fev 23, 2021 | Polícia
“Estou pronto pra perdoar”. Foi a frase que um pai de 32 anos, morador de Coxim, verbalizou poucas horas depois de enterrar a filha, no dia em que ela completaria um aninho. Ele e a esposa, de 31 anos, buscam respostas para a morte de Luísa, que ocorreu na sexta-feira (19).
Ainda muito abalado, o pai conversou com a reportagem do Edição MS, na noite deste domingo (21). “Estou pronto para perdoar, mas preciso saber o que aconteceu com a minha filha. É isso que vai nos dar a paz que precisamos para entendermos o propósito de Deus”, reafirmou o pai, que não vai medir esforços em busca da reposta.
Luisa morreu no hospital da Cassems de Campo Grande, às 19h42 de sexta-feira (19), depois de sofrer três paradas cardiorrespiratórias. Com a filha nos braços, já sem vida, o pai prometeu, em meio a todo sofrimento, que buscaria resposta. Vale ressaltar que a família não tem interesse em indenização financeira.
A única explicação é que a menina morreu em decorrência de uma infecção, porém, essa versão não convenceu a família. Luísa passou mal na sexta de manhã ao receber um medicamento na veia, no hospital da Cassems de Coxim.
“Minha filha estava comendo melão e brincando no colo da minha esposa quando uma profissional entrou no quarto com a seringa e falou que aplicaria bromoprida para impedir episódios de vômitos. Quando ela deu início a aplicação a Luísa começou a chorar, tremer e virar os olhos. Minha esposa correu com ela até a médica, que com ajuda de outros profissionais conseguiu reanimá-la, após 30 minutos”, relatou.
Desesperado, o pai decidiu transferir a filha para Campo Grande e chegou a providenciar uma UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) aérea. De acordo com ele, “milagrosamente” a Cassems, que dias antes tinha negado a transferência por via terrestre, resolveu arcar até com o custo do avião.
As 15h12 a UTI decolou de Coxim com destino a Campo Grande. O pai acompanhou a filha na viagem e notou que algo estranho estava acontecendo já no trajeto. Ao chegar na unidade da Cassems da Capital ele foi separado da filha, que foi para cuidados médicos enquanto ele relatava o que tinha acontecido para duas mulheres, funcionárias do hospital.
Pouco tempo depois o pai foi autorizado a subir para a UTI e quando chegou na porta foi recebido por uma médica, que deu a pior notícia de sua vida. Luísa não resistiu às paradas cardiorrespiratórias que sofreu.
Em meio ao desespero, ele conta que foi desestimulado por uma funcionária do hospital da Cassems a encaminhar o corpo da filha para o IML (Instituto Médico Legal), onde seria feito necropsia. A família ainda não recebeu o atestado de óbito com a causa da morte.
O caso já foi registrado numa delegacia de Campo Grande, onde o pai também entregou a seringa usada para aplicar o medicamento na veia de Luísa em Coxim. Ele conta que filmou o momento em que recolhia a seringa no quarto do hospital.
Nesta segunda-feira (22), a família vai constituir um advogado para cuidar do caso. Eles não descartam a possibilidade de pedir exumação do corpo para investigação.
Entenda como tudo começou
Luísa sempre foi uma criança saudável, mas no início de fevereiro começou apresentar febre e desconforto. Os pais entraram em contato com uma médica de confiança, que orientou levar a menina no hospital da Cassems em Coxim para teste de Coronavírus (Covid-19).
Com a negativa o médico plantonista a diagnosticou como uma infecção de garganta, conforme a família. Dois dias depois Luísa foi levada ao consultório da médica de confiança, que receitou antibiótico para ser ministrado por uma semana.
Entretanto, Luísa voltou a ter febre, desta vez acompanhada de vômitos. Os pais voltaram a mesma médica que receitou mais um antibiótico, além de bromoprida para cessar os vômitos.
