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Bela Vista-MS Domingo, 21 de Junho de 2026
20 de novembro: Conhecimento é resistência!

20 de novembro: Conhecimento é resistência!

Paulo Sérgio Gonçalves -Crédito Usina de Notícias

Em 20 de novembro de 1695 o Brasil perdeu um dos seus primeiros ícones de resistência negra, Zumbi dos Palmares. Apesar de sua importância, a data só se tornou parte do calendário comemorativo em 10 de novembro de 2011, quando foi promulgada a Lei nº 12.519. O marco foi idealizado pelo professor porto-alegrense Oliveira Silveira (1941-2009), que entendia o 13 de maio (Abolição da Escravatura) como uma data obsoleta para representar a conscientização do negro brasileiro, tendo em vista seus aspectos históricos.

Segundo último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (2018), 56,10% pessoas se declaram negras no Brasil. Mas apesar desse grupo representar a maior parte da população brasileira, infelizmente, a história do povo negro e a reflexão sobre a Consciência Negra ainda são pautas para apenas duas datas do ano. A ampliação desse diálogo nas escolas, no sistema educacional e no debate público é urgente, não apenas no 13 de maio ou no 20 de novembro.

Porém, nos alegra perceber que em diversos pontos do país já temos pequenos núcleos de resistência, que cada vez mais lutam, assim como Zumbi, pela transformação social, porém, por meio da disseminação do conhecimento. Núcleos de Estudos Afro-brasileiros que nasceram nas instituições de ensino superior e que têm a imensa responsabilidade política e social de debater, estudar, pesquisar e esclarecer os fatores que levam a população negra brasileira, ainda hoje, a se posicionar estruturalmente na parte mais baixa da pirâmide social. 

Talvez toda essa luta, conduzida pelo conhecimento, já esteja causando seus efeitos. Em 2018 comemoramos o marco histórico, em que a população negra representou a maioria de estudantes cursando ensino superior em faculdades públicas, sendo 50,3%. E em algumas instituições privadas esse índice ainda foi maior, chegando a 54%, como é o caso da Estácio. Esses dados são um reflexo dos valores nutridos nesta rede de ensino, de proporcionar o acesso ao conhecimento para todos e se posicionar de maneira atuante nas questões étnico-raciais, apoiando, em 2020, a publicação livros, como a obra “Rosa Negra” de autoria de Ivone Ferreira Caetano, advogada formada pela terceira turma de Direito da Estácio que se tornou a primeira Juíza e Desembargadora negra do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro e movimentos como o “Afropresença”, evento nacional realizado em outubro que abordou a inclusão social de jovens negros universitários no mercado de trabalho; o Prêmio Sim à Igualdade Racial 2020, que reconheceu pessoas, empresas, iniciativas e organizações que atuam em prol da igualdade racial no país nas áreas de empregabilidade, educação e cultura; o Ghettu Music Camp 2020, projeto que fomenta a música independente e promove ações voltadas para amplificação da potência criativa preta; e o Núcleo de Estudos Afro-brasileiros, conduzido pelo campus Porto Alegre. 

Hoje, parabenizamos às iniciativas e instituições espalhadas pelo país que são, cada uma, pequenos núcleos de resistência, mas que juntas lutam pela transformação social, formando uma grande rede de disseminação de conhecimento e consciência, não apenas no 20 de novembro. Conhecimento é resistência!

 

Paulo Sergio Gonçalves

Coordenador do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da Estácio

e Doutorando em Literaturas Africanas

Leia Coluna Amplavisão: Inevitável: sorrisos e lágrimas das urnas

Leia Coluna Amplavisão: Inevitável: sorrisos e lágrimas das urnas

CAMPO GRANDE: Os eleitores mais interessados em gestão eficiente do que em ideologia. Isso explica o recado das urnas. Ruas conservadas, lixo recolhido, vagas nas creches, transporte eficiente e boa educação pesaram. O dia a dia proporciona a visão mais próxima daquele eleitor pragmático quanto a administração e seus desafios.

