O presidente da Fiems (Federação das Indústria dos Estados de Mato Grosso do Sul), Sérgio Longen, participou nesta sexta-feira (13/03) de reunião com o presidente do Paraguai, Santiago Peña, em Assunção, para discutir medidas que possam reduzir gargalos e ampliar os negócios entre Brasil e Paraguai. O encontro ocorreu durante agenda de reuniões do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), que reúne no país vizinho autoridades e representantes do setor produtivo para debater iniciativas de desenvolvimento regional.
Durante a reunião, Longen apresentou demandas do setor industrial de Mato Grosso do Sul e da indústria brasileira voltadas à melhoria das condições de logística, comércio e investimentos entre os dois países. Entre os temas discutidos está a criação de corredores logísticos específicos que permitam a circulação de veículos de grande porte, como bitrens e rodotrens, em rodovias paraguaias.
“Temos propostas claras com o presidente do Paraguai que são demandas do setor empresarial de Mato Grosso do Sul e da indústria nacional. Viemos discutir corredores logísticos que permitam que bitrens e rodotrens possam entrar no Paraguai em rodovias que seriam corredores específicos”, afirmou Longen.
Outro ponto tratado foi a facilitação do registro de marcas de produtos brasileiros para comercialização no mercado paraguaio, ampliando as possibilidades de atuação da indústria brasileira no país vizinho.
O presidente da Fiems também destacou a necessidade de aprimorar os serviços cartoriais no Paraguai. Segundo ele, atualmente há apenas um cartório responsável pelo registro de imóveis, o que gera lentidão em processos de aquisição e regularização de propriedades.
“Há uma movimentação muito grande de empresários brasileiros, agricultores e pecuaristas que precisam de mais agilidade nos registros e lavraturas. Isso pode trazer mais facilidade para os brasileiros que investem no mercado paraguaio”, explicou.
A comitiva sul-mato-grossense contou ainda com a participação do deputado estadual Paulo Corrêa, que representou a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, e da empresária do setor têxtil Simone Oliveira, que também é diretora estratégica da Fiems.
Na avaliação do deputado Paulo Corrêa, a reunião com o presidente do Paraguai é estratégica para ampliar o acesso da indústria brasileira ao mercado paraguaio. “O trabalho que a Federação das Indústrias está fazendo é muito importante para que a indústria brasileira possa ampliar sua presença aqui e fortalecer esse mercado com os nossos irmãos paraguaios”, afirmou.
Já Simone Oliveira destacou a importância de fortalecer a integração industrial entre os dois países. “Precisamos reforçar a indústria brasileira com uma maior integração, olhando especialmente para a infraestrutura, sempre com o acompanhamento da indústria paraguaia”, concluiu.
O deputado estadual Paulo Corrêa (PSDB), 1º secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, se reuniu nesta sexta-feira (13), em Assunción, com o presidente do Paraguai, Santiago Peña, para defender os interesses das indústrias brasileiras, em especial as sul-mato-grossenses, que mantêm relações comerciais com o país vizinho.
O encontro ocorreu durante agenda do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e contou também com a participação do presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems), Sérgio Longen.
Paulo Corrêa e o presidente Santiago Peña, juntos em Assunción, nesta sexta-feira (13)
Durante a reunião, foram discutidos temas ligados à competitividade do setor produtivo, como infraestrutura, logística, transporte de cargas e registro de marcas, além de medidas que possam facilitar a importação e exportação de produtos brasileiros via Paraguai.
Segundo Paulo Corrêa, o objetivo é fortalecer o ambiente de negócios e reduzir entraves que ainda impactam o setor industrial. “Viemos conversar com o presidente do Paraguai para defender os interesses das indústrias brasileiras, especialmente de Mato Grosso do Sul. Discutimos questões importantes relacionadas à logística, ao transporte e também ao registro de marcas, para destravar gargalos e ampliar as oportunidades de comércio entre os dois países”, destacou o deputado.