Um novo teste de Covid e mais uma negativa, na terça-feira (16). Luísa foi internada no hospital de Coxim e um pediatra assumiu o caso. Infecção era relatada a família, porém, a informação repassada aos pais era que os únicos medicamentos que a menina recebia tratavam apenas os sintomas (febre e vômito).
O pai conta que apertou o médico e ele pediu três dias para identificar qual era a infecção e entrar com o antibiótico certo. Na quinta-feira (18), ele tentou transferir a filha para Campo Grande, mas disse que a Cassems negou.
Apesar do tratamento não avançar, o quadro de Luísa era estável. Tanto que na sexta-feira, até que recebeu o medicamento intravenoso e ter a primeira parada cardiorrespiratória, a menina brincava no colo da mãe.
Os pais moram em Coxim há pelo menos 10 anos, onde tem propriedade rural. Além de Luísa, eles tem outra menina, de 5 anos, que tem dado força para a família seguir em frente. Independente da sua crença, inclua essa família em suas orações.
fev 19, 2021 | Polícia
Caracol (MS) – Por volta das 16h20min de ontem (17), uma guarnição de serviço da Polícia Militar em Caracol realizava rondas pela rua Mato Grosso, quando avistou um indivíduo, de posse de uma bicicleta, em atitude suspeita.
Os policiais procederam à abordagem e, após averiguação, constataram que o homem, de 27 anos, havia furtado a bicicleta. A vítima, uma mulher de 41 anos, reconheceu o objeto.
Diante dos fatos, o homem foi preso e encaminhado à Delegacia de Polícia Civil, juntamente com a bicicleta recuperada, para as providências cabíveis.
Já, à 01h00min de hoje, a equipe PM foi acionada para atender a uma ocorrência de tentativa de suicídio, em uma propriedade rural do município. No local, os policiais localizaram e apreenderam um revólver calibre .22, com duas munições intactas e três deflagradas. A arma de fogo foi entregue na Delegacia de Polícia Civil, para as providências cabíveis. A vítima foi encaminhada, em vaga zero, para Campo Grande.
fev 15, 2021 | Polícia
Polícia Militar Ambiental de Bela Vista autua assentado em R$ 2,4 mil por desmatamento ilegal de 4 hectares e incêndio de vegetação nativa
Bela Vista (MS) – Durante fiscalização no assentamento Caracol no município, a 45 km da cidade, Policiais Militares Ambientais de Bela Vista localizaram hoje (14) em um lote do assentamento, um desmatamento de vegetação nativa de cerrado, que fora executado sem autorização ambiental. A supressão da vegetação foi realizada com uso de máquinas para aumento da área de pastagem.
O infrator (33) ainda realizou a queima do material lenhoso do desmatamento nas leiras, também sem autorização do órgão ambiental competente. De fato, até desmatamentos regularizados, não se pode queimar o material lenhoso. A lei obriga se fazer o aproveitamento, podendo haver queima somente de restos de galhadas e arbustos nas leiras e ainda com a devida licença ambiental. A área desmatada foi medida em GPS e perfez 4 hectares. As atividades foram interditadas.
Contra o infrator, residente em Bela Vista, foi confeccionado auto de infração administrativo e arbitrada multa de R$ 2.430,00 pelas infrações ambientais. Ele também responderá por crime ambiental, que prevê pena de três a seis meses de detenção. O infrator foi notificado a apresentar um Plano de Recuperação de Área Degradada e Alterada (PRADA), junto ao órgão ambiental.
fev 15, 2021 | Polícia
Polícia Militar Ambiental de Bela Vista autua infrator por desmatamento e exploração de madeira ilegalmente em 4 hectares de vegetação nativa
Bela Vista (MS) – Um desmatamento e a exploração da madeira ocorridos ilegalmente no município foram localizados, quando Policiais Militares Ambientais de Bela Vista realizaram fiscalização em uma fazenda, localizada a 40 km da cidade ontem (13). A supressão ilegal de 4,19 hectares de vegetação nativa de cerrado foi levantada por técnica de sobreposição de imagens de satélites.
