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Bela Vista-MS Domingo, 21 de Junho de 2026
Mato Grosso do Sul: Vacina da gripe para crianças entra no Calendário Nacional de Vacinação

Mato Grosso do Sul: Vacina da gripe para crianças entra no Calendário Nacional de Vacinação

Proteção contra a influenza passa a fazer parte da rotina de vacinação no SUS e vai beneficiar crianças de seis meses a menores de seis anos do estado

A vacina da gripe agora faz parte do Calendário Nacional de Vacinação para crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes e idosos (a partir de 60 anos de idade), tornando permanente a proteção para esses públicos. Em 2024, cerca de 89,4 mil crianças já haviam sido vacinadas contra influenza no estado de Mato Grosso do Sul.

Além da inclusão do imunizante contra gripe, outras mudanças foram adotadas para 2025, como a ampliação do período para aplicação da vacina contra rotavírus e a substituição das doses de reforço da vacina oral contra poliomielite por uma dose inativada.

A partir deste ano, a vacinação contra influenza estará disponível em todas as salas de vacina a partir da 2ª quinzena de março, ao longo do ano, não apenas em campanhas sazonais. Outros grupos continuarão a receber o imunizante em estratégias especiais, incluindo profissionais da saúde, professores, forças de segurança, população privada de liberdade e pessoas com doenças crônicas ou deficiências, dentre outros.

No combate à poliomielite, o esquema vacinal e o reforço passam a ser exclusivamente com a vacina inativada (VIP), que é injetável. Já a vacina contra o rotavírus teve o período para aplicação das doses ampliado: agora, a primeira dose, indicada aos dois meses de idade, pode ser administrada até os 11 meses e 29 dias; enquanto a segunda dose, indicada aos quatro meses, poderá ser aplicada até os 23 meses e 29 dias.

Imunização contra covid-19 

A imunização contra a covid-19 faz parte do Calendário Nacional de Vacinação para crianças a partir de seis meses a menores de 5 anos de idade, idosos (a partir de 60 anos de idade) e gestantes.

A vacinação dos demais grupos especiais a partir de 5 anos de idade será realizada periodicamente em qualquer sala de vacina, sendo a cada seis meses para imunocomprometidos e a cada ano para os demais grupos: pessoas vivendo em instituições de longa permanência; indígenas; ribeirinhos; quilombolas; puérperas (aquelas não vacinadas durante a gestação); trabalhadores da saúde; pessoas com deficiência permanente; pessoas com comorbidades; pessoas privadas de liberdade; funcionários do sistema de privação de liberdade; adolescentes e jovens cumprindo medidas socioeducativas; e pessoas em situação de rua.

Para a população geral entre 5 e 59 anos, e aqueles que nunca receberam nenhuma dose, a recomendação é de uma dose de vacina para a doença.

As mudanças foram implementadas com base em evidências científicas e ampliam a proteção contra doenças imunopreveníveis, garantindo um acesso mais abrangente e eficaz às vacinas.

Ministério da Saúde – Foto: Ilustrativa 

“Com agressor na rua, mulher nenhuma está segura”, lamenta Paulo Corrêa após sobrinha ser agredida pelo namorado

“Com agressor na rua, mulher nenhuma está segura”, lamenta Paulo Corrêa após sobrinha ser agredida pelo namorado

“Enquanto tiver agressor andando tranquilamente pelas ruas, mulher nenhuma está segura em Mato Grosso do Sul.”

A declaração do deputado estadual Paulo Corrêa (PSDB), 1º secretário da Assembleia Legislativa, reflete a revolta diante de mais um caso de violência contra a mulher. No último dia 3 de março, sua sobrinha foi brutalmente agredida pelo companheiro enquanto amamentava a filha do casal, uma bebê de apenas 8 meses.

O agressor foi preso em flagrante, teve a prisão mantida em audiência de custódia, mas, no dia 11 de março, foi colocado em liberdade por determinação do desembargador Fernando Paes de Campos. A decisão gerou indignação.

“A justiça não protege, expõe”

Para Paulo Corrêa, a liberação do agressor expõe sua sobrinha e outras vítimas à insegurança constante.

“Homem que bate em mulher é a escória da sociedade e tem que ser enjaulado. A polícia fez o seu trabalho, o juiz manteve a prisão, mas um desembargador achou por bem soltar esse covarde. Minha sobrinha está com medo de ser a próxima vítima de feminicídio. Como podemos protegê-la, se a justiça não protege, expõe?”, questionou.

