set 29, 2025 | Diversos
Jogo transforma ícones como Helena Meirelles e o Banho de São João, em experiência interativa
Um trem que não corre pelos trilhos, mas pelas telas. Inspirados no ícone cultural do Trem do Pantanal, alunos do curso Técnico em Programação de Jogos Digitais do Senac Hub Academy desenvolveram o Economia Quativa, um game educativo no estilo point-and-click que convida o jogador a embarcar em uma viagem interativa por Mato Grosso do Sul. Nesse tipo de jogo, a interação acontece por meio de cliques nos cenários e objetos, que revelam informações, desafios e caminhos a seguir — um formato simples, intuitivo e bastante envolvente.
O personagem principal é um simpático quati antropomórfico, ou seja, um animal que ganha características humanas, como falar e guiar os jogadores. Ele conduz a jornada por cidades como Campo Grande, Dourados, Bonito, Corumbá e Três Lagoas. Em cada parada, surgem referências culturais e turísticas marcantes: do Bioparque Pantanal à Casa do Artesão, do Festival de Inverno de Bonito ao tradicional Banho de São João. O resultado é um jogo colorido e cheio de cenários baseados em locais reais, que alia educação, inovação e economia criativa.
A entrega oficial do projeto será no dia 30 de setembro de 2025, às 19h, no Espaço Conexão, em Campo Grande, com a presença de autoridades da Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura (SETESC).
Valorização – A iniciativa nasceu de um desafio proposto pela secretaria, que buscava um projeto capaz de destacar a economia criativa de Mato Grosso do Sul. A partir desse briefing, os alunos realizaram um processo de criação semelhante ao de um estúdio de games: brainstorming, testes, rodadas de ajustes e até visitas a pontos turísticos e culturais para garantir autenticidade. Assim, o Trem do Pantanal foi escolhido como fio condutor por simbolizar a conexão entre diferentes regiões do estado. “O objetivo pedagógico foi promover o conhecimento sobre as riquezas do estado de forma interativa, destacando a economia criativa, os atrativos naturais e as manifestações artísticas que impulsionam o desenvolvimento sustentável”, explica o docente Maurício de Souza Estevam.
Além do ganho pedagógico, o projeto reforça o papel do Senac em aproximar tecnologia e mercado. “Esse é o propósito da educação profissional: preparar os jovens para aplicarem o que aprendem em sala em situações reais. Ao desenvolverem o Economia Quativa, eles vivenciaram um processo criativo completo e ainda ajudaram a valorizar a cultura sul-mato-grossense. É um exemplo de como o Senac contribui para formar profissionais conectados com as demandas atuais e com a identidade do nosso Estado”, destaca Gilka Trevisan, diretora de Educação Profissional do Senac MS.
Na prática, os estudantes vivenciaram a rotina de profissionais da área, encarando prazos, decisões de design e demandas de um cliente real. Eles mergulharam em histórias e personagens marcantes da cultura sul-mato-grossense, como a trajetória de Helena Meirelles, e incorporaram esses elementos ao jogo para enriquecer os desafios propostos ao jogador.
Mais do que um exercício acadêmico, o Economia Quativa demonstra como a paixão por games pode se transformar em um instrumento de valorização cultural e estímulo ao turismo, reforçando a identidade sul-mato-grossense e projetando-a para além das fronteiras do estado.
Serviço – Entrega oficial do Projeto Economia Quativa
onde: Espaço Conexão, No Senac Hub Academy – Rua Francisco Cândido Xavier, 75 – Centro
quando: 30 de setembro de 2025, 19h
Reportagem: Evelise Couto
set 27, 2025 | Diversos
O coração e a boca estão mais conectados do que se imagina. Estudos científicos têm mostrado que uma má higiene bucal pode aumentar o risco de infarto do miocárdio. Em alusão ao Dia Mundial do Coração, celebrado em 30 de setembro, a data chama a atenção para a importância da saúde oral como parte essencial da prevenção cardiovascular.
De acordo com um estudo publicado no Journal of the American College of Cardiology (JACC), pessoas com periodontite apresentam 28% mais risco de sofrer infarto do que aquelas sem a doença, mesmo quando considerados outros fatores de risco, como colesterol e hipertensão. A explicação está na inflamação: bactérias presentes na boca podem entrar na corrente sanguínea, provocar inflamações nos vasos e contribuir para a formação de placas de gordura nas artérias.
