O fim de semana foi cheio de eventos esportivos e, entre eles, a 3ª etapa do 33ª Circuito Estadual de Vôlei de Praia, realizado em Sonora, durante a 2ª etapa do Festival de Praia. Participaram da competição atletas de Campo Grande, Dourados, Corumbá, Ivinhema, Bela Vista e Sonora.
Em pódio completamente Campo-grandense, Dayane e Aline foram as campeãs da etapa ao venceram Ana Beatriz e Rose por dois sets a um (22×20, 18×21 e 15×06). Na disputa de terceiro lugar Kethellyn e Inaína Silva bateram Maria Fernanda e Laura Costa.
Jean e Anthony, de Campo Grande e Bela Vista, mostraram o porque são os primeiros do ranking estadual e venceram Miguel e Marlon, de Bela Vista, por dois sets a um (21×18, 21×23 e 15×11). Cadu e Rafael, da Capital, passaram por Gean Vezzu e Gabriel, de Dourados, ficando com o 3º lugar.
A próxima etapa esta prevista para os dias 28 e 29 de setembro deste ano, em Bonito.
Com apoio da iniciativa privada, atende mais de 150 atletas e paratletas em MS
Com o início das Olimpíadas e das Paraolimpíadas em Paris, várias histórias de superação através do esporte chegam ao conhecimento das pessoas. Mas aqui em Mato Grosso do Sul, bem perto de nós, há muitas trajetórias inspiradoras, de jovens que se dedicam ao esporte e encontram um agente transformador para suas vidas.
O projeto Sprint Social – Paratletismo & Atletismo de Inclusão proporciona uma nova perspectiva de futuro, através do esporte, para mais de 150 atletas e paratletas. O projeto surgiu em 2005 com o propósito de treinar crianças e adolescentes. Na época, recebeu o primeiro nome “Seninha Atletismo”, por causa do fundador, Daniel Sena, professor de educação física há dezenove anos.
“Depois do trabalho de iniciação ao atletismo, conquistamos o apoio de um patrocinador importante, do setor de Loteamentos, e a gente pensou em levá-los para disputar campeonatos nacionais. Mas pelas regras da Confederação Brasileira de Atletismo e do Comitê Paralímpico Brasileiro, o atleta precisa ser filiado a um clube. Criamos, então, o Sprint Social”, detalhou Sena.
Todos os anos, eles rodam o Brasil e participam de etapas paralímpicas nas categorias escolar e adulta, e já fizeram campeões em todas elas. “Como profissional de Educação Física, entendo que o esporte é a maior ferramenta de transformação e isso que me motivou a criar o Sprint Social e fazer esse trabalho. Tenho muito orgulho dos nossos atletas, vencendo diversas competições, estaduais, nacionais e até mundiais, brilhando por onde passam”, conta Sena.
MUITOS TALENTOS REVELADOS
A primeira foi a Rayane Amaral, uma menina talentosa, chegou a ser a melhor velocista do Mato Grosso do Sul e integrou a seleção brasileira. “A gente fica muito orgulhoso em ver como ela cresceu, saiu daqui do Sprint Social, que na época tinha poucos recursos e foi brilhar em um grande clube em São Paulo: o Pinheiros” relata o treinador, que conta outras histórias vitoriosas como os paratletas Davi Wilker e Gabriela Mendonça.
“Eles foram criados aqui conosco e foram campeões brasileiros, campeões sul-americanos, campeões mundiais escolares na época, na França e depois na Inglaterra. E com isso despertou o interesse de grandes clubes de São Paulo. O Davi foi para o Centro de Treinamento Paralímpico, e lá ele ingressou num clube chamado Naurú de São Paulo, está até hoje lá, vive do esporte, e foi cria aqui do Sprint Social. Logo depois foi a vez da Gabriela, que também foi para São Paulo, mas para o Sesi e depois para o Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro onde conseguiu importante marca, que na época classificava para a paraolimpíada de Tóquio, mas infelizmente ela precisou se reclassificar e trocou de categoria, o que impediu a Gabriela de ir para Tóquio e foi um momento muito difícil para ela. Mas logo depois ela retornou para Campo Grande e no retorno, voltou para o Sprint Social e ficou conosco aqui mais de um ano e voltou para o Sesi. Ela foi convocada para os Jogos de Paris, para as Paralimpíadas agora”, fala Sena com entusiasmo.
