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Bela Vista-MS Sábado, 20 de Junho de 2026
O assassinato do jovem Lúdio Coelho Filho (“Ludinho”) – Parte 1

O assassinato do jovem Lúdio Coelho Filho (“Ludinho”) – Parte 1

O rapaz de 22 anos se chamava Lúdio Filho (“Ludinho”) e era o único herdeiro do bilionário Lúdio Martins Coelho, um dos homens mais ricos de Mato Grosso, com patrimônio apontado de “500 mil bois no pantanal”. A família Coelho, de Campo Grande, teve sua fama e fortuna iniciada pelo patriarca Laucídio Coelho dono de 870 mil hectares distribuídas em 39 fazendas e cinqüenta pistas de pouso para seus cinco aviões.

A fazenda mais famosa do patriarca era a Santa Lúcia, com 300 mil hectares em Barão de Melgaço. A fazenda foi palco de uma emboscada à metralhadora contra Laucídio e Lúdio, vindo a morrer o peão Ataíde. A briga com os grileiros durou até o filho mais velho Italívio se formar em Direito e conseguir regularizar a propriedade. A fazenda Santa Lúcia somada a outras duas áreas vizinhas somava 370 mil hectares.

Lúdio Coelho era um dos caciques políticos de Mato Grosso. Seu bordão de campanha ao governo em 1965 era “se um pé de coelho dá sorte imagina um Coelho inteiro”, e apesar do poder econômico, e melhor preparado como gestor, perdeu por 90 mil votos contra os 110 mil de Pedro Pedrossian, em um colégio de 300 mil eleitores. Os dois candidatos gravitavam na política de Campo Grande, porém era em Cuiabá que as coisas aconteciam. Os cuiabanos decidiram a eleição.

O filho Ludinho entrou em crise existencial aos 18 anos quando descobriu que era filho adotivo. A sua mãe biológica era a irmã caçula de Nilda Coelho, a esposa de Lúdio Coelho. O rapaz deixou os estudos no Rio de Janeiro e se fixou em Campo Grande tendo como passatempo carros, motos e mulheres. A investigação mostrou que a turma de amigos também gostava de maconha e cocaína. Mas os investigadores deixaram esse assunto de lado porque estavam avançando dos consumidores recreativos para os fornecedores do negócio do narcotráfico, e o foco era apenas o seqüestro.

A polícia notou que o “Caso Ludinho” provocou o deslocamento do centro dos negócios do narcotráfico de Campo Grande para Cuiabá nos próximos cinco anos, em especial nas negociações com a cocaína boliviana. Isso porque a classe média começou a consumir o “produto boliviano” e começou a deixar o “paraguaio” de lado (80% da maconha eram paraguaias, e os demais 20% eram de lavouras das Alagoas, sem contar a produção mato grossense plantada e transportada por paulistas).

Apesar dos perigos que poderiam cercar os jovens na época, como velocidade, overdose, ou um tiro de marido furioso, os pais de Ludinho não se preocupavam quando saía à noite porque ou retornava para o café da manhã ou para o almoço no outro dia. Mas no sábado encontraram o carro do filho na porta da garagem com uma carta de resgate no limpador do pára-brisa. Os seqüestradores exigiam R$6 milhões (o valor atualizado hoje chegaria aos R$12 milhões).

A família Coelho pediu para o governo de São Paulo mandar o delegado Sérgio Fernando Paranhos Fleury, “o policial mais admirado e odiado do país”. O delegado chegou na segunda-feira e foi para o local onde o corpo foi encontrado, embaixo de uma pequena árvore no cerrado (o bairro ainda era um loteamento na periferia a ser concluído). O delegado Fleury era uma celebridade, e o chefe da rádio-patrulha tenente da PM João Neusar Machado soube que ele assumiria o caso ainda no domingo pela manhã. Correu para a cena do crime para ver o delegado. Os dois se conheceram em 1974 em Foz do Iguaçu.

O tenente Machado era oficial da reserva do Exército e servia no Paraná, na região da fronteira. O encontro dele com Fleury em Foz do Iguaçu ocorreu devido a “Operação Juriti” (operação sigilosa de Brasília autorizada pelo chefe do SNI general Figueiredo). O tenente Machado acabou incorporado à polícia militar de Mato Grosso, conforme a legislação do Governo de 1964, porque poderia se aposentar como oficial superior na PM.

Outro tenente da reserva e que foi nomeado tenente da PM atendendo ao pedido de oficiais do Exército foi Aramis Ramos Pedrosa. O tenente Aramis era de confiança dos coronéis que agiam nas sombras porque ele estava sempre disposto a cumprir ordens, e qualquer uma das “autorizadas por Brasília”. O tenente havia nascido no Paraná quando sua mãe tinha apenas 13 anos (seu pai morava em Minas Gerais), e ao invés de ser técnico em contabilidade viu oportunidade de melhorar de vida no Exército.

O delegado Fleury recebeu o tenente Machado um pouco afastado da cena do crime, onde a perícia estava (Fleury trouxe uma equipe de oito pessoas), e cedeu o binóculo para o tenente acompanhar o trabalho. O tenente Machado ficou tão emocionado que jurou a Fleury que se fosse ele a capturar o seqüestrador não conseguiria se segurar e o mataria. O crime chocou Campo Grande.