“A boca é a porta de entrada de muitas doenças. Quando a saúde bucal não é bem cuidada, processos inflamatórios como a gengivite e a periodontite podem impactar diretamente o sistema cardiovascular”, explica Elcio Caldas, dentista da Oral Sin.“Medidas simples, como escovar os dentes corretamente, usar fio dental todos os dias e visitar o dentista regularmente, reduzem não só o risco de perder dentes, mas também de sobrecarregar o coração”, completa. Para manter a saúde bucal em dia e proteger também o coração, o dentista recomenda:
1- Escovar os dentes ao menos três vezes por dia: a escovação correta é o primeiro passo para evitar o acúmulo de placa bacteriana, responsável por inflamações gengivais que podem se espalhar pelo corpo. O ideal é usar uma escova de cerdas macias e creme dental com flúor, dedicando ao menos dois minutos a cada escovação para cobrir todas as superfícies dos dentes e a língua.
2- Usar fio dental diariamente para eliminar resíduos entre os dentes: o fio dental alcança regiões que a escova não consegue limpar. Sem esse hábito, restos de alimentos e bactérias permanecem entre os dentes, favorecendo a formação de tártaro e inflamações gengivais, que podem contribuir para problemas cardiovasculares. Um minuto por dia já faz toda a diferença para a saúde bucal e para o coração.
3- Realizar consultas odontológicas periódicas para limpeza e diagnóstico precoce: visitar o dentista a cada seis meses permite identificar e tratar cedo problemas como gengivite e periodontite. Além disso, a limpeza profissional remove placas e tártaros que não saem com a escovação caseira. Essa prevenção reduz os riscos de processos inflamatórios silenciosos que impactam a saúde geral.
4- Evitar tabagismo e excesso de açúcares, que potencializam inflamações na boca e no corpo: O cigarro compromete a circulação sanguínea, prejudica a cicatrização da gengiva e potencializa doenças periodontais. Já o excesso de açúcar favorece a proliferação de bactérias que causam cáries e inflamações. Ao reduzir esses fatores, a pessoa protege não apenas os dentes, mas também o sistema cardiovascular.
5- Cuidar de doenças como diabetes e hipertensão, que podem agravar quadros periodontais: doenças crônicas como diabetes e hipertensão estão diretamente ligadas à saúde bucal. O diabetes, por exemplo, dificulta o controle da inflamação gengival, enquanto a hipertensão pode agravar a perda óssea ao redor dos dentes. Manter essas condições sob controle, com acompanhamento médico e hábitos saudáveis, é essencial para reduzir riscos na boca e no coração.
set 23, 2025 | Diversos
A cantora indígena MC Anarandá lança neste dia 23 de setembro o seu primeiro álbum autoral, intitulado “Pehendu Ore NÊ’Ê – Escuta nossas vozes”, em todas as plataformas digitais. A escolha da data coincide com a chegada da Primavera, estação que, para a artista, simboliza renascimento, florescimento e esperança – um tempo de renovação que dialoga com o espírito do trabalho.
Natural da Aldeia Guapoy, em Amambai, Mato Grosso do Sul, Anarandá carrega no próprio nome a força da ancestralidade. Em Guarani,Randá Kunã Poty rory Anarandá significa “mulher Flor brilhante ,carismática e comunicadora”, e a adição do “MC” afirma sua presença dentro do hip hop sem abrir mão de suas raízes. Seu rap é atravessado por memórias coletivas, cantos tradicionais e pela espiritualidade dos povos Guarani Kaiowá , ao mesmo tempo em que se conecta à batida urbana para criar uma arte que é denúncia, resistência e afirmação de identidade.
“Descobri no rap uma ferramenta capaz de transformar minhas dores, e de muitas mulheres indígenas, em força e assim colocar luz sobre o meu povo ancestral. Aprendi o português já na adolescência e foi quando comecei a rimar, tanto em Guarani quanto em português, e percebi que podia ecoar não apenas minhas vivências pessoais, mas também a resistência de toda uma coletividade”, comenta a artista autodidata.