Recentemente, quatro atletas foram pra Londrina-PR, pois receberam uma proposta, da UEL- Universidade Estadual de Londrina. Eles têm bolsa de estudo pela prefeitura e pela equipe da cidade. A velocista Isabel Teixeira, a saltadora Aryana Soares, a decatleta Júlia Lima e arremessador e lançador Gabriel Afonso, todos atletas convencionais.
Outro aluno que saiu do Sprint Social para alçar novos voos, foi o Denner Turaça, que é paratleta de baixa visão da classe T13, que é a classe mais alta do visual, velocista também, corredor de 100 metros e saltador, ele faz a prova de salto em distância. Hoje, ele tem a melhor marca do Brasil e a melhor marca sul-americana, e recebeu o convite do clube de São Paulo, Naurú.
NOVOS TALENTOS SENDO FORMADOS
E a equipe do Sprint Social segue formando novos talentos como o paratleta Aldrey Gonzaga, um jovem de 20 anos, que aos quatro anos teve paralisia infantil, que deixou sequelas nos membros inferiores. Ele compete com a bicicleta Petra e participa do Sprint Social desde 2022. “Aconteceu tudo tão rápido, até eu fiquei impressionado comigo mesmo, sempre gostei de esporte e recentemente embarquei no atletismo. Participei da primeira etapa nacional classificatória para o mundial de Kobe, no Japão, o índice que eu precisava era 17.01 e fiz 17.75, fiquei bem perto, mas acabei não sendo convocado. Na competição seguinte, já consegui essa marca. Infelizmente, não foi dessa vez, mas fiquei orgulhoso com o meu desempenho e sei que é um trabalho longo e tem ainda muita competição pela frente”, destacou Aldrey.
O esporte também une mãe e filho, é o caso de Maria Geralda de 51 anos e seu filho, Dalton Ryan, de 23 anos, deficiente visual. “Trazia meu filho aos treinos, que há muitos anos já pratica, ele compete nas provas de 100 e 200 metros. Como mãe é muito importante ter esses projetos, pois meu filho tem uma ocupação, uma motivação, todo um acompanhamento, é perto da nossa casa. Eu me cansava de ficar parada esperando, fiz amizade com as pessoas e aí me convidaram para treinar. Com o esporte, tudo muda, fiquei mais disposta, minhas dores sumiram e até de competições eu participo. O esporte é para todas as idades”, contou a Maria Geralda, que faz as provas de 100 metros e salto à distância.
Thiago Amaral, 41 anos, e Lucas de Carlo, 26 anos, perderam parte da perna em acidentes e hoje fazem arremesso de peso e dardo. Lucas acabou de entrar no projeto, tem apenas quatro meses de treino e está entusiasmado. “Eu não imaginava que tinha tanto atleta aqui. Depois que me tornei deficiente, vi que precisa fazer alguma atividade, e me indicaram o Sprint Social, está sendo muito bom para mim e não vejo a hora de começar a competir”.
Já Thiago era jogador de futebol americano e já está há cinco anos no projeto. “Depois do acidente eu fiquei três anos parado em casa e depois fui convidado a participar do Sprint Social, já competi em várias provas, inclusive já fui o quinto melhor do Brasil na minha categoria”, conta.
Outros jovens também participam do projeto, como a Ana Júlia de Oliveira Guerra, de 15 anos, que está no atletismo há quatro anos, mas integra a equipe do Sprint Social há um ano. “Eu faço a prova dos 400 e 800 metros e sempre nos campeonatos via a união dos atletas do projeto, enturmados e felizes, por isso quis entrar. É muito bom fazer parte dessa equipe”, destacou a jovem.
O Sprint Social conta com mais profissionais, como a professora Maria Ângela Lopes da Silva, atual presidente do projeto. “Eu trabalhava junto com o professor Sena, esse projeto foi um sonho e estou nele desde o início. É uma grande responsabilidade, porque sabemos do impacto positivo que tem na vida desses jovens, pois incentivamos o compromisso e o profissionalismo. Sem contar que muitos ex-alunos nossos, hoje já trabalham conosco como o técnico Douglas”.
