nov 13, 2019 | Destaques

Miguel Medina Soares de 10 anos e a professora Patrícia Ortelhado
Campo Grande (MS) – O poema “Pedacinho da Nossa Nação” de autoria do estudante Miguel Medina Soares de 10 anos, está entre os finalistas da 6° Olimpíada de Língua Portuguesa, que tem como tema das produções “O Lugar Onde Vivo”. O representante de Mato Grosso do Sul na categoria poema, é aluno do 5° ano na Escola Estadual Castelo Branco, em Bela Vista, e se classificou com um poema de cinco estrofes que descrevem a guerra do Paraguai, a miscigenação dos povos, a cultura, as belezas, e a infância inspirada no amor que sente pela cidade onde mora com a família.
Miguel participou junto com a professora Patrícia Ortelhado do Encontro de Semifinalistas da categoria Poema em São Paulo, onde foram anunciados os 20 finalistas. A emoção tomou conta, pois os números mostram como a dupla chegou longe: foram 171.035 inscritos, de 5.570 municípios de 42.086 escolas brasileiras. Para a final da categoria Poema, foram escolhidos apenas três representantes da região centro-leste, sendo dois de Goiás um de Mato Grosso do Sul, que contabilizou 2.990 inscrições, de 606 escolas públicas do estado.
Aluno e professora durante anuncio dos finalistas em São Paulo.
O finalista da Olímpiada de Língua Portuguesa é um dos 54 alunos da professora Patrícia, que mantém desde 2016 um projeto de leitura chamado “Leitura Vai, Leitura Vem”, onde estimula os estudantes a desenvolverem uma poesia autoral, visando a inscrição nas olimpíadas. “O nível estava elevadíssimo. E chegar na final foi uma das sensações mais incríveis que já vivi nesses 20 anos de magistério. De educadora! A sensação é de uma final de Copa do Mundo. De poder mostrar, que o poder das palavras está em nossas mãos. Precisamos começar e dar voz ao que pensamos. Precisamos ler. E o Miguel representa com louvor todos os meus alunos poetas, e o trabalho comprometido que realizamos diariamente na escola pública”, declara.
De origem humilde, o Miguel é o mais velho de três irmãos. A mãe Cristina Medina, conta com orgulho que o menino sempre teve muito gosto pela leitura, aprendeu a ler e escrever aos 4 anos, e incentiva isso nos menores. “Um dos irmãos, o Matheus de 8 anos tem autismo, e eram as historinhas que o Miguel lia pra ele que o acalmavam quando menor”, recorda. Sobre o filho ter ficado entre os 20 melhores do Brasil no concurso ela diz estar em estado de graça. “Felicidade pra mim, é ver meu filho feliz, e ele está radiante”.
O Concurso
A Olimpíada de Língua Portuguesa é um concurso de produção de textos para alunos de escolas públicas de todo o país. Iniciativa do Ministério da Educação e do Itaú Social, com coordenação técnica do CENPEC, a Olimpíada integra as ações desenvolvidas pelo Programa Escrevendo o Futuro.
O tema das produções desta edição é “O lugar onde vivo”, que propicia aos alunos estreitar vínculos com a comunidade e aprofundar o conhecimento sobre a realidade local, contribuindo para o desenvolvimento de sua cidadania.
A final da 6° edição da Olimpíada de Língua Portuguesa será no dia 9 de dezembro em São Paulo, quando serão revelados os vencedores nacionais.
Poema finalista da 6° Olimpíada de Língua Portuguesa
Mireli Obando, Subsecretaria de Comunicação de MS
Fotos: Arquivo Pessoal
nov 12, 2019 | Destaques
Campo Grande (MS) – Especialistas em gestão de parques se reúnem em Campo Grande nesta terça-feira (12) no Simpósio de Uso Público em Parques no Mato Grosso do Sul. O evento acontece no Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo é uma realização do WWF-Brasil em conjunto com a Semagro (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar) e apoio do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) e do Instituto Semeia. O Simpósio terá transmissão ao vivo na internet, no canal do WWF Brasil no Youtube, e na fanpage da Semagro (www.facebook.com/semagroms).