VITORIOSOS: A vitória de Marquinhos Trad (PSD) no maior colégio eleitoral deu-lhe cacife para 2022. Também o PSDB do governador Reinaldo exibe musculatura ao eleger 37 prefeitos. Outra sigla em ascensão é o DEM – venceu em 15 cidades com a ministra Tereza Cristina da Agricultura – vitaminando-se para concorrer em 2022. 

DERROTADOS: O maior deles foi o ex-governador Puccinelli: patrocinador do candidato Marcio Fernandes (MDB) – só 12.522 votos (3,01%), 5º lugar, atrás da estreante Sidnéia (Podemos). O desempenho do MDB no interior também decepcionou; venceu em 9 cidades – a maioria de colégios eleitorais pequenos sem grande influência. 

ZERADO: O PT sonhava eleger até 10 prefeitos. Pedro Kemp – sem participação do ex-governador Zeca na campanha superou os 21.377 votos (4,87%) de Vander Loubet (PT) em 2012. Os 34.546 votos (8,32%) obtidos por Kemp foram por méritos pessoais pela sua atuação parlamentar em prol da educação e em segmentos da igreja católica.

HARFOUCHE: O discurso moralizador de Promotor de Justiça (Avante) contaminado desde 2018 ao aceitar ser candidato a vice governador e governador pelo MDB, sigla estigmatizada pelas denúncias de corrupção contra o ex-governador Puccinelli. Suas fotos naquele palanque emedebista ficaram gravadas na memória do eleitor. Seus 163.314 votos ao senado na capital em 2016 resultaram em 48.094 votos para prefeito. 

TRAMPOLIM? Cada eleição tem o próprio roteiro. Postulantes a prefeito da capital não podem se fiar nos votos de agora. 2022 é outra história: cenário e roteiro imprevisíveis. O aviso vale especialmente para a delegada Sidnéia (Podemos);Vinícius Siqueira (PSL); Marcelo Miglioli (SD), Esacheu (PP) e o deputado João Henrique (PL).

MARA CASEIRO: (PSDB) participou vitoriosamente das eleições prefeituras em 26 municípios (de Mundo Novo a Alcinópolis) e também ajudou a eleger 80 vereadores. Uma retribuição a fidelidade dos companheiros que lhe deram 23.813 votos no pleito em 2018. Como sempre a parlamentar tucana está motivadíssima. Isso é muito bom!

EM BAIXA: Após deixar o PT o ex-deputado Paulo Duarte só perdeu eleições. Já no PDT em 2016 perdeu na tentativa de reeleição de prefeito de Corumbá para Ruiter Cunha (PSDB). Obteve 21.027 votos (41,41%). Agora no MDB, ele é derrotado de novo – com votação menor: 13.418 votos (26,99%. Aos 57 anos, ele tentará em 2022?

O CASO de Paulo Duarte é um exemplo das oscilações e desgastes a que estão sujeitos os políticos ao longo das eleições. A inquietude do eleitor atento ao cenário e aos seus personagens do entorno do poder político tem resultado em escolhas interessantes. Mas é a marca da democracia. Aceitá-la é preciso mesmo quando o resultado é adverso.

FADIGA: O excesso de protagonismo também atingiu Roberto Hashioka (PSDB) em Nova Andradina. Prefeito por 16 anos, exerceu cargos públicos e elegeu a sua mulher Dione deputada estadual. Agora perdeu a eleição ao manter o estilo insensível ao novo olhar crítico do eleitor pelo excesso de empoderamento do ‘Clã Hashioka’, É o fim?

‘ABACAXIS’: Esqueçam as promessas. Os novos prefeitos terão pouca margem de manobra para driblar os desafios da queda da arrecadação e o aumento da despesa. Austeridade ou populismo? Vereadores e funcionários consomem boa parte da receita. Enxugar o quadro nesta crise? Vai sobrar para o Governo Federal. E tem caixa pra isso?

