mar 21, 2020 | Internacional

Até esta quinta-feira (19), o Uruguai contabiliza ao menos 55 casos confirmados de coronavírus, uma cifra considerada alta para o tamanho da população do país, de cerca de 3,5 milhões de pessoas. A vizinha Argentina, com mais de 43 milhões de habitantes, por exemplo, tem 97 casos. A explicação para grande parte do número uruguaio chega a ser tragicômica.
A decoradora Carmela Hontou, 57, que ficou doente durante duas passagens pela Europa nos primeiros meses deste ano, foi a um casamento com 500 convidados no mesmo dia em que retornou ao país. Hontou teve febre alta e inflamação na garganta quando foi a Milão e Madri no fim de janeiro.
Nesta primeira viagem, um médico da companhia de seguros que a examinou na Espanha receitou antibióticos e recomendou que, ao chegar ao Uruguai, fizesse exames. “Ele me deu antibióticos para tomar por 14 dias, mas eu tomei menos, porque me sentia bem”, disse ela. Exames, Hontou não fez.
No final de fevereiro, viajou a trabalho outra vez às duas cidades. Ao chegar a Madri, sentiu-se mal. Procurou conhecidos em Milão, que recomendaram não viajar à cidade, muito afetada pelo coronavírus.
Permaneceu então alguns dias na capital espanhola, onde voltou a ter febre. No dia 7 de março, retornou ao Uruguai. Como não havia o registro de nenhum caso de Covid-19 no país quando aterrissou, ainda não havia protocolo em vigor no aeroporto de Carrasco.
Hontou foi para casa e, mesmo apresentando sintomas de que poderia estar infectada, compareceu a um casamento da alta sociedade uruguaia, no bairro nobre de Carrasco.
De acordo com o jornal uruguaio El Observador, fontes do Ministério de Saúde Pública afirmam que, dos 55 casos confirmados no país, 44 foram contaminados a partir da cerimônia. Desse número, nem todos compareceram à festa, mas foram infectados a partir do “vetor Carmela”.
Em entrevista ao site Infobae, a decoradora disse que não considerou a possibilidade de não ir ao evento, uma vez que o noivo é “como um filho” para ela.
Depois da festa, Hontou voltou a passar mal, foi a um hospital e recebeu o diagnóstico de coronavírus. Um escândalo, então, tomou conta de seu círculo de amigos e das redes sociais.
Muitos publicaram comentários públicos criticando a empresária. Em grupos de WhatsApp, convidados a condenaram por ter ido ao evento. “Ela não sabe o que está acontecendo no mundo?”, “vive em um túper [um Tupperware]?” e “ela poderia ter contaminado um povoado inteiro” eram algumas das mensagens.
Também ao site Infobae, Hontou se defendeu. “A repercussão foi muito feia. As pessoas pensam que fui a um casamento só para propagar um vírus, tratam-me como uma terrorista, e não foi assim.”
Com o diagnóstico, Hontou se transformou num dos primeiros casos, se não o primeiro, do novo coronavírus no Uruguai. Na sequência, outros 20 convidados da festa receberam a notícia de que estavam contaminados.
MUDANÇA DE PROTOCOLO
A partir do caso, o governo passou a adotar o protocolo de enviar para quarentena quem chega dos países mais afetados, como Espanha, Itália, Coreia do Sul e China, mesmo que não apresente sintomas.
A história não parou aí. Liberada do hospital para cumprir quarentena em casa, Hontou foi denunciada por vizinhos e pelo porteiro do prédio, segundo os quais a decoradora continuava a receber visitas de amigos e parentes. Entre os visitantes, seus dois filhos.
Assim, o promotor Alejandro Machado passou a investigar a conduta da empresária e prepara uma acusação formal na Justiça de dano e violação às regras de vigilância sanitária. Machado também emitiu ordem para que os filhos de Hontou sejam investigados.
