O ano de 2024 foi marcante para o esporte sul-mato-grossense. O Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Fundesporte (Fundação de Desporto e Lazer) e Setesc (Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura), realizou ações que vão desde investimentos robustos até iniciativas de inclusão e festivais inovadores, além de reforçar o esporte como ferramenta de transformação social.
Entre os destaques, estão a destinação de R$ 7 milhões para projetos esportivos por meio de edital histórico, a atualização da lei estadual que fundamenta os programas Bolsa Atleta e Bolsa Técnico, e a realização de festivais que mobilizaram milhares de pessoas pelo estado.
Edital de R$ 7 milhões impulsiona o esporte
O Governo do Estado deu importante passo para fortalecer o esporte no estado ao lançar o edital “Esporte e Transformação Social: Novas Conquistas em Mato Grosso do Sul”. Com um investimento de R$ 7 milhões, o edital foi estruturado para contemplar três manifestações esportivas: formação, vivência e excelência, abrangendo iniciativas voltadas para diferentes níveis e modalidades do esporte.
O recurso foi distribuído entre sete categorias estratégicas: o esporte como ferramenta de transformação social, promovendo inclusão e impacto comunitário; as modalidades de aventura, que valorizam atividades ao ar livre e exploram o potencial natural do estado; a avaliação da saúde e desempenho de atletas, garantindo avanços técnicos e cuidados com o bem-estar esportivo; e o esporte de rendimento, tanto na fase infantojuvenil quanto na adulta, com foco no incentivo a talentos emergentes e no fortalecimento de competições em alto nível.
Edital é oportunidade para que clubes, associações e instituições expandam atividades e alcancem novos patamares no esporte (Foto: João Garrigó)
Também foram contempladas ações voltadas ao esporte de alto rendimento adulto e o apoio a federações esportivas. O resultado final com os projetos aprovados foi publicado, e os pagamentos previstos serão realizados em 2025
Reestruturação no Bolsa Atleta e Bolsa Técnico
Uma das principais conquistas do ano foi a aprovação, em novembro, de mudanças significativas no programa Bolsa Atleta e Técnico. Três novas categorias foram incluídas: Bolsa Atleta Nacional Surdolímpico, Bolsa Atleta Pré-Olímpico, Paralímpico e Surdolímpico, e Bolsa Atleta Pódio Complementar Surdolímpico. Pela primeira vez, a comunidade surda foi contemplada com categorias específicas, ampliando o alcance do programa. Para pleitear o benefício, os atletas devem estar filiados a entidades esportivas de surdos em âmbito estadual ou nacional.
Festival de Verão
O Festival de Verão foi um sucesso, reunindo mais de três mil pessoas no Parque das Nações Indígenas para desfrutar de momentos de lazer e esporte ao ar livre.
O evento foi repleto de atividades gratuitas como ioga, ciclismo kids, capoeira, muay thay, jiu-jitsu, brinquedos, show artístico, canoagem, arco e flecha, fitdance, kung-fu, grupos de corrida, pipas, skate, caminhada orientada, crossfit, entre outras atividades.
Festival de Praia
Com objetivo de fortalecer e divulgar as modalidades de areia no estado, o Festival de Praia reuniu cerca de 620 atletas e atraiu mais de três mil pessoas em atividades esportivas e de lazer durante toda a temporada nas cidades do interior.
O Festival de Praia passou, ao longo de 2024, por cinco municípios: Bela Vista, Coxim, Bonito, Sonora e Aparecida do Taboado. As modalidades praticadas foram beach tennis, vôlei de praia e futevôlei.
Festival Bonitinho
No 23º FIB (Festival de Inverno de Bonito), que aconteceu entre os dias 21 e 25 de agosto, a Fundesporte realizou o Festival Bonitinho, mostrando que o esporte e a cultura trabalham em conjunto.
O Festival levou para a capital do ecoturismo no Brasil atrações culturais como a Trupe Teatro de Brincar, com Edu Brincante; apresentações circenses e de palhaçaria do Grande Salto, estrelado pelo artista João Rocha, entre muitas outras apresentações.