FOGUETES: Deputado Lídio Lopes comemorando o desempenho de seu ‘Patriota’ nas eleições. O partido elegeu 3 prefeitos (Glória de Dourados, Eldorado e Tacuru), 31 vereadores em 22 cidades – Edu Miranda e dr. Sandro Benites na capital – vários vices prefeitos, inclusive Adriane Lopes reeleita em Campo Grande. Plantou colheu!

RESSACA! Nas redes sociais as broncas de derrotados pela ‘ingratidão’ dos eleitores. Falam dos gastos, confessam dívidas e até doações de brindes. Um anuncia a venda da ‘Belina-89’; outro ficou sem seus 40 carneiros e um terceiro revoltado prometeu que irá se vingar não dando mais empregos em sua empresa para eleitores de sua cidade.

DOIS NOMES: João Alfredo Danieze vencendo as eleições em Ribas do Rio Pardo mesmo na sigla (PSOL) de esquerda numa cidade conservadora contra políticos tradicionais. Outro é Akira Otsubo (MDB); superando problemas de saúde e desmistificando a sua idade (82) ao se eleger prefeito de Bataguassu derrotando o candidato da situação.

EX-PARLAMENTARES derrotados para a Câmara da capital: Luiza Ribeiro (PT), Ribeiro da Ciclo (PODE), Aluízio Borges (PODE), Dr. Antônio Cruz (PSDB), Elizeu Dionísio (MDB), Renato Gomes (MDB), João B. Medeiros (SD), Magali Picarelli (MDB), Odilon Nakasato (PTB) e Coronel Ivan (MDB). Agora é tchau!

THE END? A trajetória de Odilon de Oliveira Filho (PSD) começou em 2016 com 6.825 votos para a Câmara da capital Em 2018 tentou a Câmara Federal – 19.198 votos. Nesta eleição – só 1.534 votos, 5.291 votos a menos que na estreia. A ausência de seu pai (ex-juiz) na campanha teria sido a causa do desastre? A cada eleição uma lição.

‘OS BRIMOS’: Depois de Beirute o próximo destino do senador Nelsinho Trad (PSD) será Istambul. O convite do Governo Turco foi feito através embaixador Murat Ates – recebido pelo senador, presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado quando trataram do incremento das relações comerciais entre os 2 países. Sinal Verde.

MILITARES: 21 deles derrotados para a vereança da capital: General Adalberto, subtenente Edlaine, Coronel Ivan, Major Centurião, Cabo Cassimiro, Cabo Silveira, Cabo Pereira, Coronel Rogério, Cabo Anna, Subtenente Mota, Bombeiro Quintana, Sargento Viana, Tenente Mônaco, Sargento Lemes, Coronel Penha, Capitão Arce, Coronel Komyama, Cabo Anita, Sargento Elmo, Suboficial Gérson, Sargento Betânia, O Coronel Vilassanti (PSL) foi o único eleito vereador.

“AMÉM JESUS”: 3 vereadores da capital ligados diretamente a igrejas evangélicas se reelegeram: Gilmar da Cruz e Betinho (ambos do Republicanos) e Papy (SD). Pastores derrotados: Martha Teixeira (Republicanos) 1.502 votos; Carlos Bazo (Patriota) 1.330 votos; Maria Rosa (Solidariedade) 70 votos; Jeremias Flores (Avante) 1.303 votos.

DA MÍDIA: Em baixa. Ninguém desta área se elegeu vereador em Campo Grande. Cazuza (PP) 1.278 votos; Jean Potência (PSD) 1.257 votos; João B. Medeiros 977 (SD); Magali Picarelli (MDB) 494 votos; Jonas de Paula (PSDB) 394; Marinalva (DEM) 182 votos; Rodrigo (PP) 158; Gabino Lino (PSDB) 90 votos; Karina Ketti (SD) 151 votos.

