set 21, 2026 | Destaques
Parceria amplia acesso ao crédito consignado para servidores efetivos e vereadores do município
A Sicredi Centro-Sul MS/BA firmou, na última quinta-feira (17), convênio com a Câmara Municipal de Porto Murtinho (MS) para oferecer crédito consignado a servidores efetivos e vereadores do município. A parceria amplia o acesso a uma modalidade de crédito com pagamento das parcelas diretamente em folha e prazo de até 120 meses, conforme as condições da operação.
De acordo com o gerente da agência Porto Murtinho, Marcos Borges, as taxas de juros serão definidas individualmente, de acordo com as condições de cada operação. Para os vereadores, a contratação do crédito consignado deverá respeitar o período de duração do mandato.
O crédito consignado permite o desconto das parcelas diretamente na folha de pagamento, proporcionando maior previsibilidade para o planejamento financeiro. Os interessados devem procurar a Agência Sicredi de Porto Murtinho para conhecer as condições disponíveis, realizar uma simulação e obter mais informações sobre a contratação.
Em agosto, a Sicredi Centro-Sul MS/BA já havia firmado parceria com a Prefeitura de Porto Murtinho para disponibilizar crédito consignado aos servidores municipais. Com a nova parceria, a modalidade passa a atender também os servidores e vereadores da Câmara, ampliando o alcance da iniciativa no município.
Atualmente, a Câmara Municipal conta com 28 servidores efetivos e nove vereadores. O convênio foi assinado pelo gerente da agência Sicredi, Marcos Borges, e pela presidente da Câmara de Porto Murtinho, vereadora Sirley Pacheco.
O Escritório de Negócios do Sicredi em Porto Murtinho está localizado na Rua Pedro Celestino, nº 465, Centro, com atendimento de segunda a sexta-feira, das 9h às 14h.
Sobre a Sicredi Centro-Sul MS/BA
A Sicredi Centro-Sul MS/BA é uma instituição financeira comprometida com o crescimento de seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. Possui um modelo de gestão que valoriza a participação dos mais de 200 mil associados, que exercem o papel de donos do negócio. A cooperativa possui uma área de atuação de 44 municípios em Mato Grosso do Sul, onde conta com 52 agências, e 54 municípios da Bahia, com oito agências, oferecendo um portfólio completo de soluções financeiras e não financeiras.
O atendimento a todo associado é feito presencialmente, via WhatsApp (51) 3358-4770 ou pelo telefone 0800 724 4770.
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set 21, 2026 | Destaques
Ao longo da série de levantamentos, Paulo Corrêa mantém sua candidatura em evidência, sustentando um desempenho coerente e vigoroso com sua atuação política e a proximidade com o eleitorado.
A nova rodada do Instituto Ranking Brasil Inteligência, divulgada neste domingo (20), mantém o deputado Paulo Corrêa (PL) em uma posição de destaque na corrida à uma das 24 vagas na Assembleia Legislativa.
Na pesquisa espontânea, o parlamentar registra 2,20% das intenções de voto, permanecendo como o candidato mais citado do Partido Liberal e ocupando a segunda colocação no conjunto dos nomes apresentados no levantamento.
A campanha de Paulo Corrêa chega à 11ª pesquisa com uma trajetória marcada pela recorrência de seu nome nas primeiras posições.

Essa sequência oferece à candidatura um elemento central de sua comunicação eleitoral: a manutenção de presença no radar do eleitorado ao longo das pesquisas.
A articulação construída com municípios de diferentes regiões de Mato Grosso do Sul e o diálogo com lideranças estaduais são marca da atuação de Paulo Corrêa.
A proximidade com o governador Eduardo Riedel (PP), candidato à reeleição, e com os candidatos ao Senado Reinaldo Azambuja (PL) e Capitão Contar (PL), além dos postulantes à Câmara Federal da coligação, demonstram a capacidade de articulação junto às principais lideranças do Estado, incluindo prefeitos, prefeitas, vereadores e vereadoras.