Uma das grandes atrações foi o espetáculo Crianceiras, que misturou música, poesia e teatro para envolver as crianças em uma experiência cultural rica e interativa. O espetáculo é inspirado na obra de grandes poetas brasileiros, como Manoel de Barros e Mário Quintana.
Além disso foram oferecidas atividades recreativas e esportivas, como tênis de mesa, beach tennis, futebol, trinca de basquete, futevôlei, skate, slackline, jogos de mesa (damas, dominó, bozó, baralho) e muitas outras atividades que incentivam o esporte e a socialização entre as crianças.
Inclusão e fortalecimento do paradesporto com os festivais Paralímpico e Surdolímpico
O paradesporto foi significativamente fortalecido por meio dos Festivais Paralímpicos e do Festival Surdolímpico, com o objetivo de incentivar e divulgar as modalidades esportivas para pessoas com deficiência. A Fundesporte, em parceria com o CPB (Comitê Paralímpico Brasileiro), realizou duas edições do Festival Paralímpico. A primeira edição contou com oficinas de atletismo, bocha, natação, halterofilismo, tiro esportivo e tiro com arco. Já a segunda edição ofereceu oficinas de voleibol sentado, atletismo e esgrima em cadeira de rodas.
Além disso, o Festival Surdolímpico, uma iniciativa pioneira de Mato Grosso do Sul, realizou sua segunda edição este ano e contou com a participação de mais de 100 pessoas. Durante o evento, foram oferecidas oficinas de atletismo, voleibol e basquetebol em Libras, ministradas por professores de Educação Física surdos, que também são atletas das modalidades. O Festival Surdolímpico tem como objetivo incentivar a prática esportiva entre pessoas com surdez, promovendo a inclusão e o desenvolvimento do paradesporto.
Atletas de MS brilham nas Paralimpíadas em Paris
Os atletas de Mato Grosso do Sul brilharam nas Paralimpíadas 2024, realizadas em Paris, na França, conquistando importantes medalhas e se destacando entre os melhores do mundo. Yeltsin Jacques, no atletismo, subiu ao topo do pódio ao conquistar a medalha de ouro nos 1.500 metros da classe T11, destinada a atletas com deficiência visual. Além da vitória, Yeltsin quebrou o seu próprio recorde mundial, ao completar a prova em impressionantes 3min55s82.
Outro grande destaque foi Fernando Rufino, o “Cowboy de Aço”, que fez história ao conquistar sua segunda medalha de ouro na paracanoagem. Ele venceu a prova de 200 metros da classe VL2 (canoa, onde se utiliza tronco e braços na remada), com um tempo de 50s47, estabelecendo um novo recorde paralímpico e garantindo o bicampeonato, já que havia vencido a mesma prova nas Paralimpíadas de Tóquio-2020. Além disso, Fernando participou da disputa de 200 metros no caiaque, onde terminou em sexto lugar.
Érika Cheres Zoaga, de Guia Lopes da Laguna, também brilhou ao conquistar a medalha de prata em sua estreia paralímpica. A judoca sul-mato-grossense competiu na categoria acima de 70 kg, da classe J1 (atletas cegos totais), e venceu suas lutas nas quartas e semifinais, mas foi superada na final pela ucraniana Anastasiia Harnyk, garantindo o segundo lugar e um lugar no pódio.
Paralimpíadas Escolares
As Paralimpíadas Escolares de Mato Grosso do Sul foram um grande sucesso, com a participação de 158 estudantes-atletas, com idades entre 11 e 18 anos, representando 13 municípios. O evento, realizado em Campo Grande, contou com disputas nas modalidades de atletismo, bocha, parabadminton e tênis de mesa. As seleções formadas no estado tiveram como objetivo levar atletas para a disputa na competição nacional, que também foi um sucesso.
A etapa nacional das Paralimpíadas Escolares aconteceu entre os dias 26 e 29 de novembro, em São Paulo (SP). A competição, organizada pelo CPB, reuniu estudantes com deficiência de todo o país, e Mato Grosso do Sul conquistou um total de 93 medalhas: 33 de ouro, 30 de prata e 27 de bronze, terminando na quinta colocação geral.
