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Bela Vista-MS Sexta-Feira, 31 de Julho de 2026
Vitrine internacional: Empresários de MS expõem produtos regionais na COP30

Vitrine internacional: Empresários de MS expõem produtos regionais na COP30

Empreendedores de Mato Grosso do Sul terão a oportunidade de exibirem os produtos que desenvolvem durante a 30ª Conferência das Partes (COP 30), que será realizada entre os dias 10 e 21 de novembro em Belém, capital do Pará. Por meio do Sebrae/MS, seis empresas do Estado irão enviar juntas mais de mil produtos para exposição e vendas, mostrando ao mundo a riqueza cultural e a biodiversidade do Pantanal e Cerrado.

A COP 30 é uma iniciativa das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, que anualmente reúne líderes globais, entidades e representantes da sociedade civil e cientistas para discutir e negociar soluções para o aquecimento global. Durante o evento, os produtos sul-mato-grossenses serão expostos em uma loja colaborativa do Sebrae, que reúne produtos de empresas atendidas pela instituição em âmbito nacional, que permanecerá à disposição do público no pavilhão da Green Zone.

“A participação dessas empresas na COP30 é um marco para o comércio de Mato Grosso do Sul. Primeiramente, essa presença posiciona o nosso Estado como um polo de economia criativa e sustentável, mostrando que é possível aliar desenvolvimento econômico à preservação da biodiversidade do Pantanal e do Cerrado. Para as empresas, é uma oportunidade única de acessar novos mercados, validar seus produtos em um cenário de alta visibilidade e estabelecer conexões comerciais estratégicas”, explica o analista-técnico do Sebrae/MS, Vinicius Pacheco.

Inovação e sustentabilidade

As empresas presentes na COP 30 são: Ybá PetInspiraêLú Lopes AteliêPimenta da SerraAteliê Anjos  e Divina Joya. Em comum, elas são integrantes do Made in Pantanal  — selo desenvolvido pelo Sebrae/MS como um registro de procedência e valorização territorial – e foram selecionadas a partir de um edital público voltado a negócios com produtos que destaquem a sustentabilidade e os valores do território, como o uso de matéria-prima local e o fortalecimento das comunidades onde estão inseridas.

Para Maria Emília França, proprietária do Ateliê dos Anjos, ter a oportunidade de expor produtos na COP 30 é como um sonho sendo realizado. A empreendedora criou o negócio em 2018, enquanto ainda trabalhava em uma escola, e viu no crochê uma solução para lidar com a ansiedade. Incentivada por uma colega de trabalho, Maria começou a produzir peças mais lúdicas, como animais de crochê, e logo passou a receber encomendas dos próprios alunos.

Com a necessidade de ter um CNPJ para adquirir insumos com preços mais acessíveis, Maria contou com o apoio do Sebrae/MS para a formalização do Ateliê dos Anjos e apostou em uma nova vertente de trabalho: a partir da técnica japonesa de confecção de bonecas de crochê, criou peças que fazem uma releitura das bonecas indígenas de cerâmica presentes no Estado.

“Fiz uma conexão entre a cultura japonesa, que é a técnica japonesa, com a cultura dos povos indígenas em 2023, quando comecei a confeccionar. Nesse ano, em 2025, eu a lancei novamente, mas dessa vez através do Sebrae, o que mudou as vendas. E agora com a COP 30 ela vai ficar maior ainda e eu estou muito feliz”, comemorou.

Outra empreendedora que também terá a oportunidade de expor produtos na COP 30 é Luciene Lopes Teixeira, proprietária do Lú Lopes Ateliê. A ideia de abrir um negócio começou quando ainda morava em Corumbá, após perceber que era possível transformar resíduos em arte e beleza. Ao participar de oficinas de bordado e costura oferecidas pelo Instituto Moinho Cultural, Luciene decidiu começar a empreender na área. Mudou-se para Campo Grande e, em 2018, contou com o Sebrae/MS para dar um passo importante: a formalização da empresa.

Com o tempo, Luciene criou a própria técnica de criação, com a reutilização de lonas de malotes dos Correios para a produção de bolsas, mochilas e acessórios bordados com representações da fauna e flora de MS. Com a ajuda do Sebrae/MS ela recebeu acompanhamento para a melhoria da empresa e acesso a novos mercados.