Um dos filhos da empresária já recebeu o diagnóstico de covid-19 e não estaria fazendo o isolamento obrigatório. A lei uruguaia determina, em seu Código Penal, que atentar contra a segurança sanitária do país é passível de uma pena de 2 a 24 meses de prisão.
As autoridades sanitárias estão, ainda, convocando todos os presentes à festa de casamento na qual Hontou esteve para que realizem exames para determinar se foram infectados.
O vice-ministro de Saúde Pública, José Luis Satdjian, confirmou que, dos 50 casos no país, 20 estão relacionados ao episódio da festa. Ele usou o episódio como exemplo de responsabilidade coletiva que toda a população deveria assumir.
Depois dos primeiros quatro casos, identificados na última sexta-feira (13), incluindo o de Hontou, o número de infectados subiu para oito no domingo (15) e está em 50 nesta quinta-feira (19).
O governo do recém-empossado Luis Lacalle Pou ordenou o fechamento de shoppings e lojas, exceto as que vendem alimentos e medicamentos. O presidente ainda suspendeu o funcionamento de parques e locais públicos de diversão.
Hontou respondeu às críticas por meio das redes sociais. Em posts no Instagram, disse que decidiu ir à festa porque “não estava mal e não tinha nenhum sintoma”.
A empresária afirma ainda que, ao retornar ao Uruguai, perguntou no aeroporto se havia alguma medida a quem chegasse da Europa, e a resposta foi negativa.
mar 20, 2020 | Internacional

A Rússia ofereceu cerca de 800 ‘kits’ de deteção do novo coronavírus (Covid-19) a vários países, incluindo Irão e Coreia do Norte, anunciou hoje a agência de saúde russa Rospotrebnadzor.
Num comunicado, a agência informou ter enviado esses kits para os cinco países da Ásia Central (Uzbequistão, Cazaquistão, Tajiquistão, Turquemenistão e Quirguistão), além da Mongólia, Arménia, Azerbaijão, Bielorrússia, Coreia do Norte e Irão.
“Ao todo, foram enviados cerca de 800 ‘kits’ de teste que permitem especialistas realizarem 80.000 testes”, disse a Rospotrebnadzor.
O Irão é o principal beneficiário dessa ajuda e irá receber 500 ‘kits’ de deteção do vírus.
A agência Rospotrebnadzor disse que “estabeleceu uma cooperação com parceiros estrangeiros para vigiar a situação e fornecer assistência, se necessário”.
Ao todo, a Rússia tem 28 casos confirmados de pacientes infetados pelo Covid-19, tendo o país adotado medidas severas para impedir a propagação do novo coronavírus.
Moscovo anunciou na quarta-feira a proibição da exportação de máscaras protetoras e outros equipamentos médicos usados para proteger contra a disseminação do coronavírus.
A pandemia de Covid-19 foi detetada em dezembro, na China, e já provocou mais de 4.500 mortos em todo o mundo.
O número de infetados ultrapassou as 124 mil pessoas, com casos registados em 120 países e territórios, incluindo Portugal, que tem 59 casos confirmados.
mar 19, 2020 | Internacional
Em todo o mundo, casos da covid-19 chegam a 121 mil, mas taxa de letalidade da doença permanece relativamente baixa, em 3,5%
Dos 121,2 mil casos de infecção pelo novo coronavírus (SARS-CoV2) confirmados em 113 países até esta quarta-feira (11), 66,2 mil (54,6%) se curaram, segundo dados de um monitoramento do Centro de Ciência e Engenharia de Sistemas da Universidade Johns Hopkins, nos EUA.
A China foi o país com o maior número de vítimas do coronavírus. Desde o início da epidemia, em janeiro, 80,9 mil casos haviam sido confirmados, sendo que 61,5 mil pessoas já tinham se recuperado (76% do total).
Na Itália, segundo país mais afetado pela epidemia de SARS-CoV2, 8.514 pessoas testaram positivo para a doença causada pelo coronavírus (chamada de covid-19). Destas, 1.004 se curaram.