Regularidade como marca da campanha
Em uma disputa por 24 cadeiras, a lembrança espontânea do eleitor é um dos indicadores acompanhados pelas campanhas. Segundo Paulo Corrêa, a sucessão de resultados reforça a mensagem de continuidade de seu trabalho e de consolidação de sua candidatura dentro do Partido Liberal.

A repetição de sua presença no grupo de destaque consolida a regularidade da campanha, especialmente na etapa final da disputa, quando os candidatos intensificam agendas, mobilização de apoiadores e contato com os eleitores.
Paulo Corrêa: Trabalho nos municípios é eixo da estratégia
A candidatura de Paulo Corrêa mantém como uma de suas principais linhas de atuação a aproximação com os municípios de Mato Grosso do Sul. A agenda eleitoral reúne reuniões com lideranças políticas, representantes comunitários e setores da sociedade, além de atividades em Campo Grande e no interior.
Saúde, educação, infraestrutura, geração de emprego e renda e desenvolvimento regional estão entre as áreas associadas às propostas e à atuação política defendida pelo parlamentar.
A estratégia municipalista relaciona a experiência acumulada na Assembleia Legislativa à capacidade de interlocução com administrações municipais e lideranças regionais. O contato direto com a população ocupa, nesse contexto, um papel central na campanha pela reeleição.
Reta final concentra esforços
A duas semanas das eleições em 04 de outubro, o período será marcado pela ampliação das agendas, pela apresentação de propostas e pela busca de votos em diferentes regiões do Estado.
Para Paulo Corrêa, o resultado da 11ª pesquisa representa mais um elemento de comunicação com sua base eleitoral. A liderança entre os candidatos do PL e a segunda colocação geral destacam a trajetória de sua candidatura durante a série de levantamentos.
Paulo Corrêa e o compromisso com a população
Ao comentar os resultados de pesquisas anteriores, o deputado associou seu desempenho ao trabalho desenvolvido com a população e os municípios sul-mato-grossenses.
“Recebo esse resultado com muita gratidão e humildade. É um reconhecimento que pertence a todas as pessoas que caminham conosco e acreditam em um mandato presente, municipalista e comprometido com o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul.”
O parlamentar também reforça a continuidade de sua agenda de contato com os eleitores e a defesa de ações voltadas ao desenvolvimento estadual.
Dados da pesquisa
Registrada sob os números MS-04287/2026 e BR-06426/2026, a pesquisa foi realizada pelo Instituto Ranking Brasil Inteligência entre os dias 14 e 18 de setembro.
O levantamento ouviu 2.000 moradores de Mato Grosso do Sul com 16 anos ou mais, distribuídos em 30 municípios. A pesquisa apresenta intervalo de confiança de 95% e margem de erro de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos.
Este é o 11º levantamento do Instituto Ranking sobre a disputa para deputado estadual nas eleições de 2026, consolidando uma série de pesquisas que acompanha a corrida pelas 24 cadeiras da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul
set 21, 2026 | Destaques
A candidata a deputada federal Mara Caseiro e o candidato à reeleição para deputado estadual, Pedro Caravina, cumpriram agenda política no município de Bela Vista neste sábado, dia 19, participando de uma reunião organizada pelo presidente da Câmara Municipal, vereador Jonathan Torres – JT, e pelo vereador Mathaus Lino Duarte. Participou da reunião, o secretario de saude, Renato Mendonça.
O encontro reuniu apoiadores e simpatizantes, que estiveram presentes para recepcionar os candidatos e acompanhar a apresentação de propostas e compromissos voltados ao desenvolvimento do município.
Durante o evento, Mara Caseiro reafirmou seu compromisso com a população belavistense, destacando que pretende continuar trabalhando em favor do crescimento da cidade, sempre priorizando ações coletivas e investimentos que beneficiem a comunidade.
Já Pedro Caravina, candidato à reeleição para a Assembleia Legislativa, destacou a satisfação em contar com o apoio dos vereadores JT e Mathaus, além da confiança da população local.
“Só posso retribuir essa confiança com muito trabalho e dedicação, buscando recursos e investimentos para melhorias. Queremos que Bela Vista continue crescendo e vamos trabalhar para que isso aconteça”, afirmou o parlamentar.