O parlamentar criticou ainda a decisão de conceder ao agressor o direito de visitar a filha, mesmo sem nunca ter pago pensão para a bebê.

“Além de tudo, ele ainda tem direito de visitar a filha. Como isso vai funcionar? Como minha sobrinha pode confiar que ela e a bebê estão seguras? Essa decisão é absurda e insensível”, desabafou. “Enquanto minha sobrinha está presa em casa, esse canalha que a agrediu está solto”.

Paulo Corrêa cobra providências do Tribunal de Justiça

O deputado afirmou que vai buscar reverter a decisão com o apoio de seus colegas parlamentares e pretende levar o caso ao presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, desembargador Dorival Renato Pavan.

“Há menos de um mês tivemos uma reunião com todos os poderes aqui na Assembleia para discutir ações concretas de proteção à mulher. Mas, na prática, o que mudou? Mulheres continuam sendo vítimas de violência todos os dias. Até quando vamos normalizar isso?”, cobrou.

Erro grave no atendimento à vítima

Paulo Corrêa também denunciou um erro no atendimento prestado na Delegacia de Atendimento à Mulher (DEAM). Segundo ele, a delegada responsável pelo caso acabou identificando erroneamente o irmão da vítima como o agressor e acabou o indiciando pelo crime de lesão corporal dolosa.

“Olha o tipo de atendimento que estamos oferecendo às vítimas. Um erro crasso que pode trazer prejuízos incalculáveis ao meu sobrinho, que só foi à delegacia para acolher a irmã. Isso é inadmissível”, criticou.

O parlamentar reforçou que seguirá cobrando medidas efetivas para garantir segurança às vítimas e impedir que novos casos de violência contra a mulher terminem em tragédias.

ALEMS debate impactos da silvicultura e concessão dos serviços de hidrovia

ALEMS debate impactos da silvicultura e concessão dos serviços de hidrovia

Com a proposta de debater os impactos ambientais e econômicos da monocultura de eucalipto na região do Bolsão e a concessão de seviços da Hidrovia do Rio Paraguai, a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS) realizou reunião nesta tarde (12), no Plenarinho Deputado Nelito Câmara.

Durante o encontro foi pontuado acerca do avanço das plantações de eucalipto no Bolsão, região leste de Mato Grosso do Sul, que tem gerado preocupações sobre o desempenho hídrico das nascentes locais e da preservação dos recursos naturais. Presidido pelo deputado Renato Câmara (MDB), a comissão trouxe autoridades, especialistas e representantes de órgãos ambientais. “Dois setores fundamentais para o desenvolvimento do nosso Estado que tem gerado muitas dúvidas em relação à expansão e também à manutenção da Hidrovia do Rio Paraguai. Nós estamos atendendo um pedido que é também do nobre colega, deputado estadual Zeca do PT, que fez esse questionamento à comissão para debater e para que possamos nos aprofundar neste tema que é sensível ao meio ambiente e ao desenvolvimento”, destacou.

O parlamentar complementa explicando as perspectivas das ações. “Hoje é um primeiro debate que através das informações apresentadas vão gerar outras discussões e a Assembleia Legislativa está atenta a esse desenvolvimento tanto da expansão da plantação de eucalipto, que é fundamental para a instalação das empresas e indústrias de celulose, como também do escoamento da produção e dos nossos minérios através do Rio Paraguai. Todos esses fatores têm impactos no meio ambiente, mas todo impacto tem também caminhos de mitigação, ou seja, de diminuição desses impactos através de tecnologia, de ações e de programas governamentais. E é esse o sentido de um debate tão importante como esse aqui na Assembleia Legislativa”, elencou.

Impactos econômicos, públicos e ambientais

O debate contou com a presença do gestor ambiental e secretário adjunto de Meio Ambiente do município de Selvíria, Valticinez Barboza Santiago, que falou sobre os impactos causados pela silvicultura no Mato Grosso do Sul e apresentou um levantamento acerca desses impactos tanto na agricultura, quanto na pecuária, além da questão da perda de recursos pelos municípios ao longo dos anos. “Fizemos um levantamento desde 2010 até a data de hoje e esse estudo aponta os municípios sendo impactados com a perda de receita, que são justamente os que geram a matéria-prima. E os impactos ficam para estas cidades que, dentro da lei de ocupação do solo através da silvicultura, a legislação municipal é dispensada. Então as empresas vêm, fazem toda a mudança na cultura do município com seus plantios e os assentados rurais que vêm sofrendo com essa mudança drástica, além da perda da pecuária, com a parte de infraestrutura que o município vem perdendo ao longo dos anos.