Douglas Vieira de Amorim foi aluno da professora Ângela e do professor Sena e está no projeto desde o início como técnico. “É importante passar esse legado, temos alguns alunos que já fazem faculdade de Educação Física e pretendem voltar ao Sprint Social como técnicos. A evolução é muito grande, começamos pequenos, sem equipamentos adequados, usávamos cabo de vassoura para treinar os dardos. Hoje temos equipamentos oficiais, é gratificante ver isso”, fala com entusiasmo. Ele conta que alguns paratletas que estarão em Paris, já foram alunos do Sprint Social, sem contar a nova geração que está chegando e já apresenta ótimos resultados.
E desde 2019, o Sprint Social também conta com o técnico Carlos Igino Nogueira, que fala emocionado sobre o trabalho do projeto. “É maravilhoso ver a evolução deles, engrandece o nosso coração, porque o esporte transforma tudo ao redor e sempre gostei de trabalhar com a base e nos tornamos uma família”.
O Sprint Social Paratletismo & Atletismo de Inclusão tem o patrocínio da Plan Loteamentos e apoio da Fundesporte. Conheça mais através das redes sociais @sprintsocial_ms
Os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Paris 2024 terão expressiva representação de Mato Grosso do Sul, com atletas, técnica, árbitra e membros de estafe prontos para brilhar e ajudar o Time Brasil a conquistar medalhas na capital francesa. Confira abaixo os sul-mato-grossenses que vão entrar em ação na maior e mais esperada competição do planeta. Os Jogos Olímpicos acontecerão entre os dias 26 de julho a 11 de agosto. Já os paralímpicos, de 28 de agosto a 8 de setembro.
Olimpíadas
Rafael Silva – judô
Rafael Carlos da Silva, mais conhecido como “Baby”, é um dos grandes nomes do judô brasileiro e estará competindo em sua última Olimpíada. Nascido em Campo Grande, Rafael tem 37 anos de idade.
Em Paris, Rafael Silva se despedirá das Olimpíadas (Foto: Marcio Rodrigues/MPIX)
O judoca já conquistou duas medalhas de bronze olímpicas, além de várias outras em campeonatos mundiais e pan-americanos. Em Paris, Rafael enfrentará novamente o francês Teddy Riner, buscando uma revanche e a chance de encerrar sua carreira olímpica em grande estilo.
Rafael Girotto – canoagem
O sul-mato-grossense Rafael Girotto é natural de Aquidauana e preside a CBCa (Confederação Brasileira de Canoagem) desde 2021. Nas águas, o aquidauanense foi atleta de canoagem descida e chegou a ser oito vezes campeão brasileiro da modalidade. Girotto conheceu o esporte com apenas seis anos de idade por influência e incentivo do pai, também é canoísta.
Antes de dirigente, Girotto competiu nas corredeiras de Aquidauana (Foto: Divulgação)
Durante sua trajetória como dirigente, liderou o Clube de Canoagem de Aquidauana e também presidiu a FCaMS (Federação de Canoagem de Mato Grosso do Sul). Em Paris, o sul-mato-grossense será responsável por coordenar e gerenciar a participação dos canoístas na Olimpíada e Paralimpíada, garantindo que todos os aspectos administrativos e logísticos estejam alinhados.
Rodrigo Miranda – canoagem
Rodrigo Barbosa de Miranda, diretor geral da CBCa, também estará em Paris oferecendo suporte essencial aos atletas da canoagem do Time Brasil. Nascido em Campo Grande, esta será sua primeira participação nos Jogos Olímpicos, dando ênfase à importância do apoio técnico e logístico para o sucesso dos atletas brasileiros. Miranda atuará diretamente na Casa Brasil, onde ficam instalados os canoístas e demais atletas brasileiros convocados.
Rodrigo Miranda é membro de estafe da canoagem brasileira (Foto: arquivo pessoal)
Daiane Muniz – arbitragem de futebol
Daiane Caroline Muniz dos Santos, nascida em Três Lagoas, é árbitra assistente de vídeo (VAR) e atuará na partida entre Mali e Israel no torneio de futebol dos Jogos Olímpicos. Professora de educação física, Daiane iniciou sua carreira no quadro de árbitros e árbitras da FFMS (Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul ) e hoje é filiada à FPF (Federação Paulista de Futebol).
Com Daiane na lista, arbitragem brasileira é líder no número de designados para os Jogos (Foto: Divulgação)
Paralimpíadas
Yeltsin Jacques – atletismo
Yeltsin Francisco Ortega Jacques, de 33 anos, é natural de Campo Grande e foi convocado para disputar as provas de 1.500 e 5.000 metros na classe T11, destinada a atletas cegos.
