruzamento da 26 com a Ernesto Geisel, peritos apreenderam sete cápsulas de pistola, e mais uma perto do veículo da vítima.

Adriano era proprietário do Madalena Restaurante e de uma unidade do Sushi Express. Ele estava na casa noturna com dois homens da família antes de ser morto. De acordo com testemunhas, por volta das 5h50, ele e os acompanhantes seguiam em uma caminhonete Toyota Hilux pela Ernesto Geisel, quando perto do cruzamento com a Avenida Afonso Pena supostamente teriam fechado a Mitsubishi Pajero ocupada pelo PRF. Este, por sua vez, estaria indo para o trabalho e não gostou da situação. Por isso, perseguiu Adriano e os demais para tirar satisfações.

A assessoria da PRF em Mato Grosso do Sul afirmou que, na versão do policial preso em flagrante, ele teria tentado abordar a caminhonete Toyota Hilux conduzida por Adriano Correia, que teria desobedecido e avançado com o veículo na direção do agente. Diante da ocorrência, o policial, que dirigia uma Mitsubishi Pajero, teria perseguido a vítima e efetuado os disparos em seguida.

Fonte: Correio do Estado

Polícia Militar de Jardim prende assassino de garota de 12 anos

Polícia Militar de Jardim prende assassino de garota de 12 anos

homidicio-garota-jardim-ricardo-fernandes-zdk-news1Jardim (MS) – Na manhã de hoje (02) a Polícia Militar de Jardim recebeu uma denúncia de que havia um corpo de uma mulher, em óbito, jogado em frente a uma serralheria localizada na Rua Tomé de Souza.

Imediatamente a guarnição se deslocou até o endereço informado e constatou os fatos. No local, os Policiais encontraram o corpo de uma menina, já sem vida.

A Perícia foi acionada e a menina foi identificada. Ela tinha 12 (doze) anos e estava desaparecida desde o último sábado (31). A vítima, ainda, apresentava sinais de violência sexual, o que será analisado pela Perícia.

A comunicante relatou aos policiais que um homem havia lhe informado o local onde estava o corpo e, ao verificar a veracidade da informação, acionou a PM.

Os Policiais realizaram diligências e localizaram o homem de 43 (quarenta e três) anos e o encaminharam à Delegacia de Jardim.
Durante o depoimento, o indivíduo entrou em contradição por diversas vezes e relatou várias versões, até que confessou ser o autor do homicídio.

Diante dos fatos, o autor foi preso e entregue ao agente de plantão para as devidas providências.

Soldado do exercito Brasileiro e e xecutado a tiros em Bela Vista

Soldado do exercito Brasileiro e e xecutado a tiros em Bela Vista

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Soldado do exercito Brasileiro e e xecutado a tiros em Bela Vista

Pistoleiros atacam a tiros e matam soldado do Exercito Brasileiro no interior do Mato Grosso do Sul na fronteira com o Paraguai.

A vitima fatal foi identificado como o soldado Edvaldo Souza do 10 Rc Mec, que na manha de domingo (01) por volta das 07:00hs, se encontrava na companhia de outro soldado identificado como, Ferreira e um ex militar próximo ao Fórum da cidade de Bela Vista na fronteira com o Paraguai, quando foram interceptados pelos pistoleiros que transitavam a bordo de motocicleta e ao alcançar as vitimas, realizaram vários disparos contra os mesmos.

Souza chegou a ser auxiliado ao hospital da cidade aonde chego sem vida ao não resistir os ferimentos. Segundo informações as vitimas tinham saído de um bar denominado “Bilhar Tacos” e transitavam pela rua próxima ao Fórum da cidade, quando os atacantes os surpreenderam com vários disparos que culminou na morte de um dos soldado do exercito brasileiro.

Ate o momento não se tem informações sobre a motivação do violento homicídio na cidade de Bela Vista.

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Assédio sexual, ciúme e ganância permeiam morte de ex-vereador

Assédio sexual, ciúme e ganância permeiam morte de ex-vereador

640x480-5496964eb624e6af241a063a5d583f33Campo Grande (MS) – O ex-vereador de Campo Grande Alceu Bueno foi morto por ciúmes após assediar Kátia de Almeida Rocha, dona de casa de 24 anos, em um grupo do WhatsApp, aponta investigação do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros), cujos detalhes do crime foram apresentados em coletiva na tarde desta quinta-feira (29).