O que o delegado tinha no momento era carta, escrita em máquina de escrever, e a atribuía a dois tipos. A forma como foi escrita era de um advogado porque parecia um contrato civil, com obrigações e punições. Também poderia ter sido escrita por um oficial militar devido a detalhes técnicos encontrado em manuais militares. A busca seria feita entre advogados do Banco da Financial, da família Coelho, e entre a PM. O delegado Fleury estava focado na PM porque na carta se usava muito a palavra “senhoria”, mais usual entre o oficialato e porque havia instruções que apenas a polícia poderia dar porque falava em punição ao seqüestrado caso fossem usados equipamentos de rastreamento e radiocomunicação.

O crime foi solucionado em duas semanas. Em verdade na mesma semana o delegado Fleury já conhecia os personagens da trama e apenas começou a segui-los. Ainda na segunda-feira o delegado mandou vasculhar contratos de aluguel e compra de casas, no cartório e classificados de jornais (para localizar o cativeiro), e também mandou chegar os pedidos de licenças requisitados no banco, na Polícia Militar e no Exército. Nos dias seguintes apareceram duas testemunhas que contaram tudo.

(Continua…)

Fonte: Por: Da editoria especial/Muvuca Popular

Leia Coluna Amplavisão: Política: sem cadeiras cativas e sem imbatíveis

Leia Coluna Amplavisão: Política: sem cadeiras cativas e sem imbatíveis

PLANEJAMENTO: Item decisivo em qualquer projeto político. Uma candidatura é uma espécie de empreendimento onde todos os fatores precisam ser levados em conta e na ponta do lápis. Ora! Ninguém se elege casualmente. O êxito quase sempre ligado a trajetória do candidato, as suas qualidades pessoais ou a um esquema poderoso. Seria a colheita do que foi semeado. Afinal, eleição não é uma simples cobrança de pênaltis.

DINHEIRO:  Às vezes cura até câncer, mas nem sempre decide eleições. Grana é vital, mas é preciso ter gente capaz no núcleo da campanha para gerir e ‘investir’ certo em fases pontuais. Há candidaturas que iniciam em alta, mas enfraquecem por equívocos ou falta de suporte financeiro inclusive aos cabos eleitorais. É como na F-1 onde o líder por toda a prova perde na última volta por falta de combustível.

ARTICULADO: Prefeito de Bataguassu por 2 mandatos, ex-presidente da Assomassul (Associação dos Munícipios de MS) e atual Secretário de Estado de Governo, Pedro Caravina construiu boa inserção nos círculos políticos. Delegado de Polícia aposentado, ele planeja focar na segurança da população, além de representar os funcionários da Secretaria de Segurança.

ESCADA:  O que há demais na intenção de vereador ou qualquer outro cidadão sair candidato nestas eleições à uma vaga na Assembleia Legislativa ou Câmara Federal?  Caso não vença, terá ao menos formado ou fortalecido seu grupo, ou ainda propagado seu nome, imagem e potencial com vistas as próximas eleições municipais. Isso se chama política.

ALERTA: Só poderá usufruir da janela partidária deste ano quem foi eleito e que esteja no final do mandato vigente. Portanto, os vereadores não terão esse direito a janela que começará no dia 3 de março e findando em 1 de abril.  Os vereadores só poderão mudar de sigla na janela destinada às  próximas eleições municipais.

POLÊMICA: A Folha de São Paulo publicou (dia15) artigo do filósofo baiano Antônio Riséro sobre o racismo de negros contra brancos, comerciantes coreanos, asiáticos e judeus nos EUA. Sites de esquerda, jornalistas, entre eles 186 da própria Folha caíram de pau nivelando o autor aos defensores de Ditaduras e do Holocausto, ignorando seu currículo; antropólogo, estudioso das causas negras, escritor e assessor do ex-ministro da Cultura Gilberto Gil. Texto corajoso rendendo debate na mídia. Vale acompanhar.

LIDERANÇA: Quem visita Três Lagoas volta portador de notícias positivas e faz elogios a administração municipal que transforma a cidade. Ao seu estilo, o prefeito Ângelo Guerreiro (PSDB) é unanimidade, atendendo o povo absorveu até a oposição. Hoje, todas as decisões políticas passam pelo Guerreiro, autor da definição: liderança também é simplicidade competente.

ODILON: “…O partido pelo qual me candidatei a governador (PDT) nunca teve uma votação tão expressiva ao Governo do Estado. Em Dourados eu ganhei nos dois turnos. Candidato novato, cheguei da justiça, tirei a toda e já entrei na política, sem condições financeiras, e receber reconhecimento tão grande da população. Perdi nas urnas apenas, mas politicamente não perdi. Isso continuou alimentando meu sonho de participar ativamente numa função política da vida do Estado, servindo o povo”.

CANDIDATO: O ex-juiz – pretendente ao Senado, iniciou por Dourados as andanças, visitando lideranças e órgãos da imprensa. Dizem, a sua postura estaria com mais traquejo do que em 2018 e o discurso com melhor embocadura.  Ele também vem atuando como cabo eleitoral do pré-candidato ao Governo Marquinhos Trad (PSD). Portanto, o embate com a ministra Tereza Cristina pela única vaga ao Senado promete.

NO RETROVISOR:   Na campanha de 2006 Lula (PT) disse em cm Santa Catarina: “Ninguém pode discutir ética com o PT”. O adversário Geraldo Alckmin (PSDB) retrucou: “É uma bravata. Não passa disso. Querer falar em ética parece uma piada. Eu tenho respeito pelas pessoas, mas quero deixar claro o ódio e nojo pela corrupção e incompetência. O PT é mestre em socializar escândalos e privatizar benefícios”.

INTERROGAÇÕES: Até onde Alckmin suportará as hostilidades do núcleo do PT? Dobrará a espinha até ficar de joelhos? Luiz Marinho, presidente do PT paulista disparou: ‘tem ojeriza do perfil de Alckmin’. Já o deputado Ruy Falcão (PT) detonou: ‘Lula não precisa dessa muleta eleitoral’. Enfim, mais um exemplo da dinâmica da velha política.

