mãe e a filha de Angela Nayara Gugel, de 53 anos, tentaram socorrer a mulher durante a briga com Leonir Gugel, de 59 anos. A idosa, que não teve a idade revelada, chegou a entrar em lutar corporal com o homem dentro de casa na manhã desta segunda-feira na Vila Taveirópolis, em Campo Grande.
As duas acabaram feridas e não correm risco de morte. Leonir foi levado ao hospital em estado grave, mas estável, ao ferir o próprio pescoço, e está preso em flagrante por feminicídio.
De acordo com a delegada Analu Ferraz, adjunta da Deam (Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher), o homem utilizou um canivete e uma faca de cozinha. Segundo a delegada, o casal não tinha histórico de violência, mas no domingo houve uma discussão com pedido de Angela para separação.
O crime ocorreu nesta manhã na Rua Antonio Pinto da Silva. O casal é dono de um restaurante localizado a cerca de 300 metros da casa onde aconteceu o feminicídio. A delegada explicou que as informações ainda são preliminares e as testemunhas ainda devem ser ouvidas formalmente.
Angela entra para a triste estatística de vítima de feminicídio, quando ocorre pela condição da vítima ser mulher, em Mato Grosso do Sul. São 38 casos neste ano. Este já é o terceiro pior ano desde a criação do Lei do Feminicídio, em 2015, atrás apenas de 2020 (40 casos) e 2022 (44 casos).
Delegada Analu Ferraz durante coletiva em frente de residência (Foto: Marcos Maluf)
Bela Vista – Neste último domingo (7), por volta das 12h30min, durante uma ação de fiscalização no Posto da Receita Federal, como parte da Operação Boas Festas 2025, a radiopatrulha de Bela Vista abordou um veículo Chevrolet Onix, que apresentou irregularidades no sistema de checagem.
Ao consultar o banco de dados do Sistema CADG, a equipe constatou que o automóvel possuía restrição criminal, constando como veículo furtado em uma ocorrência registrada em 2022 no pátio da Polícia Federal de Naviraí/MS.
Diante da confirmação da pendência, o condutor, foi encaminhado juntamente com o veículo à Delegacia de Polícia Civil local para averiguações e adoção das medidas legais cabíveis.
O policial militar Wellington da Silva Cruz foi denunciado para a Polícia Federal pela ex-esposa, a mesma que tentou matá-lo, em agosto do ano passado, em Jaguará do Sul, no norte catarinense. O militar foi alvo da Operação Uxoris, na manhã desta quarta-feira (3).
Segundo o delegado Anezio Rosa de Andrade, chefe da Delefaz (Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários), a denúncia partiu da ex-esposa de Wellington.
“Ele foi denunciado pela ex-esposa, que estava tendo seus documentos pessoais usados de forma indevida para a constituição de pessoas jurídicas de fachada”, pontuou.
Tentativa de homicídio
A ex, que é médica, é a mesma que, no ano passado, atirou três vezes contra o policial militar em um flat alugado em Santa Catarina. A arma utilizada foi uma pistola 9 mm.
Na época, o militar havia saído de Campo Grande para visitar o filho, de 8 anos, do casal — após uma autorização judicial. Contudo, na manhã do dia 11 de agosto, a ex teria invadido o apartamento no qual ele estava hospedado e efetuado os disparos.
As investigações apontam que, na época, a mulher conseguiu burlar as duas camadas de segurança do prédio — que incluíam reconhecimento facial e o uso de uma tag — antes de se esconder em um armário.
Em decorrência da tentativa de homicídio, o militar precisou ficar internado por 20 dias; sendo assim, passou mais de 40 dias em cadeiras de rodas e quatro meses com muletas, segundo o ND+.
Marcas no apartamento. (Reprodução, ND+)
Operação Uxoris
As investigações se iniciaram após a ex-mulher do líder da quadrilha denunciar o uso indevido de seus documentos pessoais para a constituição de pessoas jurídicas de fachada a fim de cometer os crimes.
Durante as investigações, foi identificado que a quadrilha é especializada na importação fraudulenta de grande quantidade de mercadorias de origem estrangeira. Entre as mercadorias, estão capas de celulares e eletrônicos, que eram distribuídos para todo o Brasil por meio de plataformas de marketplace e lojas físicas de Campo Grande.
Segundo a PF e a Receita Federal, os eletrônicos não tinham documentação fiscal e regularização perante os órgãos de controle aduaneiro.
Modus operandi
Também durante as investigações, foi apurado pela polícia que a quadrilha usava a modalidade conhecida como ‘dólar-cabo’ para fazer os pagamentos das mercadorias. Os criminosos realizavam as remessas ilegais de valores ao exterior mediante compensações financeiras irregulares.
A quadrilha praticava, ainda, ocultação e dissimulação da origem ilícita dos ganhos obtidos.
Policiais militares do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) apreenderam, na noite desta segunda-feira (2), na MS-164, em Ponta Porã, 491 canetas emagrecedoras que eram transportadas em um Renault Logan conduzido por um homem de 36 anos.
Os militares realizavam bloqueio na rodovia, zona rural do município, quando abordaram o veículo. Durante a vistoria, foram encontradas as canetas emagrecedoras, além de 586 suplementos e 140 frascos de perfume.
