set 23, 2019 | Polícia
O assassinato do empresário Geovane Charlles Alcalá, de 47 anos, no início da tarde de sexta-feira, 20, resultou na prisão do filho dele como um dos envolvidos no crime. Luiz Felipe Alcalá, de 24 anos, é acusado de encomendar a morte do pai para Rafael Anderson Kubiak da Veiga, de 23 anos, que foi preso horas depois do homicídio, escondido no forro da casa do empresário.
Ao ser preso por policiais militares, Rafael teria informado que tinha sido levado até a residência pelo próprio filho da vítima e que foi Luiz Felipe quem lhe entregou a arma utilizada no crime, uma pistola calibre 380 que foi apreendida e que era propriedade de Geovane. Ao confessar o crime, Rafael disse que subiu no forro da casa para se esconder com a ajuda de Luiz Felipe.

PLANO
Segundo o que foi apurado pela polícia, Rafael receberia R$ 10 mil para matar Geovane e, para isso, se passaria por um assaltante, que invadiria a casa da família, na Rua Florinda Carlos Cardoso, Vila Diviena. Quando policiais militares chegaraam ao local, Luiz Felipe alegou que o assassino teria fugido a pé, após atirar no seu pai.
Ele relatou aos policiais que, por volta das 8 horas, ao chegar em casa foi rendido por um homem, o qual estava de posse de arma de fogo e o manteve em cárcere privado no interior da residência, em seu próprio quarto, sendo amordaçado e tendo as mãos amarradas, porém, o autor não anunciou o roubo, como também não subtraiu nada de valor.
Em suas declarações aos militares, Luiz Felipe relatou que o pai estava dormindo e, ao acordar, percebeu algo estranho, indo até a sacada onde visualizou o carro do filho estacionado. O rapaz disse que, em seguida, Geovane se dirigiu até o quarto onde ele estava e tentou entrar. Notando que o quarto estava trancado, segundo Luiz Felipe, Geovane acabou arrombando a porta e, neste momento, teria sido baleado, sendo atingido por dois tiros na região dorsal, um no abdômen, outro na mão esquerda e mais um na perna direita.
Socorristas do Samu foram ao local e encontraram o empresário caído no quintal da residência, na frente da porta de acesso ao interior do imóvel. Por cerca de uma hora foi tentando reanimar Geovane, mas ele acabou entrando em óbito no local.

PEGADAS
Na continuidade da verificação nos cômodos do imóvel, juntamente com equipes do Instituto de Criminalística e Polícia Civil, é que os policiais militares perceberam gateiras em dois banheiros, um localizado no quarto de Geovane, e que havia pegadas nas patentes e paredes, levantando suspeitas de que o autor pudesse estar escondido no forro.
Assim que Rafael foi preso, ele informou sobre a participação de Luiz Felipe no crime e os policiais acabaram descobrindo trocas de mensagens nos celulares dos dois, revelando que o filho da vítima estava mentindo e que o crime tinha sido encomendado. Na sequência, ao ser questionado sobre a arma do crime, Luiz Felipe acabou revelando que estava em um móvel na casa.
Levado à 1ª Subdivisão Policial de Paranaguá, Luiz Felipe permaneceu em silêncio ao ser ouvido. Ele acabou autuado por envolvimento no homicídio e ficou recolhido no setor de carceragem da Cadeia Pública, à disposição da Justiça, assim como Rafael.
set 23, 2019 | Polícia
O tráfico de cocaína operado pelo crime organizado, incluindo a rota europeia, que tem Mato Grosso do Sul como um dos principais corredores, perdeu, somente neste ano, mais de R$ 4,68 bilhões em droga, a preços médios internacionais. Isso equivale a 39 toneladas do entorpecente que deixaram de ser entregues aos seus destinos, apreendidas pelos analistas tributários da Receita Federal em contêineres nos portos brasileiros, portas de saída do produto para o exterior.
Em países como Itália, cada quilo de cocaína custa a partir de US$ 30 mil – mais de R$ 120 mil. Os dados são do Sindicato Nacional dos Analistas-Tributários da Receita Federal do Brasil (Sindireceita), que tem procurado demonstrar a dimensão dos trabalhos executados por analistas da Receita nos portos, aeroportos e fronteiras brasileiros.