O vereador Mathaus Lino Duarte ressaltou a atuação dos candidatos e o trabalho desenvolvido em benefício da população de Bela Vista, destacando a importância da parceria para a viabilização de recursos e investimentos para o município.
Por sua vez, o vereador Jonathan Torres – JT solicitou que Mara Caseiro e Pedro Caravina mantenham o apoio a Bela Vista, por meio da destinação de recursos e investimentos que contribuam para o desenvolvimento da cidade.
Segundo o parlamentar, o apoio aos candidatos está relacionado ao compromisso assumido por ambos com as demandas do município e com a continuidade de ações que beneficiem a população belavistense.

Presidente da câmara JT

Vereador, Mathaus Lino Duarte
set 21, 2026 | Destaques
A duas semanas das eleições de 4 de outubro, o deputado estadual Gerson Claro (PP) aparece na primeira colocação geral da pesquisa espontânea de intenção de voto para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. Divulgada neste domingo (20), a 11ª rodada do Instituto Ranking Brasil Inteligência registra Gerson com 2,40% das citações, o maior índice individual entre todos os candidatos mencionados no levantamento estadual.
O deputado também ocupa a primeira posição entre os candidatos da Federação União Progressista, formada por PP e União Brasil. O resultado é divulgado em um momento decisivo da campanha, marcado pela intensificação das agendas e pelo contato direto com os eleitores.
Na pesquisa espontânea, os entrevistados informam livremente em quem pretendem votar, sem receber uma lista prévia de candidatos. Por essa característica, a modalidade ajuda a medir quais nomes estão presentes na lembrança do eleitorado nesta reta final.
Para Gerson Claro, o resultado representa o reconhecimento do trabalho realizado, mas também amplia a responsabilidade de continuar prestando contas e ouvindo a população.
“Temos percorrido Mato Grosso do Sul, apresentado nosso trabalho e, principalmente, ouvido as pessoas. Vamos continuar essa caminhada com os pés no chão, dialogando com a população e mostrando o que fizemos e aquilo que ainda podemos construir juntos pelo nosso Estado”, afirmou.
Nas últimas semanas, Gerson ampliou sua presença em diferentes regiões de Mato Grosso do Sul. A agenda reuniu caminhadas, carreatas, visitas a instituições e encontros com moradores, prefeitos, vereadores e lideranças comunitárias.
Entre os municípios visitados estão Sonora, Pedro Gomes, Coxim, Rio Verde, São Gabriel do Oeste, Camapuã, Costa Rica, Chapadão do Sul, Cassilândia, Aparecida do Taboado, Caarapó, Juti, Guia Lopes da Laguna e Jardim.
A pesquisa do Instituto Ranking Brasil Inteligência foi realizada entre os dias 14 e 18 de setembro de 2026. Foram entrevistados 2 mil eleitores com 16 anos ou mais, distribuídos em 30 municípios de Mato Grosso do Sul.
O levantamento possui intervalo de confiança de 95% e margem de erro de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob os números MS-04287/2026 e BR-06426/2026.
set 15, 2026 | Destaques
Projeto percorre a Aldeia Amambai, a Retomada Tapy’i Kora, no município de Amambai, e a Aldeia Pirajuí em Paranhos até quarta-feira (16)
Mais do que levar uma programação cultural para diferentes cidades, a 4ª rodada da IV edição do Festival de Música Indígena – Festival da Palavra Cantada, Contada e Dançada coloca o território no centro de sua segunda etapa. Iniciado na segunda-feira (14), o projeto traz atividades às comunidades Guarani Kaiowá de Amambai e Paranhos, aproximando a programação dos próprios territórios e criando espaços para que histórias, memórias e conhecimentos sejam compartilhados por quem vive e mantém essas tradições. A circulação segue até quarta-feira (16), passando pela Aldeia Amambai, Retomada Tapy’i Kora, emAmambai, e Aldeia Pirajuí em Paranhos.