Em relação aos municípios não ficarem com a receita, o profissional explica que o eucalipto é visto como matéria-prima. “Os municípios dentro da Região do Bolsão, principalmente o município de Selvíria, que por exemplo está com cento e um mil hectares de plantação de silvicultura e teve uma perda aproximadamente de mais de setenta mil cabeça de gado, na parte da pecuária. Então essa receita do eucalipto para o município de Selvíria está gerando receita para município de Três Lagoas. Quem gera o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) é Três Lagoas e Selvíria fica sem esses recursos. Essa parte financeira é que há impacto para todos os municípios, como Ribas do Rio Pardo e Campo Grande, que também está perdendo receita para a cidade de Três Lagoas e consequentemente vai perder pro município de Ribas do Rio Pardo”, observou.

Ele demonstrou por meio de imagens algumas cabeceiras das nascentes que considera comprometidas. “São 350 nascentes que estão degradas e perderam o fluxo da água. Precisamos revisar essa questão dos municípios fazer esses atos de anuências para  esses processos de reflorestamento na questão da silvicultura. É preciso reformular essa questão para que seja positiva nesta linha”.

O profissional expressou que 53 municípios, além do Bolsão, já estão com segmentos na área da silvicultura. “É um impacto ambiental que fica no território do município sem a questão principal que é a receita tributária, que não há condições de arcar com esses custos. Então isso tudo foi uma reivindicação da população de Selvíria e seus assentados, que solicitou para levarmos ao conhecimento das questões ambientais e da perda de receita por meio do deputado estadual Zeca do PT”, disse.

Para finalizar, Valticinez Barboza Santiago apontou que o maior problema desse estudo é em relação aos impactos que ficam para os municípios e os assentamentos rurais. “Os recursos de compensação são muito altos e precisamos dividir com as cidades todo esse prejuízo. Estamos sugerindo que as cidades não possam perder os recursos e deixando claro que não somos contra o desenvolvimento, pois somos a favor do progresso, mas não podemos virar as costas para essa situação”, esclareceu.

Representando o Núcleo Ambiental do Ministério Público do Mato Grosso do Sul, o Promotor de Justiça Luciano Furtado de Loubet, colocou que o Ministério Público já acompanha há muito tempo essa questão da vinda de grandes empresas do plantio de eucalipto. “Nós participamos junto com o Governo do Estado das discussões de como mitigar os impactos que tem nessas situações, tanto de impactos nas rodovias e em plantio. Paralelo a isso, o Ministério Público já faz trabalho de fiscalização no Estado a respeito das condições das matas ciliares que tem aos lados dos rios, através da fiscalização do desmatamento ilegal. Então nós viemos hoje aqui na Assembleia Legislativa para saber mais sobre esse estudo apresentado”, afirmou.

De forma remota, o superintendente de Estudos e Projetos Hidroviários da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Bruno Pinheiro, explanou tecnicamente sobre a concessão dos serviços da Hidrovia do Rio Paraguai, na extensão total de 600 km, que compreende o trecho entre Corumbá-MS e a Foz do Rio Apa, localizada no município de Porto Murtinho-MS, e o leito do Canal do Tamengo. “A hidrovia é alternativa mais eficiente e sustentável, aliás, é a mais eficiente dos modais que conhecemos”, iniciou. O superintendente falou da política de priorização das Hidrovias Brasileiras, das características da hidrovia do Rio Paraguai em sua extensão, abrangendo Tramo Sul e Canal do Tamengo e o projeto de concessão dos serviços elaborado pela Antaq. “Estamos propondo uma concessão de 15 anos com investimento na ordem de 74,3 milhões (até o quinto ano) e com a finalidade de uma navegação eficiente, segura e sustentável”, colocou. Bruno Pinheiro também explanou alguns itens como dragagem, gestão ambiental, monitoramento hidrológico, gestão de tráfego, melhorias das travessias e auxílio à navegação. Segundo o profissional, as melhorias vão garantir segurança e confiabilidade da navegação. O público presente questionou a respeito dos desafios, benefícios, vaibilidade econômica e impactos para a comunidade ribeirinha com a concessão dos serviços.