Dos 121,2 mil casos de infecção pelo novo coronavírus (SARS-CoV2) confirmados em 113 países até esta quarta-feira (11), 66,2 mil (54,6%) se curaram, segundo dados de um monitoramento do Centro de Ciência e Engenharia de Sistemas da Universidade Johns Hopkins, nos EUA.
A China foi o país com o maior número de vítimas do coronavírus. Desde o início da epidemia, em janeiro, 80,9 mil casos haviam sido confirmados, sendo que 61,5 mil pessoas já tinham se recuperado (76% do total).
Na Itália, segundo país mais afetado pela epidemia de SARS-CoV2, 8.514 pessoas testaram positivo para a doença causada pelo coronavírus (chamada de covid-19). Destas, 1.004 se curaram.
Fonte: R7
fev 18, 2020 | Internacional
Você está pensando em comprar um carro em 2020? Então saiba que seu leque de opções ficou um pouco maior. Afinal, agora Brasil e Paraguai têm um acordo de livre comércio automotivo. Atualmente, o Paraguai representa apenas 3% das exportações de veículos brasileiros, com 13 mil unidades por ano.
Desde 11 de fevereiro, quando o documento foi assinado, os carros produzidos por um país têm tarifas menores ou zeradas no outro. O prazo para que isso aconteça, porém, é diferente no Brasil e no Paraguai. Os automóveis paraguaios passam a ter tarifa zero imediatamente por aqui. Já os carros e motos produzidos aqui por enquanto terão taxa de 2% no Paraguai. A ideia é que esse índice vá caindo gradualmente até 2022.
A decisão tinha sido feita em dezembro de 2019, na reunião da Cúpula do Mercosul, em Bento Gonçalves, na serra gaúcha. O Brasil já tem acordos de comércio de carros sem tarifas ou com tarifa muito baixa com a Argentina (desde 2019) e o Uruguai (desde 2015). Até o início de fevereiro, a legislação brasileira proibia que os cidadãos comprassem automóveis no Paraguai e o dirigissem normalmente sem que passassem pelo processo formal de importação.
Essas novas condições visam à adaptação ao regime geral do Mercosul, que prevê tarifas externas comuns em 11 níveis. As alíquotas variam de 0% a 20% e valem para diversos tipos de mercadorias. Além disso, o Paraguai também vai revisar a política nacional de importação de veículos para seguir as diretrizes do Mercosul e cuidar questões de sustentabilidade e segurança.
Comércio automotivo no Mercosul
A estimativa é de que o Paraguai importava cerca de 70 mil carros usados por ano (muitos vindos da Ásia e dos EUA), deixando de comprar carros novos de montadoras. Esse acordo também foi motivado por elas para que o país começasse a comprar automóveis direto de fábrica. Antes, o Paraguai permitia a importação de carros de outros países com até dez anos de uso.
O comércio de automóveis entre Brasil e Paraguai vem crescendo na última década, impulsionado também pela importação de chicotes elétricos. Em 2019, o Brasil exportou US$ 415 milhões para o Paraguai e importou US$ 235 milhões em produtos desse setor. Pelo Twitter, no dia 11 de fevereiro, o presidente Jair Bolsonaro disse que esse acordo vai resultar em maior produção e mais empregos no setor.
Há alguns meses do acordo com a Argentina, os carros brasileiros estão em queda no país. A Argentina vive uma crise e está comprando menos carros do Brasil. Em 2019, a exportação de automóveis brasileiros caiu 31,9%.
Comércio de carros sem tarifas é visto como positivo
A associação de montadoras (Anfavea) vê o acordo como positivo. Em entrevista ao G1, o presidente da associação, Luiz Carlos Moraes, disse: “Nós defendemos mais acordos, com mais países, porque isso aumenta a competitividade de exportação da indústria, e também de importação. O mercado paraguaio é pequeno, mas é benéfico para conseguirmos mais negócios”.
Em setembro do ano passado, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, disse que Brasil e Paraguai “vivem um momento de grande convergência de políticas e de visão de mundo. Estamos em um momento ideal para colocar em prática uma política estratégica para Brasil e Paraguai”.