O desmatamento que ocorrera há algum tempo estava com plantio de pastagem de pastagem e criação de gado bovino na área. Foi utilizado aparelho de GPS para aferição da área alterada. Os Policiais verificaram ainda, que parte da madeira e galhadas proveniente da vegetação retirada ainda se encontrava em amontoados no local e a maior parte já havia sido explorada ilegalmente. As atividades foram interditadas.
O infrator (58), residente em Bela Vista, foi autuado administrativamente e foi multado em R$ 1.300,00. Ele também responderá por crime ambiental com pena prevista de seis meses a um ano de detenção. O autuado também foi notificado a apresentar um Plano de Recuperação da Área Degradada e Alterada (PRADA) junto ao órgão ambiental estadual.
fev 12, 2021 | Polícia
Polícia Militar Ambiental de Batayporã prende adolescente mineiro com 325 kg de maconha em veículo com placas falsas
Campo Grande – Policiais Militares Ambientais de Batayporã realizavam fiscalização ambiental na rodovia MS 276 (rodovia do cascalho) no município e, quando foram abordar um veículo Honda FIT, com placas de Campo Grande, durante um bloqueio, o condutor não obedeceu a ordem de parada. A equipe perseguiu o veículo e conseguiu abordá-lo a 10 km depois em um posto de combustível já na zona urbana do município.
Os policiais encontraram no veículo e apreenderam 325 quilos de maconha distribuídos em 629 tabletes que estavam no banco traseiro e porta-malas. O condutor, um adolescente de 17 anos, residente em Ipatinga (MG), afirmou que foi contratado por R$ 2.000,00 para conduzir o veículo carregado com a maconha, da cidade de Naviraí até sua cidade de Ipatinga. Ele informou que pegou o carro já carregado e com a chave no contato em um posto de combustível na saída da cidade de Naviraí.
Após checagem do veículo, os Policiais verificaram que as placas de Campo Grande fixadas eram falsas e as verdadeiras eram de Ipatinga (MG). No interior do veículo ainda foram encontrados mais dois pares de placas, sendo um par da cidade de São José do Rio Preto (SP) e outro Belo Horizonte (MG).
Foi dada voz de prisão ao condutor pelo ato infracional e ele foi conduzido com a droga e o veículo apreendidos à delegacia de Polícia Civil de Batayporã, onde ele foi autuado pelo ato criminoso e colocado à disposição da justiça.
fev 11, 2021 | Polícia
Bela Vista (MS) – Em uma fazenda no município de Caracol, localizada a 75 km desta cidade, Policiais Militares Ambientais de Bela Vista realizaram fiscalização ontem (10) no final da tarde e localizaram um desmatamento ilegal em área protegida de reserva legal na propriedade. A supressão ilegal de 1,6 hectare de vegetação nativa de cerrado realizada pelo proprietário rural de 54 anos, residente no Distrito de Alto Caracol, foi levantada por imagem de satélites e já estava com plantio de pastagem e criação de gado no local.
Foi utilizado aparelho de GPS para aferição da área da reserva legal alterada, inclusive, declarada no Cadastro Ambiental Rural (CAR) como protegida. A área fora desmatada há algum tempo e foi verificado que apenas a madeira proveniente da vegetação retirada não se encontrava no local e o restante havia sido explorada. As atividades foram interditadas.
O infrator foi autuado administrativamente e foi multado em R$ 10.000,00. Ele também responderá por crime ambiental com pena de um a três anos de detenção, pena agravada devido a infração ter ocorrido em área protegida por lei. O autuado também foi notificado a apresentar um Plano de Recuperação da Área Degradada e Alterada (PRADA) junto ao órgão ambiental estadual.