RISCOS: Existem sim. Nem sempre o eleitor aceita alianças entre ex-adversários. Um caso que  acompanhamos. Em 1994, no Mato Grosso, os grupos dos Campos e de Carlos Bezerra se uniram lançando Osvaldo Sobrinho candidato ao Governo. Veio Dante de Oliveira (zebra) e venceu com 471 mil votos contra 167 mil votos. Claro que o cenário nacional é diferente, mas serve para ilustrar a abordagem.

DANTE OLIVEIRA: Não se elegeu vereador de Cuiabá em 1976; em 1978 eleito deputado estadual; 1982 deputado federal; 1985 eleito prefeito de Cuiabá; 1986 assume o Ministério da Reforma Agrária; 1990 eleito deputado federal; 1992 eleito prefeito de Cuiabá; 1994 eleito governador; 1998 reeleito; 2002 é derrotado para o Senado. Morreu em 06 de julho de 2006 aos 54 anos de idade.

SOBERBA:  Ela precede a queda. É o orgulho, a vaidade também presente na política. Para o filósofo Mario S. Cortella, “a soberba é a capacidade de supor que nada existe que seja superior à própria pessoa. É aquele ou aquela que olha de cima, que empina o nariz, que acham que os outros são menos – só porque são outros, em vez de serem diferentes”.

SOBERBOS: Alguns deles se escondem sob o manto da humildade. Outros andam por   aí com o rei na barriga; habitam os 3 poderes. Cortella lembra que a soberba na política é a incapacidade de servir ao coletivo, é a capacidade apenas de servir a si mesmo, é a ausência da humildade. Arrogantes, fingem ignorar que o jogo do poder tem prazo de validade – chegada a hora – irão para o mesmo buraco.

AS URNAS: Elas confirmam a morte anunciada ou revelam a terrível caixa de surpresas como no futebol, derrubando prognósticos. Aliás, a soberba do Flamengo ajudou na derrota da Libertadores. Na política de nosso Estado temos 2 exemplos emblemáticos: nas eleições ao Governo em 1990 e ao Senado em 2018 os favoritos perderam. Provado, o orgulho excessivo, a altivez e a presunção levam a derrota.

DE NOVO? Nossos candidatos ao Congresso devem aferir as tendências do preclaro eleitor. Num ano de eleições vale lembrar: em 2018, dos 513 deputados federais só 240 se reelegeram (48,8%) –apenas 62,8% dos 382 deputados que buscaram a reeleição. No Senado, dos 54 eleitos em 2010, 32 tentaram o novo mandato em 2018, mas só 8 obtiveram êxito. Não há cadeira cativa!

EXEMPLOS: Após 11 mandatos na Câmara Miro Teixeira (Rede-RJ) tentou o Senado e perdeu.  Com 32 anos de mandatos como deputado federal, prefeito de Campina Grande (PB), governador da Paraíba e senador, Cassio Cunha Lima (PSDB) ficou em 4º lugar.  Outros figurões derrotados: Cristovam Buarque (PPS-DF), Magno Malta (PR-ES), Darcísio Perondi (MDB-RS), Eunício Oliveira (MDB-CE) e Roberto Requião (MDB-PR).

PALANQUE: Nas eleições virão as críticas ao agronegócio associando-o ao uso de agrotóxicos e derrubada de florestas. ‘Ignoram’; a agricultura ocupa menos de 10% do território do país; as áreas de mata representam mais que o dobro da média mundial; nossa cobertura vegetal nativa é superior aos dos Canadá e ‘EUA’ juntos. Foi com tecnologia que a produção aumentou salvando o país da insolvência antes da pandemia.

OPINIÃO:  “A moderação do discurso do PT em favor de ditaduras aliadas, para evitar danos à campanha de Lula, é hipócrita até o talo. Nas entrelinhas, o que se infere dos petistas é o seguinte: ‘Tudo bem sermos amigos de ditadores, ter inspirações ditatoriais, mas é hora de fechar a boca. Ninguém precisa saber ou refrescar sua memória acerca disso.  Quando estivermos de novo no poder nossa índole ditatorial poderá aflorar e vir à tona, mas, agora, não’. (do leitor Tulio M. Soares Carvalho ao jornal ‘O Estado de Minas’)

CITAÇÕES E PROVÉRBIOS JUDAICOS

Um solteiro não pode ser um casamenteiro.

Filhos pequenos pesam em seu joelho, filhos grandes pesam em teu coração.

Um homem que esteja se afogando vai se segurar até na ponta de uma espada.

Quem procura defeitos em tudo reclama até que a noiva é muito bonita.

Não há melhor negócio que a vida. A gente a obtém a troco de nada.

(Blog do Guelmann)

Tempo de despertar! Por Wilson Aquino*

Tempo de despertar! Por Wilson Aquino*

Falta pouco mais de um mês para que a pandemia complete dois anos no Brasil. Foi no dia 26 de fevereiro de 2020 que surgiu, em São Paulo, a primeira vítima do vírus Covid-19, por intermédio de um homem de 61 anos, que havia retornado da Itália. De lá para cá, como todos testemunhamos e sofremos, foi o caos. Tivemos perdas de mais de meio milhão de vidas e danos violentos à economia, que atingiram pilares de sustentação de lares e empresas. Muitos ruíram, quebrando comércio, indústrias e atingindo famílias, tanto no lado econômico como social.