Na Tóquio-2020, Yeltsin foi o responsável por conquistar a 100ª medalha de ouro do Brasil nos Jogos (Foto: Wander Roberto/CPB)
Recordista mundial nas duas provas e atual campeão mundial dos 5.000m, Yeltsin entra como favorito para conquistar medalhas. Na última edição dos Jogos Paralímpicos, em Tóquio-2020, ele levou o ouro nas duas categorias e ainda garantiu o recorde mundial.
Gabriela Mendonça – atletismo
Gabriela Mendonça Ferreira, 26, natural de Campo Grande, competirá nas provas de atletismo, representando Mato Grosso do Sul, a atleta paralímpica é da classe T12, destinada a atletas com baixa visão. A campo-grandense encontrou o esporte paralímpico em 2009 por meio de um projeto escolar. O esporte se tornou uma forma de superar desafios, incluindo o bullying que enfrentou.
Gabriela Mendonça deu seus primeiros passos no atletismo em projeto social escolar da capital (Foto: Alessandra Cabral/CPB)
Gabriela estreia na Paralimpíada deste ano, algumas das suas conquistas notáveis foram as medalhas de ouro no salto em distância e bronze nos 100 metros dos Jogos Parapan-Americanos Lima 2019. No Mundial de Dubai 2019, ela ganhou medalha de bronze no salto em distância.
Paulo Andrade – atletismo
Paulo Henrique Andrade dos Reis, natural de Dourados, competirá na modalidade de atletismo, classe T-13. Ele conquistou prata no salto em distância nos Jogos Parapan-Americanos de Santiago 2023 e ouro no Grand Prix em Marrakech 2023. Diagnosticado com retinose congênita aos dois anos, Paulo é um exemplo de superação e dedicação.
Paulo Henrique é uma das promessas de medalha do Brasil (Foto: Alessandra Cabral/CPB)
Edelson Ávila – atletismo
Edelson de Avila Almeida, nascido em Iguatemi, atuará como atleta-guia de Yeltsin, auxiliando nos desafios das provas de atletismo. Sua participação é crucial para o sucesso dos competidores que necessitam de guia durante as corridas.
Edelson é um dos atletas-guia de Yeltsin Jacques (Foto: Divulgação)
Fernando Rufino – canoagem
Fernando Rufino de Paulo, conhecido como “Cowboy de Aço”, representará Mato Grosso do Sul na canoagem paralímpica. Natural de Eldorado, ele tem se destacado em competições internacionais e promete trazer grandes resultados para o Brasil em Paris.
Em Tóquio, Rufino alcançou o maior feito da história da paracanoagem brasileira na Paralimpíada, conquistando o tão sonhado ouro (Foto: Miriam Jeske/CPB)
O atleta vai representar o estado nas Paralimpíadas, após conquistar a medalha de ouro na categoria VL2M200m no Mundial de Paracanoagem. Rufino também competiu na Rio-2016, ganhando a medalha de prata nos 200 metros. Já em Tóquio-2020 fez história ao alcançar a medalha dourada ouro na prova de 200 metros, com o tempo de 53,077 segundos.
Débora Benevides – canoagem
Débora Raiza Ribeiro Benevides, nascida em Campo Grande, representará Mato Grosso do Sul na canoagem. Com uma carreira repleta de conquistas, incluindo medalhas em campeonatos mundiais e pan-americanos, Débora é uma das grandes esperanças brasileiras na modalidade. A atleta, que tem má-formação nas pernas, iniciou no atletismo aos 15 anos, mas encontrou seu verdadeiro talento na canoagem.
Campo-grandense coleciona medalhas em competições mundiais (Foto: Marcio Rodrigues/MPIX/CPB)
Kelly Victório – judô
A jovem judoca Kelly Kethyllin Victório, de 20 anos, foi convidada para competir nos Jogos Paralímpicos de Paris, após o Brasil garantir mais duas vagas na competição. Natural de Campo Grande, Kelly compete na categoria até 70 kg da classe J2 (baixa visão).
Kelly brilhou no Parapan de Jovens do ano passado (Foto: Alessandra Cabral/CPB)
Recentemente, ela conquistou a medalha de ouro no Parapan de Jovens em Bogotá, demonstrando seu talento e determinação. Kelly, que nasceu com má-formação no nervo óptico, ocupa a décima posição no ranking paralímpico da Federação Internacional de Esportes para Cegos (IBSA).
