abr 6, 2026 | Evangelho do dia
E saindo às pressas do túmulo, com sentimentos de temor e de grande alegria, correram para dar a notícia aos discípulos. Nisso, o próprio Jesus veio-lhes ao encontro e disse: «Alegrai-vos!». Elas se aproximaram e abraçaram seus pés, em adoração. Jesus lhes disse: «Não tenhais medo; ide anunciar a meus irmãos que vão para a Galileia. Lá me verão».
Quando foram embora, alguns da guarda entraram na cidade e comunicaram aos sumos sacerdotes o que tinha acontecido. Reunidos com os anciãos, deliberaram dar bastante dinheiro aos soldados; e instruíram-nos: «Contai o seguinte: ‘Durante a noite vieram os discípulos dele e o roubaram, enquanto estávamos dormindo’. E se isso chegar aos ouvidos do governador, nós o tranquilizaremos, para que não vos castigue». Eles aceitaram o dinheiro e fizeram como lhes fora instruído. E essa versão ficou divulgada entre os judeus, até o presente dia.
abr 4, 2026 | Evangelho do dia
Hoje celebramos o grande repouso do Sábado Santo. Dentro do “tríduo” pascal, frequentemente centramos a atenção na Paixão ou na Ressurreição do Senhor, mas esquecemos facilmente o vínculo que existe entre os dois acontecimentos: o Sábado Santo. Talvez isso aconteça porque o silêncio profundo deste dia se afoga rapidamente no ruído do nosso mundo. E, no entanto, é neste silêncio que a palavra adquire sentido. A morte de Jesus não é simbólica: é real. Não só se solidarizou com os vivos — na sua encarnação — mas, desde o sepulcro, também se solidarizou com os mortos.
Uma mulher da paróquia de Sabadell (Espanha) visitava o cemitério todos os sábados; dizia que gostava da paz do lugar. E é que “cemitério” significa “dormitório” em grego, lugar de repouso depois de uma grande atividade. Ontem — Sexta-feira Santa — Jesus completava a obra da redenção. Hoje, no sepulcro, descansa. Não atua. É pura passividade confiante. Abandona-se nas mãos do Pai, sabendo que será libertado.
A descida de Cristo vai além do sepulcro: desce aos infernos, ao abismo, ao reino dos mortos. Como Jonas dentro do monstro marinho, Jesus conhece a morte por dentro, sonda-a, tal como também nós o faremos um dia. Mas o Sábado Santo não afirma apenas que o Filho de Deus repousou entre os mortos, afirma também que regressou de lá. O Pai não o deixou naquele reino, mas libertou-o das suas cadeias. O monstro da morte não pôde manter cativo Aquele a quem o Pai ama.
E se não o pôde reter a Ele, também não poderá reter aqueles que ouviram a sua voz: os justos que repousavam na morte. Este é o mistério profundo do Sábado Santo, um silêncio mais eloquente do que mil palavras. Preparemo-nos, neste silêncio, para a Páscoa. Para a palavra renovada que ouviremos esta noite. «Por isso, o meu coração se alegra e o meu ser exulta e o meu corpo repousa em segurança» (Sl 16,9).
abr 2, 2026 | Evangelho do dia
Antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que tinha chegado a sua hora, hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim. Foi durante a ceia. O diabo já tinha seduzido Judas Iscariotes para entregar Jesus. Sabendo que o Pai tinha posto tudo em suas mãos e que de junto de Deus saíra e para Deus voltava, Jesus levantou-se da ceia, tirou o manto, pegou uma toalha e amarrou-a à cintura. Derramou água numa bacia, pôs-se a lavar os pés dos discípulos e enxugava-os com a toalha que trazia à cintura.