E quando parecia que tudo ia bem, com queda significativa de casos de contaminação e mortes por conta desse vírus; na reta final do tumultuado ano de 2021; quando as pessoas vinham relaxando nos cuidados preventivos e se programando, junto com autoridades dos Estados e municípios, o Carnaval 2022, eis que os números de casos voltaram a subir em regiões do Brasil e do mundo.

Como se não bastasse, veio também uma nova e ameaçadora variante do vírus. E para completar o dramático quadro de saúde pública, chegou também uma grande onda de gripe, inclusive do Influenza. Agravando ainda mais a saúde da população, levando pessoas a óbito.

Mas, afinal, por que tanto sofrimento?

Por que tantos casos de doenças e do aumento das crises econômicas, sociais e de saúde pública em todo o mundo por tanto tempo?

Essas e outras perguntas do gênero deveriam ser feitas por cada indivíduo em suas orações a Deus, Senhor de todas as coisas, Criador do Céu e da Terra, e de todas as criaturas que neles habitam.

Depois de tanto sofrimento, infelizmente, o homem ainda não se voltou a Ele, ao Criador, para buscar consolo e compreensão sobre as dificuldades da vida. Parece preferir seguir em frente com suas próprias forças, sem se conscientizar de que é preciso que cada um, que cada família, se volte com os olhos aos céus em fé e humildade, na busca do Senhor em oração, para que Ele promova a cura e que todos voltem logo à normalidade.

Até quando o homem vai ter que apanhar e sofrer até aprender que tudo na vida faz parte do Plano de Deus para que possamos encontrar o caminho que nos levará de volta ao nosso verdadeiro lar, que é nos céus, no mundo espiritual, ao lado Dele e de Seu filho, Jesus Cristo, que viveu entre nós para nos mostrar esse caminho em vida?

Cristo, que serviu também de exemplo de amor ao próximo, de humildade, honestidade e fraternidade, está aí para que recorramos a Ele, sempre, inclusive quando precisamos tanto de ajuda como agora.

No fundo, todos sabemos disso. De como devemos proceder diante de ameaças tão grandes e constantes como as que estamos enfrentando há quase dois anos: dobrando os joelhos em oração e levando uma vida digna, sempre alicerçados nos ensinamentos e mandamentos do Senhor.

A verdade está aí, à disposição de absolutamente todos: Deus é a solução para que a paz, com saúde e harmonia entre as pessoas, reinem em todos os lares e nações.

Lamentável entretanto é que em vez de buscarem-No, pessoas e famílias se afastam cada vez mais Dele. Como se isso não bastasse, autoridades em algumas nações proíbem as igrejas de professar a Sua Palavra ao povo.

Na maioria desses países, é o próprio povo quem elege essas lideranças governamentais e políticas que agem assim, influenciadas pelo diabo para criar leis e condições para intimidar e destruir o mais tradicional, antigo e importante pilar da sociedade: a família.

E o resultado de tudo isso não poderia ser diferente do que, lamentavelmente estamos experimentando há quase dois anos: muito sofrimento para todos, em todos os sentidos.

Então, só nos resta perguntar:

Até quando o homem vai permanecer assim, duro de coração, sem dobrar os joelhos em oração ao Senhor?

Até quando teremos que enfrentar vírus e outros males até que nos despertemos para as verdadeiras causas dessas moléstias?

Até quando nos afastaremos do Senhor e das igrejas, permitindo que governos com seus projetos e decretos abalem sua fé?

Até quando nos privaremos e impediremos também nossos filhos e filhas de conhecerem e louvarem o Senhor?

Até quando?

*Jornalista e Professor

Leia Coluna Amplavisão: Corumbá e Dourados preservadas no Hino de Mato Grosso

Leia Coluna Amplavisão: Corumbá e Dourados preservadas no Hino de Mato Grosso

PREVISÕES: Pouco provável que tenhamos uma grande renovação nestas eleições legislativas em nosso Estado. Se não bastasse a falta de candidatos novatos com potencial, já se nota a velha incoerência no eleitorado: parte dos eleitores que falam ou querem a renovação ameaçam votar em branco, anular o voto ou ainda se abster deste direito.

TALVEZ: Ex-senador Pedro Chaves candidato a deputado federal? Escolheria nova sigla na janela partidária.  Ex-ministro Luiz H. Mandetta tentaria retornar à Câmara? O partido  será do centro. Ouço na coxia que o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) poderia sim disputar a Câmara. Início de ano eleitoral é assim, mais especulações do que verdades.

EM BAIXA: Ex-ministro Ronaldo Fonseca trocou figurinhas com o ex-presidente Michel Temer (MDB) e saiu convencido: são mínimas as chances de êxito da senadora Simone Tebet nesta aventura presidencial. Temer admitiu; ela não empolga, não agrega, não viaja pelo país. Confirma-se aí as rachaduras no partido do senador Renan Calheiros, aliado de Lula.

PERGUNTAS: O sucesso das candidaturas ao governo local dependeria do enlaçamento com a candidatura presidencial? André Puccinelli (MDB) já bateu no teto nas pesquisas? Eduardo Riedel (PSDB) aumentará a musculatura com as ações do Governo no Estado? Marquinhos Trad (PSDB) mantém a candidatura ou continua prefeito? Qual caminho seguirá a deputada Rose Modesto?

CRÍTICA:  A importância de Paranaíba no contexto histórico do Estado foi ignorada na composição da letra do Hino de Mato Grosso do Sul. O ex-vereador  de Paranaíba  Jaime Jeronimo dos Santos acha  injusto omitir o pioneirismo do clã Garcia Leal na ocupação do velho Sul do Mato Grosso. Aliás, Jaime aborda o fato no livro que está escrevendo sobre a história de Paranaíba. Interessante essa abordagem.