Com o eixo “Palavra Contada – Memória, Território e Transmissão de Saberes”, a etapa itinerante propõe um movimento de escuta e intercâmbio entre comunidades. O diferencial está justamente em deslocar a equipe para os territórios, considerando suas distâncias e os desafios de acesso e logística, para construir as atividades junto às comunidades. “Não é apenas levar uma programação para outro lugar. É ir até os territórios para escutar, compartilhar e estabelecer um diálogo entre diferentes experiências. A palavra, a memória e as formas próprias de transmissão de conhecimento são o ponto de partida para esses encontros”, explica Júlia Aissa, coordenadora do Casulo e do Festival.

Itinerante, Festival de Música Indígena chega aos territórios Amambai e Paranhos
O Festival foi iniciado na segunda-feira (14), na Aldeia Amambai, na Terra Indígena Amambai, com atividades voltadas à juventude da Escola Estadual Indígena Mbo Eroy Guarani Kaiowá. A programação reúne Palavra Contada, com a mestra tradicional Roseli Concianza Jorge, que compartilhará histórias e memórias relacionadas à trajetória da Retomada Panambizinho; e Palavra Pintada, com o artista visual Misael Concianza Jorge, que desenvolveu uma criação em diálogo com as narrativas. O encontro também contou com apresentação do livro “Panambizinho: Lugar de Cantos, Danças, Rezas e Rituais Kaiowá”, de Graciela Chamorro, conduzida por Abrísio Silva Pedro.
Já nesta terça-feira (15), a programação continua em outro território, a Retomada Tapy’i Kora, com atividades de histórias da própria comunidade, com participação de lideranças e moradores. O dia será encerrado com uma Jehovasa, tradicional ritual de benzimento e consagração conduzido por uma Ñandesy, respeitada mulher rezadora e líder espiritual do povo Guarani Kaiowá. Em seguida, a equipe do Festival segue para a Aldeia Pirajuí, em Paranho.
E, na quarta-feira (16), a programação segue no Território Indígena, em Paranhos, Das 8h30 às 11h haverá atividades de Palavra Contada e Palavra Pintada. Claudiene Gomes compartilha histórias e memórias da Retomada Yvu Verá, em Dourados, enquanto o artista visual Liedson Lopes desenvolve uma criação em diálogo com as narrativas. À tarde, às 14h o encontro segue com as juventudes e uma apresentação do Sambô pelo rezador e pela comunidade. A etapa termina com uma roda de conversa e avaliação coletiva das experiências vividas durante a circulação às 18h. Na quinta-feira (17), a equipe retorna para Dourados.

Itinerante, Festival de Música Indígena chega aos territórios Amambai e Paranhos
Para Abrísio Silva Pedro, da etnia Guarani Kaiowá e integrante da equipe de produção, a presença do Festival nos territórios também fortalece o protagonismo indígena na definição de como suas manifestações e talentos são apresentados. “Os povos indígenas Guarani Kaiowá de Mato Grosso do Sul têm muitas pessoas com talento artístico em várias áreas. O Festival é um dos caminhos para divulgar esses talentos que muitas vezes não tiveram oportunidade de mostrar seu trabalho em outros festivais. A diferença é que o Festival procura fazer isso do jeito que os próprios indígenas querem divulgar e mostrar seu talento”, destaca.
A proposta também é criar uma rede de troca entre diferentes comunidades, fazendo com que as histórias não permaneçam restritas a um único território.“É uma oportunidade muito importante porque o Festival é organizado por indígenas, enquanto a parte logística e burocrática fica por conta do Casulo. A organização é compartilhada com acadêmicos indígenas. Muitos acadêmicos e pessoas das aldeias sempre perguntam quando vai acontecer o Festival e se ele vai continuar acontecendo”, afirma Abrísio.
Os registros das atividades serão documentados respeitando as autorizações das comunidades e dos detentores dos conhecimentos. “Parte desse resultado vai contribuir com o projeto Identificação de Referências Culturais dos Povos Kaiowá e Guarani, desenvolvido em articulação com o IPHAN. A intenção é aproximar esse processo das memórias, da oralidade, das artes visuais e dos conhecimentos que são compartilhados nos próprios territórios”, explica Júlia.