PROFESSORES: Em alta! Na capital nada menos que 37 candidatos a vereança, com o PT (7) e PDT (6) apresentando o maior número deles. Foram eleitos os professores João Rocha (PSDB) – 4.157 votos; Riverton (DEM) 3.987 votos e André (Rede) – 1.910 votos. Destaque para o professor (Ubras) surdo Samuel (PTB) que obteve 279 votos.

LULA x OBAMA: Antes eram só elogios para Obama porque ele disse que ‘Lula era o cara’. Mas com o livro ‘Uma Terra Prometida’ onde ele cita o ex-presidente Lula num mega esquema da corrupção, a opinião dos petistas mudou com críticas ácidas para ‘desqualificar’ o ex-ocupante da Casa Branca. A opinião ao sabor dos interesses.

NA INTERNET: 

Se Obama participou do golpe para tirar o PT do poder e ainda colaborou com a Lava Jato, como afirma a Gleisi, por que o MST não invadiu e montou acampamento lá no quintal da Casa Branca?

 

Associados do Sicredi já podem utilizar o Pix

Associados do Sicredi já podem utilizar o Pix

Pagar, receber e transferir agora pode ser feito a qualquer momento no aplicativo da instituição financeira cooperativa

Associados do Sicredi de todo o Brasil, já podem utilizar o Pix,sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central do Brasil que veio para trazer mais conveniência aos brasileiros. Quem realizou o cadastro das chavesantecipadamente, já podeusar a solução, que permite pagar, receber e transferirvalores a qualquer hora do dia, sete dias por semana. Aqueles que não fizeram o registro,podem cadastrar a qualquer momentouma chave Pix(CPF/CNPJ, e-mail, celular ou chave aleatória),pelo aplicativo do Sicredi.

O Pix não é um novo aplicativo e sim uma solução que estará disponível dentro do aplicativo do Sicredi e Woop Sicredi, conta 100% digital da instituição.De forma simples e prática, os consumidores podem agora transferir, pagar ou receber valores imediatamente. As movimentações financeiras poderão ser feitas por pessoas físicas e jurídicas utilizando uma chaves Pix cadastrada, via QR Code, via Pix Copia e Cola ou ainda usando os dados bancários, como já é feito atualmente.

Para Cidmar Stoffel, diretor executivo de Produtos e Negócios do Banco Cooperativo Sicredi, a solução marca uma evolução importante do Sistema Financeiro Nacional (SFN). “Nossa busca é sempre de disponibilizar as alternativas que sejam mais convenientes aos nossos associados e, desde o início, acreditamos que o Pix possibilitará bastante praticidade para o dia a dia das pessoas”, comenta Stoffel, que complementa informando que o próximo passo da instituição financeira cooperativa é disponibilizar o uso do Pix em suas máquinas de cartões e também no internet banking.

Mesmo com a nova opção, os associados Sicredi seguem contando com os meios de pagamento já conhecidos e podem escolher qual deles melhor atende suas necessidades. Para ter acesso à novidade, bastará atualizar o aplicativo Sicredi ou Woop Sicredi disponíveis para os sistemas operacionais Android e IOS.

Saiba mais sobre o Pix no Sicredi em www.sicredi.com.br/site/pix/ 

Sobre o Sicredi

O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4,5 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 23 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.900 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br).

 *Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

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Leia Coluna Amplavisão:  Veteranos e novatos em busca do poder

Leia Coluna Amplavisão: Veteranos e novatos em busca do poder

‘CABEÇA FEITA’: Aquele eleitor partidário ou ideológico se define muito cedo e não muda. Já o contingente de eleitores ainda sem um candidato definido depende da cidade, seu ambiente eleitoral e da combinação de uma série de fatores. Isso se conclui ao aferir os números de pesquisas confiáveis. Mas lembrando: cada caso é um caso.