De um modo geral, com o observado declínio da produção de cocaína na Colômbia e o aumento na Bolívia e no Peru, o Brasil acabou ganhando um destaque logístico relevante no tráfico internacional, atraindo a atenção das facções criminosas. Grandes carregamentos da droga são levados de avião da Bolívia ao Paraguai, em voos clandestinos, e depois trazidos ao Brasil por terra, em direção aos portos marítimos. Para isso, narcotraficantes têm usado meios diversos para o transporte, como camuflagens em caminhões-tanque de combustíveis e óleo vegetal, cargas de minérios, grãos e outros.
MS NA ROTA
A fragilidade do controle nas áreas fronteiriças com a Bolívia e o Paraguai acaba fomentando a estratégia dos traficantes e realçando o papel de Mato Grosso do Sul na rota de escoamento da cocaína. Na última semana, por exemplo, a Polícia Rodoviária Federal apreendeu 250 quilos do entorpecente escondidos sob uma carga de milho em carreta. A interceptação se deu na BR-463, região de Dourados. O motorista disse que viajaria até Maringá (PR) para entregar o milho e depois receberia uma outra carga lícita para continuar a viagem para entrega da droga no Porto de Paranaguá (PR).
No mês passado, ação da Polícia Federal chegou a uma família com ramificação em Mato Grosso do Sul e que foi apontada como operadora de um esquema milionário de tráfico internacional de cocaína, via portos marítimos em direção à Europa. A quadrilha estava baseada em Santos (SP), mas usava Campo Grande como entreposto de recebimento de grandes remessas do entorpecente, que, procedentes da Bolívia, entravam no Estado via Paraguai. A droga era levada aos portos paulistas e catarinenses em caminhões e depois colocada clandestinamente em navios em direção a outros países.
AÇÃO CRESCENTE
De acordo com o analista tributário Timóteo Chueiri Ramos, somente no Porto de Santos, de janeiro a setembro deste ano, já foram apreendidas 18 toneladas de cocaína – 80% a mais se comparado ao mesmo período do ano passado (10 toneladas).
Já no Porto de Paranaguá (PR), neste ano, são 11,6 toneladas do entorpecente, quase o triplo do volume apreendido em 2018 (4,7 toneladas).
Outros portos também têm registros de apreensões de grandes volumes da droga, como Itajaí (SC), Natal (RN), Pecém (CE), Salvador (BA) e Rio de Janeiro (RJ). O aumento de apreensões é viabilizado pela tecnologia e pelos equipamentos de scanner, aliados ao trabalho constante de analistas da Receita na fiscalização de cargas.
PREÇOS NAS ALTURAS
O alto valor da cocaína no mercado internacional transformou o tráfico da droga, via portos marítimos, em um negócio bilionário. A diferença de preços na origem, Bolívia, por exemplo, até o seu destino no exterior acaba despertando a sanha do crime organizado, que, em nome do lucro, se arrisca na movimentação do produto por extensas rotas.
Na Bolívia, segundo fontes da Receita, o quilo de cloridrato de cocaína (pura) é vendido de US$ 2 mil a US$ 3 mil. Esse mesmo quilo chega ao destino com valores multiplicados várias vezes pelos atravessadores. Em países como Espanha, Portugal e Itália, no atacado, o quilo do entorpecente chega a ser vendido entre US$ 30 mil e US$ 40 mil. Entre o custo e a margem de lucro, são contabilizadas despesas com logística, transporte, riscos de perda de uma carga ou outra durante fiscalização, etc.
CONTROLE ADUANEIRO
Anualmente, a Receita controla 189.050 empresas habilitadas no Comércio Exterior (Comex); oito milhões de contêineres; 1 bilhão de toneladas de carga em geral (combustíveis, grãos, minérios, etc); e um fluxo de comércio (importação e exportação) de aproximadamente US$ 400 bilhões.
ENVIO CLANDESTINO EM CONTÊINERES
Apesar dos grandes volumes de cocaína apreendidos pela Receita Federal, o crime organizado age considerando a hipótese de que o transporte marítimo ainda é o meio mais seguro e lucrativo para o envio da droga para a Europa e outros centros.
Neste mercado, que movimenta pelo menos 5,7 bilhões de euros por ano na Europa, traficantes brasileiros operam em conjunto com organizações criminosas internacionais, como a máfia italiana.