NOSSO HINO: Vale lembrar, foi composto poucos dias antes da instalação do Estado. Musicado por Radamés Gnattali, escolhido por concurso promovido pelo Governo, não conseguiu ser unanimidade por várias razões. Para o amigo sociólogo Paulo Cabral, por exemplo, trata-se de uma canção carente de apelo social e de vínculo direto com a população ou com algum período em que a canção tenha ficado marcada.

HISTÓRIA: Cultivá-la faz bem! Mesmo após a divisão, Mato Grosso manteve o Hino oficial com a letra inalterada, de autoria de dom Aquino Corrêa em 1923. Mas houve polêmica devido a citação de Dourados e Corumbá no seguinte trecho da letra: “…Dos teus bravos a glória se expande/De Dourados até Corumbá/O ouro deu-te renome tão grande/Porém mais nosso amor te dará! ”

REGISTRO:  Só em 1983, por decreto, após 60 anos da primeira apresentação, o hino foi oficializado pelo Governo. Antes, uma comissão analisou a letra e interpretou que o trecho em questão ressalta a bravura de Antônio João que comandou a colônia militar de Dourados e destaca a coragem de Antônio Maria de Coelho na retomada de Corumbá na Guerra do Paraguai e que ocupara o cargo de primeiro governador do Estado na fase Republicana.

ARGUMENTOS  inteligentes da Comissão do Hino: “ O heroísmo destas figuras não diz respeito apenas a Mato Grosso, e sim ao Brasil nas circunstancias por que passava a soberania nacional”. Caiu bem nos círculos políticos e intelectuais cuiabanos a iniciativa do então governador Júlio Campos em sanar a polêmica do hino lançado nas comemorações do bicentenário de Cuiabá e do Estado em 8 de abril de 2019.

SABEDORIA: Para o historiador Lauro Portela (mestre em história política do Brasil) historicamente existe um laço com as duas cidades citadas na música, mesmo não pertencendo ao território mato-grossense. “Há laços culturais, familiares e relações que fazem parte da identidade do povo e da origem de sua riqueza. A cultura, sem dúvida, ainda une os dois Estados”. Cuiabanos – precisamos aprender com eles.

SERÁ O BENEDITO? Bolo de arroz, mojica de pintado, Furrundu e bolo de queijo são iguarias cuiabanas. Walter Benedito Carneiro, ex-deputado estadual, ex-vereador de Dourados; esse médico veterinário se deu bem aqui, mas não perde a relação com a terra natal.  Devoto de São Benedito, vai todos os anos no 4 de abril rezar na igreja do santo lá em Cuiabá. Em 2021 foi o ‘festeiro oficial’ do evento religioso.  Aliás, o colega Edson Moraes está ultimando o livro biográfico de Walter que pontuou 80 anos de idade.

SEM MANCHAS: Arnaldo E. Figueiredo nasceu em Rosário Oeste, ganhou bolsa de estudo para Agronomia em Pelotas (RS) para onde ia de navio. Formou-se em 1914 e em 1917 chegou à Campo Grande para fazer medições de terras e acabou intendente (prefeito) duas vezes. Eleito governador em 1947 governou até 1951; renunciou para disputar o senado, sendo derrotado por Silvio Curvo. Aqui implantou colônias rurais que deram origem a várias cidades e idealizou a primeira ligação Campo Grande Coxim. Faleceu em 1991 aos 99 anos de idade. Em 1989 tive um bom papo com ele –  lúcido por sinal.

CUIABANO: Vicente Vuolo, nascido em 03/10/1929 – falecido em 20/05/2001. Advogado, delegado de polícia promotor de justiça, procurador da república, deputado estadual em 1958 e prefeito de Cuiabá em 1962. Em 1966 se elegeu deputado estadual e em 1974 deputado federal. Com a divisão do Estado foi eleito senador em 1978 para o mandato de 4 anos onde defendeu a ferrovia São Paulo Cuiabá. Foi sucedido por Roberto Campos que sacudiu o Mato Grosso com grandes obras graças ao seu prestígio no exterior e em Brasília.

ROBERTO CAMPOS:  Cabeça iluminada. Não era parente de Júlio Campos. Veio direto de Washington para se eleger senador de Mato Grosso em 1982, derrotando Garcia Neto e Vicente B. Neto. Mas em 1990 ao invés de disputar a reeleição candidatou-se a deputado federal pelo Rio de Janeiro. Eleito, foi reeleito em 1994. Em 1998 disputou o Senado e perdeu para Saturnino Garcia por 5% dos votos. Em 2001 foi eleito para a Academia Brasileira de Letras, e veio a falecer em 09/10/2001 aos 84 anos de idade.

CUIABANO da gema, Roberto Campos foi a estrela das eleições de 1982. Afinal era economista, professor, escritor e diplomata conceituado. Consul em Washington onde concluiu Economia e pós graduação. Ajudou a criar o FMI e o Banco Mundial. Fez parte da assessoria econômica de Getúlio Vargas que criou a Petrobras e no Governo JK criou o BNDES. No Governo Castelo Branco foi Ministro do Planejamento, um dos idealizadores do FGTS, Banco Central, Estatuto da Terra e do BNDES. Foi fundamental para o progresso do Mato Grosso com obras financiadas pelo Governo Federal,

FRASES de Roberto Campos: Para a esquerda brasileira, o socialismo não fracassou; é apenas um sucesso mal explicado. A ‘Terceira Via’ é incompetência para praticar o capitalismo e covardia para aplicar o socialismo. O bem que o Estado pode fazer é limitado; o mal, infinito. O que ele pode nos dar é sempre menos do que nos pode tirar. Não me iludi com o totalitarismo de esquerda por um raciocínio simples. Deus não é socialista. Criou os homens profundamente desiguais.