“O Sebrae oferece muitas consultorias e, em um desses acompanhamentos, foram surgindo oportunidades de participar de grandes eventos como a RuralTur e o EmprendeFest, onde tive muita visibilidade. Agora, estou muito grata pela oportunidade de ter o meu trabalho exposto e comercializado na COP 30. Estar em um evento desse porte e com visibilidade internacional é gratificante”, celebrou a empreendedora.

Para conhecer as empresas participantes do selo Made In Pantanal, basta acessar a plataforma clicando aqui. Outras informações sobre as ações realizadas pelo Sebrae/MS e parceiros podem ser obtidas pelo telefone 0800 570 0800 ou pelo site ms.sebrae.com.br.

Pequena empresa terá cota em recursos de fundos constitucionais, decide CDR

Pequena empresa terá cota em recursos de fundos constitucionais, decide CDR

As micros e pequenas empresas das Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste passarão a ter assegurado o acesso a pelo menos 25% dos recursos dos fundos constitucionais de financiamento (Fundos Constitucionais do Norte, do Nordeste e do Centro-Oeste).

A reserva obrigatória está prevista no Projeto de Lei (PL) 2.592/2023, do senador Jayme Campos (União-MT), aprovado nesta terça-feira (4) pela Comissão de Desenvolvimento Regional (CDR). O texto, relatado pelo senador Efraim Filho (União-PB), segue para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) para decisão final.

A proposta altera a Lei dos Fundos Constitucionais para transformar em regra o que hoje é apenas uma diretriz: o tratamento preferencial às micros e pequenas empresas na concessão de crédito com recursos públicos.

Pela nova redação, os fundos constitucionais deverão destinar pelo menos um quarto das operações de crédito a esse público, com redistribuição dos valores não utilizados para as demais empresas ao fim de cada trimestre.

— As pequenas e microempresas são um relevante fator de inovação e crescimento. Em 2022, a cada dez postos de trabalho criados no Brasil, oito vieram desses empreendimentos — afirmou Efraim, ao defender a medida como instrumento de geração de emprego e de fortalecimento das economias regionais.

Segundo Jayme Campos, autor do projeto, a mudança torna mais efetiva a política de desenvolvimento regional, ao garantir que os pequenos negócios tenham prioridade real na aplicação dos recursos, com o estímulo ao empreendedorismo e a geração de renda nas regiões atendidas.

O parecer aprovado incluiu emenda para que os efeitos financeiros da futura lei comecem apenas no exercício seguinte ao da publicação, a fim de garantir tempo de adaptação para os orçamentos dos fundos. Foi rejeitada uma outra emenda, do senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR), que ampliava o benefício para microempreendedores individuais (MEIs).

Fonte: Agência Senado – (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)

Ratificação de registro de terras públicas em faixas de fronteira volta à Câmara

Ratificação de registro de terras públicas em faixas de fronteira volta à Câmara

O Plenário aprovou nesta terça-feira (4) o projeto de lei que ratifica registros imobiliários decorrentes de alienações e concessões, pelos estados, de terras da União em faixas de fronteira. Aprovado em votação simbólica, o PL 4.497/2024 retorna para análise da Câmara dos Deputados.

De acordo com o projeto, a responsabilidade do registro vai ficar com os cartórios e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) terá cinco anos para certificar se os proprietários estão cumprindo a função social da terra, como determina a Constituição.

O texto aprovado foi um substitutivo (versão com alterações em relação ao texto original) apresentado pela senadora Tereza Cristina (PP-MS). O projeto altera a Lei de Registros Públicos (Lei 6.015, de 1973) e a que trata da regularização fundiária na faixa de fronteira (Lei 13.178, de 2015).

A relatora rejeitou emendas apresentadas em Plenário, e disse que o projeto garante a participação efetiva da União e do Incra no processo de ratificação. A proposta representa “um avanço significativo” na ratificação de registros imobiliários de imóveis situados na faixa de fronteira, disse Tereza Cristina.

— Esse é um problema que se arrasta há quase um século sem solução. O texto substitui exigências desnecessárias e impraticáveis — afirmou a relatora, segundo a qual o texto considerou decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), levando em conta a análise da função social da terra, a compatibilidade com o Plano Nacional de Reforma Agrária e inserção na política agrícola nacional.