O Procurador da República em Dourados, Marco Antônio Delfino de Almeida, que esteve representando o Ministério Público Federal na reunião, considerou o posicionamento do órgão para esta concessão de serviços da hidrovia. “O Ministério Público Federal defende que em toda e qualquer obra que venha a ser realizada, é que haja uma discussão ampla com a sociedade e que todas as esferas que serão impactadas, efetivamente, possam participar de forma ativa desse processo. O Governo Federal foi um dos protagonistas de um acordo, ainda que não tenha sido internalizado, determina que todo e qualquer impacto ambiental tem que ser discutido de forma ampla com a sociedade. E a gente entende que, nesse caso, a hidrovia não observou esse parâmetro e então nós demandamos judicialmente a realização de audiências que não seriam realizadas. No entanto, agora vai acontecer a audiência pública em Corumbá e até o momento, não foi feito pela Antaq qualquer iniciativa no sentido de consultar a população ribeirinha que também será impactada por esse empreendimento. Então o que o Ministério Público Federal entende que é necessário que haja uma discussão ampla, para você ter um aperfeiçoamento do projeto, graças às contribuições tanto da sociedade quanto dos atores e atrizes envolvidos”, citou.

Sugestões

Conforme o presidente do grupo de trabalho, Renato Câmara, além de programar outra reunião para continuar o debate a respeito dos impactos ambientais da monocultura de eucalipto na região do Bolsão, serão encaminhados os questionamentos e indicações da reunião para o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul).

Membro da comissão, o deputado estadual Zeca do PT (PT) sugeriu dois encaminhamentos: “Que seja encaminhada ao Imasul a ideia de que as grandes empresas responsáveis pelas áreas de plantio assumam a responsabilidade de preservação das nascentes, bem como sejam responsáveis pela conservação de determinadas áreas”, recomendou. De acordo com o parlamentar, o segundo ponto é que seja realizado um aprofundamento de estudo. “Um estudo e análise feito por especialistas ou pessoas credenciadas para aprofundar esta problemática e o que almejam como resultado desta história do eucalipto na Região Leste do nosso Estado. Eu presumo que essas empresas, quando fazem grandes investimentos, que há um fundo de compensação ambiental. Enquanto se aprofunda esse estudo, talvez poderia a comissão solicitar a informação ao Governo do Estado sobre os recursos disponibilizados ao fundo de compensação para mitigar a recuperação das nascentes – se isso realmente ocorre -, e por meio de um termo de ajuste de conduta, acordar com as empresas grandes que seja feito algo como plantio de arvores frutíferas que possa alimentar e garantir a presença da fauna da região. Acho que pode ser medidas que vem ao encontro dessas demandas dos assentados, mas que precisamos sair com alternativas que possam acelerar algumas iniciativas no sentido de ajudar a reparar o problema. Precisamos chamar mais a academia para ampliarmos o debate que vai contribuir para o nosso Estado que preserva a geração de emprego e faz desenvolvimento econômico, mas que tem a preocupação ambeental como um centro”, concluiu o deputado Zeca do PT.

Para a pauta da concessão da Hidrovia do Rio Paraguai, o deputado estadual Renato Câmara apontou que serão encaminhados os questionamentos das autoridades e do público presente, a realização de audiência pública e de um estudo sobre a hidrossedimentologia.

Também prestigiaram o encontro o deputado estadual Paulo Duarte (PSB) e o gerente de Recursos Hídricos do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), Leonardo Sampaio. O evento foi transmitido ao vivo pelo canal da ALEMS no YouTube. Confira abaixo:

Reformulação: Governo e MPMS debatem ações no aprimoramento da rede de proteção à mulher

Reformulação: Governo e MPMS debatem ações no aprimoramento da rede de proteção à mulher

Com o objetivo de reformular e ampliar a rede de proteção à mulher, o governador Eduardo Riedel, e o vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, receberam no início da noite de ontem, quarta-feira (12), o procurador-geral de Justiça do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), Romão Avila Milhan Junior, com demais representantes do órgão, para uma reunião de trabalho para discutir sugestões e iniciativas que já estão sendo adotadas para melhorias no fluxo e atendimento na Casa da Mulher Brasileira.