Depois da circulação territorial, a terceira etapa da 4ª rodada do Festival será realizada nos dias 25, 26 e 27 de setembro, no Casulo e na Escola Municipal Francisco Meirelles, na Terra Indígena de Dourados.
A 4ª rodada da IV edição do Festival de Música Indígena – Festival da Palavra Cantada, Contada e Dançada é realizada pelo Casulo – Espaço Cultural e Arte, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), Ministério da Cultura, por meio da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS) e SETESC. Além do apoio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), Aty Guasu Geral, Retomada Jovem Indígena (RAJ), Escola Municipal Polo Indígena Mboe Erenda Ypyendy, Retomada Tapy’i Kora, Escola Estadual Santiago Benites – Extensão Pirajuí e Escola Municipal Prof. Adriano Pires. Informações pelo Instagram @casulodourados.
set 15, 2026 | Destaques
Nem todo melanoma está relacionado ao câncer de pele, esclarece a Fundação do Câncer. Com origem nas células produtoras de melanina (melanócitos), o melanoma também pode se manifestar nas estruturas extracutâneas (extrapele), como no olho; em mucosas, como as da cavidade oral; e órgãos internos dos sistemas genital e digestório.

Esse tipo de neoplasia maligna é menos frequente, porém mais agressivo e letal porque tem maior possibilidade de provocar metástase e, com isso, se espalhar para tecidos e órgãos vizinhos.
A 12ª edição do boletim Análises e Tendências em Câncer, lançado pela fundação nesse mês, foca no estudo do melanoma de pele e extracutâneo. Com o título Melanoma: nem sempre na pele, a publicação destaca que conhecer este tipo de câncer é o primeiro passo para enfrentá-lo.
“Para enfrentar o câncer, não basta tratar. É preciso conhecer. Conhecer para prevenir, diagnosticar mais cedo, planejar melhor os serviços de saúde e orientar políticas públicas capazes de salvar vidas”, diz o boletim.
Anualmente, as edições do boletim da Fundação do Câncer mostram um retrato epidemiológico da doença no Brasil e têm o objetivo de alertar a sociedade e orientar profissionais sobre a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do combate ao câncer.
Os dados do boletim são da plataforma info.oncollect, sistema que integra a coleta, a organização e a análise de dados relativos a registros hospitalares de oncologia.
Enfrentando o melanoma
O estudo mostra também que o enfrentamento do melanoma de pele e extrapele no Brasil requer prevenção, diagnóstico precoce, qualificação dos registros, acesso oportuno ao tratamento e articulação entre atenção básica, dermatologia, oftalmologia, oncologia e demais especialidades médicas, como destaca o consultor médico da Fundação do Câncer e coordenador do estudo, Alfredo Scaff.
“Controlar o câncer é realizar o diagnóstico da forma mais precoce possível, iniciar o tratamento da forma mais oportuna para que as pessoas se tratem e se curem do câncer. O câncer é uma doença que tem cura quando diagnosticado e tratado precocemente”, destaca.
Pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o padrão do tratamento do melanoma é a cirurgia da lesão primária e a remoção dos linfonodos (gânglios linfáticos) envolvidos.
A partir dessas terapias, no Brasil, entre 2014 e 2023, a cirurgia foi o principal tratamento inicial para o melanoma de pele em todas as regiões do país, representando 84,7% de todos os procedimentos registrados.
A Região Sudeste lidera a realização de cirurgias como primeiro tratamento deste tipo de câncer, com 89,6% dos casos, enquanto o Norte apresentou o menor percentual (64,4%).
Quanto ao deslocamento entre localidades para tratamento oncológico, os pesquisadores observaram que a maior parte dos pacientes realizou o tratamento na própria região de residência. Exceto no Centro-Oeste, onde foi observada a maior necessidade de deslocamento para o tratamento oncológico (20,2%). Segundo a Fundação do Câncer, esse é um sinal de “um importante gargalo de acesso à assistência especializada.”
