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Bela Vista-MS Quinta-Feira, 24 de Setembro de 2026
Guardiola projeta estreia de Jesus e minimiza pressão sobre o atacante

Guardiola projeta estreia de Jesus e minimiza pressão sobre o atacante

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Guardiola afirmou que Gabriel Jesus já está em condições de ser relacionado no Manchester City (Foto: Divulgação/Manchester City)

A espera pela estreia de Gabriel Jesus com a camisa do Manchester City parece estar próxima do fim. Após conseguir a regularização durante esta semana, o atacante está apto para jogar no Campeonato Inglês e já vê o técnico Pep Guardiola projetando o seu primeiro jogo na competição. Em entrevista coletiva nesta sexta-feira, o treinador espanhol elogiou a condição física do jogador e afirmou que ele está pronto para atuar, já podendo inclusive ser relacionado para o duelo do próximo sábado, diante do Tottenham, no Etihad Stadium.

“Ele está em forma e pronto para ser incorporado no elenco. Seria mais fácil se ele tivesse chegado no início da temporada. Agora estamos no meio e não temos muito tempo para treinar. Mas ele é inteligente, tem qualidade e irá nos ajudar”, declarou Pep Guardiola.

A estreia de Gabriel Jesus viria em boa hora, já que o Manchester City passa por um momento de oscilação na temporada e precisa de uma mudança no nível de suas atuações para retomar o caminho das vitórias. Apesar da necessidade de recuperação do time, Guardiola não quis colocar pressão no atacante brasileiro e ressaltou que um jovem jogador não será a solução dos problemas da equipe.

“Ele é um jogador jovem, ainda tem 19 anos. Não podemos pensar que ele irá resolver todos os nossos problemas. Ele terá todo o tempo preciso para se adaptar”, garantiu.

O treinador espanhol ainda afirmou que trabalhará em conjunto com o Gabriel Jesus para que ele consiga desenvolver todo o seu potencial no futebol inglês e ter uma longa carreira na Europa.

“Todos os atacantes tentam nos ajudar e o Gabriel Jesus irá também. Ele será integrado à forma como nós queremos jogar. Ele irá nos ajudar porque ele é jovem, tem paciência e quer desenvolver uma carreira aqui. Nós iremos ajudá-lo a conseguir isso”, completou.

A partida do próximo sábado entre Manchester City e Tottenham, no Etihad Stadium, será válida pela 22ª rodada do Campeonato Inglês. Com duas derrotas nos últimos três jogos, os donos da casa buscam retomar o bom momento em um confronto direto, já que o adversário ocupa atualmente a segunda colocação, com 45 pontos. Os Citizens estão na quinta posição, com 42.

Gazeta Esportiva

Cleber prega respeito ao Corinthians, mas diz: “Santos é o melhor do Brasil”

Cleber prega respeito ao Corinthians, mas diz: “Santos é o melhor do Brasil”

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Cleber mostrou bom-humor em sua apresentação oficial no Santos (Foto: Divulgação/ Santos TV)

Se Felipe Melo deu um show de espontaneidade em sua apresentação no Palmeiras, na última terça-feira, o zagueiro Cleber não ficou atrás nesta sexta, quando vestiu a camisa do Santos pela primeira vez como atleta do alvinegro. Porém, os invés de adotar um tom sério, como fez o volante palmeirense, o defensor demonstrou muito bom humor, fez piadas desde o momento em que entrou na sala de imprensa do CT Rei Pelé e não poupou nem o Corinthians, seu ex-time.

Em 2013, Cleber saiu da Ponte Preta e desembarcou no Parque São Jorge. Lá, o zagueiro se destacou e foi vendido para o Hamburgo, da Alemanha, onde ficou até acertar sua transferência para o Peixe, no final de 2016. Perguntado se comemoraria um gol contra o Timão, o camisa 31 mostrou respeito ao ex-clube, mas não hesitou.

“Joguei no Corinthians, tenho grande carinho, mas é passado, que nem água de rio, que não volta mais. Temos que ter respeito, nunca cuspir no prato onde comeu. Comemoro com meus companheiros se fizer gol, mas com respeito. Tranquilo. Abraço meus jogadores, faço uma piadinha, dou uma risadinha e já era”, disse o zagueiro, em entrevista coletiva nesta sexta-feira, no CT Rei Pelé.

Sem pensar mais no Timão, Cleber mostrou muita felicidade com a chance de jogar no Santos. Reforço mais caro do clube para a temporada (R$ 7,4 milhões), o defensor pretende continuar com o jeito brincalhão no ‘melhor time do país’ e já pediu um apelido para a torcida santista.

