fev 26, 2026 | Polícia
Prester a completar 30 anos preso, o traficante Márcio Nepomuceno dos Santos, o Marcinho VP, um dos chefões da facção criminosa Comando Vermelho, pode ser colocado em liberdade a partir de setembro. Para evitar que ele deixe a cadeia, autoridades se mobilizam para manter o traficante longe das ruas. Atualmente, Marcinho VP cumpre pena na Penitenciária Federal de Campo Grande.
Conforme o jornal O Globo, Marcinho VP, preso desde 1996, completa os 30 anos de prisão em setembro e, em tese, poderia ser colocado em liberdade.
Para tentar impedir a soltura iminente, delegados e promotores buscam diversas alternativas, enquanto a defesa do traficante tenta derrubar mandados em vigor e evitar novas condenações.
A mobilização contra a liberdade se baseia no fato de que mesmo preso há quase três décadas, o cárcere não impediu que Marcinho VP continuasse a cometer crimes, se tornando um dos principais nomes do Comando Vermelho mesmo atrás das grades, sendo considerado um dos detentos de maior periculosidade, segundo as autoridades.
Marcinho VP possui cinco cartas de execução de sentença por homicídio, associação criminosa, corrupção ativa, desacato, associação para o tráfico (duas vezes) e tráfico de drogas. Acumuladas, as penas superam 55 anos, mas a legislação em vigor na época das condenações estipulava os 30 anos como tempo máximo de cumprimento.
Desde 2019, quando entrou em vigor o Pacote Anticrime, o limite aumentou para 40 anos, mas a nova regra só se aplica a processos iniciados após esse ano.
Thiago Bottino, professor da FGV Direito Rio e especialista em Direito Penal, disse ao O Globo que, caso seja condenado por crimes posteriores a 2019, a conta da pena seria reiniciada, podendo haver o cumprimento de mais 40 anos.
Caso haja algum novo mandado de prisão provisória, a saída iminente do traficante do presídio pode ser frustrada. É nesta seara que têm havido batalhas judiciais entre acusação e defesa.
Em um dos casos, em setembro de 2025, a Justiça aceitou denúncia do Ministério Público e decretou a prisão preventiva de 20 integrantes do Comando Vermelho, incluindo Marcinho VP e Fernandinho Beira-Mar, que também está no sistema prisional, após investigação apontar que a quadrilha montou, com anuência dos chefões, um esquema de roubo de veículos na Zona Norte do Rio, com carros clonados para revenda e peças repassadas a lojas e ferros-velhos.
O juiz Renan de Freitas Ongaratto afirma que a acusação demonstrou que Marcinho VP e outros réus compõem a mais alta cúpula da facção e que eles mandam ordens para os demais escalões da facção. O magistrado, em outubro do ano passado, rejeitou pedido de revogação da prisão preventiva, mas os advogados, desde então, vêm impetrando diversos recursos.
Em outra frente, promotores buscam medida cautelar para impedir que Marcinho saia pela porta da frente da penitenciária.
Ainda em novembro do ano passado, o Ministério Público pediu a decretação de nova prisão preventiva, alegando que a defesa do traficante e de outros dois réus tentaram deliberadamente atrasar o andamento do processo sobre um homicídio que tramita há 23 anos.
A defesa disse, no entanto, que não houve pedido de adiamento por sua parte e ressaltou a ausência de contemporaneidade da medida.
Em 3 de dezembro, a juíza Alessandra da Rocha Lima Roidis negou o pedido de prisão preventiva do trio, pontuando que, no sistema processual penal do país, a liberdade é a regra e fica vedada qualquer execução antecipada de pena.
Outra representação pela prisão preventiva foi feita por delegados em março de 2025, mas o próprio Ministério Público se manifestou contra por falta de provas.
Procurado pelo o Globo, o MP informou que Marcinho VP tem uma prisão preventiva em vigor e, embora complete os 30 anos de prisão em setembro, é prematuro falar na iminência da soltura, já que há possibilidade de uma condenação ou modificação no processo de execução penal.
Marcinho VP
Márcio Nepomuceno, o Marcinho VP, é apontado com nome proeminente da criminalidade do Rio de Janeiro há quase três décadas, sendo um dos principais chefes do Comando Vermelho, ao lado de Fernandinho Beira Mar.
Preso desde 1996 , ele está em penitenciárias federais desde 2010, atualmente em Campo Grande.
No entanto, o encarceramento não impediu que Marcinho VP continuasse no mundo no crime. Mesmo de dentro do presídio, ele ordenou uma série de crimes que foram cometidos por outros faccionados. Nos últimos 14 anos, ele cumpre pena em unidades federais.