Em entrevista à Sputnik Brasil, o economista Antônio Jorge Martins, coordenador do curso de MBA em Gestão Estratégica de Empresas da Cadeia Automotiva, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), disse que “o grande aspecto desse acordo é a abertura cada vez maior da pauta de exportações do Brasil com relação ao setor automotivo, que vem se ampliando de forma significativa, no sentido de fazer frente aos altos e baixos da economia brasileira”.
Produção de carros no Brasil
Esse acordo de comércio de carros sem tarifas pode dar um ânimo para a indústria automotiva do Brasil, que teve uma queda de produção de 3,9% em janeiro de 2020, em comparação com janeiro do ano passado. A estimativa do FMI (Fundo Monetário Internacional) é de que a venda de carros diminua nos próximos anos devido a diversas questões, como a economia compartilhada e a preocupação com o meio ambiente.
Na Índia, a venda de carros caiu 14% entre 2018 e 2019, assim como na China esse número reduziu 12%. Por outro lado, as montadoras correm para investir no desenvolvimento de carro elétricos, que são uma nova demanda do mercado.
Em 2013, o Brasil fabricou mais de 3 milhões de carros, tendo os números diminuído gradativamente após aquele ano. O novo acordo faz parte do projeto do governo de voltar a esse patamar de produção até 2023. No país, esse setor emprega atualmente cerca de 130 mil pessoas, registrando queda de 1,8% entre 2018 e 2019.
fev 1, 2020 | Internacional

Matthew Brubaker, de 31 anos, Terry Wallace, de 41 e Marc Measnikoff, de 34, da Pensilvânia, nos EUA, foram condenados entre 30 a 41 anos de prisão no passado mês de abril por abusarem sexualmente de mais de onze animais durante anos: nove éguas, uma vaca, uma cabra e um número indefinido de cadelas.
As autoridades do condado de Clearfield foram chamadas à fazenda improvisada, em agosto de 2018, quando um adolescente de 16 anos as contactou alegando que era obrigado a amarrar os animais. No mesmo dia, os suspeitos foram detidos.
De acordo com o The Independent, os agressores “faziam sexo com os animais num curral específico para esse fim”. As autoridades encontraram uma vasta quantidade de vídeos pornográficos caseiros e equipamento de gravação na propriedade.
Os homens foram acusados de mais de 1400 crimes relativos à realização de atos sexuais com animais, crueldade animal, ao risco que representavam para as crianças que viviam com eles e a corrupção de menores.
Segundo o procurador William Shaw, citado pelo The Independent, “este é um dos casos mais extremos de abuso animal” com o qual já lidou durante a sua carreira. O profissional acrescentou ainda que os menores que estavam a viver com os abusadores encontram-se sob custódia do estado da Pensilvânia.
Os animais foram resgatados e as autoridades estão a trabalhar em conjunto com a Sociedade de Prevenção da Crueldade Animal para que lhes seja atribuído um novo lar.
Fonte: SOL / mantida a grafia lusitana original
jan 30, 2020 | Internacional

O Papa Francisco defendeu ontem que não faz sentido ir à igreja se não se praticar os ensinamentos da Bíblia no dia-a-dia. O líder da Igreja católica deixou assim um recado àqueles a quem trata por “papagaios cristãos”, que falam muito sobre religião mas não praticam boas ações.
“Se digo que sou católico e vou à missa, mas depois não falo com os meus pais, não ajudo os meus avós ou os mais pobres, não visito aqueles que estão doentes, o meu comportamento não prova a minha fé, não vale a pena [ir à missa]”, disse à população mais jovem de Guidonia, uma vila perto de Roma.
“Aqueles que fazem isto não passam de papagaios cristãos – palavras, palavras e palavras”, afirmou o Papa, citado pelo jornal La Stampa. “A fé cristã expressa-se de três formas: com as palavras, o coração e as mãos”, acrescentou.