“São inúmeras iniciativas. Nós estamos aqui com colegas especialistas em cada uma das áreas, desde a Casa da Mulher, o GACEP (Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial do MPMS) e conseguimos levantar já o passivo e aquilo que nós faremos integrados com a Secretaria de Segurança Pública e a Polícia Civil relacionados aos boletins de ocorrência. Vamos integrar todos os sistemas: Tribunal de Justiça, Ministério Público, o SEEU [Sistema Eletrônico de Execução Unificado], o Banco Nacional de Mandados de Prisão, para que todos os integrantes do sistema de justiça tenham isso de imediato. Depois iremos também para o formulário de análise de avaliação de risco atualizando de forma eletrônica. Nós temos este ambiente no Estado para a construção conjunta entre os poderes e instituições de melhoria para a sociedade sul-mato-grossense. Por isso, esta reunião com o governador, que está à disposição para acolher todas as sugestões”, destacou o procurador-geral.

Coordenador do Grupo de Trabalho (GT) criado pela gestão estadual, Barbosinha ressaltou que a integração e a experiência do Ministério Público e seus promotores especializados em segurança pública, bem como nas demais áreas, como tecnologia, vão contribuir para o aprimoramento e avanço na rede de proteção na Casa da Mulher

“A pedido do governador Riedel, tudo o que for necessário para aprimorar, melhorar e criar um ambiente de segurança será feito e servirá de referência para todo o Estado. Neste aspecto, a participação do Ministério Público é fundamental”, garantiu Barbosinha.

Romão Avila acrescentou ainda que também será criada uma força-tarefa para apreciar os procedimentos do passado e também sugestões de novos fluxos.

“O objetivo maior é que nós tenhamos aí uma melhora no atendimento de porta lá da Casa da Mulher até a decisão final do Judiciário. Estamos com um projeto pronto, que é o projeto Lilás relacionado aos alertas que teremos com as ocorrências registradas e os processos distribuídos aos integrantes do sistema de justiça tomando conhecimento imediato de novos fatos”, afirmou.

O governo estadual tem trabalhado para aperfeiçoar a rede de proteção à mulher, integrando os Poderes com a finalidade de dar agilidade nos processos e melhorar o atendimento prestado às mulheres vítimas de violência.

Alexandre Gonzaga, Comunicação do Governo de MS
Fotos: Álvaro Rezende

Críticos do Frei Gilson são “capetinhas vestidos de gente”, diz bolsonarista

Críticos do Frei Gilson são “capetinhas vestidos de gente”, diz bolsonarista

Com mais de sete milhões de seguidores no Instagran e responsável por lives que atraem mais de um milhão de católicos para rezarem o terço a partir das 4 da madrugada (3 horas de MS), o Frei Gilson provocou polêmica na Câmara de Vereadores de Campo Grande nesta terça-feria (11).

A audiência do sacerdote católico disparou desde o início da quaresma e por conta disso acabou envolvido em polêmica nacional  entre bolsonaristas e lulistas.

A confusão começou depois que o vereador bolsonarista Rafael Tavares (PL) apresentou, em nome da bancada, um pedido para que a Câmara aprovasse uma moção de apoio ao religioso.

Porém, antes da votação, vários vereadores quiseram se maniestar. O petista Landmark, por exemplo, afirmou ser contra porque o frei estaria sendo investigado pela Polícia Federal por ser golpista e porque o frei fez orações para que o Brasil fosse libertado do comunismo. Declarações, segundo o petista, que são absurdas.

Em resposta, o vereador André Salineiro negou que a Polícia Federal esteja investigando o frei e classificou os críticos do frei como “diabinhos vestidos de gente. Isso mesmo, uns diabinhos vestidos de gente. Um bando de alma perdida que vem criticar o cara que tá rezando, orando”.

E as críticas não pararam por aí. “Só podem ter cocô de galinha na cabeça. Isso aqui não deveria nem ser motivo de discussão, é uma moção de apoio em prol de uma pessoa que está fazendo o bem”, afirmou o bolsonarista Salineiro, dando a entender que a indicação de seu partido estava livre de qualquer significado político e ideológico.

Na sequência vereadora Luiza Ribeiro e o vereador Jean Ferreira ambos do PT, enfatizaram que os esquerdistas não são contra as orações ou vigílias do frei, mas contra as declarações, segundo eles, machistas e preconceituosas.