Erika Cheres Zoaga – judô
Erika Cheres Zoaga, nascida em Guia Lopes da Laguna, competirá na categoria +70 kg da classe J1 (cegos totais). Atualmente representando a equipe ARDV-MT, Erika possui um histórico impressionante, incluindo conquistas recentes como prata no Grand Prix de Tiblissi e ouro no Grand Prix de Antalya em 2024. Nascida com glaucoma congênito, Erika descobriu o judô em 2006 e, desde então, vem acumulando vitórias significativas no cenário internacional.
De Guia Lopes. Érika vai em busca de medalhas no judô paralímpico (Foto: Renan Cacioli/CBDV)
Talitha Silva – judô
Além dos atletas, a professora de judô Anne Talitha Almeida Ferreira Silva foi chamada para ser auxiliar-técnica da delegação brasileira na competição. Com uma carreira dedicada ao treinamento de atletas paralímpicos desde 2006, Anne Talitha traz sua vasta experiência e conhecimento para a equipe brasileira.
Talitha Silva (ao centro) atua como técnica há quase 20 anos (Foto: Divulgação)
Bel Manvailer e Lucas Castro, Comunicação Setesc Foto de destaque: Alessandra Cabral/CPB
O nadador Daniel Dias, fenômeno do esporte, com 14 ouros olímpicos, escreveu obra sobre os valores que o esporte o ensinou
Multicampeão e maior medalhista paralímpico brasileiro da história, Daniel Dias tem uma história de sucesso como atleta. Mas para chegar ao lugar mais alto do pódio, ele precisou superar várias dificuldades que iam muito além da piscina, como o preconceito, o medo, a insegurança, a discriminação. E foi para contar um pouco da sua história e falar dos valores que o esporte o ensinou que ele publicou o livro “Valores de Ouro – Os Princípios que Transformaram a Minha História” (Life Editora), que será lançado em Campo Grande, com noite de autógrafos, na próxima segunda-feira (29), das 18h às 22h, na Livraria Leitura.
Daniel Dias com seu livro Valores de Ouro: (Crédito: Jairo Ferreira )
“Eu sempre tive o sonho de ter um livro contando a minha história. Como sou uma pessoa que gosta de ler bastante, acabei pensando que tinha tanta coisa que gostaria de compartilhar, e aí veio a vontade e o sonho de escrever esse livro sobre valores que o esporte me ensinou, que ele potencializou na minha vida. Para mim foi uma alegria poder concluir esse livro em um ano tão especial, ano de Olimpíada e de Paralimpíada, mas acima de tudo em um momento especial da minha vida, por poder realizar mais esse sonho de escrever um livro”, resume Daniel Dias.
Segundo o autor, os valores que ele compartilha no livro, como fé, respeito, constância, coragem e igualdade, foram essenciais para sua trajetória e podem ser aplicados por todos que querem ter sucesso, não só no esporte, mas na vida. “Os valores a gente não negocia, e quando a gente não negocia os nossos valores, a gente alcança o extraordinário e alcança as vitórias na nossa vida”, define. Para proporcionar inclusão na prática e acessibilidade, o livro “Valores de Ouro” contém um QR Code que direciona para o formato de audiolivro com audiodescrição.
Daniel de Faria Dias nasceu em Campinas (SP) e passou sua infância e adolescência na cidade de Camanducaia (MG). Nascido com má formação de seus membros superiores e inferiores, se tornou o maior medalhista paralímpico brasileiro da história, com 14 medalhas de ouro, sete de prata e seis de bronze. Sua carreira é repleta de conquistas e recordes, o que fica evidente pelos seus três prêmios Laureus – o “Oscar do Esporte”. Ele é o único atleta brasileiro a ganhar três vezes o prêmio. Hoje é palestrante, gestor do Instituto Daniel Dias, empresário e escritor. É casado com Raquel Dias e tem três filhos, Asaph, Daniel e Hadassa.
O lançamento do livro na Capital coincide com o início da Olimpíada de Paris, período de máxima celebração do esporte, e dá a oportunidade de atletas em formação e entusiastas conhecerem de perto uma figura tão importante para o esporte brasileiro. Essa é a primeira vinda de Daniel para Campo Grande em evento aberto ao público. “A expectativa é muito grande de estar em Campo Grande para esse lançamento, de poder falar do meu livro, de ter um tempo com pessoas que me acompanham, torcem e vibram”, comenta.