A delegação do estado foi composta por 101 atletas de 11 a 18 anos, que competiram em 13 modalidades: atletismo, basquete em cadeira de rodas, badminton, bocha, futebol de cegos, futebol PC, goalball, halterofilismo, judô, natação, tênis de mesa, tênis em cadeira de rodas e vôlei sentado.
O atletismo se destacou com 22 medalhas de ouro, enquanto outras modalidades, como bocha, futebol PC, judô, natação, parabadminton e tênis de mesa, também contribuíram com importantes medalhas de ouro para o estado.
Jogos Escolares da Juventude
Os Jogos Escolares de Mato Grosso do Sul 2024, com formato inovador, reuniram mais de sete mil estudantes de 55 municípios do estado, em Campo Grande, com o objetivo de garantir vagas nas competições nacionais: os JEB’s (Jogos Escolares Brasileiros), para a faixa etária de 12 a 14 anos, e os Jogos da Juventude, para jovens de 15 a 17 anos.
Em outubro, nos JEB’s, a delegação sul-mato-grossense contou com a participação de 203 estudantes-atletas, que competiram em Recife (PE) e trouxeram na bagagem 57 medalhas.
Já em novembro, foi a vez dos estudantes-atletas de 15 a 17 anos, com 147 representantes competindo em 17 modalidades nos Jogos da Juventude, realizados em João Pessoa (PB). A delegação sul-mato-grossense conquistou 27 medalhas na competição.
Jogos da Melhor Idade
As etapas dos Jogos da Melhor Idade de Mato Grosso do Sul ocorreram em Três Lagoas, Dourados e Campo Grande, reunindo idosos-atletas em diversas modalidades, como bocha, voleibol adaptado, dama, dança de salão, dominó, malha, sinuca, tênis de mesa, truco, xadrez e atletismo.
Além disso, o Festival de Dança Coreografada da Melhor Idade também foi um grande sucesso, contando com a participação de 200 idosos-atletas de 21 municípios, realizado no município de Dourados.
A Fundesporte (Fundação de Desporto e Lazer de Mato Grosso do Sul), vinculada à Setesc (Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura), consolidou, em 2024, uma série de ações estratégicas em cumprimento ao contrato de gestão. Entre essas iniciativas, destaca-se a criação do Sisdete (Sistema de Detecção de Talentos Esportivos), com o objetivo de traçar o perfil físico dos atletas de Mato Grosso do Sul. Além disso, foi realizado um mapeamento da gestão esportiva no estado e implementados programas que impulsionaram o desenvolvimento e a disseminação de modalidades paralímpicas.
O Sisdete é uma iniciativa pioneira voltada para avaliar o perfil físico de jovens atletas e fortalecer o esporte de base. Em 2024, o programa realizou avaliações de aptidão física, saúde e desempenho de dez mil estudantes-atletas vinculados ao Prodesc (Programa MS Desporto Escolar). Entre eles, 5,5 mil atletas das modalidades olímpicas, com idades entre 12 e 17 anos, e 150 atletas das modalidades paralímpicas foram analisados. Além disso, o programa capacitou 700 professores de Educação Física que atuam no Prodesc, promovendo a qualificação técnica e pedagógica dos profissionais envolvidos.
O mapeamento da gestão esportiva foi outra ação de destaque. A Fundesporte realizou um levantamento detalhado em todos os 79 municípios de Mato Grosso do Sul, identificando estruturas esportivas existentes, necessidades emergenciais de infraestrutura e coletando dados sobre governança, recursos humanos, políticas públicas e instalações esportivas. Esse trabalho gerou uma base de informações estratégica para o planejamento e a implementação de políticas voltadas ao desenvolvimento do esporte no estado.
No âmbito do paradesporto, a Fundesporte promoveu ações inovadoras que reforçaram a inclusão e a acessibilidade no esporte. Entre as iniciativas, destaca-se a realização de festivais paralímpicos e do Festival Surdolímpico, proporcionando aos paratletas a oportunidade de vivenciar diferentes modalidades paralímpicas.