Segundo Tereza Cristina, o texto unifica e padroniza o procedimento de ratificação dos registros imobiliários de imóveis rurais situados em faixa de fronteira. Atualmente, disse a senadora, na ausência de um procedimento nacional detalhado e previsto em lei, a ratificação dos registros é feita com base em provimentos administrativos editados pelos Tribunais de Justiça estaduais, por meio de suas corregedorias-gerais.

— Tais normativas, apesar de bem-intencionadas, resultaram em um mosaico de exigências diferentes conforme o estado da Federação, criando assimetrias processuais que atrapalham a vida do produtor rural e comprometem os princípios da segurança jurídica, da legalidade e da isonomia — disse.

O texto determina que a ratificação de imóveis acima de 2.500 hectares passará por aprovação do Congresso Nacional. Tereza Cristina afirmou que proposta assegura o direito à análise, preenchendo lacuna da legislação anterior e consolida um caminho para a regularização de grandes áreas.

Discussão

Líder do governo, o senador Jaques Wagner (PT-BA) retirou destaque apresentado ao texto e apontou “controvérsias” em relação a matéria.

Relator da matéria na Comissão de Agricultura (CRA), o senador Jaime Bagattoli (PL-RO) disse que a aprovação do projeto é um ato de justiça e garantia do direito de propriedade ao produtor rural.

— O texto promove ratificação de títulos e leva segurança jurídica às propriedades localizadas em faixa de fronteira. O texto afeta 11 estados da Federação que estão em área de fronteira e 140 milhões de hectares – afirmou.

O senador Jayme Campos (União-MT) manifestou apoio ao projeto e destacou que 588 municípios brasileiros estão em faixa de fronteira, sendo 28 no Mato Grosso. Segundo o senador, a medida “traz alívio para o setor agropecuário”.

Também manifestaram apoio ao projeto os senadores Oriovisto Guimaraes (PSDB-PR), Chico Rodrigues (PSB-RR) e Vanderlan Cardoso (PSD-GO).

Fonte: Agência Senado – (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)

8 hábitos simples podem reduzir risco de demência em diabéticos tipo 2

8 hábitos simples podem reduzir risco de demência em diabéticos tipo 2

Ter uma boa saúde cardiovascular pode ajudar a compensar o risco de desenvolver comprometimento cognitivo leve e demência em pessoas com diabetes tipo 2 — mesmo entre aquelas com maior predisposição genética ao declínio cognitivo.

A conclusão vem de um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Tulane, em Nova Orleans (EUA), e divulgado nesta segunda-feira (3/11) em comunicado pela Associação Americana do Coração (AHA).

De acordo com o estudo, pessoas com diabetes tipo 2 têm mais chances de sofrer declínio cognitivo devido a fatores como obesidade, pressão alta e resistência à insulina.

“Nosso estudo constatou que seguir medidas para melhorar a saúde cardiovascular também pode reduzir o risco de comprometimento cognitivo em pessoas com diabetes tipo 2”, explicou a autora principal, Yilin Yoshida, professora assistente de medicina na Universidade de Tulane.

Para investigar se a saúde cardiovascular poderia amenizar esse risco, os pesquisadores analisaram dados de mais de 40 mil adultos com diabetes tipo 2 sem diagnóstico prévio de demência cadastrados no UK Biobank, banco de dados que reúne informações de mais de 500 mil britânicos. Os participantes foram acompanhados por cerca de 13 anos.

No experimento, foi aplicado o Life’s Essencial 8 (LE8) — um índice criado pela AHA composto por hábitos saudáveis, introduzidos na vida dos pacientes para medir a saúde cardiovascular com base em oito métricas comportamentais e clínicas.

Com ele, foi avaliado se pessoas com diferentes níveis de saúde do coração (alta, moderada ou baixa) e risco genético para demência também divergiam quanto à saúde cerebral.

LE8: hábitos que melhoram a saúde cardiovascular

  • Boa alimentação.
  • Prática de atividade física.
  • Não fumar.
  • Dormir bem.
  • Manter peso adequado.
  • Controle de colesterol.
  • Controle de glicose no sangue.
  • Manter a pressão arterial sob controle.