“Fico muito grato de ter o nome de xerife. Tinha esse nome na Ponte Preta pelas boas atuações lá. Estou empolgado, me dedicando feliz. Espero fazer valer esse nome, é meu trabalho, é o que eu mostro dentro de campo. Por isso que voltei para o melhor time do Brasil”, concluiu o novo reforço do alvinegro.

Cleber foi um pedido do técnico Dorival Júnior. Segundo o comandante santista, o defensor é experiente e chega com qualidade para assumir o posto de titular da equipe na Copa Libertadores da América. Vale lembrar que o Peixe perdeu os titulares Gustavo Henrique e Luiz Felipe, que romperam ligamentos do joelho na atual temporada e só voltam a partir de maio.

Gazeta Esportiva

Jô avisa que Drogba não vai jogar “só com nome” se vier ao Corinthians

Jô avisa que Drogba não vai jogar “só com nome” se vier ao Corinthians

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Jô teria a titularidade ameaçada com a chegada de Drogba (foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press)

Titular do Corinthians no início de 2017, o atacante Jô ficará ameaçado de ir para o banco de reservas caso a contratação do astro marfinense Didier Drogba seja concretizada. O prata da casa de 29 anos, no entanto, já avisou que o concorrente de 38 precisará suar bastante para tirá-lo do time.

“Ele chegaria a um grupo em que é preciso trabalhar para jogar, como acontece com todos nós. Ninguém joga mais só com nome no futebol de hoje”, disse Jô ao Sportv. “É claro que ele inspira um respeito muito grande por sua história no futebol, mas terá que trabalhar”, reforçou.

De qualquer forma, Jô não acredita que a chegada de Drogba causaria ciúmes no elenco do Corinthians. O atacante que estava no Montreal Impact, do Canadá, receberia o maior salário entre os comandados de Fábio Carille, seria o grande garoto-propaganda do departamento de marketing e concentraria em si a atenção dos torcedores, que já fazem campanha por sua contratação nas redes sociais.

“Independentemente se você ganha muito ou pouco, tem que fazer o seu melhor e respeitar quem está chegando. Se ele recebe o que recebe, é porque merece. O grupo deve estar fechado. O respeito vem acima de tudo”, discursou Jô.

O atacante que assinou contrato com o Corinthians no final de 2016 ainda mostrou confiança em um acerto de Drogba com o seu clube. Também rejeitou a hipótese de que a idade avançada do estrangeiro seja um empecilho para ele se destacar no Brasil.

“Tudo é possível no futebol. Se as duas partes têm interesse, não vejo obstáculo. Não sei como está o andamento, mas ele é um excelente jogador. Se jogou na China, por que não pode jogar no Brasil? Ficamos felizes, aguardando, porque é um grande nome do futebol mundial”, concluiu Jô, que também já passou pelo futebol chinês, pelo Jiangsu Suning. Drogba defendeu o Shanghai Shenhua.

Parceria
Por enquanto, Jô tem se entrosado com outro atacante estrangeiro no Corinthians. Nos últimos dias, ele ficou bastante próximo do inglês naturalizado turco Kazim, que veio do Coritiba.

“Vou aprimorando o meu inglês. Ele, o português. Nós nos ajudamos e vamos nos entendendo. É um cara muito legal, bom de grupo, que está sempre brincando e tentando conversar com todos. Como jogador, estou conhecendo o jeito dele. Tenho certeza de que vai nos ajudar bastante”, comentou Jô.

Gazeta Esportiva

Sem pretensão de ser titular, Kayke sonha em fazer dupla com Oliveira

Sem pretensão de ser titular, Kayke sonha em fazer dupla com Oliveira

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Kayke mostrou humildade e não pretende tomar o lugar de Ricardo Oliveira no ataque (Foto: Ivan Storti/ Santos FC)

Após tanto procurar no mercado, o Santos encontrou em Kayke a ‘sombra’ ideal para Ricardo Oliveira. Com negociações fracassadas para trazer Barcos e Luis Fabiano, o Peixe fechou rapidamente com o ex-flamenguista, que também estava no mira do Grêmio. E mesmo sendo o último reforço confirmado, o atacante já foi apresentado oficialmente, na tarde desta terça-feira, no CT Rei Pelé, e revelou que não pretende assumir o posto do atual camisa 9.