O presidente da Fiems, Sérgio Longen, também ressaltou a importância do diálogo direto com o governo paraguaio para avançar nas pautas de interesse do setor produtivo. “Estamos tratando de questões importantes para fortalecer as relações comerciais entre Brasil e Paraguai. A ampliação das condições logísticas, o registro de marcas de produtos brasileiros e a melhoria de processos burocráticos são medidas que podem impulsionar novos investimentos e ampliar as oportunidades de negócios para as empresas”, destacou.
Outro tema importante tratado na reunião foi a retomada do projeto de construção de uma ponte sobre o Rio Apa, que ligará o departamento de Concepción, no Paraguai, a Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul. A estrutura funcionará como uma alternativa de acesso à Rota Bioceânica, ampliando a integração logística e comercial entre Brasil e Paraguai.
“O presidente Santiago Peña demonstrou interesse em retomar esse projeto, que é estratégico para fortalecer o comércio e a integração entre nossos países. Essa ligação vai ajudar a impulsionar o desenvolvimento da região e consolidar Porto Murtinho como um importante hub logístico para o Brasil”, afirmou Paulo Corrêa.
Durante o encontro, Peña também manifestou interesse em estreitar ainda mais os laços com Mato Grosso do Sul e afirmou que pretende visitar Campo Grande em breve, atendendo convite feito por Paulo Corrêa para conhecer a Colônia Paraguaia.
“Fiquei muito tocado pela receptividade do presidente Santiago Peña. O Paraguai é um parceiro estratégico para Mato Grosso do Sul e temos muito a avançar juntos em comércio, logística, integração entre nossos povos e desenvolvimento regional”, finalizou o deputado.
Também participaram da reunião os diretores da Fiems Aurélio Rolim Rocha (relações internacionais) e Robson Del Casale (sustentabilidade), além da empresária Simone Oliveira, diretora-executiva da Nilcatex Têxtil.
Em janeiro de 2026, o Paraguai iniciou a consolidação de uma estratégia logística regional, baseada na integração da Hidrovia Paraguai-Paraná e do Corredor Bioceânico , com o objetivo de transformar seu status histórico de país sem litoral em uma vantagem competitiva para o comércio exterior. O processo, impulsionado por investimentos em infraestrutura pública e privada, visa posicionar o país como um importante centro de conexão entre os oceanos Atlântico e Pacífico, com impacto direto nos fluxos comerciais do Cone Sul. Esta informação foi divulgada pela Infobae.
A iniciativa é relevante porque redefine o papel econômico do Paraguai na região, reduz os custos logísticos para exportadores e importadores e fortalece sua atratividade como plataforma de serviços para cargas internacionais em trânsito, em um contexto de crescente integração sul-americana e competição para atrair investimentos em transporte e logística.
A estratégia se baseia em dois pilares complementares. Por um lado, a hidrovia, que serve como principal artéria fluvial para que os produtos do Paraguai e dos países vizinhos cheguem ao Oceano Atlântico. Por outro lado, o corredor rodoviário que ligará os portos brasileiros aos terminais chilenos no Pacífico, atravessando o território paraguaio e o norte da Argentina.
As vias navegáveis como espinha dorsal do comércio
A Hidrovia Paraguai-Paraná estende-se por aproximadamente 3.442 quilômetros e conecta Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai. Historicamente utilizada para o transporte de grãos e produtos agrícolas, nos últimos anos também tem transportado cargas de maior valor agregado, como carne refrigerada, combustíveis, fertilizantes, maquinário e bens de consumo.
O Paraguai possui atualmente a terceira maior frota de barcaças do mundo, um ativo estratégico que lhe permitiu compensar a falta de acesso direto ao mar e sustentar o crescimento de suas exportações de soja, milho, trigo e carne bovina. Constitui também o principal ponto de entrada para combustíveis líquidos, agroquímicos, eletrodomésticos, veículos e equipamentos industriais.
Segundo a Infobae, a utilização de contêineres refrigerados em embarcações fluviais expandiu significativamente a capacidade de exportação do setor de carnes paraguaio, permitindo o abastecimento de mercados extrarregionais com maior eficiência logística.