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De acordo com o delegado Edilson dos Santos, que liderou as investigações do homicídio, tudo teve início quando Alceu Bueno foi adicionado em um grupo do WhatsApp em que estava Kátia Rocha. Ele teria começado a assediá-la constantemente.

Incomodada com a situação, Kátia relatou a situação para seu namorado, Elpídio Cesar Macena do Amaral, 26 anos. Com ciúmes, Elpídio planejou matar o ex-vereador. “O motivo principal era matar, não roubar”, afirma o delegado.

No dia 19 de setembro deste ano, véspera do crime, Elpídio Cesar Macena do Amaral e seu sobrinho, o pedreiro Josian Edson Cuando Macena, 21 anos, aguardavam a chegada de Alceu e Kátia, na casa dela, no bairro Jardim Seminário.

Antes de chegar em casa, no encontro com Bueno, Kátia percebeu que  a vítima carregava um maço de dinheiro e informou os comparsas sobre isso.

Ao deixá-la em casa, o ex-parlamentar não entrou na residência, frustrando os planos de Elpídio. Que manteve a ideia para o dia seguinte.

Em 20 de setembro, a situação se repetiu: tio e sobrinho esperavam em casa, enquanto Alceu e Kátia estavam em um encontro. Desta vez, ao deixá-la em casa, Bueno entrou na residência.

Como não havia sofá na sala, os dois foram diretamente para o quarto. Dizendo que precisava fechar a porta da sala, a dona de casa deixou Alceu no cômodo e chamou a dupla que aguardava em outro quarto.

Quando os dois entraram no quarto, Josian, com um martelo, e Elpídio, com uma tábua de carne, deram diversos golpes na cabeça de Alceu Bueno, que não morreu prontamente e agonizava bastante. Para finalizar o serviço, os assassinos usaram a alça da bolsa de Kátia e estrangularam a vítima.

Constatada a morte, os três colocaram o corpo no porta malas e seguiram para o bairro Jardim Noroeste, onde morava Josian Macena, que seguiu em uma moto atrás da Land Rover Freenlander 2, dirigida por Kátia com Elpídio no carona.

Na residência no Noroeste, Elpídio retirou a gasolina da moto e colocou em um recipiente. Após isso, foram até ao bairro Jardim Veraneio, próximo ao Parque dos Poderes, onde incendiaram o corpo de Alceu, junto com seus pertences e a tábua de carne usada no homicídio.

A escolha do local da incineração do corpo foi ideia de Josian, que conhecia a região, pois havia prestado seus serviços de pedreiro na construção do condomínio próximo, cujas as câmeras de segurança filmaram a ação.

Livres do corpo, o casal Kátia e Elpídio seguiram para Ponta Porã, a 323 km de Campo Grande, onde pretendiam vender a Land Rover de Alceu. A tentativa de vender o veículo, de acordo com o delegado, foi a brecha do casal para a polícia.

Elpídio Cesar Macena do Amaral, 26 anos, teria planejado o crime. (Foto: Alcides Neto)

Elpídio Cesar Macena do Amaral, 26 anos, teria planejado o crime. (Foto: Alcides Neto)

Delegado Edilson dos Santos durante coletiva nesta quinta-feira (29). (Foto: Alcides Neto)Delegado Edilson dos Santos durante coletiva nesta quinta-feira (29). (Foto: Alcides Neto)

Investigações – Segundo o delegado Edilson dos Santos, a polícia teve a primeira informação sobre os suspeitos, através de uma denúncia que relatava que um casal estava tentando vender o carro em Ponta Porã no mesmo dia do crime.

A polícia foi até o município, e consegiu com o informante o telefone de um do casal que tentou vender o carro. Com a posse do número e a informação de que ambos voltaram de ônibus para Campo Grande, os investigadores foram até a empresa transportadora e solicitou o todas as passagens vendidas no dia.

Pelo número do telefone, a investigação coseguiu identificar os suspeitos que compraram as passagens e fizeram o cruzamento dos sigilos telefônicos. Descobrindo que Kátia, Elpídio e Josian estiveram na mesma hora, no dia do crime, no local onde o corpo foi incendiado. Desde então passou a monitorar as ações do trio.

Na semana passada, foi expedido a prisão temporária dos três para colhimento dos depoimentos e, ontem, os saiu a solicitação de prisão precentiva. Sendo que na manhã desta quinta-feira (29), foi realizada a reconstituição do crime.