Suas letras trazem o peso da denúncia social, do enfrentamento ao preconceito e da defesa do território, mas também revelam a beleza da cultura, a força das mulheres e a esperança de um futuro mais harmonioso, menos violento com os povos indígenas, em especial com as mulheres Guarani Kaiowá. Ao todo são oito músicas autorais, sendo que duas já tiveram os videoclipes lançados no Youtube que são: “Mãe” e “Che Machu mandu’a kuemi – As Lembranças da minha avó”, as demais faixas são: Assédio, Te procuro, Escuta minha voz, A dor de um parto, Amazônia e Jasy Tata – A lua de fogo, essa última com previsão de videoclipe para novembro.
Cada faixa guarda um pedaço da memória ancestral e da luta diária dos povos originários. “Minha maior inspiração foram meu povo e meus ancestrais, sobretudo as mulheres que resistem, a minha convivência com elas, com minha avó, que hoje tem 112 anos, me trouxe muita energia, força e fé de que minha música é revolucionária”, afirma Anarandà.
O projeto foi realizado graça ao Fundo de Investimentos Culturais (FIC) o, através da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul e tem a Direção artística do músico Vinil Moraes, os beats de Wagner Bagão e participações como da Orquestra indígena comanda pelo Maestro Eduardo Martinelli, da Multiinstrumentista Kezia Miranda, do criador visual Pitter Marques e da cineasta Marineti Pinheiro que assina a Direção dos dois videoclipes.
Além da música, a artista também atua como professora de língua materna, escritora, atriz e criadora de conteúdo digital, e todas essas dimensões se entrelaçam em sua produção. O palco é espaço de corpo e voz, a sala de aula é lugar de preservação da língua Guarani, a escrita se converte em poesia – tudo se mistura no rap, que para ela é diálogo entre mundos, encontro entre tradição e contemporaneidade.
Ao lançar o álbum no início da primavera, MC Anarandá planta simbolicamente uma semente. Quer que suas canções floresçam no coração de quem ouvir, levando a emoção da dor, mas também a alegria, a resistência e a esperança. E deixa um recado aos jovens indígenas que sonham com a arte: “Não tenham medo de se expressar e arriscar. Nossa cultura é viva, nossa arte é necessária. Cada voz conta e cada batida pode ser um grito de resistência.”
O álbum de estreia de MC Anarandá estará disponível no Spotify, Apple Music, Deezer, YouTube Music, Amazon Music, Tidal e Anghami, com acesso direto também pelo link em seu perfil no Instagram: @anarandagk21.
Ficha Técnica
Composições Musicais e Letras: Anarandà
Produção Executiva e Direção: Marineti Pinheiro
Direção Musical e Produção: Vinil Moraes
Produção Musical, Mixagem e Masterização: Wagner Bagão
Participações especiais: Fadraiki Samuel, Gleiciane Rossate, Nãnde sy: Adelaide, Helena, Lulu kunã yvoty, Denise ,Roseli, Antônia, Juvenal e Aldir
Traduções para Guarani: Anarandà
Revisor do idioma Guarani kaiowá: Searlen Douglas Kunumi Jeguaka Rendyju
Orquestra Indígena e Maestro: Eduardo Martinelli e Emili, Francisco, Kethlen Francisco, Karine Francisco, Agatha Francisco, Maria Eduarda Albuquerque Matias
Arranjos Flautas, Violinos e Violoncelo: Kezia Miranda
Scratches: DJ Giomarx
Arte: Pitter Marques
Estúdio: Estúdio PV e Estúdios Virtus Ray Clemente Raimundo
Acessibilidade: Daniele Mendes – Comunique Acessibilidade
Contadora: Maria Granjeiro
Maquiagem: Eder Cadete
Figurino: Fabio Mauricio
Assistente: Ghyva
Making Off: Ligia Zacharias
Fotógrafo: Eduardo Medeiros
Registros: Orum
Distribuição: Graxa Pura
Assessoria Jurídica: MGM
Assessoria de Imprensa: Sonhares Filmes
Recurso FIC
set 18, 2025 | Diversos
Onze empresas do agro de Mato Grosso do Sul estão embarcando para uma experiência inédita no exterior onde vão participar de três grandes feiras internacionais, levando produtos do estado para o Peru, Dinamarca e Espanha. A iniciativa é executada pelo programa agroBR, que prepara pequenos e médios empresários do agro para ingressarem no mercado global, e conta com o apoio do Senar/MS.
Os produtores terão contato direto com compradores internacionais, participarão de rodadas de negócios e visitarão distribuidores e supermercados para compreender tendências de consumo e adaptações necessárias nos produtos.