Em parceria com o CPB (Comitê Paralímpico Brasileiro), a Fundesporte organizou duas edições do Festival Paralímpico. A primeira edição incluiu oficinas de atletismo, bocha, natação, halterofilismo, tiro esportivo e tiro com arco. Já a segunda edição apresentou oficinas de voleibol sentado, atletismo e esgrima em cadeira de rodas, destacando a diversidade de opções disponíveis para os paratletas.
O Festival Surdolímpico, evento exclusivo de Mato Grosso do Sul, alcançou sua segunda edição em 2024, reunindo mais de 100 participantes. As atividades incluíram oficinas de atletismo, voleibol e basquetebol, todas ministradas em Libras por professores de Educação Física surdos, que também atuam como atletas. O objetivo foi fomentar a prática esportiva entre pessoas com deficiência auditiva, promovendo a inclusão social e o fortalecimento do paradesporto no estado.
“É um grande orgulho chegar no final do ano, com muitas ações inovadoras alcançadas pela Fundesporte em 2024, um ano marcado por inclusão e fortalecimento do esporte em Mato Grosso do Sul. A criação do Sistema de Detecção de Talentos Esportivos foi um programa muito importante. Conseguimos mapear o perfil físico de nossos jovens atletas, promovendo um desenvolvimento mais estratégico e eficiente do esporte em nosso estado”, frisa o diretor-presidente da Fundesporte, Paulo Ricardo Nuñez.
O secretário de Estado de Turismo, Esporte e Cultura, Marcelo Miranda, também destacou a relevância das iniciativas realizadas. “O trabalho da Fundesporte em 2024 foi essencial para promover o acesso ao esporte em todas as regiões do estado, especialmente no paradesporto. Essas ações reafirmam o compromisso do Governo de Mato Grosso do Sul com a inclusão, o desenvolvimento social e a valorização dos nossos talentos esportivos”, ressaltou.
De acordo com o portal Team Talk, da Inglaterra, o meio-campista campo-grandense Ederson, da Atalanta, é o alvo prioritário do Manchester City, que oficializou uma oferta de 70 milhões de euros, cerca de R$ 450 milhões pelo sul-mato-grossense de 25 anos, com passagens por Fortaleza, Corinthians e Cruzeiro.
Em crise no clube inglês, o treinador Pep Guardiola já teria aprovado a contratação de Ederson desde o começo da temporada europeia, em agosto último, quando o clube inglês tentou tirá-lo da Atalanta.
Caso a contratação se concretize, o meia brasileiro é visto como um dos substitutos ideias do espanhol Rodri, eleito o melhor jogador do mundo pela Revista France Football, em outubro, atualmente lesionado.
De acordo com a imprensa local, o maior desafio para o jogador brasileiro são as sondagens e especulações de outros gigantes da Europa, caso do Manchester United, rival do Manchester City e que também estaria prestes a oficializar uma oferta de mesmo valor pelo sul-mato-grossense.
Avaliado em 50 milhões de euros pelo Transfermarkt (R$ 320 milhões), Ederson é atualmente o 15º jogador mais valioso da Serie A, 1ª divisão do Campeonato Italiano. Na mesma linha, o jornal Defensa Central aponta que o Real Madrid também tem interesse em Ederson.
Imbróglio
Nos últimos dias, o campo-grandense notificou o Corinthians por uma dívida referente a um valor que teria que receber da sua transferência, realizada em 2022, quando saiu do clube paulista rumo à Salernitana, da Itália, oriundo de um acordo descumprido pelo Corinthians, que pagaria a porcentagem do jogador em quatro parcelas, duas em 2022 e duas em 2023.
Em janeiro de 2022, Éderson foi vendido para a Salernitana (Itália) por 6,5 milhões de euros (R$ 39 milhões, na cotação da época).
Porém, de acordo com o campo-grandense, o clube paulista realizou o débito apenas da primeira parte, ou seja, ainda teria outras três para receber. Com isso, ele enviou uma notificação extrajudicial ao clube, por meio da advogada Adriana Cury, que representa a agência do qual o jogador é assessorado, de propriedade do seu empresário André Cury.
Carreira
Aos 13 anos, Éderson começou a ser construído como jogador na escolinha de futebol do bairro Tiradentes, na região leste de Campo Grande. Pouco tempo depois, foi levado para o clube Desportivo Brasil (SP), para então seguir a sua carreira profissional.
