dez 23, 2019 | Polícia

Luís Carlos Torres e Miguel Torres dentro do carro onde estavam, no local do ataque (Foto: MS em Foco)
Luís Carlos Torres e Miguel Torres foram assassinados com dezenas de tiros na noite deste domingo (22), em Cerro Memby, entre o distrito de Chiriguelo, de Pedro Juan Caballero, e a cidade de Yby Yau. O crime na localidade que fica próximo à fronteira com Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul, teria sido motivado por uma discussão em uma corrida de cavalos.
Conforme apurou o MS em Foco, os irmãos passaram o domingo em um cancha, onde são realizadas as disputas com cavalos, esporte muito popular na zona rural do Paraguai. Houve dúvida sobre o resultado de um dos páreos e por isso, os irmãos brigaram com outras pessoas que estavam no local.
No começo da noite, os dois voltaram para casa quando foram atacados por pistoleiros que dispararam dezenas de vezes contra o carro onde estavam. As vítimas morreram no local.
A Polícia Nacional do Paraguai vai ouvir as testemunhas da desavença, já que a principal suspeita é que as mortes tenham sido motivadas pela briga.
dez 18, 2019 | Polícia
Quadrilha do tráfico formada só por mulheres, entre elas uma adolescente de 17 anos, foi desarticulada na tarde de ontem (17) por policiais do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) na região de Tacuru, na fronteira com o Paraguai.
As três adultas e a adolescente usavam um Jeep Renegade furtado para transportar 577 quilos de maconha. A quadrilha tentou fugir dos policiais e durante a fuga bateu o carro em outro veículo, usado pelas batedoras da carga.
De acordo com a assessoria do DOF, a apreensão da droga ocorreu na MS-295, entre Amambai e Paranhos. O Renegade preto usando placa falsa de Curitiba (PR) estava carregado com 21 fardos prensados de maconha.
Os policiais deram ordem de parada ao veículo, mas a condutora não obedeceu e fugiu em alta velocidade. Perseguida por alguns quilômetros, a condutora, de 28 anos que viajava na companhia de outra mulher, de 19 anos, bateu na traseira do Renault Sandero prata com placas de Almirante Tamandaré (PR).
Segundo o DOF, o Sandero fazia o serviço de batedor de estradas para o Renegade com maconha. O carro era conduzido por uma mulher de 25 anos de idade, apontada como contratante das outras duas que seguiam no Renegade. No Sandero estavam a adolescente de 17 anos e duas crianças, filhas da condutora.
Com a batida, o Sandero foi arremessado para fora da rodovia. Imediatamente a equipe policial prestou socorro às crianças que estavam no Sandero e as levou até o Hospital de Tacuru, onde foram atendidas. O Conselho Tutelar local foi acionado para acompanhar as crianças, que não tiveram as idades divulgadas.
Segundo o DOF, a condutora e a passageira do Jeep Renegade contaram aos policiais que foram contratadas pela condutora do Sandero para pegar a droga em Paranhos e levá-la até Eldorado (MS). O Jeep Renegade tinha sido furtado em São Paulo (SP), em março deste ano. A ocorrência foi registrada na Polícia Civil em Tacuru.
dez 12, 2019 | Polícia
Jardim (MS) – Por volta das 05h00min do dia 12/12/2019, com a missão de intensificar o Policiamento Ostensivo para garantir a ordem pública e a sensação de tranquilidade, por conta do período de fim de ano, em que há um aumento significativo de circulação de pessoas e veículos, a Polícia Militar de Bela Vista, juntamente com o Exército Brasileiro, realizaram abordagens e bloqueios em estradas vicinais da região.
Durante as ações, abordaram um veículo VW Fox/Placa de Bela Vista, e durante a revista pessoal no motorista, de 79 anos, encontraram em sua cintura uma arma de fogo de uso permitido, municiada com 06 munições intactas e mais 05 avulsas, totalizando assim 11 munições.
Questionado sobre o registro ou autorização para o porte da arma, o proprietário alegou que possui autorização para portar armas de fogo, porém estava vencida e que a arma que portava não possuía registro, pois tinha adquirido, tanto o revólver quanto as munições, no Paraguai/PY.
Diante dos fatos, foi então dada voz de prisão ao senhor, que após ser cientificado de seus direitos constitucionais, foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil, para as providências que o caso requer.
dez 10, 2019 | Polícia
Uma força-tarefa realizada entre os dias 2 e 6 de dezembro resgatou 17 trabalhadores de seis fazendas na região sudoeste de Mato Grosso do Sul, em situação análoga à escravidão. O resgate aconteceu após um deles ter percorrido 100 quilômetros a pé, de Porto Murtinho ao Ministério Público Estadual em Bela Vista, e realizar a denúncia.
De acordo com o trabalhador, ele estaria há dois meses prestando serviços na carvoaria de uma fazenda próxima a Porto Murtinho, e teria recebido apenas R$ 100 pelo trabalho. E após ser agredido deixou o local e percorreu mais de 100 quilômetros até o MPMS em Bela Vista para reclamar seus direitos. Em depoimento ele ainda afirmou que não sabe ler nem escrever.
Através da denúncia, a força-tarefa realizada pelo MPT-MS (Ministério Público do Trabalho de Mato Grosso do Sul), MPF-MS (Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul), Superintendência Regional do Trabalho e PMA (Polícia Militar Ambiental), foram resgatadas 17 pessoas contratadas para a produção de carvão vegetal e construção de cercas e casas.
Foram fiscalizadas ao todo seis fazendas nas cidades de Bela Vista, Caracol e Porto Murtinho. Do total uma estava desativada, em outra não havia trabalhadores e na terceira as condições não estavam degradantes. Já nas outras três os trabalhadores foram retirados de ambientes com condições degradantes de trabalho. Uma das pessoas ainda seria paraguaia.