Serviço: O livro “Valores de Ouro – Os Princípios que Transformaram a Minha História”, do ex-atleta Daniel Dias, maior medalhista paralímpico brasileiro da história, publicado pela Life Editora, será lançado na próxima segunda-feira, dia 29 de julho, das 18h às 22h, na Livraria Leitura (Av. Afonso Pena, nº 4.909 – Santa Fé). Entrada gratuita.
Daniel Dias competindo na Olimpíada: (Crédito: Getty Images)
No dia 1º de agosto, será realizada a cerimônia de abertura da segunda etapa dos Jogos Escolares da Juventude de Mato Grosso do Sul, com a participação estudantes-atletas de 15 a 17 anos. A competição ocorrerá de 1º a 19 de agosto, dividida em quatro blocos de modalidades. A competição é organizada pelo Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Setesc (Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura) e Fundesporte (Fundação de Desporto e Lazer).
No primeiro bloco (1º a 5/8), serão realizadas disputas individuais de atletismo, badminton, ciclismo, judô, taekwondo, tênis de mesa, vôlei de praia e wrestling (luta olímpica). No segundo bloco (5 a 12/8), as modalidades coletivas entram em cena com voleibol e handebol na primeira e segunda divisões. O terceiro bloco (12 a 19/8) também será dedicado a modalidades coletivas, incluindo basquetebol e futsal na primeira e segunda divisões. Por último (16 a 19/8), haverá disputas de ginástica artística, ginástica rítmica, natação e xadrez.
Nesta edição, 55 municípios serão representados nos Jogos, com mais de 3.500 atletas em toda a etapa. Em 2023, a quantidade de atletas na mesma faixa etária foi de 2.939, demonstrando um aumento significativo. Os Jogos Escolares da Juventude de Mato Grosso do Sul classificam os estudantes para etapa nacional escolar, os Jogos da Juventude, que são organizados pelo COB (Comitê Olímpico do Brasil). O evento ocorrerá de 13 a 28 de novembro, em João Pessoa (PB).
“Estamos chegando em mais uma etapa dos Jogos e sabemos que esse é um momento muito esperado pelos jovens estudantes, porque eles têm a oportunidade de aprimorar suas habilidades e demonstrar tudo aquilo que vêm desenvolvendo no dia a dia dos treinos, além de construir amizades que perduram para além das quadras”, destaca o secretário de Estado de Turismo, Esporte e Cultura, Marcelo Ferreira Miranda.
Para o diretor-presidente da Fundesporte, Paulo Ricardo Nuñez, o esporte faz a diferença em todos os aspectos da vida dos atletas. “O esporte é uma poderosa ferramenta de transformação social. Nos Jogos, nossos atletas aprendem lições valiosas que vão além das competições. Eles experimentam o espírito de equipe, a resiliência diante das dificuldades e a importância de se esforçar para alcançar seus objetivos. Esses valores são fundamentais para a formação de cidadãos conscientes e responsáveis. Além disso, o evento promove a inclusão e a igualdade, oferecendo oportunidades para todos os jovens, independentemente de sua origem ou condição social.
A diretora de Gestão de Políticas de Formação Esportiva da Fundesporte, Karina Quaini, explica o processo de convocação para a etapa nacional. “Na etapa nacional, o técnico selecionado, junto com outros dois técnicos e uma comissão técnica, convocam 15 atletas para uma semana de treinamento intensivo. Os atletas podem ser convocados independente da equipe que ele participa. Durante essa semana, os atletas treinam com o representante do estado. Ao final dessa fase intensiva, é escolhida a equipe que representará o estado na etapa nacional em cada modalidade”.
Bel Manvailer, Comunicação Setesc
Foto: Daniel Reino/Setesc
Em 17 de julho de 1994, o Brasil quebrava um jejum de 24 anos e voltava a ser campeão da Copa do Mundo ao vencer a Itália, nos pênaltis. A quarta estrela no peito viria, e os heróis daquela geração ficaram marcados para sempre. O gesto de Dunga, capitão, erguendo o troféu no estádio Rose Bowl naquela tarde seria eternizado.
Hoje, Dunga vive longe dos holofotes do futebol, mas presente em algo muito maior do que isso com o seu instituto, que auxilia entidades, instituições beneficentes e comunidades carentes do Rio Grande do Sul. O ex-camisa 8 foi figura presente há alguns meses, enquanto o estado gaúcho sofria com as enchentes que vitimaram centenas.