Em julho de 2019, o Cruzeiro se interessou pelo jogador e pagou cerca de R$ 1,6 milhão pelo futebol do volante. Em apenas sete meses no clube mineiro, Éderson se transferiu para o Corinthians (SP) a custo zero.
No clube alvinegro, atuou em 25 jogos e marcou 3 gols, fazendo parte do elenco vice-campeão do Campeonato Paulista em 2020. Em março de 2021, foi emprestado ao Fortaleza (CE), sendo um dos destaques do Campeonato Brasileiro naquele ano.
Em janeiro do ano seguinte, por necessidade financeira, o Corinthians deu fim ao empréstimo e acertou a venda do atleta ao Salernitana (Itália) por 6,5 milhões de euros.
No clube italiano, se destacou rapidamente e em menos de seis meses no clube, despertou o interesse da Atalanta, também da Itália, que pagou cerca de 22,9 milhões de euros pelo jogador. Até então, ainda veste as cores da equipe azul e preta.
*Colaborou Felipe Machado – Meio-campista campo-grandense teve grande destaque por Cruzeiro e Fortaleza – Foto: Divulgação
Vinicius Júnior é o melhor jogador do mundo. Após ser preterido por Rodri na Bola de Ouro, o atacante brasileiro foi eleito nesta terça-feira no The Best, da Fifa, o melhor do último ano no futebol mundial.
O camisa sete do Real Madrid agradeceu aos seus familiares e afirmou que ser eleito o melhor jogador do mundo parecia impossível. O jogador brasileiro também agradeceu ao Real Madrid, ao Flamengo e ao Brasil.
“Eu não sei nem por onde posso começar, porque era tão distante. Parecia impossível chegar até aqui. Eu era uma criança que jogava bola descalço nas ruas de São Gonçalo, perto da pobreza, do crime. Poder chegar aqui é muito importante pra mim. Quero agradecer a todos que votaram em mim, jogadores, treinadores jornalistas. Não posso deixar de agradecer a minha família, que deixaram de viver o sonho deles para viver o meu e fizeram de tudo para eu poder chegar aqui”, disse Vini ao receber o prêmio.
também ao presidente, ao mister Carleto (Ancelotti), que sempre me ajudou muito, e também agradecer ao Júlio por ter acreditado em mim quando eu só tinha 16 anos. E agora meu time, eles me fizeram acreditar que eu poderia fazer a diferença. Quero seguir aqui por muito tempo jogando no Real Madrid, que é o maior clube do mundo. No final eu não poderia deixar de agradecer o Flamengo, que foi o clube que me botou no campo, nas ruas. Também agradecer a todos os jogadores da Seleção Brasileira e ao meu país, que sempre vem torcendo por mim e vem me dando muita força para eu poder seguir na minha luta”, completou.
Vinicius Júnior era o favorito para vencer o prêmio da Bola de Ouro, entregue pela revista France Football, no fim de outubro. Entretanto, uma reviravolta aconteceu e o volante espanhol Rodri venceu o troféu.
Na última temporada europeia completa, Vinicius Júnior foi peça fundamental nos títulos da Liga dos Campeões e do Campeonato Espanhol. O brasileiro disputou 39 jogos, marcou 24 gols e deu 11 assistências, sendo eleito o melhor jogador da Champions.
Além disso, Vini também esteve presente na seleção dos onze melhores jogadores de 2024. O atacante do Real Madrid foi o único brasileiro do time do ano.
Outras premiações
Além do prêmio de melhor jogador do mundo, também foram distribuídos troféus em outras categorias. A brasileira Gabi Portilho, do Corinthians, foi premiada na seleção do futebol feminino da temporada, estando entre as 11 melhores jogadoras do mundo. Outra brasileira que ganhou destaque na premiação foi Marta. A jogadora recebeu o prêmio que leva seu próprio nome, pelo gol mais bonito do ano.
Outros brasileiros também receberam troféus, mas por questões extracampo. O meia Thiago Maia, do Internacional, recebeu o prêmio de Fair Play do ano devido à sua participação direta contra as enchentes que assolaram o Rio Grande do Sul. O jovem vascaíno Guilherme Granda recebeu o prêmio de melhor torcedor do mundo.