Além da logística interna, o narcotráfico nacional se encarrega da compra, do passeio pelos corredores paraguaios e brasileiros, além das estratégias para que a cocaína chegue às mãos de compradores internacionais. Para isso, segundo analistas que fazem a fiscalização de cargas nos portos, aproveitam-se do grande volume de mercadorias movimentadas nos terminais para esconder a droga. Por isso os portos de Santos e Paranaguá, os maiores do País, fazem parte das principais rotas internacionais.
Carregamentos do entorpecente são colocados em contêineres para embarque em navios. A estratégia mais usada é a “rip-on/rip-off”, em que os fardos são inseridos em qualquer contêiner com espaço livre para serem retirados no porto de destino, sem conhecimento de exportadores.
Fonte. Correio do Estado
set 19, 2019 | Polícia

Incêndio de grandes proporções mobiliza Bombeiros e produtores rurais de Porto Murtinho.
Uma guarnição do corpo de bombeiros está estacionado as margens da rodovia 267, mas com a rapidez que o fogo está avançando na pastagem, fica impossível adentrar em meio a vegetação, por que o fogo corre muito rápido com a ajuda do vento.
Sem poder fazer muito, Produtores rurais acompanha o avanço das chamas que consome a vegetação.
Redação – Fronteira News
set 17, 2019 | Polícia
Jardim (MS) – Às 09h20 de hoje (17), uma guarnição de serviço da Polícia Militar realizava policiamento ostensivo e preventivo no perímetro urbano do distrito de Boqueirão, quando abordou um caminhão Mercedes Benz, com placas de Jardim.
Durante a busca veicular, os policiais constataram que havia um fundo falso no assoalho da carroceria do caminhão e localizaram uma grande quantidade de entorpecentes.
O condutor, um homem de 35 anos, relatou que pegou o veículo, já carregado, em um posto de combustível na cidade de Bela Vista e levaria a droga para três destinos: Campo Grande; Bataguassu; e para o estado de Minas Gerais. O homem disse, ainda, que receberia a quantia de R$15.000,00 (quinze mil reais) pelo transporte.
Diante dos fatos, o autor foi preso em flagrante pelo crime de tráfico de drogas e encaminhado à Delegacia de Polícia Civil, juntamente com o caminhão e os 2.446 tabletes de maconha apreendidos, que totalizaram 2.467,7 Kg da droga, para as providências cabíveis.
set 16, 2019 | Polícia
Luan Rodrigues Honorato de Araujo, 25, morador em Cuiabá (MT), foi preso por volta de 22h de ontem (15) com 1.121 quilos de maconha na BR-463, em Ponta Porã, a 323 km de Campo Grande. Ele alegou que aceitou fazer o tráfico para pagar dívida de R$ 10 mil com a facção carioca Comando Vermelho. A conta é por causa do vício de Luan em pasta-base de cocaína.
Ele foi preso por policiais rodoviários federais que tentaram abordar, no Posto Capey, a Hyundai Santa Fé preta, com placa aparente NRJ-1669, de Campo Grande. Viajando na companhia de um adolescente de 16 anos, filho da mulher dele, Luan não obedeceu a ordem de parada e fugiu em alta velocidade. Depois de perseguição por três quilômetros, os dois traficantes foram cercados e presos.
Quando se aproximara do carro os policiais sentiram o forte cheiro de maconha. Ao abrirem o porta-malas, encontraram 941 tabletes da droga, pesando 1.121 quilos.
Os dois afirmaram que vieram da capital mato-grossense de ônibus na sexta-feira (13) e se hospedaram em um hotel em Pedro Juan Caballero, cidade vizinha de Ponta Porã. Na noite de ontem, receberam o carro já carregado com a maconha e R$ 1.200 para as despesas de viagem.
Luan disse que se chegasse a Cuiabá com a droga, quitaria a dívida com a facção carioca, que rivaliza com o PCC (Primeiro Comando da Capital) na disputa pelo controle do tráfico de drogas na fronteira.
O adolescente disse que receberia R$ 2 mil para acompanhar o padrasto. Ele usava o documento do irmão, que está preso. A Hyundai Santa Fé tinha placa de Fortaleza (CE) e havia sido roubada. Os dois foram levados com a droga para a Polícia Civil em Ponta Porã.
set 16, 2019 | Polícia
Campo Grande (MS) – A PMA e o IBAMA, como no ano passado, no período reprodutivo dos psitacídeos (papagaio, arara, periquitos, maritacas, etc.) estão realizando operação contra o tráfico de animais silvestres, especialmente o papagaio. Nesta primeira fase, a “Operação Bocaiúva I” envolve 43 policiais e fiscais e foi iniciada na quinta-feira (12), no intuito principal de evitar a retirada dos filhotes dos ninhos, tendo em vista, que depois da retirada das aves, mesmo quando se apreendem, os problemas à natureza e os custos econômicos, para cuidar dos animais até a reintrodução envolvem muito dinheiro público.