Em novembro de 2024, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, por meio da Vara de Execuções Penais, autorizou a renovação, por mais três anos, da permanência de Marcinho VP no sistema penitenciário federal.
Na decisão, o juiz afirmou que a manutenção de Marcinho VP no sistema federal segue necessária para dificultar articulações criminosas no Rio de Janeiro.
A decisão cita a megaoperação deflagrada em 28 de outubro de 2024 nos complexos do Alemão e da Penha, áreas consideradas reduto de Marcinho VP, para alertar sobre o “risco do retorno do apenado ao sistema penal do estado”.
O histórico de transgressões do líder do Comando Vermelho também foi apontado como motivo pela sua permanência.
A Justiça considerou que a lei permite a renovação do prazo de permanência por um novo período, caso permaneçam os motivos da transferência. No caso de Marcinho VP, o interesse coletivo de segurança pública
Fonte: correiodoestado
fev 26, 2026 | Polícia
Dyonathan Celestrino, de 34 anos, conhecido como Maníaco da Cruz, responsável por uma série de assassinatos em Rio Brilhante, será interrogado no dia 28 de abril deste ano, em processo que responde por resistência mediante violência ou ameaça, por ter se recusado a voltar para a cela e jogar uma garrafa com urina em um policial penal.
O caso aconteceu em setembro de 2024. Conforme reportagem do Correio do Estado, Dyonathan estava no solário do Instituto Penal de Campo Grande, onde está preso desde 2013, e, depois de expirado o horário de banho de sol, o policial penal solicitou que ele retornasse à cela.
O Maníaco da Cruz se negou a obedecer a ordem e resistiu, tendo sido necessário o uso de escudo por parte dos funcionários do Instituto Penal para conter o detento.
Neste momento, Dyonathan se tornou agressivo e arremessou urina, que estava armazenada em uma garrafa pet, contra o policial penal, que foi atingido no corpo e no olho direito.
O policial relatou que tal comportamento por parte do denunciado é recorrente, sendo comum a prática de agressões e o arremesso de dejetos biológicos contra os servidores.
Denúncia foi apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) e uma primeira audiência de instrução, com participação do acusado, foi realizada no dia 1º de dezembro de 2025. Na ocasião, a defesa discordou dos termos da denúncia e afirmou a improcedência da inicial acusatória, mas se reservou ao direito de adentrar com profundidade no mérito da causa ao final da instrução criminal em alegações finais.
A juíza recebeu a denúncia e designou audiência de instrução em continuidade para o dia 28 de abril de 2026, onde será realizada a oitiva das testemunhas e interrogatório do Maníaco da Cruz.
Recorrente
A conduta do preso é recorrente, no sentido de agredir e atirar dejetos biológicos contra os servidores.
No dia 27 de setembro de 2023, conforme noticiou o Correio do Estado, ele agrediu um policial penal e ameaçou de morte outros agentes após o banho de sol.
Na ocasião, Dyonathan estava no solário de cela especial e, durante o procedimento de fechamento da ala, ele estava alterado e se recusou a voltar para sua cela, se jogando ao solo e contra as paredes, gritando que mataria os policiais penais.
Equipe de resistência foi acionada para ajudar a conter o preso, ma ele continuou demonstrando resistência, desferindo socos e pontapés. Um dos policiais foi atingido por socos no rosto.
Internação em presídio
Dyonathan Celestrino é responsável por uma série de assassinatos em Rio Brilhante, em 2008, e desafia o sistema penitenciário. Isto porque ele segue internado na ala de saúde do Instituto Penal de Campo Grande (IPCG) por falta de um ambiente adequado ao seu quadro de psicopatia.
A pena de internação pelos crimes cometidos em 2008, quando ainda era adolescente, já foi cumprida entre os anos de 2008 e 2011. Ele atingiu a maioridade penal, de 21 anos, em 2013, quando deveria ter sido solto, mas devido à impossibilidade de reintegração à sociedade e a falta de vagas em hospitais de custódia, segue no Instituto Penal.
Dyonathan é avaliado regularmente por perícia médica, para constatar se há a cessação de periculosidade ou permanência, tendo laudos apontando que ele continua com transtornos de psicopatia que impedem o convívio social, sendo mantida a medida de segurança de internação.
Os crimes
O serial killer conhecido como Maníaco da Cruz, escolhia as vítimas de forma aleatória, e obrigava que respondessem diversas perguntas sobre comportamento sexual. Se fossem consideradas impuras, eram assassinadas, tendo seus corpos posicionados em sinal de crucificação.
A primeira vítima do Maníaco da Cruz foi seu vizinho, o pedreiro Catalino Gardena, de 33 anos, morto no dia 2 de julho de 2008. No julgamento de Dyonathan, Catalino “mereceu” morrer porque era alcoólatra e homossexual.