VIAJANTE-1: Ir ao exterior é parte agradável da atividade parlamentar. O ex-senador Rachid S. Derzi, por exemplo, integrou comitivas oficiais à 36 países: Suécia, Alemanha, França, Itália, Portugal, Espanha, Inglaterra, Líbano, Síria, Egito, Jordânia, México, Estados Unidos, Dinamarca, Paraguai, Bolívia, Argentina, Colômbia, Costa Rica, Panamá, Bélgica, China, Turquia, Japão, Tailândia, Irã, Rússia, Polônia, Romênia, Tchecoslováquia, Iugoslávia, Hungria, Hong-Kong, Bulgária, Togo e Filipinas.

VIAJANTE-2: Dagoberto Nogueira (PDT); famoso pelas noticiadas 40 viagens ao exterior, 22 delas com toda a família, usando a cota de passagens do trecho Brasília-Campo Grande. Os destinos com direito a gastos de locomoção, hospedagem e alimentação foram Paris, Milão, Buenos Aires e Nova York. Implicado no episódio ‘Farra das Passagens’, o deputado disse ao Jornal Nacional que os dados divulgados estavam errados e que teria ido 20 vezes no máximo.  MS ficou ciscando e MT voou alto por conta de Roberto Campos e cia. Taí a diferença!

SORRIA: Antes da execução no ‘paredão’ numa ilha comunista do Caribe, o padre se aproxima do condenado para consolá-lo dizendo: “filho, vim trazer a palavra de Deus para você. ” Argumenta o condenado: “ Pura perda de tempo seu padre – Em instantes vou falar com ele – A propósito, o senhor quer que eu leve algum recado seu? ”

PILULAS DIGITAIS:

Procuro agiota com Alzheimer.

Não dá para negar que o réveillon foi contagiante, né?

A lição: Os políticos roubam enquanto o reciclador de lixo devolve o dinheiro achado.

Inflação atinge 10,6%, ultrapassa Ciro, Moro, Dória e se consolida como a terceira via.  (José ‘Macaco’ Simão)

O diabo é um otimista, se acha que pode tornar as pessoas piores do que são. (Karl Krtaus)

O otimista acha este o melhor dos mundos. O pessimista tem certeza. (J.Robert Oppnhelmer)

Tantas dúvidas com a vacina, mas quando a Pfizer lançou o Viagra sequer leram a bula…

Brasil – o país não é tão grande assim; os homens é que são pequenininhos. (Millôr Fernandes)

O mundo não será salvo pelos caridosos. Mas sim pelos eficientes. (Roberto Campos)

Livre-se de carga perigosa dos ombros em 2022: Wilson Aquino*

Livre-se de carga perigosa dos ombros em 2022: Wilson Aquino*

É janeiro, início de um novo e promissor ano. Tempo de refletir e desfazer de fardos que carregamos desnecessariamente, para que possamos caminhar mais leves e seguros rumo a novos e grandiosos desafios. Fardos como mágoa, rancor, raiva e tantos outros semelhantes, guardados e nutridos contra pessoas próximas de nós e até de parentes, precisam ser descartados.

Muitos não sabem, mas esses sentimentos são nocivos para o próprio indivíduo que os retém, pois corroem o coração, a mente e a alma do indivíduo, provocando doenças, indisposição, mau humor. Impedem o indivíduo de crescer, de evoluir e ser feliz.

Não sabem também que ao contrário, quando perdoamos aqueles que nos ofenderam, somos nós mesmos os maiores beneficiados. Além do alívio do pesado fardo desprendido de nossos ombros, somos automaticamente tomados por uma incrível sensação de alegria e de bem-estar duradouros.

Conheci muitas pessoas, inclusive, para meu espanto, pais, filhos e irmãos que não se falam há anos, décadas até em alguns casos, por conta de sentimentos de mágoa, rancor… que ambos ou apenas um dos lados resolveu carregar. Muitos, no entanto, mais cedo ou mais tarde, acabaram exercendo o poderoso milagre do perdão, deixando de lado o orgulho, que vive à espreita procurando impedir as pessoas de viverem e conviverem em harmonia e passaram a experimentar sensações incríveis de alegria e felicidade plena.

Para uma mãe que se recusava a ver e receber seus 3 filhos há mais de 8 anos porque se recusaram a vingar a morte de seu quarto filho, que fora assassinado por um bandido do bairro onde moravam, não hesitei em tentar abri-lhe os olhos e o coração para quão precioso tempo perdeu de convívio com os filhos e de conhecer e amar os netos que haviam nascido há alguns anos.

No final, disse a ela: E se algum deles a tivesse ouvido e executado a vingança, provavelmente alguns deles, ou nenhum, estariam vivos hoje, porque violência sempre gera violência. Percebi então que ela mergulhou em pensamentos que fizeram desaparecer de seu rosto aquela expressão de rancor e ódio que enrijeciam seus músculos faciais e lábios. Instantes depois, calmamente ela me perguntou quem eu era. Lhe respondi que era apenas uma pessoa que compreendia quão longe ela estava das mãos de Deus, privada, por conta disso, de uma vida melhor e saudável com sua família.

O perdão é um dos mandamentos e ensinamentos do Senhor. Ele, na sua infinita bondade e sabedoria, nos ensinou desde sempre, que devemos “perdoar a quem nos tem ofendido”, para que possamos viver bem.