Outros tratamentos
O Instituto Nacional de Câncer (Inca) destaca que a quimioterapia é amplamente adotada no tratamento de melanomas.
Adicionalmente, em 2016, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou no Brasil o uso dos medicamentos da classe chamada de anti-PD-1: nivolumabe, pembrolizumabe; e mais recentemente, o tebentafuspe (específico para melanoma ocular metastático/inoperável).
Em 2020, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) aprovou a primeira imunoterapia no SUS para o tratamento do melanoma metastático, com dois agentes anti-PD1 (nivolumabe e pembrolizumabe).
O consultor médico da Fundação do Câncer e coordenador do estudo, Alfredo Scaff, ressalta que a chegada dos medicamentos de ponta aumentou a taxa de resposta aos tratamentos oncológicos, elevando expressivamente a sobrevida de pacientes com melanoma avançado ou em fase metastática.
“Isso é um marco, já que a resposta clínica, ou seja, a melhora dos pacientes saltou de menos de 10% dos pacientes em quimioterapia para até 70% de melhora clínica dos pacientes em imunoterapia. Isso é revolucionário”, comemorou.
Porém, o coordenador de Assistência do Inca, Gélcio Mendes, aponta que, em relação ao tratamento do melanoma extracutâneo, as evidências para uso de imunoterapia são escassas. “Muitas sem nenhuma efetividade”, disse.
O Inca explica que novas tecnologias no tratamento de neoplasias costumam somar-se às terapias antigas eficazes, e não substituí-las.
“É importante levar em conta a magnitude do benefício atingido nos estudos [eficácia], o desempenho dessa tecnologia no mundo real [efetividade], a relação entre custos e benefícios [custo-efetividade, eficiência], e a capacidade de financiamento, dados os custos elevados de aquisição e implantação. Outro aspecto é a estrutura do sistema para a incorporação de tecnologias dependentes de estruturas mais complexas”, acrescentou Mendes.
O entrave do custo
Mesmo com os avanços, os especialistas apontam que o alto custo desses medicamentos continua sendo uma grande barreira para que os pacientes dependentes do SUS tenham acesso à imunoterapia em tempo hábil.
Segundo Alfredo Scaff, a superação desse gargalo financeiro passa pela possibilidade da compra centralizada dos insumos por parte do Ministério da Saúde e órgãos ligados à pasta, articulada a uma política de industrialização da saúde com o Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS), com o objetivo final de conseguir produtos com valores mais acessíveis junto ao mercado farmacêutico.
“Usando o poder de compra do SUS para poder negociar preços e ampliar a produção nacional consegue-se baixar muito o custo desses medicamentos e ter a garantia da produção nacional”, disse o consultor da Fundação do Câncer.
O coordenador de Assistência do Inca admite o alto custo dessa terapia, que, por isso, é limitada a poucos pacientes do SUS. Gélcio Mendes explicou que, atualmente, encontram-se em tramitação as modificações no marco legal (portarias) que preveem a ampliação do programa de Assistência Farmacêutica em Oncologia no SUS (AF-Onco), e um dos focos é o acesso a esses agentes.
“Com a nova política de medicamentos oncológicos, expressa pelas portarias da Assistência Farmacêutica em Oncologia [AF-Onco], espera-se dar acesso aos pacientes com melanoma metastático à imunoterapia, dentro dos parâmetros aprovados e pactuados pela Conitec, assim como de diversas outras tecnologias.”
Alfredo Scaff ressaltou que, embora a legislação represente um avanço formal, o fluxo logístico para a distribuição dos remédios de alta tecnologia até a ponta do sistema de saúde ainda está sendo discutido e remodelada pelo Ministério da Saúde.
“Todos esses mecanismos práticos de como vão se dar essa compra e o repasse aos hospitais ainda dependem de pactuação entre gestores. É esse processo que nós estamos acompanhando e que ainda está em construção”, explicou o coordenador do estudo.
O repasse efetivo desses medicamentos às unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacons) e aos centros de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Cacons) permanece sob negociação intergovernamental, segundo Scaff.
