fev 5, 2024 | Diversos
Fã do estilo e atuante no eixo cultural, o jornalista campo-grandense, Lucas Arruda, já iniciou as filmagens do documentário. O projeto pretende mergulhar nas sombras dos bastidores para trazer às histórias por detrás das músicas que merecem ser ouvidas.
Mato Grosso do Sul está prestes a revelar um lado menos conhecido, mas igualmente pulsante, de sua cultura musical. Trata-se da história do heavy metal campo-grandense que está sendo retratada no documentário, “Barulho do Mato”, dirigido pelo jornalista Lucas Arruda.
Com previsão de lançamento para o segundo semestre deste ano, o média-metragem promete mergulhar nas profundezas deste cenário que é cheio de riffs pesados, letras profundas e histórias marcantes. Tudo pensado para ser um registro artístico que quebre paradigmas, comprovando que há espaço para o rock n’ roll por aqui. Trabalho que promete mexer com saudosismo aos amantes do rock ao mesmo tempo em que apresenta o estilo para a geração mais jovem.
“Campo Grande é uma cidade que tem pouca de sua memória documentada, não sei se é o reflexo de um estado jovem. E, na música, senti que faltava um documentário que falasse sobre o Metal”, explica o jornalista que teve nos seus questionamentos pessoais o desejo de buscar as respostas. “Cadê a história das bandas? Principalmente, as bandas antigas. Quem foi o primeiro a fazer? Como surgiu? A partir daí, conversei com alguns amigos do meio musical, como o Katástrofe [banda], com o Kão, artista que é do Punk, mas sempre esteve no rolê do Metal. E, aí foi nascendo o projeto até eu conseguir, agora, passar no edital e iniciar a produção”.

Foto 5 – Marco Aurélio (Kão) – (Foto: Aline Lira)
Com entrevistas e pesquisa documental e de imagens, o objetivo é fazer um recorte do período de 20 anos – décadas de 1980 até 1990 – para mostrar as diversas nuances de estilo e influências de bandas nacionais e internacionais, para chegar aos nomes dos artistas do Estado que fizeram do Heavy Metal uma realidade na vida noturna daqui.
Alta Tensão, Black Church, Devastation, Necroterium, Sacrament, Krematory, Desejo Impuro, Katastrofe, Zero Tribe, Kreatures Dark, Haze são algumas das bandas que estão cotadas no roteiro de “Barulho do Mato”. “Ter relatos se torna urgente, pois já perdemos alguns músicos e produtores do período, tal como materiais em vídeo que retratavam a época”, pontua o diretor, Lucas Arruda.
As filmagens, inclusive, já começaram e teve como primeiro entrevistado Marco Aurélio dos Santos – mais conhecido no meio musical como Kão. Artista que teve vivência intensa no cenário underground sul-mato-grossense e tem sido um colaborador fundamental no projeto para mapear as bandas que deram voz ao estilo.
“O documentário é fundamental para registrar histórias sobre a cena do Metal. As novas gerações poderão saber e entender como surgiu e quais foram as dificuldades que as bandas tinham para tocar e ensaiar, sem contar que é um registro de pesquisa e valorização artística”, afirma Kão que ativista da música pode testemunhar bandas que extrapolaram a cena local. “Alta Tensão foi uma banda de renome tanto, aqui, no MS como no Brasil”. Também foram entrevistados os músicos Mark, da banda No Name, Enrique Gonçalves, da banda DxDxOx e a produtora cultural Ângela Finger.
Para quem está por trás das câmeras e é fã de Metal, como a diretora de fotografia do documentário, Cátia Santos, registrar esses relatos tem sido um desafio criativo no qual ela espera deixar aquele gostinho de nostalgia no espectador.
“Contar a história desse estilo, dentro de um Estado com uma presença musical predominantemente sertaneja será um desafio e tanto. Nesse sentido, a fotografia e a edição são muito importantes em um trabalho tão complexo como esse, pois elas ajudam a interligar as histórias que construíram o nosso heavy metal”.