Os destinos da missão incluem a Expoalimentaria, no Peru, com a participação da Eldorado Foods Amido, Fazenda Soul Leve, Pimenta da Serra Cozinha Artesanal, DiBonito Cachaça, Café Agricultor e Tar & Tar Sauce; a Apimondia, na Dinamarca, que contará com o Apiário Serra da Bodoquena e o Apiário Santos Apisence; e a Fruit Attraction, na Espanha, onde estarão presentes a Kon Frutas e a Fruttecc.
A Apimondia é considerada a maior feira apícola do mundo, acontece a cada dois anos e reúne compradores e tendências do setor de mel. A Fruit Attraction é uma das principais vitrines globais para frutas frescas e congeladas, com forte presença de compradores da União Europeia, Oriente Médio e Ásia. Já a Expoalimentaria é referência na América do Sul, abrindo portas para múltiplos segmentos de alimentos e bebidas.
Preparação
Para chegar até aqui, os produtores passaram por um processo de preparação conduzido pela equipe agroBR. Entre os pontos trabalhados estão a formação de preço de exportação, fichas técnicas dos produtos, material em cinco idiomas, logística internacional e treinamento para negociação com compradores estrangeiros.
Segundo Nathalia Alves, consultora especialista em exportação do programa agroBR em Mato Grosso do Sul, essa etapa é fundamental para reduzir barreiras e dar segurança aos produtores.
“Nosso papel é mostrar que a exportação não é exclusiva das grandes empresas. Com orientação e capacitação, produtores de pequeno e médio porte também podem acessar o mercado internacional. Além do faturamento em dólar, eles ficam menos dependentes da economia nacional e passam a inovar mais nos próprios produtos e embalagens”, explica.
Com destino ao Peru, Osmar Muller leva o empreendimento ‘Pimenta da Serra’ para tentar abrir caminhos no mercado internacional. O que nasceu no quintal de casa, em Guia Lopes da Laguna (MS), como um hobby, hoje se transformou em um empreendimento estruturado que sonha em ampliar a produção e conquistar novos consumidores.
O empreendedor cultivava pés da planta em casa e produzia conservas para presentear familiares e amigos. “Um dia, em São Paulo, provei um molho de pimenta em uma lanchonete que me chamou muito a atenção. Quando voltei para casa, fiz alguns experimentos e distribuí. As pessoas começaram a perguntar se eu vendia, e eu ria, porque era só um passatempo”, lembra.
A insistência dos amigos foi o estímulo para dar os primeiros passos no negócio. Ele buscou informações na internet, fez um curso de “chef de pimenta” e começou a vender suas receitas. O impulso definitivo, porém, veio com a assistência técnica e gerencial do Senar/MS, que profissionalizou a atividade. “Há dois anos, depois que começamos a ser atendidos, o negócio mudou de patamar. Ampliamos o leque de produtos, recebemos orientação sobre rótulos, análises nutricionais e até estratégias para abrir mercado”, conta.

Foi nesse processo que surgiu também o desejo de exportar. Inscrito no programa AgroBR, Osmar deu início à documentação necessária e começou a buscar oportunidades em feiras internacionais, até chegar à Expoalimentaria, no Peru. “O mercado nacional é muito difícil. Para pequenos negócios, entrar custa caro e muitas vezes não há valorização do nosso produto. Por isso decidi correr atrás de novos horizontes. O não a gente já tem, estou correndo atrás do sim”, afirma.
Pelo agroBR o produtor foi orientado quanto à preparação para rodadas de negócios, aprendeu a estruturar a formação de preços para exportação, contou com a produção de materiais e catálogos em diversos idiomas, teve acesso à elaboração de fichas técnicas dos produtos e recebeu suporte para definir estratégias de paletização das cargas e de logística internacional. Esse conjunto de ações fortaleceu a competitividade do empreendimento e abriu as portas para que Osmar leve sua marca ao Peru, em busca de oportunidades no mercado externo.
Com grandes expectativas para sua primeira participação em um evento internacional, Osmar destaca que ainda não vive exclusivamente da produção de pimenta, mas almeja construir uma grande empresa, capaz de gerar empregos e ampliar a presença do produto sul-mato-grossense no mundo. “Levo comigo uma frase que ouvi e nunca esqueci: da superação à receita perfeita. Os obstáculos são grandes, mas eu creio que vou conseguir fazer do meu negócio uma grande empresa”, resume.