Veja todos os premiados
Prêmio Puskás: Alejandro Garnacho
Prêmio Marta: Marta
Melhor goleira do mundo: Alyssa Naeher
Melhor técnica do mundo: Emma Hayes
Melhor jogadora do mundo: Aitana Bonmatí
Prêmio Fair Play: Thiago Maia
Melhor torcedor do mundo: Guilherme Granda
Melhor goleiro do mundo: Emiliano Martínez
Melhor técnico do mundo: Carlo Ancelotti
Melhor jogador do mundo: Vinicius Junior
Seleção feminina: Alyssa Naeher; Irene Paredes, Ona Batlle, Lucy Bronze e Naomi Girma; Aitana Bonmatí, Lindsey Horan, Gabi Portilho e Patri Guijarro; Caroline Graham Hansen e Salma Paralluelo
Seleção masculina: Emiliano Martínez; Dani Carvajal, Rúben Dias, Antonio Rüdiger e William Saliba; Jude Bellingham, Rodri E Toni Kroos; Erling Haaland, Lamine Yamal e Vinicius Junior
O Governo de Mato Grosso do Sul sancionou, nesta quarta-feira (11), a Lei nº 6.366/2024 (clique aqui para acessar), que altera e acrescenta dispositivos à legislação do programa Bolsa Atleta e Técnico, coordenado pela Fundesporte (Fundação de Desporto e Lazer) e Setesc (Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura). As mudanças promovem maior inclusão, equidade de gênero e suporte financeiro a atletas e técnicos, especialmente em modalidades olímpicas, paralímpicas e surdolímpicas.
Entre as inovações da nova lei, destacam-se a criação de três categorias específicas: Bolsa Atleta Nacional Surdolímpico, Bolsa Atleta Pódio Complementar Surdolímpico e Bolsa Atleta Pré-Olímpico, Paralímpico e Surdolímpico. As categorias foram desenhadas para atender a demandas específicas, incluindo atletas surdos e de alto rendimento. A partir de agora, atletas surdos poderão pleitear bolsas específicas, desde que estejam vinculados a entidades estaduais ou nacionais de desporto de surdos.
Outra mudança foi a redução da idade mínima para concessão de algumas bolsas. As categorias Bolsa Atleta Nacional, Paralímpico e Surdolímpico estão acessíveis a partir de 12 anos, enquanto a Bolsa Atleta Pódio Complementar Surdolímpico pode ser requerida por atletas com 14 anos ou mais.
A nova legislação também garante a equidade de gênero na distribuição dos recursos públicos do programa, estabelecendo que, no mínimo, 30% dos valores sejam destinados prioritariamente a modalidades femininas ou masculinas. O ajuste visa corrigir desigualdades históricas e promover um equilíbrio na alocação de incentivos.
Os critérios para concessão das bolsas foram ampliados, exigindo que os atletas e técnicos estejam devidamente filiados a entidades regionais ou nacionais de administração esportiva e comprovem participação em competições de níveis estadual, nacional ou internacional. No caso dos atletas surdos, a legislação requer comprovação de participação em eventos reconhecidos pelo ICSD (Comitê Internacional de Esportes para Surdos) ou outras entidades equivalentes.
O secretário de Turismo, Esporte e Cultura, Marcelo Miranda, destaca a importância dessas alterações para o desenvolvimento esportivo no Estado. “Estamos garantindo que os atletas de Mato Grosso do Sul tenham condições de competir em pé de igualdade com os melhores do mundo, promovendo inclusão, suporte financeiro e valorização de todas as modalidades”.
Diretor-presidente da Fundesporte, Paulo Ricardo Nuñez reforça o impacto positivo da lei. “Com essas mudanças, ampliamos o alcance do programa para atender as reais necessidades dos nossos atletas e técnicos, garantindo mais oportunidades e inclusão. É um passo fundamental para consolidar Mato Grosso do Sul como referência em gestão esportiva e incentivo ao alto rendimento”.