INTERROGAÇÃO: Prefeito, governador e presidente conseguem transferir votos para qualquer candidato – independente dos predicados exigidos? Vai pesar o ambiente de entusiasmo, confiança e a questão do bolso. Mas a diferença de prestígio entre o fiador e o candidato não há de ser grande – a ponto de ensejar comparação instintiva do eleitor. É como o noivo bonito com a noiva muito feia. Provoca suspeita.

ESQUISITO! Nem sempre o currículo e o apelo do candidato são suficientes para vencer. O eleitor até que reconhece o bom momento, a boa gestão do apoiador, mas foca na necessidade de mudança de estilo e das pessoas no entorno do poder. Resultado de influências vindas da mídia ou da própria inquietude do homem urbano de hoje.

EMBLEMÁTICO o pleito municipal de 2012 em Campo Grande. Alcides Bernal (PP) só com 3 minutos e 1 segundo na TV, venceu Edson Girotto, apoiado pelo governador Puccinelli e o prefeito Nelson Trad, na coligação do MDB, PRB, PDT, PTB, PSL, PSC, PR, DEM, PSDC, PRTB, PTC, PSB, PRP, PPL, PSD, PC do B – com 13 minutos, 26 segundos no horário eleitoral.

EXEMPLOS não faltam em todas as instâncias e locais. Pedro Pedrossian nunca elegeu um sucessor; Obama não elegeu Hillary Clynton (2016); Juscelino Kubitschek não elegeu Marechal Lott (1960); Carlos Lacerda não elegeu Flexa Ribeiro (1965) ao governo da Guanabara; o poderoso George W. Bush não elegeu John Mccain (2008).

DELÍRIO? Ex-prefeito Alcides Bernal (PP) reapareceu com o candidato a prefeito Esacheu (PP). Aliás, por não dar sequência ao Programa Gisa na prefeitura da capital, foi multado em R$61 mil pelo Tribunal de Contas. Agora é carta fora do baralho. Como dizia o locutor Zé do Brejo da ‘Educação Rural’: “Quem o encontrar, favor avisar”.

OPINIÃO: “…É impensável que o país da NASA, da Microsoft e do Google fique esperando dias pelo resultado da eleição, contando votos um a um que chegam pelo correio, sistema inventado pelos faraós do antigo Egito há 5 mil anos atrás…(-)…Cabe agora a Biden liderar a mudança…(-)…As vezes é preciso um velho para fazer o novo”. (Thales Guaracy)

DE FATO o sistema eleitoral dos ‘States’ é incompatível com os avanços tecnológicos americanos em todas áreas. Até países de quilate menor – como o nosso – já adotaram o voto eletrônico, seguro e rápido. Esse modelo antiquado motivou críticas nas últimas eleições, inclusive nestas onde a apuração dos votos ainda não foi concluída.

CARIOCAS: No mato sem cachorro. Após os escândalos e prisões de tantos figurões da política, o candidato Eduardo Paes (MDB) lidera a corrida rumo ao 2º turno. O pior é que os outros concorrentes também não materializam aquele perfil ideal desejado no imaginário popular. Como diz o ditado popular: “Se não tem tu? Então vai tu mesmo”.

PRETENDENTES: A articulação do apresentador Luciano Huck abriu a cortina. Quer juntar nomes no chamado centro para enfrentar a esquerda e a direita. O problema é que o time desejado não tem votos. Em 2018 os 5 candidatos com esse perfil tiveram só 11% dos votos, inferior a votação de Ciro Gomes. Combinar com o eleitor é preciso.

‘GENEROSO’: Os gastos (82%) dos candidatos a prefeito da nossa capital bancados pelo dinheiro do Fundão Eleitoral reascendem a discussão sobre seus reais benefícios à democracia. No fundo, esse dinheiro facilita aos caciques partidários a continuidade no poder e garantindo-lhes a visibilidade para futuras negociações. Sem grandes ilusões.