Outro exemplo de empreendedorismo que ganha projeção internacional é o da Kon Frutas, empresa criada por Alan Nunes e sua esposa Mika Kochiya. Ele é ex-aluno do curso técnico em Fruticultura do Senar/MS. O negócio nasceu da vontade do casal gerar uma renda extra e do desejo de aproveitar a área da família, que até então era utilizada apenas como pasto.
“Sempre tivemos amor pela terra e buscamos ver o campo prosperar com qualidade, tecnologia e fruta boa de verdade. Fizemos toda a pesquisa para verificar qual seria o melhor negócio a implantar na chácara e decidimos investir na fruticultura”, conta Mika.

O contato com o Senar/MS aconteceu inicialmente por indicação de parceiros e, desde então, a empresa passou a contar com o suporte da instituição em diversas etapas. A participação no agroBR também foi um divisor de águas, oferecendo a preparação necessária para avançar rumo ao comércio exterior.
Na primeira missão internacional da Kon Frutas, o casal leva grandes expectativas. “O objetivo é aprender com a experiência de mercado, conquistar parcerias e clientes, além de buscar conhecimento que fortaleça futuras negociações. Gostaríamos, claro, de sair da missão já com uma venda fechada, mas nosso foco é absorver o máximo de informações, entender as alternativas de mercado e alinhar os requerimentos, exigências e certificações necessários para exportar”, afirma Alan.
Com o apoio técnico e institucional, o jovem casal acredita que a empresa está no caminho certo para alcançar reconhecimento além das fronteiras. “O Senar/MS e o AgroBR são fundamentais no processo, auxiliam em todas as etapas, desde o início até a entrega. Nosso sonho é que a Kon Frutas se torne referência em qualidade de produto, da nossa cidade, Campo Grande, para o mundo todo”, projetam.
Desafios do mercado
O desafio da internacionalização envolve barreiras logísticas, idioma e desconhecimento sobre processos de exportação, mas a parceria entre Senar/MS e agroBR tem mostrado que a inserção em novos mercados é possível e viável.
“Cada missão abre portas e mostra ao produtor que ele pode, sim, negociar com compradores de qualquer lugar do mundo. O agroBR está à disposição para orientar novas empresas interessadas em exportar”, completa Nathalia Alves.
Criado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, em parceria com a ApexBrasl, o programa é totalmente gratuito para dar suporte a empreendedores rurais no caminho do comércio internacional, a fim de serem cada vez mais protagonistas do próprio sucesso. Além de prestar assistência em todas as etapas, o agroBR oferece ferramentas para quem vê na exportação novas possibilidades.
As inscrições para participar do programa podem ser feitas pelo site: https://cnabrasil.org.br/participeagrobr
Assessoria de Imprensa do Sistema Famasul – Ana Palma
Foto de capa: AgroBR – missão internacional de 2024
set 18, 2025 | Diversos
A cantora indígena MC Anarandà, do povo Guarani Kaiowá de Mato Grosso do Sul, lançou dia (15), no YouTube, o videoclipe da música “Mãe”. A obra integra o primeiro álbum da artista, intitulado “Pehendu Ore NÊ’Ê – Escuta nossas vozes”, que será lançado na Primavera, e foi realizado com recursos do Fundo de Investimentos Culturais (FIC) da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul.
O videoclipe foi gravado na Aldeia Guapoy, em Amambai/MS, terra natal da cantora, que se mudou para Dourados para ingressar na universidade. O registro conta com a participação de membros de sua família biológica que vivem na aldeia, reforçando a conexão entre memória, afeto e ancestralidade. Em especial, o clipe tem a participação da avó materna da cantora,
Kunã Yvoty Alexandra Ajala, que está com 112 anos e manifesta muito carinho e apoio à carreira da neta.
A música nasceu de um episódio de dor profunda: a mãe de Anarandà foi brutalmente assassinada, tendo mais de 80% do corpo queimado — crime que segue sem investigação e esclarecimento. “Tive que convocar meus ancestrais mais poderosos para gravar este clipe, porque a ausência da minha mãe, que sempre me deu muito amor, é imensa. Até mesmo no palco, quando canto
Mãe, me emociono. Quero que todos recebam essa música com muito amor, pois é só isso que sinto pela minha mãe, que ancestralizou”, compartilha a artista.