O objetivo do Simpósio é conhecer e debater formas de uso público e concessões em Parques e outras áreas protegidas de Mato Grosso do Sul, utilizando boas práticas que promovam o desenvolvimento sustentável das regiões onde se localizam essas unidades de conservação. Serão expostos cases de concessão de Parques, turismo em áreas protegidas no Brasil (ICMBio) e nos países vizinhos (Paraguai e Bolívia), turismo em áreas privadas, bem como palestra sobre as Unidades de Conservação e áreas protegidas do Mato Grosso do Sul. A programação pode ser acessada na página da Semagro (www.semagro.ms.gov.br), no banner Simpósio de Uso Público em Parques do MS.
“Queremos potencializar o uso dos nossos parques estaduais. Os parques, além dos importantes serviços ambientais que nos oferecem, podem proporcionar uma alternativa sustentável de desenvolvimento para o Mato Grosso do Sul. Para isso estamos promovendo esse debate com especialistas que vão trazer as experiências em gestão de áreas protegidas no Brasil, Paraguai e Bolívia”, comenta o secretário adjunto da Semagro, Ricardo Senna.
De acordo com Ricardo Senna, “a ideia é trazer para discussão uma visão das áreas protegidas do nosso Estado com aptidão recreativa, esportiva, turística, histórico-cultural e conscientização ambiental e, por fim, encontrar o modelo que seja mais adequado às necessidades e particularidades dos nossos Parques Estaduais. Teremos dois momentos de discussão, um no dia 12 de novembro, aberto ao público em geral e outro, no dia seguinte, voltado aos gestores públicos, para tratar especificamente dos nossos parques estaduais”.
O evento terá transmissão ao vivo no endereço https://www.youtube.com/user/WWFBrasil e na fanpage da Semagro: https://www.facebook.com/semagroms/. Também será possível enviar perguntas on line, por meio do link: https://pigeonhole.at/PARQUES.
Dia do Pantanal
A realização do Simpósio ocorre no Dia do Pantanal, bioma que abrange o território brasileiro, boliviano e paraguaio e que desempenha um importante papel na conservação da biodiversidade, como fonte de água, estabilização do clima e conservação do solo. Também chamado de “reino das águas”, o Pantanal é detentor de uma das maiores áreas úmidas continentais do planeta, 624.320 km², cerca de 62% no Brasil, nos estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul; 20% na Bolívia; e 18% no Paraguai.
De acordo com Julia Boock, analista de conservação do WWF-Brasil, a ideia é discutir o uso público como instrumento de conservação para as áreas protegidas. “Após vários anos em parceria com instituições públicas e privadas, verificamos que a melhoria da gestão das Unidades de Conservação está agora em uma nova fase. As atividades turísticas de baixo impacto são importantes aliadas para a proteção e conservação, passando pela valorização dessas áreas pela sociedade”, explica. Ela lembra que a realização do Simpósio de Uso Público em Parques foi viabilizada por meio de projeto financiado pela União Europeia.
Durante o Simpósio, no dia 12 de novembro, serão apresentadas palestras com temas ligados à conservação e ao turismo em áreas protegidas no Brasil, Bolívia e Paraguai, com enfoque nas necessidades e particularidades de Mato Grosso do Sul. Também haverá assinatura de atos públicos, o lançamento do Guia de Plano de Negócio para RPPN e do volume 5 da revista Ciência Pantanal. Outro destaque da programação será o anúncio dos pré-finalistas do Concurso Fotográfico Áreas Que Protegem a Vida – Pantanal, que serão abertos para votação pública através do site do concurso (http://concurso.wwf.org.br).
No dia 13 de novembro, as discussões serão restritas a um grupo menor de gestores públicos, em uma Oficina de Capacitação de Uso Público em Parques em Mato Grosso do Sul, visando o início da construção de modelos de gestão sustentável das Unidades de Conservação estaduais.