“Barulho do Mato” promete desvendar os desafios e as conquistas dos roqueiros em um estado onde o conservadorismo é muito forte. Desde os obstáculos logísticos até as barreiras culturais, o vídeo mergulha nas profundezas da cena do heavy metal no coração do Mato Grosso do Sul, explorando um repertório rico de influências, que deixou impacto duradouro no meio artístico.
O documentário “Barulho do Mato” conta com financiamento do FIC – Financiamento de Investimentos Culturais, da FMCS – Fundação Municipal de Cultura de Mato Grosso do Sul, órgão vinculado à da Setesc ( Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura), do Governo de Mato Grosso do Sul.
Reportagem – Aline Lira – Lucas Arruda – Foto 6 – Equipe do projeto – Barulho do Mato_crédito Carlota Philippsen
fev 2, 2024 | Diversos
Instituto Tamojunto organiza doação coletiva de sangue em Campo Grand
Para incentivar a doação de sangue e a reposição dos estoques do Hemocentro de Campo Grande, especialmente neste período que antecede as festas de carnaval, integrantes do Instituto TamoJunto preparam para o próximo sábado, a partir das 7h, uma ação de doação coletiva de sangue.
A atividade que já faz parte do cronograma de ações do Instituto TamoJunto há mais de 10 anos, esse ano integrará também o cadastro de doação de medula óssea.
“Nós queríamos alguma coisa que fizesse a diferença, e o Hemosul já havia entrado em contato por conta da dificuldade de conseguir doadores, então tivemos a ideia de fazer a doação de sangue em grupo, e divulgar a importância desse ato, especialmente nesse período que antecede um feriado prolongado”, conta a presidente do Instituto, Poliana Renovato.
Com o lema “Fazer o bem, sem olhar a quem”, o Tamojunto é composto por mais de 120 integrantes da sociedade de diferentes seguimentos.
O Hemosul fica na Avenida Fernando Correa da Costa, 1304, centro de Campo Grande. Se você é doador, está convidado a participar.
Mais informações pelo telefone (67) 99247-3187.
fev 2, 2024 | Diversos
O Sesi MS publicou nas plataformas de música um álbum com canções produzidas por alunos das sete unidades da Rede Sesi de Educação no Estado. O trabalho é resultado da Oficina Cultural Itinerante, promovida no 4º bimestre letivo de 2023 na Escola Sesi e que teve como objetivo fortalecer a identidade regional pantaneira por meio da difusão da arte e da cultura.
A oficina foi ministrada pela arte-educadora Ariadne Farinéa e pelo Studio Virtus. Os estudantes puderam experimentar técnicas de mixagem digital de músicas a partir de fonogramas editados e reinventados. A programação contou ainda com exposição da memória fonográfica da música de Mato Grosso do Sul, com curadoria de Carlos Luz. Os alunos conheceram a história das mídias musicais desde o vinil até as tecnologias modernas de reprodução musical.
Para Bruno Sampaio, curador das Oficinas Culturais do Sesi, a iniciativa promove o protagonismo dos alunos e traz conceitos de mercado musical, novas tecnologias e direito autoral aplicado.
“Misturando tradição e inovação, a Oficina Cultural Itinerante de produção digital de música foi um sucesso nas Escolas Sesi. Reforçamos o protagonismo dos alunos como fazedores de cultura, em uma atividade prática que bebeu na fonte da história da música regional e resultou em músicas autorais criadas pelos nossos alunos, como verdadeiros produtores musicais”, disse.
“Foi uma experiência incrível, pois pude ter mais contato com a arte e cultura, já que eu não conhecia músicas do Estado, principalmente dos povos originários, além de conhecer as características musicais e mexer com as ferramentas de produção”, contou a aluna Maria Luiza Martins Lopes, da Escola Sesi de Dourados.