“Não posso ter a pretensão de tomar o lugar do Ricardo. Ele é titular porque tem méritos. Vou fazer minha parte para fazer parte desse grupo. A competitividade é natural. Cheguei no Flamengo para ser reserva do Guerrero e as oportunidades vieram de maneira natural. Sou muito profissional. Vamos a cada dia fazer nosso melhor. Se não me engano, temos mais de 70 jogos na temporada. Nenhum jogador vai conseguir ser titular em todos. Tem que haver rodízio e é por isso que o Santos está contratando”, afirmou o novo atacante santista.

No Peixe, Kayke irá assumir a camisa 18, deixada por Vitor Bueno. O meia, por sua vez, deve vestir a 7 ou a 11 durante a temporada. E apesar de não ter em mente a briga pela titularidade com Oliveira, o reforço quer ser útil ao técnico Dorival Júnior e sonha em fazer dupla com o centroavante de 36 anos.

“Vai ser um prazer. Temos coisas parecidas, gosto de me movimentar bastante. Ele faz movimentos na diagonal, sem pre fui fã do futebol dele. Estou ansioso para que chegue logo (a chance de jogar ao lado de Ricardo Oliveira)”.

Antes de se destacar no Flamengo em 2015, Kayke esteve na mira do Santos. Na época, porém, acabou acertando com o Rubro-Negro. Depois, o atacante foi para o Yokohama Marinos, do Japão. No país asiático, ele marcou apenas 8 gols em 30 jogos. Segundo o atacante, o futebol apresentado se deve ao fato dele ter subestimado o nível técnico dos japoneses.

“Só eu sei o quanto foi difícil e como tive que me desdobrar. Quando sai do Brasil, você acha que vai fazer muitos gols, pois futebol é mais abaixo e se engana. Peguei isso rápido. Japoneses correm bastante e têm obediência tática. O Kashima Antlers passou por cima do campeão da Libertadores. Isso mostra o nível deles”, concluiu o novo reforço santista.

Durante a semana, o Peixe irá apresentar os outros quatros reforços confirmados até o momento. Nesta quarta-feira, será a vez do volante Leandro Donizete, que veio do Atlético-MG. Ainda faltam o zagueiro Cleber, o lateral-direito Matheus Ribeiro e o atacante Vladimir Hernandez.

 Gazeta Esportiva
Cueva se diz pronto para vestir a 10 do São Paulo e lembra de carreira do pai

Cueva se diz pronto para vestir a 10 do São Paulo e lembra de carreira do pai

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O peruano Cueva jogará com a camisa 10 do São Paulo em 2017 (Foto: Rubens Chiri/ SPFC)

Vaga desde a saída de Paulo Henrique Ganso no ano passado, a camisa 10 do São Paulo foi oficialmente transferida nesta terça-feira ao meia Christian Cueva, que vestiu a 13 na última temporada. Animado com a chance de representar o número mais importante do futebol, o peruano ainda tem o pai como outro fator de motivação para lidar com tanta responsabilidade.

“Poder usar a camisa 10 me traz uma grata recordação, porque meu pai jogava com a 10. E eu gostava de vê-lo atuar. Ele jogou na segunda divisão do Peru, e desde garoto acompanhei a carreira dele. Mas, além disso, usar a camisa 10 do São Paulo tem um peso maior. Estou motivado para representar este número, principalmente em um clube grande como o São Paulo, e sei da minha responsabilidade”, afirmou Cueva, em entrevista ao site oficial do Tricolor.

No clube do Morumbi desde junho de 2016, Cueva chegou do Toluca, do México, após uma boa apresentação na Copa Libertadores da América. Em pouco tempo, ele virou um dos pilares da equipe e caiu nas graças da torcida ao marcar nos dois clássicos contra o Corinthians, pelo Campeonato Brasileiro. Também camisa 10 da seleção peruana, o meia quer fazer história com o número no São Paulo, para o qual se diz pronto para representar.

“Estou feliz, porque grandes jogadores usaram esta camisa. Quero fazer história aqui, e desejo que seja com títulos. Este é o meu maior desejo. Sei do peso desta camisa, mas tenho a gana necessária para defendê-la. Raí, Pedro Rocha e Paulo Henrique Ganso, que são monstros, usaram este número. Estou preparado para encarar esta responsabilidade e fazer história aqui”, concluiu.

Cueva provavelmente fará sua estreia com a camisa 10 do São Paulo na partida contra o River Plate, da Argentina, nesta quinta-feira, às 22 horas (de Brasília), pelas semifinais da Copa Flórida. No Tricolor, o peruano contabiliza sete gols em 26 jogos.