Depoimentos – Durante a coletiva nesta quinta-feira, o trio foi sucinto em suas declarações para a imprensa. “Não era esse o plano”, disse repetidamente o autônomo Elpídio Cesar Macena do Amaral.

“Minha participação era atrair ele para minha casa, não era minha intenção matar”, afirmou Kátia, namorada de Elpídio. O pedreiro Josian Edson Cuando Macena não deu declarações.

De acordo com os depoimentos de Kátia à polícia, ela e Alceu Bueno não chegaram a ter um relacionamento amoroso, tendo ficado restrito apenas nas conversas de WhatsApp.

De acordo com o delegado Edilson dos Santos, a forma “amadora” que aconteceu o crime aponta de que não foi encomendado. Caso contrário, seria realizado de forma mais profissional, com a utilização de uma arma, por exemplo.

Os três foram indiciados por roubo seguido de morte e ocultação de cadáver.

Kátia, Elpídio e Josian, presos apontados como responsáveis pela morte do ex-vereador Alceu Bueno (Foto: Alcides Neto)Kátia, Elpídio e Josian, presos apontados como responsáveis pela morte do ex-vereador Alceu Bueno (Foto: Alcides Neto)

Fonte: Campo Grande News
Presidiário solto para o Natal é preso após estuprar adolescente de 13 anos

Presidiário solto para o Natal é preso após estuprar adolescente de 13 anos

8pcjxz2483urO presidiário Claysson Lima de Araújo, que estava solto para as festas de Natal, foi preso nesta sexta-feira em Ji-Paraná após estuprar uma adolescente de 13 anos dentro de casa. O criminoso foi agredido por populares revoltados.

Segundo a Polícia, o crime aconteceu no Bairro São Pedro, 1º Distrito de Ji-Paraná por volta das 8 horas, quando Claysson, o “Capeta do Dom Bosco”, invadiu a casa da adolescente e com uma faca, a ameaçou de morte. Em seguida, tapou a boca da vítima e a despiu. Depois, jogou a menina ao chão e começou a mordê-la por todo o corpo, até consumar o estupro.

Momentos depois o estuprador percebeu que uma tia da criança se aproximava da casa e fugiu pelos fundos, se embrenhando no mato. Enquanto fugia, a mulher viu o marginal e correu para dentro da casa para ver o que estava acontecendo. Ao presenciar a sobrinha caída, toda ensanguentada, ela gritou por socorro.

Vários moradores saíram no encalço do marginal e cercaram o local até a chegada da Polícia Militar. Durante horas, os policiais fizeram uma varredura minuciosa pelo mato, porém nenhum suspeito foi localizado.

Já por volta das 13 horas, o presidiário foi avistado saindo do mato. Ele foi perseguido pelos populares e atacado. A PM chegou rápido, evitando que ele fosse morto.

O criminoso cumpre pena em um presídio em Vilhena.

RSF alerta:  74 jornalistas mortos em 2016

RSF alerta: 74 jornalistas mortos em 2016

paisesmaismortiferosBalanço anual divulgado esta semana pela organização não governamental Repórteres sem Fronteiras (RSF) informa que ao menos 74 jornalistas, profissionais ou não, foram mortos este ano em relação direta com sua atividade profissional.

Dentro desse cenário, 57 jornalistas profissionais foram vitimados. Apesar de inferiores aos registrados em 2015 (101 no total e 67 no caso dos profissionais), os números reforçam o alerta feito pela instituição, em relatório do dia 13 de dezembro sobre profissionais de comunicação presos, reféns e desaparecidos, de que houve elevado crescimento na repressão ao trabalho jornalístico no mundo em 2016. Pelo menos 780 jornalistas foram assassinados nos últimos dez anos, de acordo com os números da RSF. Por isso, a organização voltou a pedir apoio para a urgente criação de um “protetor dos jornalistas”. Na prática, um representante especial do secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

“A violência contra os jornalistas acontece de forma cada vez mais deliberada”, advertiu Christophe Deloire, secretário-geral da RSF. “Eles são atacados e assassinados por serem jornalistas. Essa situação alarmante reflete o fracasso latente das iniciativas internacionais voltadas para a proteção desses profissionais”, criticou. É o mesmo que uma declaração de morte para a produção de informação independente em zonas onde a censura e a propaganda, disse Deloire, especialmente em regiões dominadas por grupos extremistas no Oriente Médio, se impõem por todos os meios. “Para que o direito internacional possa ser aplicado, a ONU deve instaurar um mecanismo concreto de implementação dessas resoluções. Com a chegada de um novo Secretário Geral nas Nações Unidas, Antonio Guterre, é urgente que seja nomeado um representante especial para a proteção dos jornalistas”, solicitou.