A vereadora reclamou principalmente do tom agressivo de Salineiro e lembrou que, já que os seguidores da direita são tão adeptos da religiosidade, qual a explicação para estarem defendendo a morte do Papa Francisco, por exemplo.

“A direita deveria pensar muito bem antes de vir a esse plenário. O Frei Gilson precisa ser repreendido e não elogiado. Ele criticou o fato de as mulheres quererem cada vez mais. O senhor sabe o que nós queremos cada vez mais? Que esse plenário não tenha 94% de homens e 6% de mulhres. Nós queremos mais respeito. Nós queremos acabar com o feminicídio. E vocês virem aqui elogiar uma fala equivocada do frei? E tem mais, é a mesma bancada da direita que pede a morte do Papa”, esbravejou a petista.

Ela exigiu que Salineiro se retratasse e chegou a receber o apoio do presidente da Câmara, o vereador Papy. Porém, a retratação não ocorreu.

Segundo os petistas, justamente no Dia Internacional da Mulher viralizou uma fala na qual o líder religioso dizia que a fraqueza feminina era “sempre querer mais”.

“Essa é a fraqueza da mulher. Ela sempre querer mais. ‘Eu não me contento só em ter as qualidades de uma mulher. Eu quero mais’. E isso é a ideologia dos mundos atuais. Vou até usar a palavra que vocês já escutaram muito: empoderamento. ‘Eu quero mais’. É claro ver que Deus deu ao homem a liderança”, afirmou o frei pertence à Ordem Carmelita Mensageiras do Espírito Santo.

Nesta segunda-feira, Frei Gilson recebeu o apoio público do deputado Nikolas Ferreira e do ex-presidente Jair Bolsonaro, que publicou sua foto nas redes sociais e disse que ele “cada vez mais se apresenta como um fenômeno em oração, juntando milhões pela palavra do Criador”.

E é por conta disso que foi apresentada a moção de apoio e, automaticamente, vieram os repúdios. Ao final das discussões, a moção de apoio foi aprovada por 21 votos favoráveis e cinco contrários.

Além dos três petistas, votaram contra o vereador Carlão (PSB) e o tucano Flávio Cabo Almi, filho do falecido Cabo Almi, um dos petistas históricos de Campo Grande.

Fonte: correiodoestado

Sicredi Bela Vista realiza assembleia de associados

Sicredi Bela Vista realiza assembleia de associados

A Sicredi Centro-Sul MS/BA – instituição financeira cooperativa – deu início ao Ciclo Assemblear 2025 nesta segunda-feira, 10 de março, promovendo assembleias de núcleo em toda a sua área de atuação.

Em Bela Vista o evento aconteceu no Centro de Eventos João Loureiro Pinheiro (Tatersal) do Parque de Exposição Rio Apa, com a presença maciça dos associados.

Pauta das Assembleias

Durante as assembleias, os associados têm a oportunidade de acompanhar e deliberar sobre temas fundamentais, incluindo a eleição de coordenadores e suplentes dos núcleos, a prestação de contas do exercício encerrado em 31 de dezembro de 2024, a definição da destinação das sobras do exercício de 2024 e a eleição de membros do Conselho Fiscal.

Presidente da Sicredi Centro-Sul MS/BA, Paulo Roberto Neves. (Foto: Ademir Mendonça)

Em dezembro de 2024, os mais de 150 mil associados da Cooperativa receberam os rendimentos do capital social, que corresponderam a mais de R$ 48 milhões, referentes ao saldo de capital social mantido em 2024.

Votação

O modelo cooperativo de negócios garante que todos os associados tenham voz ativa nas decisões. Na Sicredi Centro-Sul MS/BA, esse princípio se traduz em um processo de votação acessível e seguro, realizado exclusivamente de forma digital.

Para o presidente da Sicredi Centro-Sul MS/BA, Paulo Roberto Neves, as assembleias são uma excelente oportunidade para que os associados, os donos do negócio, possam participar ativamente e tomar decisões sobre temas importantes. “O envolvimento direto dos associados é um dos grandes diferenciais do modelo de negócios cooperativo”, destaca.

Sicredi Bela Vista realiza assembleia de associados. (Foto: Ademir Mendonça)

Redação – Fronteira – Com informações do Sicredi