Simpósio de Uso Público em Parques no MS
Local: Auditório Germano Barros de Souza – Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil e Camillo
Local almoço e coffe: Espaço Loyde Bomfim de Andrade
Programação (12/11)
7h30 – Café da manhã
8h30 – Abertura Oficial
Bloco 1: Uso Público em Parques
9h30 – Leonardo Tostes Palmas | Gerência de Unidades de Conservação do Imasul: As áreas protegidas do Mato Grosso do Sul
10h00 – Victor Hugo Corrêa Costa |Semeia: Etapas dos processos de concessão
10h30 – Carlos Henrique Velasques Fernandes |ICMbio – Experiência do ICMBio com uso público em parques
11h00 – Elton A. Silveira | Superintendente de Mudanças Climáticas e Biodiversidade-SEMA – MT: Processos de concessão no MT – Situação atual
11h30 – Perguntas – Bloco 1
11h45 – Lançamento do Guia de Plano de Negócio de RPPN-WWF Brasil e Sebrae
12h20 – Intervalo – Almoço no local
Bloco 2: Turismo em áreas protegidas
13h30 – Concurso de fotos
14h00 – Eduardo Coelho |RPPN Rio da Prata e Mimosa: Experiência e visão do turismo privado em UC no MS e Abeta
14h30 – Bruno Belisário – Br Parks | Experiência com a concessão dos Parques Pau Brasil, Itatiaia e Serra dos Órgãos
15h00 – Turismo em áreas protegidas em Bolívia |Parque Otuques e o futuro do uso público em Bolívia
15h30 – Guyra Paraguay y la SENATUR |Experiência do Paraguai – Estação biológica Três Gigantes
16h00 – Perguntas – Bloco 2
16h30 – Lançamento de revista Ciência Pantanal
17h00 Encerramento
Marcelo Armôa – Assessoria de Comunicação da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro)
Foto: Edemir Rodrigues
nov 11, 2019 | Destaques
Campo Grande (MS) – Edição desta segunda-feira (11) do Diário Oficial do Estado (DOE-MS) trouxe a publicação de resolução que orienta e instrui os padrões referenciais dos processos de governança, gerenciamento de riscos, controles internos e ambiente ético de órgãos e entidades da administração pública estadual, relativos ao Programa MS de Integridade (PMSI).
Criado em conjunto entre a Secretaria de Estado de Governo e Gestão Estratégica (Segov) e a Controladoria-Geral do Estado (CGE), o PMSI tem por objetivo a excelência da gestão, com foco na ética e na prática de boas condutas dos dirigentes e servidores, com ênfase na prevenção e controle à exposição aos riscos de integridade, os quais precisam ser enfrentados com todo rigor.
O PMSI será implantado em todas as instituições da administração pública. Cada uma delas deverá implementar, manter, monitorar e revisar os controles internos da gestão, tendo por base a identificação, a avaliação e o gerenciamento dos riscos que possam impactar a consecução dos objetivos estabelecidos nos planejamentos estratégicos e programas organizacionais.
Em maio deste ano, quando o PMSI foi criado pelo Governo do Estado, o governador Reinaldo Azambuja falou sobre o aperfeiçoamento dos mecanismos de transparência e combate à corrupção em Mato Grosso do Sul. “É uma evolução constante para que tenhamos consciência do controle interno e de procedimentos que tornam mais eficiente o combate à corrupção e desvios”, afirmou.
Bruno Chaves, Subsecretaria de Comunicação (Subcom)
Foto: Arquivo/Chico Ribeiro
nov 7, 2019 | Destaques

Os vereadores Hemerson Buiu e Mestrando Hiato Morinigo, entregam pedido ao deputado Onevan
foram recebidos nesta quinta-feira (07) pelo deputado estadual Onevan de Matos (PSDB). Os vereadores levaram reivindicações para beneficiar Bela Vista. Dentre elas a destinação de emenda parlamentar para o Hospital São Vicente de Paula.
Para os vereadores, estes recursos viabilizam a possibilidade de melhorar os serviços prestados à população. “Nossa comunidade necessita ser devidamente bem atendida em todas as unidades de saúde, principalmente no nosso hospital, por isso estamos buscando parceria com o deputado que sempre ajudou o nosso município”.
nov 7, 2019 | Destaques

Polícia Militar Ambiental de Bela Vista autua infrator em R$ 23,7 mil por desmatamento ilegal de 79 hectares
Polícia Militar Ambiental de Bela Vista autua infrator em R$ 23,7 mil por desmatamento ilegal de 79 hectares de vegetação nativa descoberto por imagem de satélites
Campo Grande (MS) – A PMA de Bela Vista realizou vistoria em uma propriedade rural no município de Caracol, a 40 km daquela cidade, visando ao combate e prevenção ao desmatamento ilegal dentro da operação Cervo do Pantanal e verificou ontem (6), que uma área de vegetação nativa do bioma cerrado havia sido desmatada ilegalmente.
Os policiais mediram a área desmatada ilegalmente com uso de GPS, que perfez 79 hectares destruídos. O levantamento foi realizado por imagem de satélites e drone também foi utilizado na caracterização da atividade desenvolvida na área.
O infrator (70), residente em Sidrolândia, suprimiu a vegetação há algum tempo e não possuía autorização ambiental para a atividade e no lugar da floresta desmatada havia pastagem para a criação de gado no local. A madeira proveniente da vegetação desmatada não estava mais no local.