PROBLEMÁTICO: Usa o ‘escudo parlamentar’ e avança o sinal. O deputado federal Loester Trutis (PSL) na mídia mais pelas bobagens do que pelo mérito legislativo. Esses excessos podem lhe custar caro. É da ‘nova política’? Lembrando Cazuza: “Eu vejo o futuro repetir o passado. Eu vejo um museu de grandes novidades. O tempo não para”.

HARFOUCHE: Terá que se contentar apenas com o poderes do cargo no Ministério Público? O seu sonho de ser candidato a prefeito de Campo Grande está na UTI. Se a impugnação da sua candidatura no TRE for confirmada no TSE e ele não ganhar o direito de participar de eventual 2º turno, seus votos serão declarados nulos.

A DECISÃO do TRE não impede inclusive o candidato impugnado, mas pendente de recurso, de disputar o 2º turno. No caso dele ser o vencedor, vai poder ser diplomado e empossado só após a decisão final do processo. Mas se a candidatura for impugnada no TSE e o candidato tiver sido o mais votado, nova eleição deverá ser convocada.

NOVIDADES: Pelas normas da Resolução 23.611/2019 do TSE, os candidatos a vereança “sub judice’ que tiveram seus votos anulados devido a impugnação no TRE , serão beneficiados pelo recálculo do quociente eleitoral caso consigam reformar a decisão junto ao TSE e às vezes até com direito a assumirem vaga na Câmara. Mas esse processo judicial normalmente é demorado.

ECONÔMICA: Vários fatores contribuindo para que essa campanha eleitoral não custar cifras astronômicas. Primeiro as verbas previstas em lei; segundo a própria crise que forçou os candidatos a pisarem no freio; terceiro as consequências da pandemia responsáveis, por uma campanha tímida, de saia justa, sem aqueles eventos de antes.

ELEIÇÕES: Apesar de tão criticadas não podemos e nem sabemos viver sem elas. É neste período que se cria ambiente e motivação para balanço e reflexão do ambiente em que vivemos. Por extensão, sob a mesma ótica, há de aferir a importância do político. Em tese, ele é o elo entre a sociedade e o poder público. Ruim com ele, pior sem ele.

PROPOSTAS: Nos programas eleitorais e nos debates – independentemente das suas embalagens – elas chegaram até ao eleitor. Aliás, foram duas fontes importantes de informações para municiar o eleitor a fim de que possa fazer sua escolha. O covid, o uso da máscara, o temor, inibiu o contato tradicional do candidato com o eleitor.

VALE A PENA! No ato de votar os desejos de uma escola melhor, do asfalto, saúde, segurança, a praça cuidada, ruas iluminadas e um ambiente decente para se viver com a família. A omissão com a questão política representa também o descaso do próprio eleitor com a vida de sua comunidade. Pense nisso e vote!

NA INTERNET: Saiu a tabela da Terceira Guerra. Por azar pegamos o grupo só de países ‘comunistas’. Será no mata mata. Na estreia o Brasil pega os Estados Unidos e se passar para a segunda fase pega o vencedor de Rússia x China.

JOÃO PAULO II – Estupidez é um presente de Deus. Mas não se pode abusar.

ROOSEVET – Acredite que você pode. Assim você já estará no meio do caminho.

O que podemos fazer por nossos antepassados: Por Wilson Aquino*

O que podemos fazer por nossos antepassados: Por Wilson Aquino*

No início de novembro os cemitérios estiveram lotados em praticamente toda as cidades brasileiras em função do Dia de Finados, uma oportunidade das pessoas e das famílias, prestarem homenagens a seus entes queridos. Mas será que relembrar e respeitar são procedimentos e sentimentos suficientes ao homem em relação aos seus antepassados?

De acordo com os ensinamentos e mandamentos de Deus, não! Não basta. Podemos e devemos fazer mais por aqueles que já se foram. O Batismo pelos Mortos é uma das coisas que podem ser feitas, por intermédio de procuradores autorizados pelo Senhor, assim como o selamento espiritual de familiares (cônjuges e filhos).