Os resultados mostraram que participantes com saúde cardiovascular moderada ou alta apresentaram 15% menos risco de desenvolver comprometimento cognitivo leve e 15% menos risco de demência, quando comparados aos de saúde baixa.

Entre aqueles com alto risco genético, o efeito protetor foi ainda mais marcante: 27% menos chance de comprometimento cognitivo leve e 23% menos de demência. Além disso, na prática, quem tinha melhor pontuação nos oito fatores mostrou maior volume cerebral, o que indica melhor preservação das funções cognitivas.

Fonte: metropoles

Porto Murtinho Rumo ao Carbono Neutro: Prefeito Nelson Cintra Representa o Município em Evento Nacional de Sustentabilidade

Porto Murtinho Rumo ao Carbono Neutro: Prefeito Nelson Cintra Representa o Município em Evento Nacional de Sustentabilidade

O Prefeito Nelson Cintra representa Porto Murtinho no encontro “Roadmap Território Carbono Neutro: avanços, conexões e próximos passos”, que ocorre nos dias 03 e 04 de novembro de 2025, no Rio de Janeiro. O evento reúne lideranças nacionais e internacionais comprometidas com o desenvolvimento sustentável e integra a programação oficial do Fórum de Líderes Locais da COP30.

Durante o encontro, o Prefeito apresenta as ações da agenda local de Porto Murtinho voltadas à redução das emissões de carbono, reforçando o compromisso do município com a neutralidade climática e com a preservação do Pantanal Sul-Mato-Grossense. As iniciativas locais estão alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e às metas do Acordo de Paris, colocando Porto Murtinho como referência regional em sustentabilidade.

“Porto Murtinho está conectada às estratégias globais de sustentabilidade. Estamos avançando com planejamento e responsabilidade, construindo uma cidade preparada para o futuro e para as próximas gerações”, destacou o Prefeito Nelson Cintra durante sua participação.

Roadmap Território Carbono Neutro (RTCN) é uma iniciativa do Sebrae Nacional, em parceria com governos estaduais e instituições como a Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação de Mato Grosso do Sul (SEMADESC/MS). O programa orienta os municípios na elaboração de planos de ação climática locais, diagnóstico de emissões e busca por financiamento de projetos verdes, ampliando a capacidade técnica das gestões municipais para enfrentar os desafios das mudanças climáticas.

O evento conta com a presença de diversas autoridades, entre elas Jeconias Rosendo da Silva Junior, Gerente da Unidade de Desenvolvimento Territorial do Sebrae Nacional, e Artur Falcette, Secretário Adjunto da SEMADESC/MS, além de representantes da Frente Nacional de Prefeitos (FNP)Instituto Clima e Sociedade (iCS)ONU-HabitatWRI Brasil e outras instituições ligadas à pauta ambiental.

Integrando o Fórum de Líderes Locais da COP30, a iniciativa coloca as lideranças municipais no centro das discussões globais, destacando soluções sustentáveis e inovadoras desenvolvidas nas cidades brasileiras.

Com essa participação, Porto Murtinho reafirma seu compromisso com o futuro sustentável, fortalecendo políticas públicas ambientais e consolidando sua presença entre os municípios protagonistas da agenda climática rumo ao Carbono Neutro.

Reunião na ALEMS debate Política de Educação Inclusiva com repúdio a decreto federal   Veja mais no site da ALEMS: https://al.ms.gov.br/noticias/143861

Reunião na ALEMS debate Política de Educação Inclusiva com repúdio a decreto federal Veja mais no site da ALEMS: https://al.ms.gov.br/noticias/143861

Representantes de diversas entidades da sociedade civil que lidam com a educação especial, como as APAEs e Pestalozzis, estiveram reunidos na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS) nesta segunda-feira (3), por proposição do deputado Junior Mochi (MDB), para discutir o Decreto nº 12.686/2025, que instituiu a Política Nacional de Educação Inclusiva em outubro de 2025.

Segundo o decreto, a normativa visa garantir o direito à educação de estudantes com deficiência, transtorno do espectro autista (TEA) e com altas habilidades ou superdotação, sem discriminação e com base na igualdade de oportunidades, com a inclusão em classes e escolas comuns da rede regular.  Para tanto, as instituições se reúnem em apoio à suspensão dos efeitos deste decreto, como explicou o deputado Junior Mochi (MDB), quem já apresentou moção de repúdio – reveja aqui.