Fonte: Gazeta Esportiva

Entrevista: Novo camisa 2, Jean mira Libertadores e volta à Seleção como lateral

Entrevista: Novo camisa 2, Jean mira Libertadores e volta à Seleção como lateral

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Novo camisa 2, Jean mira Libertadores e volta à Seleção como lateral

Jean vestirá a camisa 2 da Sociedade Esportiva Palmeiras durante a temporada de 2017. Elogiado pelo técnico Eduardo Baptista por sua capacidade de atuar como lateral direito, o jogador mira o título da Copa Libertadores e sonha com a possibilidade de retornar à Seleção Brasileira na condição de ala.

“Depois do que vivi no Palmeiras em 2016, posso dizer que sou muito mais lateral do que volante”, disse à Gazeta Esportiva Jean, com chance de ser chamado por Tite para o amistoso da Seleção contra a Colômbia, no dia 25 de janeiro. Deslocado do meio para a ala direita por Cuca, ele acabou premiado como o melhor da posição no Brasileiro 2016 e foi o segundo na lista de artilheiros do elenco.

Vencedor do Superclássico das Américas 2012 e da Copa das Confederações 2013 pela Seleção, Jean participa da pré-temporada no Palmeiras na Academia de Futebol. Aos 30 anos, o versátil atleta, revelado como volante, deseja “entrar para ganhar” o Campeonato Paulista a partir de 5 de fevereiro, data do jogo contra o Botafogo-SP, no Palestra Itália.

O primeiro teste do Palmeiras de Eduardo Baptista, provavelmente armado no esquema 4-1-4-1, está marcado para 21 de janeiro, contra a Chapecoense, na Arena Condá. No dia 29, a equipe defendida por Jean faz diante da Ponte Preta os últimos ajustes, no Palestra Itália.

Gazeta Esportiva – Gostou da camisa 2?
Jean – Na verdade, foi um presente. É uma camisa muito desejada, não tem jeito. Do número 1 ao 11…

Gazeta Esportiva – Indica que você vai ser titular…
Jean – Não só indica que você vai ser titular, mas são números que grandes jogadores já usaram. Não tenho superstição com camisa e fico muito honrado por receber a 2. Esse número era do Fabiano, mas ele ficou naquele impasse com o Cruzeiro. Nesse tempinho, decidiram me dar a 2 e aceitei de coração aberto. Senti como um presente por tudo que acabei conquistando e fazendo no ano passado.

Gazeta Esportiva – Você conhece o Eduardo Baptista desde a época do Fluminense. Na primeira entrevista como técnico do Palmeiras, ele disse que você pode voltar à Seleção Brasileira se tomar a decisão de priorizar a lateral direita. Já conversaram sobre isso?
Jean – Quero jogar bem, quero estar bem. Acho que isso é o mais importante: ser feliz no clube. Até um tempo atrás, eu falava que minha posição verdadeira era de volante, mas depois do que vivi no Palmeiras em 2016, posso dizer que sou muito mais lateral do que volante. Até pelo número de jogos que venho fazendo na lateral. Eu e o Eduardo ainda vamos conversar. Mas, independentemente disso, ele já sabe que pode contar comigo também na lateral direita. Quero buscar novos resultados, novas conquistas e novos números.

Gazeta Esportiva – Você concorda que é menos difícil voltar à Seleção como lateral do que como volante?
Jean – É claro que há uma necessidade nessa posição não só na Seleção, mas também no futebol brasileiro e mundial. Está um pouco difícil de achar bons laterais. Mesmo assim, fácil não é. Todo o mundo tem que se sacrificar. Você vê o Fagner lutando muito, fazendo um ótimo trabalho. O Daniel Alves, nem se fala. Já se mantém há muito tempo como o melhor lateral direito do mundo. Não é fácil e com certeza vou dar meu máximo para receber uma nova chance na Seleção, mas principalmente para estar bem aqui no Palmeiras.

Gazeta Esportiva – Mesmo sendo volante de origem, você acabou premiado como o melhor lateral direito do último Campeonato Brasileiro e, com seis gols, foi o vice-artilheiro do Palmeiras no torneio, atrás apenas do Gabriel Jesus. Ficou surpreso com isso?
Jean – Meu começo no Palmeiras foi muito complicado, porque estava parado há mais de 60 dias. Depois de uns três meses, o Cuca chegou e me deu uma chance na lateral direita. Eu não esperava, mas graças a Deus funcionou e fiquei muito feliz. Pelos gols que marquei, pela campanha do Palmeiras e pelas partidas que fiz. Meus melhores jogos em 2016 foram como lateral, com exceção da vitória contra o Figueirense. Ser reconhecido pela imprensa como o melhor da posição Brasil é muito gratificante. É uma surpresa, mas ao mesmo tempo sei o quanto trabalhei e me sacrifiquei.