Questionado, o condutor afirmou que pegou os produtos em Pedro Juan Caballero, no Paraguai, e os levaria até Campo Grande, onde receberia R$ 1 mil pelo transporte.
O material apreendido, avaliado em aproximadamente R$ 800 mil, foi encaminhado à Delegacia da Polícia Federal em Ponta Porã.
Policiais militares do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) apreenderam, neste domingo (30), na MS-164, em Ponta Porã, 257 quilos de cabelo humano que eram transportados em um VW T-Cross. Na ação, um homem de 48 anos foi preso.
Os militares faziam bloqueio na rodovia, zona rural do município, quando abordaram o condutor do veículo. Durante vistoria, foram localizadas no interior do automóvel diversas sacolas com os cabelos.
Questionado, o homem afirmou que pegou os materiais em Ponta Porã e levaria até Dourados, onde receberia R$ 1 mil pelo transporte.
O material apreendido, avaliado em pouco mais de R$ 2,5 milhões, foi encaminhado à Delegacia da Polícia Federal de Ponta Porã.
A segurança pública de Mato Grosso do Sul segue avançando em suas estratégicas, fortalecendo o setor que é considerado fundamental para garantir um bom ambiente à todo sociedade. Nesta sexta-feira (28), novos aspirantes-a-oficial da Polícia Militar (PM) se formaram e, assim, passarão a integrar o efetivo responsável por comandar e gerir o trabalho ostensivo policial em todo o Estado. Ao todo, mais 18 novos policiais estão aptos a exercer tais funções a partir de hoje.
O governador Eduardo Riedel foi o patrono desta turma, que contou ainda com o deputado estadual Coronel David como paraninfo. Durante a formação dos novos oficiais, eles foram capacitados para atuar de forma estratégica e com liderança e capacidade administrativa. O ciclo de formação começou no dia 15 de janeiro de 2024, somando 3.637 horas-aula entre disciplinas teóricas, práticas policiais, ciências militares e gestão pública.
“Esse curso de formação de oficiais é o curso de formação de líderes, de quem vai ter a responsabilidade de comandar essa nossa tropa, é quem tem a responsabilidade de liderar processos, ações, gestão, por uma segurança pública que orgulhe o nosso Estado e que vem sendo construída no dia a dia, com absoluta determinação de quem entende que segurança pública é vital para o bem-estar e para o progresso de qualquer sociedade”, destacou o governador.
A turma também reflete a integração nacional da segurança pública sul-mato-grossense: cinco cadetes vieram de outros estados: Espírito Santo, Mato Grosso, Paraná e Santa Catarina, além do Distrito Federal. Outros membros já possuíam experiência prévia como praças – classe essa onde se enquadram soldados, cabos, sargentos e subtenentes – nas PMs de Mato Grosso do Sul e de , do Paraná, além do Corpo de Bombeiros local e até como oficiais da reserva do Exército.
“Carreguem sempre esse compromisso pelo nosso Estado. Saibam que aqui nós sempre vamos valorizar a segurança pública como esteio da nossa sociedade. O Mato Grosso do Sul cresce, se desenvolve, gera prosperidade. E isso acontece porque aqui tem ordem, tem determinação expressa para que a gente mantenha uma sociedade equilibrada, que a gente possa incluir com educação, com prosperidade, com capacidade de gerar oportunidade para a nossa gente”, completou Riedel.
Reforço do efetivo e modernização estruturante
A formação dos novos oficiais se soma a um pacote robusto de investimentos realizados pelo Governo de Mato Grosso do Sul para ampliar o alcance e a eficiência das forças policiais. Entre 2023 e 2025, mais de R$ 91 milhões foram aplicados na modernização apenas da Polícia Militar, contemplando aquisição de viaturas, armamentos, equipamentos, infraestrutura e tecnologia.
No final de julho, o Estado celebrou a formatura de 427 novos soldados, uma das maiores turmas da história da PMMS, reforçando significativamente o policiamento ostensivo. Também estão em andamento ou concluídas obras estratégicas, como o Batalhão da Polícia Militar de Chapadão do Sul, que alcançou 80,2% de execução, e as bases da Polícia Militar Rodoviária em Ipezal (distrito de Angélica) e Maracaju – essas duas últimas já finalizadas.
Outra conquista da segurança pública do Estado foi a expansão do sistema de inteligência, com a consolidação do videomonitoramento integrado, ferramenta que se tornou possível graças à Infovia Digital, rede de fibra óptica que conecta todos os 79 municípios e mais de1,5 mil prédios públicos.
Com cerca de 6 militares na ativa atualmente, a Polícia Militar de Mato Grosso do Sul mantém papel central na proteção da população e no patrulhamento da extensa faixa de fronteira com Paraguai e Bolívia. As operações se estendem por todo o território sul-mato-grossense, passando por áreas rurais onde a logística e o conhecimento territorial são diferenciais.
Ao formar novos oficiais, investir em tecnologia e ampliar o efetivo, o Governo do Estado reforça uma política de segurança pública baseada em modernização, integração e capacidade operacional, pilares essenciais para enfrentar os desafios contemporâneos e fortalecer a proteção dos sul-mato-grossenses.
Nyelder Rodrigues, Comunicação Governo de MS Fotos: Bruno Rezende/Secom/Arquivo