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Bela Vista-MS Segunda-Feira, 06 de Julho de 2026

Evangelho de hoje: Mt 5,1-12

TEMPO COMUM
Jesus subiu à montanha. Sentou-se e seus discípulos aproximaram-se dele. Então, abriu a boca e lhes ensinava, dizendo: “Bem-aventurados os que têm um coração de pobre, porque deles é o Reino dos Céus! Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados! […] Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia! Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus! […] Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós”.
Comentário
O Evangelho de hoje no apresenta as oito bem-aventuranças apresentadas por Jesus no sermão da montanha. Ele nos ensina o que devemos fazer para alcançarmos o Reino de Deus. Ocorre que aos olhos humanos esse discurso soa estranho, mas lido aos olhos da fé, eles são um convite a nos superarmos constantemente, deixando para trás toda a mesquinharia, chamando-nos a abrir o coração ao Senhor. A Bem-aventurança divina, porém, só faz sentido se vivida por Deus e em nome de Deus, tal como pressupõe o termo grego makarios equivalente.

Evangelho de hoje: Mc 12,38-44

TEMPO COMUM
“Guardai-vos dos escribas que gostam de andar com roupas compridas, de ser cumprimentados nas praças públicas e de sentar-se nas primeiras cadeiras nas sinagogas e nos primeiros lugares nos banquetes. […] Estes terão um juízo mais rigoroso”. Jesus sentou-se defronte do cofre de esmola e observava como o povo deitava dinheiro nele; muitos ricos depositavam grandes quantias. Chegando uma pobre viúva, lançou duas pequenas moedas, no valor de apenas um quadrante. E ele chamou os seus discípulos e disse-lhes: “Em verdade vos digo: esta pobre viúva deitou mais do que todos os que lançaram no cofre, porque todos deitaram do que tinham em abundância […]”.
Comentário
O Evangelho de hoje vem nos alertar acerca da hipocrisia. Se por um lado há a hipocrisia dos fariseus, do outro há a verdade da viúva. Os fariseus são sempre preocupados com o que os outros pensam sobre eles, a aparência é mais importante que a essência. Enquanto que para a viúva, ela coloca-se diante de Deus como, de fato, ela é, oferece a Deus o que tem. Muitas vezes também somos levados ao farisaísmo. Fingimos fazer a vontade de Deus em público, mas o ignoramos em condições de pecado. Devemos sempre buscar o Senhor e pedir-lhe forças e fé.

Evangelho de hoje: Jo 17,11b.17-23

TEMPO PASCAL
“Pai santo, guarda-os em teu nome, que me encarregaste de fazer conhecer, a fim de que sejam um como nós. Santifica-os pela verdade. A tua palavra é a verdade. Como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo. Santifico-me por eles para que também eles sejam santificados pela verdade. Não rogo somente por eles, mas também por aqueles que por sua palavra hão de crer em mim. Para que todos sejam um, assim como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, para que também eles estejam em nós e o mundo creia que tu me enviaste […]”.
Comentário

Jesus roga a Deus para que o mundo seja santificado pela verdade, não apenas aqueles que já são seus discípulos, mas todos aqueles que também haverão de seguir a Cristo. Em sua oração sacerdotal, Jesus pede ainda pela união de todos os cristãos: “Para que todos sejam um, assim como tu, Pai, estás em mim e eu em ti […]”. Nessa oração, Jesus, mais uma vez, ensina-nos a orar. Ensina-nos a nos colocar em total disponibilidade diante de Deus e a confiarmos em sua autoridade.

Evangelho de hoje: Mc 12,28b-34

TEMPO PASCAL
“O primeiro de todos os mandamentos é este: Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor; amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu espírito e de todas as tuas forças. Eis aqui o segundo: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Outro mandamento maior do que estes não existe”. Disse-lhe o escriba: “Perfeitamente, Mestre, disseste bem que Deus é um só e que não há outro além dele. E amá-lo de todo o coração, de todo o pensamento, de toda a alma e de todas as forças, e amar o próximo como a si mesmo, excede a todos os holocaustos e sacrifícios”. […]
Comentário
Jesus apresenta o maior de todos os mandamentos, amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo. O que aparenta serem dois mandamentos acabam por se tornarem apenas um, pois se se ama ao Pai acima de todas as coisas não haverá de desprezar seus filhos que está na figura do próximo. Ao mesmo tempo, não é possível amar a Deus em plenitude e ignorar os que te rodeiam, os que convivem contigo todos os dias. Devemos pedir a Deus a graça de estarmos atentos às necessidades dos que sofrem e que possamos socorrê-los em suas necessidades.

Evangelho de hoje: Mc 12,18-27

TEMPO COMUM
“Mestre, Moisés prescreveu-nos: Se morrer o irmão de alguém, e deixar mulher sem filhos, seu irmão despose a viúva e suscite posteridade a seu irmão”. Ora, havia sete irmãos; o primeiro casou e morreu sem deixar descendência. Então, o segundo desposou a viúva, e morreu sem deixar posteridade. […] Por último, morreu também a mulher. Na ressurreição, a quem desses pertencerá a mulher? Pois os sete a tiveram por mulher”. Jesus respondeu-lhes: “Errais, não compreendendo as Escrituras nem o poder de Deus. Na ressurreição dos mortos, os homens não tomarão mulheres, nem as mulheres, maridos, mas serão como os anjos nos céus […]”.
Comentário
São Marcos nos apresenta, no Evangelho de hoje, o episódio em que os saduceus questionam Jesus acerca da ressurreição, porém, logo de início ele nos dá a conhecer que esses que perguntam “afirmam não haver ressurreição”. O que querem os saduceus é reafirmar aquilo que dizem conhecer. Se não creem por que questionam Jesus? Questionam porque querem pô-lo em xeque. A ressurreição não é uma continuidade da vida terrena, é, outrossim, uma vida em plenitude. Na ressurreição contemplaremos Deus face a face, tal como Ele é, isso interessará.

Evangelho de hoje: Mc 12,13-17

TEMPO PASCAL
Enviaram-lhe alguns fariseus e herodianos, para que o apanhassem em alguma palavra. Aproximaram-se dele e disseram-lhe: “Mestre, sabemos que és sincero e que não lisonjeias a ninguém; porque não olhas para as aparências dos homens, mas ensinas o caminho de Deus segundo a verdade. É permitido que se pague o imposto a César ou não? Devemos ou não pagá-lo?”. Conhecendo-lhes a hipocrisia, respondeu-lhes Jesus: “Por que me quereis armar um laço? Mostrai-me um denário”. Apresentaram-lho. E ele perguntou-lhes: “De quem é esta imagem e a inscrição?”. De César” – responderam-lhe. Jesus então lhes replicou: “Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”. […]
Comentário
No Evangelho de hoje, Jesus é colocado à prova por dois grupos distintos, de um lado os fariseus, representando os fanáticos religiosos, do outro, colaboracionistas do império, os herodianos, o que eles querem é saber se Jesus se contradiz em suas palavras, perguntam-lhe se os impostos devem ser pagos a César. Jesus, sem delongas, com uma moeda na mão, resolve a questão: “Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”. Seguir a Cristo não implica infringir os deveres civis, mas exercê-lo em busca de uma justiça social, para o bem comum.