Desde 2016, quando teve encerrada sua segunda passagem como técnico da seleção brasileira, Dunga tem pouco aparecido no meio do futebol. Convites, segundo o próprio, não faltaram.
Vini Jr. é o melhor jogador do mundo?
Pra mim, ele é o melhor do mundo. Se ele fosse europeu, pode ter certeza que 90% aqui no Brasil estariam dizendo que ele era o melhor do mundo, né? Como foi o Mbappé ano passado, né? Todo mundo só compara o Mbappé com o Vini Jr., né? ‘Ah, mas o Mbappé ganhou o Mundial’. Legal, o Vini ganhou duas Champions.
Neymar ainda tem espaço na seleção?
Dizer que ele é peça fundamental da seleção vai depender dele, certo? Agora, se você falar da qualidade dele como jogador, ele ainda é importante, sem dúvida. Se ele voltar da lesão com o mesmo ritmo e qualidade é um jogador diferenciado. No Brasil, há essa questão de não gostarmos muito da personalidade dos jogadores. É uma coisa. Mas como jogador, cara, é indiscutível.
As polêmicas recentes sobre a aparência dos jogadores da seleção
Ah, para mim, tudo que se fala demais é exagero. Acho que tudo na vida tem que ter equilíbrio, né? Nossa época não tinha essa moda de agora. Virou moda. Mas eu acho que a gente tem que falar do jogador, se ele joga ou não joga. O que ele faz é complementar, não diz muito a respeito.
É lógico, se tratando de Brasil, se tratando de futebol, principalmente seleção brasileira, tudo vende tanto para o bem como para o mal. Precisa ver se o jogador tem personalidade para suportar essa pressão, essa cobrança. Porque ele está de cabelo rosa, porque pode ter certeza, se ele tiver o cabelo preto e errar, ele vai ter um pouco de crítica. Mas se ele estiver com cabelo rosa e errar, os caras vão detonar ele. Aí precisa ver se o jogador está preparado para enfrentar isso, entendeu?
O trabalho de Dorival e a não vinda de Ancelotti
Ele está bem, se adequou bem no São Paulo e no Flamengo. A seleção brasileira está no caminho certo, um cara ponderado, e temos que apoiá-lo. Mas a gente tem que deixar o cara trabalhar, dar força para ele. Ele já mostrou no São Paulo, no Flamengo e no Ceará que tem qualidade, experiência… então temos que apoiar.
Ninguém tinha certeza de que ele (Ancelotti) ia vir, né? Vamos lá, o treinador da Argentina tinha experiência? Ele fez um trabalho excelente, não foi? Não depende só do treinador, depende de toda uma estrutura ao redor dele, dos jogadores para vencer. A gente adora criticar os sul-americanos e elogiar os europeus. Claro que eles têm coisas boas, claro que são bons treinadores, mas eles precisam se adaptar.
Você acha que o Ancelotti, que chega no Real Madrid e fala uma vez por semana com a imprensa, viria para o Brasil e teria que falar toda semana, sendo alvo de críticas à sua família? Você acha que ele conseguiria? Se é certo ou errado, não sei, mas é a cultura de cada país.
Principal memória da Copa de 94
Nosso ambiente era muito, muito bom. Quando digo que o nosso ambiente era muito, veja bem, quando se gosta de uma pessoa, tem que dizer a verdade, certo? E aquele grupo dizia a verdade, mesmo que doesse. Gostávamos uns dos outros, mas era um pensamento coletivo, era para o bem do time. Então, quando falo que o ambiente era muito bom, não era só brincadeira e risada. Não, não era.
Quando tínhamos que apontar os erros uns dos outros e dizer que precisava melhorar, fazíamos isso porque queríamos vencer e, principalmente, porque tínhamos a compreensão de que dependíamos uns dos outros. E se eu visse alguém fazendo algo errado e não falasse, perderíamos. Então, eu tinha que cobrar, e ele tinha que me cobrar, para alcançarmos o resultado final.
No final, todos entendiam, talvez não gostassem da cobrança na hora, mas depois entendiam que era a mentalidade do grupo. E a lembrança da Copa de 94, uma lembrança que eu não esqueço, é na hora de bater o pênalti, né? Não consigo dormir tranquilo (risos).