Chegou assim a Simão Pedro. Este disse: «Senhor, tu vais lavar-me os pés?». Jesus respondeu: «Agora não entendes o que estou fazendo; mais tarde compreenderás». Pedro disse: «Tu não me lavarás os pés nunca!». Mas Jesus respondeu: «Se eu não te lavar, não terás parte comigo». Simão Pedro disse: «Senhor, então lava-me não só os pés, mas também as mãos e a cabeça». Jesus respondeu: «Quem tomou banho não precisa lavar senão os pés, pois está inteiramente limpo. Vós também estais limpos, mas não todos». Ele já sabia quem o iria entregar. Por isso disse: «Não estais todos limpos».
Depois de lavar os pés dos discípulos, Jesus vestiu o manto e voltou ao seu lugar. Disse aos discípulos: «Entendeis o que eu vos fiz? Vós me chamais de Mestre e Senhor; e dizeis bem, porque sou. Se eu, o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns aos outros. Dei-vos o exemplo, para que façais assim como eu fiz para vós».
abr 1, 2026 | Evangelho do dia
Então, um dos Doze, chamado Judas Iscariotes, foi ter com os príncipes dos sacerdotes e perguntou-lhes: “Que quereis dar-me e eu vo-lo entregarei”. Ajustaram com ele trinta moedas de prata. E desde aquele instante, procurava uma ocasião favorável para entregar Jesus. […] Ao declinar da tarde, pôs-se Jesus à mesa com os doze discípulos. Durante a ceia, disse: “Em verdade vos digo: um de vós me há de trair”. Com profunda aflição, cada um começou a perguntar: “Sou eu, Senhor?”. Respondeu ele: “Aquele que pôs comigo a mão no prato, esse me trairá. O Filho do Homem vai, como dele está escrito. Mas ai daquele homem por quem o Filho do Homem é traído! Seria melhor para esse homem que jamais tivesse nascido!”. Judas, o traidor, tomou a palavra e perguntou: “Mestre, serei eu?”. “Sim” – disse Jesus.
mar 31, 2026 | Evangelho do dia
Jesus ficou perturbado em seu espírito e declarou abertamente: “Em verdade, em verdade vos digo: um de vós me há de trair”. Os discípulos olhavam uns para os outros, sem saber de quem falava. […] Jesus respondeu: “É aquele a quem eu der o pão embebido”. Em seguida, molhou o pão e deu-o a Judas, filho de Simão Iscariotes. […] Filhinhos meus, por um pouco apenas ainda estou convosco. Vós me haveis de procurar, mas, como disse aos judeus, também vos digo agora a vós: para onde eu vou, vós não podeis ir. Perguntou-lhe Simão Pedro: “Senhor, para onde vais?”. Jesus respondeu-lhe: “Para onde vou, não podes seguir-me agora, mas tu seguirás mais tarde”. Pedro tornou a perguntar: “Senhor, por que te não posso seguir agora? Darei a minha vida por ti!”. Respondeu-lhe Jesus: “Darás a tua vida por mim! Em verdade, em verdade te digo: não cantará o galo até que me negues três vezes”.
mar 30, 2026 | Evangelho do dia
Seis dias antes da Páscoa, foi Jesus a Betânia, onde vivia Lázaro, que ele ressuscitara. Deram ali uma ceia em sua honra. Marta servia e Lázaro era um dos convivas. Tomando Maria uma libra de bálsamo de nardo puro, de grande preço, ungiu os pés de Jesus e enxugou-os com seus cabelos. A casa encheu-se do perfume do bálsamo. […] Jesus disse: “Deixai-a; ela guardou este perfume para o dia da minha sepultura. Pois sempre tereis convosco os pobres, mas a mim nem sempre me tereis”. Uma grande multidão de judeus veio a saber que Jesus lá estava; e chegou, não somente por causa de Jesus, mas ainda para ver Lázaro, que ele ressuscitara. Mas os príncipes dos sacerdotes resolveram tirar a vida também a Lázaro, porque muitos judeus, por causa dele, se afastavam e acreditavam em Jesus.