Em duas propriedades rurais próximas a Porto Murtinho, distante 454 quilômetros de Campo Grande, foram resgatadas, segundo o MPT-MS, estavam alojados em barracos improvisados com lona e galhos de árvores. O local não tinha iluminação e como cama eram usadas estruturas de madeira montadas diretamente no chão, além de não existir banheiro para uso dos trabalhadores.
A água – com aspecto turvo e barroso – usada no banho, para consumo e preparo dos alimentos era retirada de um córrego, próximo à área onde estavam acampados, com galões lubrificantes. As carnes que eram consumidas pelos trabalhadores, ficavam suspensas em varais em contato com a sujeira e contaminantes diversos.
Já no município de Caracol, a 384 quilômetros de Campo Grande, um trabalhador foi resgatado. Ele estava na fazenda há dois meses e receberia R$ 18 por forno de carvão – o total eram 23 unidades no local. Em dois meses ele teria recebido menos de R$ 500 e não retornou para Bela Vista onde morava antes da contratação.
No local as condições de saúde e segurança para os serviços executados levantaram preocupação da fiscalização. Entre outras irregularidades, o trabalhador não teve acesso aos equipamentos de proteção individual.
Ainda segundo o MPT-MS, na propriedade rural próxima a Bela Vista, o cenário era de graves infrações trabalhistas cometidas na produção de carvão vegetal. Assim como em Caracol, parte dessas irregularidades foi classificada pelo órgão como reincidente, já que, em 2013, o mesmo empregador de ambas as fazendas firmou um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) para cumprir uma série de regras relativas ao meio ambiente laboral, por ocasião de diligência, que constatou diversas violações de normas trabalhistas em outra carvoaria pertencente a ele.
Além disso, em 2015, foi ajuizada uma ação em face do mesmo empregador para executar o TAC, depois que auditores-fiscais detectaram inúmeras infrações trabalhistas que implicavam o descumprimento do termo, resultando na lavratura de relatórios e autos de infração usados como prova na ação.
Resgates recentes
Em Mato Grosso do Sul, até o momento, foram 36 trabalhadores resgatados em situações análogas às de escravos. Em abril deste ano, seis foram retirados de uma propriedade rural em Rochedo, após serem flagrados laborando em circunstâncias degradantes na produção de carvão.
No mês de outubro, outras 13 pessoas de origens brasileira e paraguaia foram retiradas em situações humilhantes de fazendas nos municípios de Caracol e Bela Vista. Uma delas laborava há 11 anos na propriedade rural.
Fonte: Midia Max
dez 9, 2019 | Polícia
Mais um caso de assassinato que exemplifica a violência na fronteira entre Brasil e Paraguai aconteceu na madrugada de hoje (9). Os irmãos Nestor e Ignácio Gadea, de 37 e 36 anos respectivamente, foram executados a tiros no lado paraguaio da fronteira, em Pedro Juan Caballero.
Segundo o site de notícias Capitan Bado, as vítimas, que tinham nacionalidade paraguaia, estavam em um bar por volta das 00h30 de hoje quando foram mortos.
De acordo com o depoimento dado pelo proprietário à polícia, os irmãos chegaram ao bar, que fica no povoado de Piky, e pediram ao dono do estabelecimento para beber e ouvir música no local.
Segundo o mesmo, ele deu a permissão e voltou para dentro do bar, momento em que ouviu os disparos feitos por um homem de moto, que fugiu em seguida.
Os dois irmãos morreram na hora e o duplo homicídio segue sendo investigado pela polícia paraguaia.
TERROR
Segundo dados divulgados pelo jornal paraguaio Ultima Hora, os números de mortes violentas que aconteceram ao longo de 2019 nas cidades de Pedro Juan Caballero e Ponta Porã totalizam 248 casos.
As duas cidades, que juntas somam 220 mil habitantes, convivem diariamente com amostras da violência. Dos casos registrados, 114 aconteceram em Ponta Porã e 134 em Pedro Juan Caballero.
Recentemente, a morte violenta do jovem Alex Ziole, de 14 anos, chocou ambos os lados da fronteira. O corpo carbonizado do estudante, que havia sido declarado desaparecido, foi encontrado esquartejado em um tambor próximo à rodovia BR-463, em Ponta Porã.
De acordo com as investigações, o adolescente foi assassinado em um ‘tribunal do crime’ na cidade de Pedro Juan Caballero, onde residia. As investigações apontam que Alex teria sido enterrado no lado paraguaio da fronte e, posteriormente, devido à repercussão do crime, o corpo foi transferido para o lado brasileiro. Ainda de acordo com informações também apontam que Alex, antes de ser morto, foi obrigado a cavar a própria cova.
Já ontem (8), um idoso de 85 anos, residente em Ponta Porã, foi vítima do crime de latrocínio, roubo seguido de morte. O idoso, identificado como Daniel Gonçalves, teria recebido a aposentadoria durante a semana, o que poderia ser do conhecimento do invasor.
O invasor portava um pedaço de madeira e teria desferido vários golpes contra o idoso, que morreu no local. Além do dinheiro, o criminoso levou também a moto da vítima, que que estava estacionada no local.
dez 7, 2019 | Polícia
Morreu na tarde desta sexta-feira (6/12) na MS-384, entre Antônio João e Ponta Porã, a douradense Gladys Thaís Flores Lopes. Ela estava em um veículo quando acabou se acidentando.
Conforme pessoas próximas à vítima, ela atuava como instrutora do Master Mind, uma espécie de treinamento corporativo.
Na tarde de hoje ela seguia para Antônio João, perdeu o controle de direção do veículo em que estava e acabou morrendo no acidente após colidir contra um caminhão.
O caso é investigado.