Com as mudanças sancionadas, o programa Bolsa Atleta e Técnico, que atualmente beneficia 345 atletas e 38 técnicos com valores entre R$ 500,00 e R$ 7.000,00 mensais, deve ampliar seu alcance e impacto. Os recursos são provenientes do FIE (Fundo de Investimentos Esportivos). Além disso, as alterações alinham a legislação estadual à Lei Geral do Esporte, destacando Mato Grosso do Sul como referência em políticas públicas voltadas ao esporte de alto rendimento.
Com público de cinco mil pessoas, Vedacit Vôlei Guarulhos (SP) e Vôlei Renata (SP) protagonizaram uma partida emocionante pela nona rodada da Superliga Masculina de Vôlei 2024/2025, no sábado (7), em Campo Grande. A partida no Ginásio Poliesportivo Avelino dos Reis (Guanandizão) terminou com a vitória do Vôlei Renata (SP), de Campinas (SP), por 3 sets a 0 (parciais de 25×23, 25×14 e 25×20). O evento na Capital teve apoio do Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Fundesporte (Fundação de Desporto e Lazer) e da Setesc (Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura).
Essa é a primeira vez em quatro anos que Campo Grande recebe uma competição de tamanha relevância no vôlei. O último grande evento no Guanandizão foi a Supercopa do Brasil, em outubro de 2020, quando o Praia Clube (MG) e o Taubaté (SP) sagraram-se campeões no feminino e no masculino, respectivamente.
O atleta Judson Amabel Nunes da Cunha Júnior, do Vôlei Renata, natural de Campo Grande, foi eleito o melhor jogador da partida. O atleta destacou as dificuldades enfrentadas por quem inicia a trajetória esportiva fora dos grandes centros do vôlei. “Para quem é de fora de estados como São Paulo, Minas Gerais e da região Sul, que oferecem mais estrutura e competições, o caminho é muito difícil. No início, eu não imaginava me tornar jogador. Mas, com o tempo, fui evoluindo e plantando no meu coração o sonho de ser um profissional”, disse.
Ao lado do secretário Marcelo Miranda, Judson recebeu prêmio de melhor jogador da partida
Outro jogador, Sandro Carvalho, da equipe de Guarulhos, ressaltou a importância de levar grandes partidas a diferentes regiões do país. “É muito especial jogar em locais diferentes dos grandes centros. A oportunidade de trazer um clássico paulista para Campo Grande fomenta o esporte e inspira as crianças. Essa iniciativa pode incentivar muitos jovens a praticar o voleibol”, afirmou.
O presidente do Vedacit Vôlei Guarulhos, Anderson Marsili, reforçou o impacto positivo do esporte na vida das pessoas. “Nosso objetivo é impactar aquela criança que assiste ao jogo no ginásio. Ela pode se inspirar nos atletas, decidir seguir uma carreira no esporte ou levar os valores aprendidos para a vida. O esporte transforma, ensina disciplina, respeito e cria referências positivas”, disse Marsili.
Para o técnico do Vedacit Vôlei Guarulhos, Nery Tambeiro, eventos como esse são fundamentais para os jovens. “Trazer os grandes ídolos do esporte para fora dos grandes centros causa um impacto enorme. O esporte é uma ferramenta de transformação, que afasta das drogas e ensina valores como disciplina, respeito e camaradagem”, destacou o treinador.
O secretário de Estado de Turismo, Esporte e Cultura, Marcelo Miranda celebrou o sucesso do evento e o retorno de grandes partidas ao estado. “Esse jogo marca um momento histórico para o esporte de Mato Grosso do Sul. Estamos comprometidos em trazer mais eventos de alto nível como este, que inspiram nossas crianças e promovem o vôlei como um esporte acessível para todos”, afirmou.
Paulo Ricardo Nuñez, diretor-presidente da Fundesporte, também ressaltou a importância de Mato Grosso do Sul no cenário esportivo nacional: “Nosso estado tem potencial para ser referência em grandes eventos esportivos. Investir no esporte é investir na juventude e na formação de cidadãos mais conscientes e saudáveis. Estamos trabalhando para que iniciativas como essa se tornem cada vez mais frequentes”.
Karina Lima, Comunicação Setesc Fotos: Anderson Menezes/Polygon Fotografia