O levantamento da RSF – feito entre 1º de janeiro e 10 de dezembro de 2016 – relata a morte de jornalistas enquanto realizavam reportagens. Mas na maioria dos casos, esses jornalistas foram deliberadamente assassinados como forma de represália ao trabalho que vinham desenvolvendo. De acordo com a organização, redução no número de vítimas não é necessariamente encorajadora, tendo em vista que ela se explica em grande parte pelo fato de que muitos jornalistas abandonaram determinados países, onde a cobertura se tornou perigosa demais, como na Síria, no Iraque, na Líbia, no Iêmen, no Afeganistão e no Burundi. “Esses exílios em massa criaram verdadeiros ‘buracos negros da informação’, também relacionados com as pressões exercidas pelos predadores da liberdade de imprensa, que fecham arbitrariamente meios de comunicação e reduzem jornalistas ao silêncio”, relata a RSF. Apesar de grandes demonstrações de coragem, por medo de serem assassinados, diversos jornalistas optam pela autocensura, como é no caso do México, país em situação de paz mais mortífero para a profissão esse ano, com 9 assassinatos, destacou o jornalista Lile Correa ao vivo na Rádio Líder FM de Ponta Pora.

Em 2016, em aproximadamente 75% dos casos, os jornalistas foram deliberadamente tomados por alvo e assassinados por motivos diretamente relacionados com sua atividade profissional – como foi o caso do Afeganistão, com 10 repórteres assassinados no ano. Sete deles morreram durante um ataque suicida, reivindicado pelo Talibã, contra o ônibus do canal de televisão privado Tolo, em janeiro. No Iêmen, jornalistas também foram perseguidos e abatidos. A RSF denuncia a impunidade em que permanecem esses crimes e seus autores, que beneficiam em muitos casos da cumplicidade dos governos, frequentemente tentados eles também a esmagar a liberdade de imprensa.

A Síria aparece em primeiro lugar entre os países mais mortíferos para a profissão, seguida pelo Afeganistão. Dois terços dos jornalistas mortos esse ano se encontravam em uma zona de conflito. São praticamente todos jornalistas locais, num momento em que as redações hesitam cada vez mais a enviar correspondentes para fazerem coberturas em regiões perigosas de outros países.

Baixar o balanço

RSF denuncia perseguição judicial a dois brasileiros

A organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF), que vela pela liberdade de expressão e informação, denunciou os processos judiciais contra dois jornalistas brasileiros que revelaram casos de corrupção.

Em comunicado, a RSF concretizou que trata-se do jornalista Francisco Costa e do repórter Josi Gonçalves, que enfrentam 11 processos judiciais acusados de crimes contra a honra devido às publicações sobre corrupção na região.

Segundo RSF, os repórteres começaram a ter problemas legais quando abriram em dezembro de 2014 o site informativo Fala RN em São Gonçalo do Amarante, cidade do Rio Grande do Norte.

“Desde então, publicaram nele notas e reportagens sobre casos de corrupção nos quais estão envolvidos políticos da cidade: desvio de fundos, nepotismo, fraude eleitoral. Publicações que não foram do agrado das autoridades”, lembrou a organização com sede em Paris.

Entre os acusadores, que apresentaram um total de 11 processos contra os jornalistas por injúria, difamação e calúnia, estão Jaime Calado, prefeito de São Gonçalo do Amarante, deputados municipais e secretários municipais.

A RSF também denunciou que os dois jornalistas, que são casal, se temem por sua integridade física.

“Uma de suas fontes informativas no município lhes advertiu que existia um plano para intimidá-los que incluía o sequestro de seu filho de quatro anos e a fabricação de provas falsas para incriminá-los”, relatou a organização.

Para a RSF, o assédio judicial é “ainda mais injustificados” dado que os textos publicados em “Fala RN” se baseiam, a maioria das vezes, em informação oficial e pública.

O Brasil ocupa o 104° lugar, entre 180 países, na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2016 da RSF.