A segunda vítima foi Letícia Neves de Oliveira, de 22 anos, foi assassinada no dia 24 de agosto do mesmo ano, por ser LGBTQIAPNA+.
No dia 3 de outubro de 2008, o Maníaco da Cruz fez a terceira vítima, Gleice Kelly da Silva, de 13 anos, encontrada seminua em uma obra, com um bilhete próximo ao corpo citando que “morto não responde aos recados”.
Na época em que foi apreendido, Dyonathan disse que matou as vítimas porque elas não seguiam os preceitos de Deus. O Maníaco da Cruz foi apreendido em sua casa em outubro de 2008, e posteriormente, encaminhado à Unei de Ponta Porã.
Em 2013, ele fugiu da unidade para o Paraguai, sendo encontrado e preso novamente.
Há mais de 10 anos ele está submetido a interdição e medida de segurança, o que o mantém como interno na ala de saúde do Instituto Penal de Campo Grande.
Fonte: correiodoestado
fev 23, 2026 | Polícia
Policiais militares do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) recuperaram, na madrugada de sábado (21), um veículo Hyundai Tucson com queixa de furto no estado do Rio Grande do Sul. A ação ocorreu na MS-379, em Dourados.
A equipe realizava patrulhamento pela rodovia quando visualizou o utilitário trafegando em alta velocidade e com alterações na suspensão. Ao receber ordem de parada, o condutor desobedeceu e iniciou fuga, abandonando o automóvel quilômetros depois e tentando escapar a pé por uma área de mata.
O homem, de 29 anos, foi alcançado e detido. Durante a vistoria, a equipe constatou que o veículo ostentava placas falsas e possuía registro de furto ocorrido em 20 de dezembro de 2025, na cidade de Dois Irmãos (RS). Questionado, o autor confessou que sabia da procedência ilícita do carro e que seguia para Ponta Porã, onde o carregaria com cigarros contrabandeados.
O condutor e o veículo, avaliado em aproximadamente R$ 35 mil, foram encaminhados à Defron (Delegacia de Repressão aos Crimes de Fronteira), em Dourados.
fev 23, 2026 | Polícia
Policiais militares do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) apreenderam, na manhã de sábado (21), uma carga de cigarros contrabandeados do Paraguai em um galpão na zona rural de Mundo Novo. A apreensão de aproximadamente 125 mil pacotes gerou um prejuízo estimado em mais de R$ 6 milhões ao crime organizado.
A equipe realizava patrulhamento quando recebeu uma denúncia anônima sobre movimentações suspeitas de caminhões em um suposto depósito de reciclagem. No local, os militares avistaram suspeitos que faziam a vigilância do imóvel; ao perceberem a aproximação policial, os indivíduos fugiram em direção a uma área de mata densa e não foram localizados.
No interior do galpão, a guarnição encontrou o espaço ocupado por pilhas de cigarros estrangeiros, parte deles ocultos sob fardos de material reciclável.
A mercadoria foi encaminhada à Receita Federal de Mundo Novo.
fev 18, 2026 | Polícia
Policiais militares do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) apreenderam, na última quinta-feira (12), um caminhão Iveco Tector carregado com 27,5 mil pacotes de cigarros contrabandeados do Paraguai. A ação ocorreu na rodovia MS-455, em Campo Grande.
A equipe realizava patrulhamento, com apoio da aeronave Harpia, quando visualizou o caminhão de cor branca. Ao perceber a aproximação dos policiais, o condutor abandonou o veículo e tentou fugir a pé por uma plantação de soja, mas foi alcançado e detido.
Os militares também constataram que o veículo ostentava placas falsas. Questionado, o motorista de 42 anos afirmou que foi contratado em Ponta Porã para levar a carga até Campo Grande, serviço pelo qual receberia R$ 4 mil.
O condutor, o caminhão e a mercadoria, avaliados em aproximadamente R$ 1,6 milhão, foram encaminhados à Delegacia da Polícia Federal em Campo Grande.
fev 14, 2026 | Polícia
Motorista, de 67 anos, que não teve o nome divulgado pelas autoridades, morreu em decorrência de um acidente de trânsito na MS-040, em Campo Grande, no final da tarde desta sexta-feira, dia 13.
Ele perdeu o controle da direção e tombou em uma curva, passando pelo guard rail e ficando em uma descida próximo à vegetação e ao córrego.
Segundo informações do boletim de ocorrência, o caminhoneiro seguia no sentido de Santa Rita do Pardo para Campo Grande, quando houve o acidente.
O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas quando chegaram ao local, a vítima já estava sem os sinais vitais, preso às ferragens.
Fonte: JD1