“Foi uma experiência muito diferente, não é nada parecido com qualquer coisa que já tenha acontecido no ambiente escolar. Seria muito legal se todos pudessem ter essa mesma oportunidade de estar produzindo e aprendendo sobre a música regional”, disse a estudante Ada Blacuth, da Escola Sesi de Corumbá.
As Oficinas Culturais Itinerantes são uma iniciativa conjunta do Sesi Cultura e da Gerência de Educação do Sesi.
Álbum no Spotify:
https://open.spotify.com/album/2xFHt2BlgjeX34L2lj3bRo?si=6jAMnfevRDSrx9StpquixA
Álbum no SoundCloud:
https://m.soundcloud.com/oficina-maker/sets/ms-sesi-soundcraft
fev 1, 2024 | Diversos
A Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal) alerta os produtores rurais e a população geral sobre o perigo da compra de mudas irregulares, que podem trazer graves problemas aos pomares do Estado, principalmente os urbanos e domésticos em função da doença HLB, conhecida popularmente como greening.
Essa doença já provocou grandes prejuízos em outros lugares como na Flórida, nos Estados Unidos, assim como pomares dos estados de São Paulo e Paraná, que são os maiores produtores de laranja no país. Ela vem assolando plantações em diversos lugares do mundo.
Por esta razão a recomendação é para que sejam feitas as aquisições de mudas de qualidade e seja combatido a comercialização irregular, como é feita por ambulantes, que podem trazer riscos eminentes para os pomares do Estado. A doença nos citros (laranja, limão, lima, tangerinas e outras) não tem cura.
“A Iagro emite alerta fitossanitário sobre o risco de comprar e plantar mudas sem origem, clandestina ou de venda ambulante. Estas mudas não têm garantia de identidade, nem de qualidade para utilização em pomares domésticos ou comerciais. Elas representam um perigo sério para os pomares do Estado. Já que a presença da doença que não tem cura, conhecida como HLB ou greening, já causou estragos em outros lugares”, afirmou Glaucy Ortiz, gerente de inspeção e defesa sanitária vegetal da Iagro.
Para evitar estas contaminações, ela destacou que a recomendação é clara aos pequenos e médios produtores. “Adquira mudas de qualidade e evite irregular, principalmente de ambulantes, para não levar riscos aos nossos pomares. Produtores fiquem atentos, monitorem seus pomares e realizem o controle recomendado pelas autoridades”.
A citricultura no Mato Grosso do Sul tem ampliado sua importância e ajudado na diversificação da produção agrícola estadual. Atualmente tem no Estado 2 mil hectares de plantio de limão, laranja e tangerina, com projeção de ampliar em mais 1,8 mil (hectares), considerando as áreas de cultivo nas unidades de produção, que são cadastradas na Iagro.
Leonardo Rocha, Comunicação do Governo de MS
Foto da capa: Divulgação/Agência Brasil
jan 31, 2024 | Diversos
O Parque de Exposições Laucídio Coelho, palco de importantes eventos da Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrissul) criada em 1931, está prestes a dar um salto significativo em direção à 100% de sustentabilidade energética. Em uma parceria inovadora a Agência de Regulação do Estado, a AGEMS e a Energisa, vão realizar a implementação de um sistema de energia sustentável que promete transformar a forma como o parque consome e gera eletricidade com previsão de entrega já na Expogrande 2024.
O Parque de Exposições é conhecido por sediar diversos eventos que reúne milhares de pessoas e têm desempenhado um papel histórico em Campo Grande. Agora, a instituição está pronta para adotar uma abordagem mais ecológica em suas operações diárias, uma vez que o local já conta com boa parte de energia renovável.
O projeto de eficiência energética criado pela Aneel e desenvolvido pelas concessionárias já foi bem-sucedido em grandes centros comerciais de Campo Grande no ano passado, como o Camelódromo e o Mercadão Municipal, que atualmente já possui 100 % do sistema fotovoltaico.