O infrator foi autuado e recebeu multa administrativa de R$ 23.700,00. Ele também responderá por crime ambiental, que prevê pena de três a seis meses de detenção. Foi notificado a apresentar um Plano de Recuperação da Área Degradada e Alterada (PRADA) junto ao órgão ambiental estadual.
nov 5, 2019 | Destaques
Campo Grande (MS) – Cantado em verso e prosa, o Rio Paraguai é o principal homenageado do Festival América do Sul 2019, que começa oficialmente no próximo dia 14 de novembro, em Corumbá. A música “Chalana”, por exemplo, foi composta por um ítalo-americano, Mário Zan, nos anos 1943, quando visitava Corumbá. Olhando o rio da janela do seu hotel, o acordeonista não resistiu a tamanha beleza e escreveu ali mesmo uma das canções mais emblemáticas de Mato Grosso do Sul, cujo principal intérprete é Almir Sater. Segundo o músico, Chalana foi a primeira fusão da música brasileira com a música paraguaia. “É uma síntese histórica”, afirma Sater, muitas vezes confundido como o autor da canção. “Quem me dera! ”, brinca.
O rio não nasce um rio. O Paraguai, por exemplo, brota de pequenas e cristalinas fontes em meio a matas e fazendas. Vai juntando outras águas e, quando se vê, lá está ele, majestoso a caminho do mar, ao sabor da correnteza (ora lentamente, ora apressado). Um rio caudaloso, pleno de vida, dentro e fora d’água.
Com histórias de coragem, de devoção, de riquezas e de guerra, o rio Paraguai nasce no município de Alto Paraguai, região central de Mato Grosso, e desce, rumo ao sul, passando por Cáceres. O Paraguai é a caixa d’água do Pantanal e quando chega ao Mato Grosso do Sul, delimita a fronteira com a Bolívia em um trecho curto e também a divisa entre os dois estados. Corta o município de Corumbá e volta a marcar fronteira com a Bolívia, em Porto Bush.
Palco de imigração e desenvolvimento
Dos grandes rios brasileiros (ele é o quinto maior rio da América do Sul) o rio Paraguai percorre terras do Brasil, da Bolívia, do Paraguai e da Argentina. Na língua guarani, significa “grande rio”, ou “rio que dá nascimento ao mar”. No país que lhe empresta o nome, ele tem o privilégio de banhar a capital: Assunção. O rio atravessa, de norte a sul, o centro da nação paraguaia, dividindo o país em duas partes: o Paraguai ocidental, região seca e plana, pouco habitada, e o Paraguai oriental, onde há colinas cheias de árvores e pastagens planas. Ao desaguar no rio Paraná, o rio Paraguai também o divide em duas partes, a alta, chamada brasileira, e a baixa, argentina.
Importante lembrar que os índios guaranis viviam entre os rios Paraguai e Paraná, antes da chegada dos conquistadores espanhóis. A princípio, os colonizadores europeus interessaram-se pelo Paraguai apenas como região de passagem. Partindo do oceano Atlântico, eles entraram pelo rio da Prata e, através dos rios Paraná, Paraguai e de outras vias fluviais secundárias, chegaram ao Peru. Às margens do rio Paraguai, em 1537, os espanhóis criaram a atual capital paraguaia.
Além de ser responsável pelo impulso econômico na região do Brasil Central, a navegação no Rio Paraguai possibilitou a ligação com o Rio de Janeiro, e com os países platinos, através do porto de Corumbá, que se tornou o mais movimentado dos portos dessa época. O rio Paraguai também trouxe imigrantes, paraguaios, bolivianos, italianos, portugueses e posteriormente sírio-libaneses, que tiveram participação direta na constituição da cidade.
A lenta ocupação do extremo Oeste brasileiro encontra-se registrada, através de uma série de vestígios arqueológicos e históricos, às margens daquele que foi o caminho natural de penetração humana na região: o rio Paraguai. Atualmente o rio, com suas curvas e paisagens exóticas, atrai turistas de todo o mundo. Pescadores esportivos e apreciadores da natureza passeiam pelas suas águas em luxuosos barcos, dando a ele uma nova característica e importante papel: fomentar novamente a economia da região, desta vez com o turismo ecológico. Até o rio se reinventa.
Theresa Hilcar – Subsecretaria de Comunicação – Subcom
Fotos: Chico Ribeiro/divulgação