Essas ordenanças que podem ser feitas e autorizadas hoje por parentes vivos, em benefício de seus antepassados, estão alicerçadas nos mandamentos e ensinamentos de Deus e estão estampadas nas Escrituras Sagradas, inclusive na contemporaneidade dos tempos, por intermédio de apóstolos e profetas de Deus.

Uma das primeiras coisas que precisamos saber é que ninguém, mesmo os que já se foram, podem ser salvos espiritualmente e entrar no Reino de Deus sem antes passar pelo batismo. Jesus Cristo deu exemplo disso quando deixou-se ser batizado por João Batista.

Depois, o próprio Cristo explicou sobre a importância e necessidade dessa ordenança como está registrada em João (3:3-5):

3 Jesus respondeu-lhe: – Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus;

4 Disse-lhe Nicodemos: – Como pode um homem nascer de novo? Porventura pode tornar a entrar no ventre de sua mãe e nascer?

5 Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus.

Então, como podemos ver, o batismo é indispensável na vida de absolutamente todo ser humano, desde o início até o fim dos tempos.

Mas então, como ficam aqueles que já se foram, há anos, há décadas, há séculos, sem terem a oportunidade em vida de ouvir sobre o Evangelho e serem batizados? É aí que mais uma vez o Senhor interfere com seu grande Plano de Salvação e permite que eles tenham a oportunidade de serem batizados para serem salvos no Dia do Julgamento Final, que está próximo.

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, fundada em 1830, por orientação e instrução do próprio Cristo, é a igreja que faz o batismo pelos mortos e o selamento da família para a eternidade. Salvo engano, é a única do gênero.

Para isso, construiu templos especiais em todo o mundo, onde essas ordenanças são feitas. E para ajudar nesse trabalho, ela, criou o maior banco de dados genealógicos (cópias de certidões de casamento, óbitos, nascimento…) do mundo, para permitir que as pessoas hoje encontrem seus parentes que viveram ontem e façam os devidos trabalhos para a salvação espiritual de cada um.

Importante destacar que de acordo com milhares de testemunhos dados por pessoas em todo o mundo, esses parentes que estão no mundo espiritual à espera desses serviços acabam transmitindo a ansiedade e a alegria por esses serviços que permitirão serem salvos.

Os templos sagrados da igreja têm sido palco de grandes testemunhos e revelações a respeito da realização desses antepassados.

E para que não se tenha dúvida de que esses espíritos estão “vivos” e esperançosos pelo processo de salvação, convém ressaltar aqui a passagem em que o próprio Cristo, depois de morto e crucificado, foi ao mundo dos mortos para pregar o Evangelho. Podemos ver isso em I Pedro (3:18-20):

18 Porque também Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus; mortificado na verdade, na carne, porém vivificado pelo espírito;

19. No qual também foi e pregou aos espíritos em prisão;

20 Os quais antigamente foram rebeldes, quando a longanimidade de Deus esperava nos dias de Noé, enquanto se preparava a arca; na qual poucos (isto é, oito) almas se salvaram pela água.

Importante também a passagem em I Pedro (4:6): “Porque para isso foi o Evangelho também pregado aos mortos, para que, na verdade, fossem julgados segundo os homens na carne, porém vivessem segundo Deus em espírito”.

Essas e outras Escrituras Sagradas não deixam dúvida da importância e necessidade do batismo pelos mortos no processo de salvação. E como o próprio Cristo afirma que “aquele que não nascer de novo (batismo) não pode ver o Reino de Deus”, não resta dúvida de que se não houver o batismo, não há salvação.

Felizmente na Sua grande sabedoria e bondade, Ele estabeleceu os meios para que façamos isso em benefício de nossos antepassados que têm também a oportunidade, mesmo no mundo espiritual, de se arrepender e renascer das águas, por nosso intermédio.

Que cada um reflita, pesquise e pondere sobre essas ordenanças estabelecidas e autorizadas por intermédio de uma igreja cujo clero não é e nunca foi remunerado.