Enquanto as equipes se distribuem em fazendas e bloqueios, os outros órgãos de segurança, como, Unidades da Polícia Militar, Polícia Civil e Polícia Rodoviária Federal, principalmente da região com maior índice do tráfico, foram alertados para atentarem para o problema neste período.
Ontem (14) à noite, Policiais Militares Ambientais de Bataguassu autuaram administrativamente um de traficante de animais silvestres, que estava com 150 filhotes de papagaios ilegalmente, em quatro caixas de madeira em seu veículo Fiat Uno, com placas de São Paulo, abordado pela Polícia Militar da 2ª Companhia de Bataguassu, nas proximidades do posto de combustível Prudentão, na rodovia BR 267.
Os Militares deram voz de prisão ao infrator, apreenderam o veículo e as aves e acionaram a equipe da PMA, que estava em bloqueio na região, na operação de combate ao tráfico dessas aves, para proceder a autuação administrativa (multa ambiental). Ele foi conduzido à delegacia de Polícia Civil de Bataguassu e responderá por crime ambiental, com pena prevista de seis meses a um ano de detenção.
O infrator (50), residente em Ivinhema, afirmou que pegou os papagaios nos ninhos em fazendas na região do Distrito de Casa Verde, no município de Nova Andradina e os levaria para venda no estado de São Paulo por R$ 100,00 cada ave.
Os Policiais Militares Ambientais autuaram o traficante administrativamente e arbitraram multa de R$ 750.000,00. A PMA encaminhará as aves ao Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS) na Capital.
REGIÃO PRINCIPAL DO TRÁFICO E PERÍODO PREOCUPANTE
A região principal do problema de tráfico de papagaio e que é monitorada é basicamente a que constitui os municípios próximos às divisas com os estados de São Paulo e Paraná, como Jateí, Batayporã, Bataguassu, Ivinhema, Novo Horizonte do Sul, Anaurilândia, Santa Rita do Pardo, Nova Andradina, Três Lagoas e Brasilândia, além de Naviraí, Itaquiraí, Eldorado e Mundo Novo, porém, a operação está sendo realizada em todo o Estado, como em 2018, quando houve redução na retirada de filhotes de papagaios no Estado.
Nesta operação, com foco principal a evitar a retirada, ninhos estão sendo monitorados e fechadas as saídas do Estado com bloqueios, especialmente, nas saídas para o estado de São Paulo, que é o destino principal registrado dos filhotes de papagaios traficados em Mato Grosso do Sul.
O período de agosto a dezembro é preocupante com relação ao tráfico de animais silvestres, pois é o período reprodutivo dos papagaios que é o animal mais traficado no Estado. A PMA mantém trabalhos preventivos nas propriedades rurais para prevenir a retirada dos animais e aliciamentos de funcionários de fazendas e assentados pelos traficantes, para a retirada dos filhotes.
PROBLEMAS DO TRÁFICO DE ANIMAIS SILVESTRES
O tráfico de animais silvestres é considerado a terceira atividade criminosa mais rentável, perdendo apenas para o tráfico de drogas e o tráfico de armas. Porém, em Mato Grosso do Sul, o problema se resume quase que especificamente ao papagaio.
Como o que interessa ao comprador na espécie, é a capacidade que ela tem de aprender a imitar a voz humana, a retirada só é realizada enquanto filhote. Por esse motivo, o período de agosto a dezembro é preocupante com relação ao tráfico de animais silvestres no Estado de Mato Grosso do Sul, pois é o período reprodutivo dos papagaios, que é o animal mais traficado no Estado.
Por isso, neste período, operações preventivas nas propriedades rurais para prevenir a retirada dos animais e aliciamentos de funcionários de fazendas e assentados pelos traficantes, para a retirada dos filhotes são fundamentais. Também é importante a vigilância a traficantes presos em anos anteriores. Bloqueios são importantes também nas saídas do estado são, pois evitam que traficantes de fora e locais sintam-se tentados a praticar o crime.