Foto aérea- Parque de Exposições Laucídio Coelho
“Nós estamos vendo o que acontece no país e graças a Deus em nosso Estado estamos minimizando o que poderia ser o caos. Estamos passamos por tudo isso conversando, mitigando e antecipando e é assim que vamos trabalhando em parceria. Agradecer e parabenizar a Energisa e sua equipe sempre presente com projetos tão importantes em marcos da nossa cidade”, enfatiza o diretor-presidente da AGEMS, Carlos Alberto de Assis, reiterando os projetos realizados no Camelódromo, Mercadão, Feira Central e Santa Casa.
Projeto Sustentável
O coração do projeto é a instalação de 114 placas solares, capazes de gerar 65,55 kWp inicialmente. Essas placas solares, dedicadas à produção de energia fotovoltaica, representam uma iniciativa fundamental para reduzir a dependência de fontes tradicionais de eletricidade, ao mesmo tempo em que promovem uma abordagem mais limpa e sustentável.
Além disso, inclui a implementação de equipamentos eficientes em termos energéticos, como projetores de LED de 100 e 200 watts e luminárias públicas de 100 watts. Essa abordagem visa otimizar o consumo de eletricidade, tornando todo o sistema mais eficiente.
“Esse recurso da eficiência que colocamos em instituições que representam algo para a sociedade é muito importante. O projeto hoje visa levar a eficiência em todo o parque da Acrissul, além de plantar uma semente inicial com projeto de geração solar. A própria Acrissul pode expandir isso e com certeza é um fôlego econômico e uma iluminação mais eficiência para a população campo-grandense”, explica o diretor-presidente da Energisa, Marcelo Vinhaes.
Investimento e Economia
A expectativa é de uma economia de energia de 133,14 MWh/ano para o Parque de Exposições. Essa economia não apenas reduzirá os custos operacionais do parque, mas também reforçará seu compromisso com a responsabilidade ambiental. A redução significativa na pegada de carbono demonstra um esforço concreto em direção a práticas mais sustentáveis e alinhadas com as demandas contemporâneas por preservação ambiental.
Guilherme Bumlai, presidente da Acrissul, afirma que o projeto não apenas economizará para a entidade, mas também pavimentará o caminho para tornar o parque de exposições mais sustentável e autossuficiente em sua produção de energia interna.
O termo de cooperação que oficializa o projeto foi assinado na terça-feira (30), por todos os parceiros na sede da Energisa. Participaram também da solenidade de assinatura, o diretor de energia da Agência Reguladora, Matias Gonsales e demais autoridades.
Da direita para esquerda: Diretor-presidente da Energisa MS, Marcelo Vinhaes, presidente da Acrissul, GUilherme Bumlai, Diretor-presidente da AGEMS, Carlos Alberto de Assis, vereador Claudinho Serra e diretor de Energia da AGEMS, Matias Gonsales.
jan 30, 2024 | Diversos
Tecnologia Latina Seeds/Embrapa permite a renovação de pastagem com renda para o pecuarista
O programa “Agro BR”, do Canal do Boi (Sistema Brasileiro do Agronegócio), encerrou sua edição do dia 28.01.2024 com uma reportagem que antecipa alguns detalhes sobre o Sistema Diamantino. Nela, o apresentador Valdecir Cremon, menciona o modelo como capaz de “dar novo fôlego” para revigorar as áreas degradadas no Brasil.
O “Diamantino” é uma tecnologia que vem sendo experimentada há quatro anos no âmbito da Embrapa Agropecuária Oeste (Dourados, MS) e que está focada na renovação de pastagens via consórcio de forrageiras com o Sorgão Gigante da Latina Seeds. Além disso, uma das atrações do “pacote”, atualmente em fase final de validação científica, é a geração de renda para o produtor durante o processo, uma vez que o corte do Sorgão Gigante gera um expressivo volume de silagem.
Confira a reportagem completa neste link https://www.youtube.com/watch?v=4LWn7tTXPjE&t=38s
Ariosto Mesquita