O corredor bioceânico e a ligação com o Pacífico
O segundo componente da estratégia é o Corredor Bioceânico de Capricórnio , uma rede rodoviária e logística de aproximadamente 2.400 quilômetros que ligará o porto brasileiro de Santos aos portos chilenos de Antofagasta, Mejillones e Iquique.
A rota planejada começa no sudeste do Brasil, atravessa o estado do Mato Grosso do Sul, chega a Porto Murtinho e cruza o Rio Paraguai por meio de uma nova ponte até a cidade paraguaia de Carmelo Peralta . De lá, continua pelo Chaco paraguaio até Pozo Hondo , entra no norte da Argentina por Misión La Paz , na província de Salta, passa por Jujuy e sobe em direção à Cordilheira dos Andes para cruzar para o Chile pelo Passo Jama ou Sico.
A combinação de rotas terrestres e fluviais possibilita um sistema multimodal que permite o transporte de mercadorias de norte a sul por via fluvial e de leste a oeste por via rodoviária, reduzindo distâncias, tempos de trânsito e custos operacionais.
Um ponto estratégico na fronteira com o Brasil
Um dos aspectos mais importantes do projeto é o eixo Carmelo Peralta–Porto Murtinho , onde está previsto um centro logístico para transbordo entre caminhões e barcaças. Essa área poderá servir como um polo para o transporte de grãos do interior do Brasil para a hidrovia, bem como para a distribuição terrestre de insumos importados que chegam pelo rio.
Este esquema permitiria a integração das cadeias produtivas regionais, facilitaria o acesso aos mercados internacionais e transformaria o Paraguai em um provedor de serviços logísticos para cargas que não se originam ou não têm destino final em seu território.
Segundo estimativas citadas pela Infobae, o uso combinado do corredor e da hidrovia permitiria uma redução de 12 a 15 dias no tempo de transporte das exportações paraguaias e brasileiras para a Ásia, utilizando portos do Pacífico, e diminuiria os custos logísticos médios em cerca de 25% .
Impacto econômico e geopolítico
O reposicionamento logístico do Paraguai tem implicações que vão além do âmbito comercial. Ele também fortalece seu peso geopolítico dentro do Mercosul e em sua relação com os países andinos, tornando-se um ponto de trânsito fundamental para o comércio transoceânico.
A redução dos custos de transporte melhora a competitividade dos produtos agrícolas, minerais e industriais, e aumenta a atratividade do país para investimentos em armazéns alfandegados, parques industriais, centros de distribuição e serviços portuários.
Do setor privado, o presidente da Câmara de Comércio Paraguai-Uruguai, Federico Esmite, afirmou que o país deixou de ser visto como uma economia isolada e agora se projeta como uma plataforma logística regional. Em uma análise publicada pela Infobae, ele descreveu o fenômeno como uma transformação estrutural de seu modelo de integração internacional.
Desafios extraordinários
O desenvolvimento do corredor e a modernização da hidrovia também apresentam desafios. Entre eles, destacam-se a necessidade de expandir os portos fluviais, melhorar as rotas secundárias, investir em tecnologia aduaneira, capacitar recursos humanos e coordenar os marcos regulatórios entre os cinco países envolvidos.
A isso se soma a gestão ambiental das obras e a manutenção dos rios, aspectos fundamentais para garantir a navegabilidade permanente e a sustentabilidade do sistema.
Especialistas em logística alertam que o sucesso do projeto dependerá não apenas da infraestrutura física, mas também da eficiência administrativa, da previsibilidade regulatória e da integração de sistemas de controle e rastreabilidade.
Uma mudança estrutural está em curso
Com a convergência da hidrovia e do corredor bioceânico, o Paraguai está avançando em um processo de transformação que poderá alterar permanentemente seu papel no comércio sul-americano. De um país sem litoral e dependente de terceiros para acesso aos oceanos, ele começa a emergir como um centro para os fluxos comerciais regionais , com capacidade para influenciar a dinâmica das exportações do Brasil, da Argentina e da Bolívia.