Para tornar o projeto ainda mais especial, Anarandà convidou a Orquestra Indígena, sob a regência do maestro Eduardo Martinelli, que assina os arranjos da faixa juntamente com instrumentistas da etnia Terena — Emili Francisco, Kethlen Francisco, Karine Francisco, Agatha Francisco e Maria Eduarda Albuquerque Matias — e que imprimem ao trabalho novas camadas de sensibilidade e força.
O videoclipe, que tem um olhar documental, foi parcialmente gravado dentro de uma casa de reza tradicional Guarani Kaiowá. “A letra invoca esse lugar de origem, ancestralidade e afeto e, como documentarista de formação, registro neste videoclipe esse lugar real com a participação das crianças da aldeia, com os cantos e sons dos instrumentos das rezadeiras tradicionais e a presença de grande parte da família da Anarandà, sendo um processo de envolvimento muito sensível de todos — inclusive da equipe, que foi recebida com um batismo tradicional”, finaliza a cineasta e diretora do videoclipe, Marineti Pinheiro.
Ficha técnica videoclipe
Direção: Marineti Pinheiro
Produção Executiva Vinil Moraes
Produção e maquiagem: Eder Cadete
Figurino: Fabio Mauricio
Direção de Fotografia: Marineti Pinheiro, Pitter Marques e Ligia Zacharias
Arte e Edição: Pitter Marques
Acessibilidade: Daniele Mendes – Comunique Acessibilidade
Música:
Composições Musicais e Letras: Anarandà
Produção Executiva e Direção: Marineti Pinheiro
Direção Musical e Produção: Vinil Moraes
Produção Musical, Mixagem e Masterização: Wagner Bagão
Orquestra Indígena e Maestro: Eduardo Martinelli e Emili, Francisco, Kethlen Francisco, Karine Francisco, Agatha Francisco, Maria Eduarda Albuquerque Matias
Arranjos Flautas, Violinos e Violoncelo: Kezia Miranda
Scratches: DJ Giomarx
Arte: Pitter Marques
Estúdio: Estúdio PV e Estúdios Virtus Ray Clemente Raimundo
Contadora: Maria Granjeiro
Fotógrafo: Eduardo Medeiros
Assistente: Ghyva
Assessoria Jurídica: MGM
Registro: Orum
Assessoria de Imprensa: Sonhares Filmes
Distribuição Graxa Pura
set 18, 2025 | Diversos
A saúde íntima feminina ainda é um tema cercado de tabus, mas cada vez mais estudos mostram que ela está diretamente ligada ao bem-estar emocional e psicológico das mulheres. Infecções recorrentes, desconforto durante as relações sexuais, queda da libido ou até a falta de conhecimento sobre o próprio corpo podem gerar impactos significativos na autoestima, nos relacionamentos e, consequentemente, na saúde mental.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), saúde sexual não se limita à ausência de doenças, mas envolve um estado de bem-estar físico, emocional, mental e social. Nesse contexto, cuidar da saúde íntima é também cuidar da mente.
“Quando uma mulher enfrenta problemas como dor na relação, ressecamento vaginal ou mesmo a insegurança em relação ao próprio corpo, isso pode afetar sua autoconfiança e até gerar quadros de ansiedade ou depressão. Da mesma forma, fatores emocionais como estresse e baixa autoestima podem contribuir para dificuldades no prazer sexual e no cuidado com a saúde íntima”, explica Dra. Mariane Nadai, médica ginecologista parceira da DKT South America, empresa de planejamento familiar.
Outro ponto importante é o autoconhecimento. Muitas mulheres ainda não têm informações suficientes sobre sua anatomia, ciclo menstrual ou métodos contraceptivos, o que pode gerar medo, culpa e até vergonha em situações relacionadas ao sexo. A educação sexual e o acesso a informações de qualidade são fundamentais para quebrar esse ciclo e promover uma vida sexual mais saudável e satisfatória.
Além disso, questões como sobrecarga mental, jornada dupla e falta de diálogo em relacionamentos também influenciam diretamente na vida sexual e reprodutiva. Investir em autocuidado, comunicação aberta e acesso a profissionais de saúde pode ser decisivo para restaurar a harmonia entre corpo e mente.
“Cuidar da saúde íntima vai muito além da prevenção de infecções ou da escolha de um método contraceptivo. É também sobre prazer, autonomia e qualidade de vida. E tudo isso tem reflexo direto na saúde mental da mulher”, reforça a médica.