Segundo o parlamentar, a imposição nacional contém “graves equívocos conceituais e operacionais, ao impor a matrícula obrigatória de todos os alunos com deficiência em classes comuns, sem considerar as especificidades de cada caso e sem garantir as condições estruturais, pedagógicas e financeiras indispensáveis ao atendimento adequado”.

Mochi explicou que ao restringir a atuação das escolas especializadas coloca em risco a continuidade de um modelo educacional reconhecido nacional e internacionalmente, que há muitas décadas promove a inclusão efetiva de pessoas com deficiência intelectual, múltipla e com TEA e contraria a Lei Nacional de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e a Constituição Federal.

“O decreto ainda ignora o direito de escolha famílias e reduz a formação docente a meras 80 horas, em vez de 200 horas. Isso demonstra a superficialidade e ausência de preparo técnico compatível com a complexidade da Educação Especial”, detalhou Junior Mochi, que disse que um documento com os depoimentos da reunião, realizada na Sala da Presidência.

Em nome da Federação das APAEs de Mato Grosso do Sul, Fabiana Maria das Graças de Oliveira concordou e disse que a formação é uma luta antiga que não pode retroceder e outro ponto crucial do decreto foi não pontuar sobre a educação aos bebês de 0 a 3 anos, que precisam da estimulação precoce.

“Por exemplo, minha formação inicial é professora, em Letras, nunca me deu conhecimento especializado. Agora eu tenho especialização, mas se não tivesse nem teria condições de trabalhar com os Tea da minha família. Nossos alunos precisam de atendimento multiprofissional. Nossas escolas são especializadas, principalmente no nosso estado, oferece serviços educacionais e centro de atendimento especializado devidamente regulamentados. Isso é o que que faz jus aos financiamentos e ao nosso trabalho. Como podemos admitir o inclusivo se o decreto não aceita os modelos de escolas especializadas. E as escolas de campo? As indígenas? A LDB permite isso. Esse decreto não precisa ser refeito, precisa ser desfeito”, considerou Fabiana.

Em nome da Federação das Pestalozzi em Mato Grosso do Sul, Gisele Tannus, explicou que as escolas especializadas existem em todo o mundo, incluindo em locais referência como Áustria, Suíça e Alemanha e que no Brasil a falta de recursos inviabiliza mais qualidade ao trabalho, visto que em novembro ainda lutam para receber recursos do Fundeb, mesmo o ano letivo tendo iniciado em fevereiro.

Gisele explicou que as Pestalozzi ainda

não receberam recursos do Fundeb

“Estamos há alguns anos solicitando que o Executivo e Legislativo conversem e formulem a Política Estadual de Educação Especial. Não é possível que a cada ano tenhamos ameaças cada vez piores e não avanços. Considero que MS é vanguarda na educação especial no Brasil, somos reconhecidos por isso. Não cabe mais a sociedade civil que vem se disponibilizando 24h por dia para prestar esse serviço de qualidade viva diante da ameaça desse decreto. Estamos em novembro e ainda não recebemos. Isso é muito sério. Não tem quem não faça pastelada, bingo, para sobreviver”, lamentou.

Ela também exemplificou que sua dissertação de mestrado foi baseada na formação do aluno com deficiência em salas de aula comuns. “Entrevistei os professores. Cerca de 78% consideraram desesperador, porque tinham mais 40 alunos para dar conta e zero recursos. E quando consideraram que faziam um bom trabalho deixavam-o do seu lado achando que estava protegido e nem sequer participar da festa junina eles participavam. Vamos encaminhar o repúdio ao decreto para manter o trabalho especializado”, destacou.

Outras entidades tiveram a fala e Mochi garantiu que um documento com a degravação de todos os depoimentos será encaminhado à bancada federal de Mato Grosso do Sul, no Congresso Nacional, para demonstrar apoio à votação que deve ocorrer para sustar os efeitos do decreto.

Fonte: al.ms.gov.br – Por: Fernanda Kintschner    Foto: Wagner Guimarães