A estratégia ainda está em fase de desenvolvimento, mas os trabalhos em curso e os acordos multilaterais assinados nos últimos anos apontam para uma tendência clara: a logística deixou de ser uma limitação estrutural e tornou-se um dos principais ativos econômicos do país.
O juiz Alvin K. Hellerstein marcou para 17 de março a próxima audiência do presidente venezuelano Nicolás Maduro em um tribunal federal dos Estados Unidos. A decisão foi anunciada ao final de uma sessão judicial de cerca de 30 minutos, onde o processo contra Maduro, acusado de narcoterrorismo e crimes relacionados ao tráfico de drogas, seguiu seu curso.
Durante a audiência, o advogado Barry J. Pollack, que representa Maduro, levantou um ponto importante: ele questiona a legalidade da captura do presidente venezuelano, que foi descrita como uma ação militar. Pollack afirmou que, como chefe de um Estado soberano, Maduro teria o direito de gozar das prerrogativas de seu cargo. A defesa também previu uma fase pré-julgamento, com possíveis disputas judiciais mais longas relacionadas à legalidade da prisão. Até o momento, não houve pedido de liberdade provisória, embora o juiz tenha mantido a possibilidade de fiança a ser solicitada posteriormente.
A audiência também tratou do estado de saúde de Cilia Flores, esposa de Maduro, que é ré no mesmo processo. O advogado Mark Donnelly informou que Flores, de 69 anos, apresenta problemas de saúde, incluindo uma possível fratura nas costelas e hematomas. Ele solicitou exames de raio-X e uma avaliação médica completa, alegando que Flores pode precisar de cuidados médicos contínuos.
Detenção e Declarações de Inocência
Ao final da audiência, Nicolás Maduro e Cilia Flores concordaram em permanecer detidos por enquanto, com a possibilidade de futuros pedidos de liberdade serem analisados. O juiz Hellerstein também assegurou aos réus o direito de contato com o consulado da Venezuela. Maduro expressou compreensão sobre o direito e manifestou interesse em receber visita consular, uma solicitação que também foi feita por sua esposa, Cilia.
Durante a sessão, Maduro reafirmou sua inocência em relação às acusações. Ele disse que não cometeu os crimes pelos quais está sendo processado. Cilia Flores, também ré no processo, fez a mesma declaração.
O processo segue sua tramitação e deve ter novos desdobramentos em março, quando ocorrerá a próxima audiência para discutir os próximos passos no caso.
Créditos: Redação, com informações do Midiamax – Foto: Crédito: Reprodução/Rede Social X
O ditador venezuelano Nicolás Maduro e a esposa, Cilia Flores, se declaram inocentes na audiência realizada nesta segunda-feira (5) perante a Justiça dos Estados Unidos.
De acordo com agências de notícias internacionais, Maduro disse que é presidente da Venezuela e foi “sequestrado”. “Eu sou inocente. Eu não sou culpado. Eu sou um homem decente”, afirmou o ditador durante a audiência no tribunal federal de Manhattan.
O juiz Alvin K. Hellerstein também ordenou que Maduro compareça ao tribunal em 17 de março para uma nova audiência. Por volta das 15h (horário de Brasília), o ditador venezuelano e a mulher foram levados de volta para o Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn, em Nova York, onde estão detidos desde que foram capturados em uma ação militar conduzida pelas Forças Armadas dos Estados Unidos.
As acusações contra Maduro
Maduro responde por crimes de narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína para os Estados Unidos e crimes relacionados ao uso e à posse de metralhadoras e dispositivos explosivos.
O presidente da Venezuela está detido no Metropolitan Detention Center, no Brooklyn, unidade prisional federal conhecida pelas más condições de funcionamento e por abrigar presos de alta notoriedade internacional.