Responsabilidade intransferível: Por Mazão Ramires*

Responsabilidade intransferível: Por Mazão Ramires*

Somos o que fazemos na vida. Deus nos deu dons e temos a responsabilidade tanto dentro de casa como fora dela, lutarmos por uma sociedade cada vez melhor. Em 2015 numa conferência em São Paulo ouvi e conheci sobre as “Sete esferas da sociedade”, com base na Palavra de Deus, que está na Bíblia.

Mas, afinal, o que são as 7 esferas? A resposta é simples e complexa, ao mesmo tempo, pois são as áreas de influência numa sociedade.

Influências como: família, igreja, governo, educação, mídia, comunicação, artes, entretenimento, negócios…

De quatro em quatro anos temos, por exemplo, a responsabilidade de irmos às urnas votar e escolher os nossos líderes do executivo e legislativo. Essa é a “esfera” do governo, nossa responsabilidade.

O processo eleitoral está na reta final com todos os instrumentos de campanha permitidos nesses tempos de pandemia. Porém, é preciso que façamos a nossa parte. Que façamos as melhores escolhas. Lembro que quando criança o programa eleitoral interrompia a programação dos filmes e desenhos que assistia e pensava: “olha que coisa mais chata. Lá vem a política”. Com o tempo comecei a trabalhar com marketing político, fazendo conteúdo de fotografia e já participei de 6 eleições, (Governo, Senado, Prefeito e Deputado Federal). E ao participar desse processo de, conhecendo todo o estado do Mato Grosso do Sul, sua cultura e história, ampliei minha visão sobre política e a importância do processo de escolha dos nossos representantes.

Ficamos tristes com a corrupção. Tenho amigos que têm dificuldade em acreditar na política, pois acha uma utopia. Com tristeza e indignação ouvimos isso, pois o fato de nos revoltarmos com os inúmeros casos de corrupção, que nos fazem até querer fazer justiça com as próprias mãos, ou melhor, com os próprios dedos, para protestar e indignar através de mensagens pelo smartphone na rede social, precisamos superar e reagir como cidadãos. Podemos fazer melhor que isso e usar o grande poder do voto. Para isso é preciso pesquisar, ver os planos de governo de cada candidato, suas propostas. Não podemos transferir a nossa responsabilidade deixando o nosso voto nulo e em branco.

Dia desses participei de uma reunião política com uma Comunidade de Surdos e fiquei muito impactado e emocionado. Cerca de 14 pessoas surdas, cada uma delas defendendo bravamente o direito de fazer parte, de fato, da sociedade, serem empregadas e terem suas necessidades profissionais e sociais atendidas sem serem discriminadas. Contaram como o município promove, consciente ou inconscientemente, uma segregação das minorias. Mesmo sem entender a linguagem de sinais, dava para ver em seus semblantes o desespero, a agonia por uma política melhor por uma sociedade justa e igualitária. Aquelas fisionomias, associadas às palavras da intérprete, fizeram brotar lágrimas em meus olhos pela empatia que se estabeleceu ali em meio àquele grupo que buscava nada mais que condições igualitárias de vida na sociedade em que vivemos.

Então… Enfim, oportuna as palavras de John Adams (12.05.1780): ”Preciso estudar política e guerra para que meus filhos tenham a liberdade de estudar matemática e filosofia, geografia, negócios e agricultura, para que possam dar a seus filhos o direito de estudar pintura, poesia, música, arquitetura…”

Os montes mais altos são os topos de maior influência.

“Nos últimos dias, o monte da casa do SENHOR será o mais alto de todos. Será elevado acima de todos os outros montes, e povos de todo o mundo irão até lá para adorar.”

‭‭Isaías‬ ‭2:2‬ ‭NVT

Juntos podemos fazer justiça social, transformação, com integridade e excelência, e lutar para estabelecer um governo saudável condicionando o coração coletivo de uma nação a crer que podemos prosperar, e não apenas sobreviver.

Mazão Ramires – Fotógrafo e publicitário.