A ciência comprova que Ele está muito certo, pois todo indivíduo que cultiva no coração e na alma esses sentimentos de mágoa e ódio de alguém, com o tempo acaba desenvolvendo em seu corpo e mente doenças graves como o câncer e tantos outras.

O perdão é importante e podemos comprovar isso nas Escrituras Sagradas.  Quando Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: “Senhor, quantas vezes deverei perdoar a meu irmão quando ele pecar contra mim? Até sete vezes?” Jesus então respondeu: “Eu digo a você: Não até sete, mas até setenta vezes sete” (Mt. 18:21-22).

Não tenho dúvida de que se Pedro, eu ou você perguntasse ao Senhor se setenta vezes sete, que daria 490 vezes, seria então o limite para perdoarmos alguém, certamente o Senhor responderia dizendo que deveríamos multiplicar esse valor (490) por sete e assim sucessivamente. O perdão deve ser uma ação inesgotável do homem. Um princípio moral e espiritual de vida.

Não podemos esquecer que devemos fazer essa ação para sermos abençoados pelo Senhor. É como Ele fala em Marcos (11:25-25): “E, quando estiverem orando, se tiverem alguma coisa contra alguém, perdoem-no, para que também o Pai Celestial perdoe os seus pecados. Mas, se vocês não perdoarem, também o seu Pai que está nos céus não perdoará os seus pecados”.

Então, que possamos pensar, refletir e abandonar o orgulho e perdoar aqueles que nos ofenderam para que possamos trilhar a jornada da vida com fardos mais leves e abençoados pelo Senhor em 2022.

*Jornalista e Professor

Leia Coluna Amplavisão: Eleições:  Guerra a fome versus combate a corrupção

Leia Coluna Amplavisão: Eleições: Guerra a fome versus combate a corrupção

ESPERANÇA ou incerteza? Com tantas notícias ruins no cenário, inclusive de que a economia o país deva crescer apenas 0,36 neste ano, a primeira opção está descartada. E mais: 2022 será ano eleitoral e Lula fala em anular a reforma trabalhista preocupando os empresários. Os projetos da iniciativa privada poderão ser freados – adiados ‘sine die’.

PERDIDO? Os economistas dizem que 2022 será como se não existisse no contexto. (Mais um?) Olhando o calendário eleitoral e as regras da propaganda partidária (extinta em 2017), percebe-se a prioridade da atividade política com resultados duvidosos em benefícios da população. Vem aí as mesmas caras (envelhecidas) e aqueles discursos maquiados.

O CARDÁPIO:  Se Fernando Collor pregou a caça aos marajás; se Bolsonaro hasteou a  a bandeira contra a corrupção, Lula fala da pobreza. Portanto, percebe-se que no cardápio destas eleições a ética e o combate a desonestidade perderão espaço para o discurso contra a fome e a miséria. Pelo visto a demagogia vai sobreviver.

COBIÇADO: O União Brasil (81 deputados) terá R$604 milhões do PSL e R$341,7 milhões do DEM e bom espaço do horário eleitoral. Quer eleger governadores e grande bancada federal. Não é por acaso que a deputada Rose Modesto decidiu pelo ingresso no partido para tentar a governadoria. No mínimo ela pode decidir o 2º turno da eleição.

ROSE: Às vésperas de completar 44 anos de idade a deputada enfrentará seu maior desafio na vitoriosa vida pública. Será protagonista do partido e não coadjuvante como até aqui. Presume-se amadurecida para enfrentar os embates e que tenha sobretudo um bom projeto de administração. Como se diz, beleza ajuda muito, mas não decide eleição.

A INVENÇÃO:  Nestas eleições sai a coligação, entra a federação partidária. A primeira findava com o pleito, era local, transitória. A outra é nacional, com estatuto e programa, dura no mínimo por 4 anos. Os partidos que descumprirem o combinado poderão em tese sofrer penalidades cuja aplicação é duvidosa. Vamos esperar como será mais essa pérola eleitoral.

HISTÓRIA-1: Em 08/06/1967 os deputados Estácio Souto Maior, pai do piloto Nelson Piquet, e Nelson Carneiro, trocaram tiros na Câmara dos Deputados. Souto deu um tapa em Nelson que revidou depois na agência do Banco do Brasil no salão inferior da Câmara. Com um revolver 38 Nelson baleou Souto – que revidou desferindo 5 tiros que não acertaram o colega oponente.

HISTÓRIA-2:  Em 1929, na Câmara, o deputado gaúcho Ildefonso Lopes recebeu uma bengalada ao cruzar com seu colega Manoel S. Filho (Pernambuco) e revidou sacando de seu revolver atirando duas vezes, matando-o no local. No julgamento alegou que estava defendendo seu filho ameaçado de morte pelo seu desafeto e assim foi absolvido.

HISTÓRIA-3: Estácio Souto Maior era médico, deputado federal eleito por Pernambuco em 1954 e reeleito 3 vezes. Foi ministro da Saúde no Governo João Goulart mesmo após votado contra o parlamentarismo no plebiscito após a renúncia de Jânio Quadros. Depois filiou-se a Arena e foi cassado em 1969 com base no AI-5.  Faleceu em 1974.

HISTÓRIA-4: Complementando a nota da edição anterior sobre a morte do senador José Kairala pelo seu colega de Arnon de Mello em 1963, conta-nos o ex-deputado Luiz Tenório de Mello que o senador Rachid S. Derzi confessou-lhe ter tentado sem êxito desarmar Arnon  – que ainda assim acabou disparando o seu revolver Schimdt 38.