Gazeta Esportiva – No ano passado, você participou de pré-temporada do Palmeiras em Itu. Como está sendo realizar toda a preparação na própria Academia de Futebol?
Jean – Eu sou muito a favor de ter uma estrutura como essa. Durante o ano, a gente viaja bastante, pega muito avião, vai para outras cidades. Já tem um desgaste. Quando você faz a pré-temporada fora, por toda a logística, o desgaste acaba sendo maior. Estou achando muito boa a preparação aqui no CT. Em 2016, como estava há mais de dois meses sem jogar, precisei trabalhar muito para alcançar a condição física que alcancei. Graças a Deus, nesse ano está bem diferente.

Gazeta Esportiva – Pelo que foi possível observar nos treinamentos, o Eduardo Baptista planeja escalar o time no esquema 4-1-4-1. Ele já conversou com vocês a respeito disso?
Jean – Estamos conversando e o Eduardo já vem transmitindo as ideias dele para que comecemos a colocá-las em prática. É isso que ele está passando para a gente, mas tem várias opções, várias maneiras e formações para trabalhar. Não sei se vai ser nesse esquema. O principal é entender o que o treinador quer passar para ajudar o Palmeiras a buscar a tão sonhada Libertadores e os outros campeonatos que estão por vir.

Gazeta Esportiva – Em 2016, o Palmeiras também começou a temporada sonhando com Libertadores e Mundial, mas não passou da primeira fase do torneio continental…
Jean – Do ano passado, devemos tirar a lição de que, se começar mal, é difícil recuperar. Precisamos entrar concentrados e contamos com jogadores cascudos para isso. Todo o mundo sabe que não pode entrar de qualquer jeito. Não existe jogo fácil, não existe adversário fácil, seja em casa ou fora. O time tem que manter a pegada que mostrou desde a chegada do Cuca, essa pegada não pode faltar. Ganhar a Libertadores e jogar o Mundial é o sonho de todo torcedor. Pode ter certeza que também é o sonho de todos os jogadores.

Gazeta Esportiva – Com a Libertadores como prioridade, o Alexandre Mattos procurou mudar o perfil do elenco com a chegada de jogadores mais experientes, como Felipe Melo, Guerra e Michel Bastos. Quanto essas contratações fortalecem o grupo? Acha que faltou um pouco disso em 2016?
Jean – Não digo que faltou, mas acho que demoramos um pouquinho para encontrar o foco de Libertadores. No começo do campeonato, faltou um pouco de cada coisa. Não só esse tipo de jogador, a parte técnica também estava faltando. A gente não conseguia ficar com a bola e jogar. Não tenha dúvida que esses atletas vão ajudar muito na Libertadores, mas acho que o principal é trabalhar a parte técnica.

Gazeta Esportiva – O primeiro compromisso oficial do Palmeiras em 2017 será o Campeonato Paulista, torneio que o clube não ganha desde 2008 e do qual foi vice em 2015. O elenco já entra com a pretensão de ser campeão ou começa pensando mais em usar o Estadual como laboratório?
Jean – Eu acho que o Palmeiras tem condição de entrar para ganhar, até porque a equipe é praticamente a mesma que terminou o ano passado, pelo menos a base. Então, o entrosamento já existe e agora estamos trabalhando forte a parte física. Vamos entrar muito bem e não há motivo para pensar em outra coisa que não seja o título.

Gazeta Esportiva – Você ganhou vários títulos, dois pela Seleção Brasileira. Mas por tudo que envolveu a conquista do Brasileiro de 2016, com o Palmeiras quebrando um jejum de 22 anos, considera que foi a maior conquista da sua carreira?
Jean – Cada título tem a sua importância no contexto da época, mas o Brasileiro de 2016 se tornou o mais importante da minha carreira em função da história que vivemos com o clube, que estava há muito tempo sem ganhá-lo. Quando venci pelo São Paulo, foi o tricampeonato. No Fluminense, o time já vinha do título de 2010. Então, eu me senti muito mais feliz e importante com a conquista do Brasileiro pelo Palmeiras por causa de toda a espera que havia.

Fonte: Gazeta Esportiva