Dados do estudo sobre melanoma extrapele
Estudo epidemiológico com registros hospitalares no Brasil com avaliação de 42.255 casos aponta que 92,2% eram melanomas cutâneos; 5,7%, oculares e 2,5%, de mucosa.
Entre 1990 e 2021, considerando apenas os melanomas extrapele, foram registrados 1.324 novos casos no país, sendo 523 ocorrências em homens e 801, em mulheres.
O olho foi a principal localização primária (75%) dos casos extracutâneos, seguido pelos órgãos genitais (12,8%) e do sistema digestório (8,2%).
Nos 993 casos analisados de melanoma ocular, 447 (45%) foram em homens e 546 (55%), em mulheres.
Diante dos números, a Fundação do Câncer alerta que, diferentemente do melanoma cutâneo, o ocular pode permanecer assintomático nas fases iniciais e passar despercebido, sendo identificado apenas em exames de rotina.
Os sintomas são inespecíficos e, por isso, podem retardar o diagnóstico. São eles: visão embaçada, flashes luminosos, manchas no campo visual e perda visual. Por isso, o estudo alerta para necessidade do diagnóstico precoce.
Melanoma de pele
A exposição à radiação ultravioleta (UV) é o principal fator de risco para todos os tipos de câncer de pele. O risco varia conforme o tipo de pele, sendo maior em indivíduos de pele clara, e depende da intensidade e do padrão de exposição solar.
Embora o câncer de pele seja a neoplasia maligna mais frequente no Brasil, o melanoma de pele representa apenas 4% dos tumores malignos desse órgão. Mesmo sendo menos frequente, esse tipo de tumor apresenta maior agressividade e potencial de disseminação.
Entre 1990 a 2021, a última edição do boletim info.oncollect da Fundação do Câncer também registrou 30.614 casos novos de melanoma de pele no Brasil, sendo mais frequentes em mulheres (15.714 ou 51,3% das ocorrências). Os dados indicam que 14,9 mil casos (48,7%) foram em pacientes homens.
No período analisado, os maiores percentuais ocorreram no tronco (22,4%), membros inferiores (19,1%) e membros superiores (13,8%). A entidade destaca que os homens apresentaram mais diagnósticos de melanoma na orelha, couro cabeludo, pescoço e tronco. Já as mulheres apresentaram mais diagnósticos de melanoma na face, membros inferiores e superiores, nesta ordem.
Mortalidade
Com relação à mortalidade no Brasil, o Inca registrou, em 2023, 2.047 mortes por melanoma de pele. Entre os homens, foram registrados 1.176 óbitos (1,14 por 100 mil homens) e, entre as mulheres, 871 (0,8 por 100 mil mulheres).
A taxa média para o período de 2020 a 2024 foi de seis óbitos a cada 1 milhão de habitantes no Brasil, com maiores registros entre homens (oito óbitos por 1 milhão) do que entre mulheres (cinco óbitos por 1 milhão).
Por região
A análise epidemiológica dos dados sobre melanoma cutâneo revela que as regiões com menor incidência e mortalidade apresentam uma maior letalidade, como é o caso do Norte do país. A Fundação do Câncer sugere que a situação se deve ao diagnóstico tardio e a barreiras de acesso à assistência especializada.
O Sul apresentou as maiores taxas de incidência do tumor de melanoma na pele, com 44,40 casos por 1 milhão — mais que o dobro da média nacional (19,20). No Sul, o melanoma de pele ocupa a sétima posição em incidência de cânceres em mulheres e a nona em homens.
Incidência estimada
O Inca projeta para este ano 9.360 novos casos de câncer de pele melanoma no Brasil. São esperados 19,2 casos novos a cada 1 milhão de habitantes, sendo o maior risco entre os homens (23,8 casos por 1 milhão) em comparação às mulheres (17,3 casos por 1 milhão).
Os números integram as últimas estimativas do instituto referentes ao triênio 2026/2028. Essas estimativas orientam o planejamento de políticas públicas e ações no SUS para o setor.
O estudo completo da Fundação do Câncer pode ser consultado neste link.
Fonte: Agência Brasil – Foto: © Marcelo Camargo/Agência Brasil