CURRÍCULO DE RACHID:  prefeito nomeado de Ponta Porã, 1942/1945; vereador, 1947-1950; prefeito, 1951-1954; deputado federal, 1955-1959, 1959-1963,1963-1967-1967-1971; senador 1971-1978; 1979-1987; 1987-1995. Encerrou a carreira em 1994  na  derrota para Wilson B. Martins. Faleceu em 10/02/2.000. Era cunhado dos senadores Italívio Coelho e Lúdio Coelho e pai do deputado Flavio Derzi.

‘RACHIDÃO’: Quando cheguei ao Mato Grosso em 1974 ele estreava no Senado. A ‘folhinha calendário’ com sua foto ornamentava as salas das casas. Pelas distâncias e dificuldades, eram os vereadores e prefeitos que defendiam sua bandeira e com quem ele tinha contato em ocasiões especiais e nas eleições. Estilo bonachão, simples, agradável.

HISTÓRIA-5: Laucídio Coelho, mineiro além de seu tempo, empreendedor, visionário; pai de 12 filhos, proprietário de 1 milhão de hectares de terras, (o maior fazendeiro do mundo segundo o Guinness Book em 1977) fundou a Acrissul (1931), o Banco Financial e o Frima (1947) (primeiro frigorifico do Estado), foi o primeiro presidente da Câmara de Vereadores de Rio Brilhante.

HISTÓRIA-6:  Após a Guerra do Paraguai, Thomaz Laranjeira passou a ocupar as terras devolutas da região em 1880 (por decreto imperial) explorando o cultivo da erva mate em 2 milhões de hectares (Sul de MS e Paraná) exportada por barcos para a Argentina. O império da Mate Laranjeira durou até a década de 40 com Getúlio Vargas iniciando a ocupação dos espaços, com a criação do Distrito de Ponta Porã em 1943 (P. Porã, Dourados, Maracaju, Bela Vista, Porto Murtinho, Nioaque e Miranda), o cancelamento da concessão das áreas e o desinteresse dos argentinos pela compra da erva mate. .

OUTROS TEMPOS: Articulado, Laranjeira envolveu políticos (Família Murtinho) na empresa e se fortaleceu a ponto de conceder empréstimo ao Governo de Mato Grosso. A empresa chegou a contar com 500 carretas e 20 mil bois, barcos a vapor, duas linhas férreas, escolas, hospital e as cidades de Porto Murtinho e Guairá como bases de apoio. A história é fantástica e inspirou várias obras disponíveis no mercado literário.

HISTÓRIA-7: Nascido em 1806, Manoel Costa Lima construiu em 4 anos a estrada de 325 kms de Campo Grande ao antigo Porto XV. Trouxe de Concepcion (Paraguai)  7 carretões e um barco a vapor – navegando até Aquidauana, desmontando-o e colocando as partes nos carretões puxados por 200 bois. Após 60 dias chega a Campo Grande e ruma ao rio Anhanduizinho – onde o barco é montado e através das águas do rio Pardo atinge o rio Paraná. A primeira travessia do rio Paraná foi em 8 de outubro de 1906.

A SAGA:   Em seguida construiu balsas currais, embarcadouros e trouxe duas ‘chatas’ incrementando o comércio nas duas margens do rio Paraná. Incentivou a ocupação das terras e fundação de várias cidades, além de instalar uma central telefônica em 1916 para atender 30 fazendas. Foi indenizado pelo Governo com a regularização das terras  devolutas que ocupava. Seu feito foi reconhecido pelo governador Fernando C. da Costa que o colocou no rol dos heróis da nossa terra. Seu falecimento se deu em 1954.

ATÉ ONDE?  Os gastos com o funcionalismo da União, Estados e municípios só aumentam. Em 2020 representava 16,68% do PIB – nada menos que 50,26% da carga tributária. Mas pasmem! Vem mais concursos por aí. Atualmente temos 119 deles com inscrições abertas (nos 3 níveis) oferecendo apenas 222.906 vagas. Onde vamos parar?

A PROPÓSITO: O fato não é recente. Diante da estagnação da iniciativa privada os jovens na faculdade ou nos cursos de especialização sonham com o emprego público. Os chamados ‘concurseiros’ atravessam o país em busca da chamada garantia salarial – que na pratica nem sempre é tão vantajosa como possa parecer em alguns cargos.

PEDRO SIMON:  Após 57 anos de vida pública, desabafa no seu livro “A impunidade veste colarinho branco”: “De repente, eu percebo que a corrupção é, exatamente, a distância entre o país que temos e o país que queremos. Pena que, no país que temos, ainda teimemos no cultivo da árvore proibida da impunidade, na qual se entrelaça a serpente maliciosa da corrupção”.

PILULAS DIGITAIS:

Se você quer apenas andar rápido, ande sozinho. Mas se você quiser caminhar longe, ande junto! (Steve Jobs)

Aliança Lula-Alckmin – com qual programa?

Existem dois lados em todas as discussões. O meu lado e o errado. (Oscar Levant)

Quem não suporta o cheiro de pólvora não deve ir para a guerra. (provérbio judeu)

O pior ego é o que não se vê. (Carlos Castelo)

Viver é desenhar sem borracha. ( Millôr Fernandes)

Felizes os que podem respirar! Bem aventurados os que não tossem!  (Machado de Assis)

Quando as notícias são boas, algo está errado. (provérbio judeu)

As pessoas que falam muito, mentem sempre, porque acabam esgotando seu estoque de verdades. ( Millôr Fernandes)

Se não tens um amigo com Covid, é porque não tem amigos.

Universitário descobre que tem aulas online com professor morto em 2019.  ‘Ensino médium’.