De acordo com o indiciamento, Nicolás Maduro é acusado de liderar, desde aproximadamente 1999, uma ampla conspiração criminosa que teria utilizado instituições do Estado venezuelano para facilitar o tráfico internacional de drogas e apoiar organizações classificadas como terroristas.
Entre os grupos citados estão as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), o ELN (Exército de Libertação Nacional), o Cartel de Sinaloa, os Zetas (ou Cartel del Noreste) e a organização criminosa transnacional Tren de Aragua.
Segundo os documentos judiciais, Maduro teria conspirado para distribuir 5 kg ou mais de cocaína, com o conhecimento de que os lucros beneficiariam essas organizações.
Ele também é acusado de conspirar para importar a droga ilegalmente para os Estados Unidos, além de fabricar e distribuir cocaína com a consciência de que o entorpecente seria introduzido em território americano.
Outras acusações apontam o uso, a posse e a conspiração para posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos como forma de proteger e viabilizar as operações de tráfico.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3) que forças americanas realizaram um ataque de grande escala contra a Venezuela e capturaram o presidente Nicolás Maduro. A declaração foi feita em uma rede social.
“Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque de grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado, juntamente com sua esposa, e retirado do país por via aérea.”
De acordo com Trump, a ação foi conduzida em conjunto com as forças de segurança americanas. O presidente não informou para onde Maduro e a mulher foram levados.
A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodriguez, diz não saber onde Maduro está e exigiu uma prova de vida para o governo americano.
Moradores de diferentes bairros relataram tremores, barulho de aeronaves e correria nas ruas. Parte da cidade ficou sem energia elétrica, principalmente nas proximidades da base aérea de La Carlota, no sul da capital.
Logo após o início, o governo da Venezuela publicou um comunicado afirmando que o país estava sob ataque. Caracas disse que o presidente venezuelano convocou forças sociais e políticas a ativar planos de mobilização.
“O presidente Nicolás Maduro assinou e ordenou a implementação do decreto que declara o estado de Comoção Exterior em todo o território nacional, para proteger os direitos da população, o pleno funcionamento das instituições republicanas e passar de imediato à luta armada”, diz o texto.
“O país deve se ativar para derrotar esta agressão imperialista.”
O governo venezuelano afirmou ainda que o objetivo da operação americana seria tomar recursos estratégicos do país, principalmente petróleo e minerais. No comunicado, Caracas disse que os EUA tentam impor uma “guerra colonial” e forçar uma “mudança de regime”.
Por fim, a Venezuela declarou que se reserva ao direito de exercer legítima defesa e convocou governos da América Latina e do Caribe a se mobilizarem em solidariedade ao país.
Maduro na mira
Nicolás Maduro discursa durante manifestação na Venezuela — Foto: Stringer/AFP
A pressão sobre o governo venezuelano começou em em agosto, quando os EUA elevaram para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levassem à prisão de Nicolás Maduro. À época, o governo norte-americano reforçou a presença militar no Mar do Caribe.
Inicialmente, a Casa Branca afirmou que a mobilização militar tinha como objetivo combater o narcotráfico internacional. Com o tempo, autoridades americanas passaram a dizer, sob anonimato, que o objetivo final seria derrubar o governo Maduro.
Trump e o presidente venezuelano chegaram a conversar por telefone em novembro. No entanto, segundo a imprensa americana, os contatos terminaram sem avanços, já que Maduro teria demonstrado resistência em deixar o poder.
No mesmo mês, os EUA classificaram o Cartel de los Soles como organização terrorista. O governo americano acusa Maduro de liderar o grupo.
Ainda em novembro, a imprensa internacional informou que os EUA estavam prestes a iniciar uma nova fase de operações relacionadas à Venezuela.
Além disso, de acordo com o jornal The New York Times, os Estados Unidos têm interesse em assumir o controle das reservas de petróleo venezuelanas, consideradas as maiores do mundo.
Nas últimas semanas, militares americanos apreenderam navios petroleiros da Venezuela. Trump também determinou um bloqueio contra embarcações alvos de sanções e acusou Maduro de roubar os EUA.